Jornal Página 3
Coluna
ALBC Ecos Literários
Por Academia de Letras

Discurso da Posse de Anderson Fabiano

Boa noite, Senhoras e Senhores.

Saúdo a Presidente Eliana Jimenez, e ao fazê-lo, saúdo a todos os membros dessa Casa de Saberes. Não apenas em meu nome, mas também dos companheiros Helga Frassetto, Juan Daniel Isernhagen e Robson Ramos, aos quais, a partir de hoje, conquisto o direito de chamá-los confrades. Juntos, agradecemos aos acadêmicos que indicaram nossos nomes e a todos aqueles que aprovaram nossas indicações.

Da minha parte, quero agradecer ao meu sempre “dindo”, Hang Ferrero, companheiro de tantos embates literários; Tonhão Kappel, pela sua imensa generosidade e Miriam de Almeida, por ter sempre uma palavra de estímulo para doar.

Meditei alguns dias na espera da glória acadêmica, buscando o que dizer aqui, agora. Queria dizer alguma coisa que me unisse à Comunidade em que hoje me integro: dos acadêmicos presentes, dos acadêmicos de ontem, dos acadêmicos de amanhã e dentre as inúmeras coisas assinaláveis, é com prazer que destaco o fato notório de que somos todos intelectuais catarinenses e, por extensão, intelectuais brasileiros.

Mas não me considero um homem de letras no sentido rigoroso do termo. Nem poeta ou cronista, talvez nem mesmo escritor. Quando muito, um refém das emoções, às quais reverencio com meus textos.

Sei que meu sotaque denuncia minha condição de forasteiro e para aqueles que ainda não notaram, confesso que sou orgulhosamente carioca. E mais, que foi a Poesia, ou melhor, minha companheira Helena, que me trouxe para essas terras catarinenses há exatos 10 anos.

Por isso, sinto-me ainda mais orgulhoso por estar ingressando na Academia de Letras de Balneário Camboriú onde, juntamente com meus pares, estarei empenhado em difundir nosso idioma e suas maravilhas e criando, sempre que possível, novos leitores e, quem sabe, futuros companheiros dessa casa.

Há em meu coração, uma inequívoca sensação de fidelidade aos meus valores maiores: o Amor ao próximo, à Literatura e à missão que me foi confiada de dividir meus parcos conhecimentos, tão sofridamente conquistados ao longo de uma vida. E parodiando meu patrono, vencendo as pedras que encontrei pelo caminho.

“Nunca me esquecerei desse acontecimento / Na vida de minhas retinas tão fatigadas / Nunca me esquecerei que no meio do caminho /Tinha uma pedra.”

Hoje, assumindo a cadeira nº 31, reverencio Carlos Drummond de Andrade, mineirinho de Itabira, a quem tive o privilégio de encontrar umas poucas vezes, saindo de seu prédio, na Rua Conselheiro Lafayette, ali na divisa de Copacabana e Ipanema, para suas caminhadas matinais.

Ave, Drummond!

Mas não me permitirei a soberba, por saber-me doravante terraqueamente imortal. Exijo-me continuar poeta sim, mas simples, acessível, moleque, carioca, vascaíno e mangueirense.

E é com a doce irreverência carioca que gostaria de encerrar esse breve discurso de posse, enaltecendo três poetas populares: Rody, Verinha e Biro do Ponto, que compuseram o Samba Enredo No Reino das Letras, em homenagem a Carlos Drummond, que deu a Estação Primeira de Mangueira, o título de campeã do carnaval de 1987:

“Na ilusão dos meus sonhos, achei / O elefante que eu imaginei”

Ave Carlos Drummond de Andrade!

Ave Confrades e Confreiras da Academia de Letras de Balneário Camboriú!

Muito obrigado.

Escrito por Academia de Letras, 06/08/2019 às 17h05 | elianarjz@gmail.com



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Discurso da Posse de Anderson Fabiano

Boa noite, Senhoras e Senhores.

Saúdo a Presidente Eliana Jimenez, e ao fazê-lo, saúdo a todos os membros dessa Casa de Saberes. Não apenas em meu nome, mas também dos companheiros Helga Frassetto, Juan Daniel Isernhagen e Robson Ramos, aos quais, a partir de hoje, conquisto o direito de chamá-los confrades. Juntos, agradecemos aos acadêmicos que indicaram nossos nomes e a todos aqueles que aprovaram nossas indicações.

Da minha parte, quero agradecer ao meu sempre “dindo”, Hang Ferrero, companheiro de tantos embates literários; Tonhão Kappel, pela sua imensa generosidade e Miriam de Almeida, por ter sempre uma palavra de estímulo para doar.

Meditei alguns dias na espera da glória acadêmica, buscando o que dizer aqui, agora. Queria dizer alguma coisa que me unisse à Comunidade em que hoje me integro: dos acadêmicos presentes, dos acadêmicos de ontem, dos acadêmicos de amanhã e dentre as inúmeras coisas assinaláveis, é com prazer que destaco o fato notório de que somos todos intelectuais catarinenses e, por extensão, intelectuais brasileiros.

Mas não me considero um homem de letras no sentido rigoroso do termo. Nem poeta ou cronista, talvez nem mesmo escritor. Quando muito, um refém das emoções, às quais reverencio com meus textos.

Sei que meu sotaque denuncia minha condição de forasteiro e para aqueles que ainda não notaram, confesso que sou orgulhosamente carioca. E mais, que foi a Poesia, ou melhor, minha companheira Helena, que me trouxe para essas terras catarinenses há exatos 10 anos.

Por isso, sinto-me ainda mais orgulhoso por estar ingressando na Academia de Letras de Balneário Camboriú onde, juntamente com meus pares, estarei empenhado em difundir nosso idioma e suas maravilhas e criando, sempre que possível, novos leitores e, quem sabe, futuros companheiros dessa casa.

Há em meu coração, uma inequívoca sensação de fidelidade aos meus valores maiores: o Amor ao próximo, à Literatura e à missão que me foi confiada de dividir meus parcos conhecimentos, tão sofridamente conquistados ao longo de uma vida. E parodiando meu patrono, vencendo as pedras que encontrei pelo caminho.

“Nunca me esquecerei desse acontecimento / Na vida de minhas retinas tão fatigadas / Nunca me esquecerei que no meio do caminho /Tinha uma pedra.”

Hoje, assumindo a cadeira nº 31, reverencio Carlos Drummond de Andrade, mineirinho de Itabira, a quem tive o privilégio de encontrar umas poucas vezes, saindo de seu prédio, na Rua Conselheiro Lafayette, ali na divisa de Copacabana e Ipanema, para suas caminhadas matinais.

Ave, Drummond!

Mas não me permitirei a soberba, por saber-me doravante terraqueamente imortal. Exijo-me continuar poeta sim, mas simples, acessível, moleque, carioca, vascaíno e mangueirense.

E é com a doce irreverência carioca que gostaria de encerrar esse breve discurso de posse, enaltecendo três poetas populares: Rody, Verinha e Biro do Ponto, que compuseram o Samba Enredo No Reino das Letras, em homenagem a Carlos Drummond, que deu a Estação Primeira de Mangueira, o título de campeã do carnaval de 1987:

“Na ilusão dos meus sonhos, achei / O elefante que eu imaginei”

Ave Carlos Drummond de Andrade!

Ave Confrades e Confreiras da Academia de Letras de Balneário Camboriú!

Muito obrigado.

Escrito por Academia de Letras, 06/08/2019 às 17h05 | elianarjz@gmail.com



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