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Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Regozijo

 Tudo está certo.

Experimente subir o Morro da Cruz em Itajaí. No mirante com vista leste, para o mar,  observe a grandeza da natureza, com a visão infinita do mar fundindo-se com o horizonte, também a morraria e a própria dimensão do Morro da Cruz. Tudo está no lugar certo e concorre harmonicamente entre si. Uma beleza sensível e equilibrada.

Agora movimente-se sentido norte, indo para sobre o muro de pedras, tendo a Univali aos seus pés. A catedral e os portos de Itajaí e Navegantes um pouco mais distantes, e o movimento frenético de duas cidade ativas separadas por um rio.

Aliás, é esse rio o pano de fundo  do texto que escrevo. Vou explicar melhor o meu “causo”: em um determinado dia de atividade profissional, já no meu limite entre a sensatez e a explosão, percebendo que estava a beira de colapso pelas pressões recebidas, decidi abandonar meu posto e reequilibrar minhas energias e sai sem destino. Peguei minha moto e acabei indo para Itajaí. Preciso de contato vivo para me restabelecer, e encontro esta fonte na natureza. Seja andando descalço, curtindo minha bicicleta por locais com ar puro ou simplesmente contemplando belos visuais. Naturalmente subi o Morro da Cruz.

Lá em cima fiz minha caminhada na sequência como sugerido no primeiro parágrafo. O belo visual funcionou como um bálsamo para as minhas angústias e lentamente fui me reconectando com as energias que mantém o universo em equilíbrio, e me reequilibrei. Neste estágio de serenidade as coisas fluem e o propósito fica claro: preciso evoluir!

Em cima da mureta olhando para noroeste comecei a observar o rio Itajaí-açú, e chamou atenção o fato de até a BR 101 seu leito ser praticamente reto e, a partir dali serpentar rumo ao mar. Pensei: caramba!! Que belo exemplo a natureza está me dando. Certamente teria sido muito mais fácil para ele seguir em linha reta até o final para cumprir seu objetivo de desembocar no mar, mas por qualquer motivo ele não conseguiu. Mas não desistiu, não arrumou desculpas e não se justificou. Foi lá e fez, encontrando alternativas para superar os obstáculos, e conseguiu. Desde então trago este endimento de vida comigo.

Daquilo que teria sido apenas mais um dia ruim foi a oportunidade que tive de perceber as respostas às minhas angústias na própria natureza. A sequência de acontecimentos de início nada agradáveis foram as mesmas que me permitiram entender que tudo está certo, independente do meu sentimento a cada momento.

Então, por mais difícil que seja, tudo está certo. É a natureza que diz!

Escrito por Fernando Baumann, 06/04/2018 às 13h27 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.














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 Tudo está certo.

Experimente subir o Morro da Cruz em Itajaí. No mirante com vista leste, para o mar,  observe a grandeza da natureza, com a visão infinita do mar fundindo-se com o horizonte, também a morraria e a própria dimensão do Morro da Cruz. Tudo está no lugar certo e concorre harmonicamente entre si. Uma beleza sensível e equilibrada.

Agora movimente-se sentido norte, indo para sobre o muro de pedras, tendo a Univali aos seus pés. A catedral e os portos de Itajaí e Navegantes um pouco mais distantes, e o movimento frenético de duas cidade ativas separadas por um rio.

Aliás, é esse rio o pano de fundo  do texto que escrevo. Vou explicar melhor o meu “causo”: em um determinado dia de atividade profissional, já no meu limite entre a sensatez e a explosão, percebendo que estava a beira de colapso pelas pressões recebidas, decidi abandonar meu posto e reequilibrar minhas energias e sai sem destino. Peguei minha moto e acabei indo para Itajaí. Preciso de contato vivo para me restabelecer, e encontro esta fonte na natureza. Seja andando descalço, curtindo minha bicicleta por locais com ar puro ou simplesmente contemplando belos visuais. Naturalmente subi o Morro da Cruz.

Lá em cima fiz minha caminhada na sequência como sugerido no primeiro parágrafo. O belo visual funcionou como um bálsamo para as minhas angústias e lentamente fui me reconectando com as energias que mantém o universo em equilíbrio, e me reequilibrei. Neste estágio de serenidade as coisas fluem e o propósito fica claro: preciso evoluir!

Em cima da mureta olhando para noroeste comecei a observar o rio Itajaí-açú, e chamou atenção o fato de até a BR 101 seu leito ser praticamente reto e, a partir dali serpentar rumo ao mar. Pensei: caramba!! Que belo exemplo a natureza está me dando. Certamente teria sido muito mais fácil para ele seguir em linha reta até o final para cumprir seu objetivo de desembocar no mar, mas por qualquer motivo ele não conseguiu. Mas não desistiu, não arrumou desculpas e não se justificou. Foi lá e fez, encontrando alternativas para superar os obstáculos, e conseguiu. Desde então trago este endimento de vida comigo.

Daquilo que teria sido apenas mais um dia ruim foi a oportunidade que tive de perceber as respostas às minhas angústias na própria natureza. A sequência de acontecimentos de início nada agradáveis foram as mesmas que me permitiram entender que tudo está certo, independente do meu sentimento a cada momento.

Então, por mais difícil que seja, tudo está certo. É a natureza que diz!

Escrito por Fernando Baumann, 06/04/2018 às 13h27 | fernando@bba-reiki.com.br



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