Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

O Sistema TBC

 Vivemos tempos difíceis, de muita incerteza e insegurança. Não lembro em minha existência de algo semelhante. Parece que tudo está perdido. Crise financeira, crise política, crise social, um estado de ebulição constante.

Mas sabe, acredito que este momento está sendo muito rico para abrirmos em definitivo as discussões do que somos e do que queremos ser. A dificuldade nos empurra a sair do estado de letargia que nos encontramos, passivos diria assim, onde sempre esperamos que o outro faça por nós. Acho que as verdades estão sendo expostas.

Os piores momentos na verdade são sempre os melhores. Muito provavelmente hoje não consigamos enxergar, mas daqui a algum tempo, quando olharmos para traz, veremos que avanços importantes ocorreram. O fogo transforma, a exemplo do ferro em aço e do vidro comum em vidro temperado. Então que saibamos aproveitar este fogo que está aí com responsabilidade, civilidade e respeito para nos tornarmos mais fortes.

Uma questão que sempre me perturbou e agora decidi me posicionar é quanto aos legisladores municipais, estaduais e federais. Não concordo e não aceito que após eleitos os mesmos ocupem outra função que não a sua, como exemplo o vereador que vira secretário. Também o caso do executivo que renuncia a sua função para concorrer a outros níveis. Isto é virar as costas para o eleitor, que o elegeu para àquela função, usando-o como degrau para servir aos seus próprios interesses. O eleitor não é mais tão bobinho para não perceber isto, e eu não voto mais em candidatos com este histórico.

Também entendo que estamos em condições de discutir a carga tributária que carregamos. Não os impostos como causa, e sim como efeito(vou sugerir trocar o nome de “imposto” por “benefício”).  Sendo mais claro: o problema não é o quanto pagamos, mas o quanto recebemos. Pagar altas alíquotas de modo geral é aceitável, o que não é aceitável é que pagamos e não recebemos. Não tem estrada, não tem educação, não tem saúde e tudo precisa ser novamente contratado de forma particular por quem pode. Numa conta simples concluo que o custo é dobrado. Vender e não entregar é estelionato, e é isto que o sistema nos impõe, pois o mesmo é incapaz de cumprir suas funções, isto hoje é claro.

Por fim, a divisão do bolo. Não podemos mais concordar que o maior percentual caiba ao governo federal. A pirâmide precisa ser invertida, e o município tem que ficar com a maior fatia, que é onde efetivamente as coisas acontecem e nós conseguimos ver e controlar. O governo federal, este ogro, repleto de privilégios e luxos não precisa ter o tamanho que tem. Apartamentos funcionais, veículos de luxo com motoristas, ascensoristas, assessores, passagens aéreas, aviões, auxílios, aposentadorias e privilégios de toda ordem(cabelo, terno e o escambau)não cabem mais. Eu não aceito mais pagar esta conta.

É o que tenho para hoje.

(sistema TBC – Tirar a Bunda da Cadeira)

 

Escrito por Fernando Baumann, 08/06/2018 às 12h50 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.














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Cá Pra Nós
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 Vivemos tempos difíceis, de muita incerteza e insegurança. Não lembro em minha existência de algo semelhante. Parece que tudo está perdido. Crise financeira, crise política, crise social, um estado de ebulição constante.

Mas sabe, acredito que este momento está sendo muito rico para abrirmos em definitivo as discussões do que somos e do que queremos ser. A dificuldade nos empurra a sair do estado de letargia que nos encontramos, passivos diria assim, onde sempre esperamos que o outro faça por nós. Acho que as verdades estão sendo expostas.

Os piores momentos na verdade são sempre os melhores. Muito provavelmente hoje não consigamos enxergar, mas daqui a algum tempo, quando olharmos para traz, veremos que avanços importantes ocorreram. O fogo transforma, a exemplo do ferro em aço e do vidro comum em vidro temperado. Então que saibamos aproveitar este fogo que está aí com responsabilidade, civilidade e respeito para nos tornarmos mais fortes.

Uma questão que sempre me perturbou e agora decidi me posicionar é quanto aos legisladores municipais, estaduais e federais. Não concordo e não aceito que após eleitos os mesmos ocupem outra função que não a sua, como exemplo o vereador que vira secretário. Também o caso do executivo que renuncia a sua função para concorrer a outros níveis. Isto é virar as costas para o eleitor, que o elegeu para àquela função, usando-o como degrau para servir aos seus próprios interesses. O eleitor não é mais tão bobinho para não perceber isto, e eu não voto mais em candidatos com este histórico.

Também entendo que estamos em condições de discutir a carga tributária que carregamos. Não os impostos como causa, e sim como efeito(vou sugerir trocar o nome de “imposto” por “benefício”).  Sendo mais claro: o problema não é o quanto pagamos, mas o quanto recebemos. Pagar altas alíquotas de modo geral é aceitável, o que não é aceitável é que pagamos e não recebemos. Não tem estrada, não tem educação, não tem saúde e tudo precisa ser novamente contratado de forma particular por quem pode. Numa conta simples concluo que o custo é dobrado. Vender e não entregar é estelionato, e é isto que o sistema nos impõe, pois o mesmo é incapaz de cumprir suas funções, isto hoje é claro.

Por fim, a divisão do bolo. Não podemos mais concordar que o maior percentual caiba ao governo federal. A pirâmide precisa ser invertida, e o município tem que ficar com a maior fatia, que é onde efetivamente as coisas acontecem e nós conseguimos ver e controlar. O governo federal, este ogro, repleto de privilégios e luxos não precisa ter o tamanho que tem. Apartamentos funcionais, veículos de luxo com motoristas, ascensoristas, assessores, passagens aéreas, aviões, auxílios, aposentadorias e privilégios de toda ordem(cabelo, terno e o escambau)não cabem mais. Eu não aceito mais pagar esta conta.

É o que tenho para hoje.

(sistema TBC – Tirar a Bunda da Cadeira)

 

Escrito por Fernando Baumann, 08/06/2018 às 12h50 | fernando@bba-reiki.com.br



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Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.