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Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Meu Bom, Meu Mal

Sabe, eu confesso, não é fácil lidar comigo. às vezes nem eu mesmo consigo. Não sei se pra você é assim, mas pra mim parece que sou dois, ora bonzinho ora malzinho. É um conflito interno que nunca tem fim.

Se há um lugar onde a sociedade interage é o trânsito. Todos estão ali, independente da condição econômica, social, religiosa ou partidária. E é ali que o malzinho aparece. Fico muito irritado com a falta de colaboração, a individualidade e o egoísmo. Ainda bem que o bonzinho nunca me abandona e quando o negócio esquenta ele toma a frente e dá um basta no malzinho. É difícil e chato mas tem funcionado. Mas está errado. Num determinado dia precisei ir a Florianópolis e decidi, quando liguei o carro, que deixaria o malzinho em casa. Foi incrível! Ninguém me atrapalhou, o trânsito fluiu e eu cheguei tranquilo ao meu destino. Deu tudo certo.

O que aconteceu? Onde estavam àqueles que me atrapalhavam? Pois é. Nós temos olhos que enxergam pra fora, os olhos físicos, que apontam as falhas e os erros dos outros de maneira exemplar. Àqueles que olham pra dentro, os olhos da alma, normalmente estão fechados por falta de conexão com nossa energia vital. Somos os atores principais do filme de nossas vidas, mas só temos condições de avaliar adequadamente nosso desempenho nesse papel quando saímos de cena e vamos para a plateia apreciar nosso espetáculo, que normalmente não é tão bom quanto imaginamos.

Bom, quando sai de casa achei que o malzinho tinha ficado lá. Bobagem, ele estava sentado no banco de traz. Daí na volta o pau pegou.

Hoje entendo que os dois nunca irão se separar, inclusive que é boa esta dualidade, mas que meu papel enquanto ser em evolução é buscar o equilíbrio, que não se dá pela divisão em partes iguais, mas diminuindo a importância de um e aumentando a importância do outro. Acho que essa é a minha história. Acho que essa é minha busca.

Escrito por Fernando Baumann, 23/03/2018 às 12h09 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.














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Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Meu Bom, Meu Mal

Sabe, eu confesso, não é fácil lidar comigo. às vezes nem eu mesmo consigo. Não sei se pra você é assim, mas pra mim parece que sou dois, ora bonzinho ora malzinho. É um conflito interno que nunca tem fim.

Se há um lugar onde a sociedade interage é o trânsito. Todos estão ali, independente da condição econômica, social, religiosa ou partidária. E é ali que o malzinho aparece. Fico muito irritado com a falta de colaboração, a individualidade e o egoísmo. Ainda bem que o bonzinho nunca me abandona e quando o negócio esquenta ele toma a frente e dá um basta no malzinho. É difícil e chato mas tem funcionado. Mas está errado. Num determinado dia precisei ir a Florianópolis e decidi, quando liguei o carro, que deixaria o malzinho em casa. Foi incrível! Ninguém me atrapalhou, o trânsito fluiu e eu cheguei tranquilo ao meu destino. Deu tudo certo.

O que aconteceu? Onde estavam àqueles que me atrapalhavam? Pois é. Nós temos olhos que enxergam pra fora, os olhos físicos, que apontam as falhas e os erros dos outros de maneira exemplar. Àqueles que olham pra dentro, os olhos da alma, normalmente estão fechados por falta de conexão com nossa energia vital. Somos os atores principais do filme de nossas vidas, mas só temos condições de avaliar adequadamente nosso desempenho nesse papel quando saímos de cena e vamos para a plateia apreciar nosso espetáculo, que normalmente não é tão bom quanto imaginamos.

Bom, quando sai de casa achei que o malzinho tinha ficado lá. Bobagem, ele estava sentado no banco de traz. Daí na volta o pau pegou.

Hoje entendo que os dois nunca irão se separar, inclusive que é boa esta dualidade, mas que meu papel enquanto ser em evolução é buscar o equilíbrio, que não se dá pela divisão em partes iguais, mas diminuindo a importância de um e aumentando a importância do outro. Acho que essa é a minha história. Acho que essa é minha busca.

Escrito por Fernando Baumann, 23/03/2018 às 12h09 | fernando@bba-reiki.com.br



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