Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Saintly

 Fico vagando entre esperar e esperançar.

Tenho esperança em um país melhor e mais justo, com acesso a ensino de qualidade e famílias comprometidas com a educação de seus filhos. Tenho esperança na nossa mudança de compreensão com relação ao compromisso com o outro. Tenho esperança que a vaidade, o orgulho e o egoísmo sejam gradativamente dilapidados da nossa existência, quando possamos viver em comunhão. Tenho esperança que a gratidão seja a palavra primeira em nosso vocabulário.

Mas não há muito o que esperar, há muito o que fazer. Não espero que nossos governantes resolvam nossas dificuldades, não espero que o outro motorista seja gentil, não espero que meu vizinho não deposite seu lixo na frente da minha casa, e também não espero que meu colega de trabalho vá resolver o que cabe a mim. Esperar e esperançar são graficamente semelhantes, mas muito distintas em seus significados.

Sendo menos teórico e mais prático, eu tenho muita esperança que os próximos eleitos em outubro deste ano cumpram com sua missão de forma digna e adequada, melhor do que os que serão substituídos, mas não espero milagres.

O milagre para mim não vai existir porque os santos continuam os mesmos. Os santos e os fiéis.

Por mais que se fale em renovação e que os discursos ataquem as mazelas sociais, não há fórmula mágica se não houver mudança comportamental, que está longe de existir. Pego exemplo dos candidatos ao legislativo estadual e federal de nossa região, a quantidade de nomes em campanha é simplesmente incompreensível, sujeito a eleger ninguém. É a velha política travestida de novo, e o mesmo projeto de poder de sempre. E porquê? Novamente por conta da vaidade, do orgulho e do egoísmo. Não vi até agora proposta concreta a ser defendida em prol de nossa região, apenas falácias e balelas. Não há nada em discussão com a sociedade, e já está provado que super-heróis não existem.

Também o eleitor não mudou a forma de avaliar os candidatos, pois o “nome conhecido” é o mais seguro. Vale ser redundante e lembrar que o legislativo de Balneário Camboriú  em 2016 reelegeu 80% dos que concorreram à reeleição. E falamos de uma região com bom nível de esclarecimento!

Bom, quanto ao número de candidatos eu tenho mais um palpite: querem aproveitar 2018 e firmar seu nome para 2020, que é o que verdadeiramente interessa. Meu caro (e)leitor, vou deixar perguntas para você avaliar: nos enganamos ou somos enganados? Esperamos ou esperançamos?

Aí podemos voltar no segundo parágrafo e refletir sobre nossa educação e conhecimento, família e escola.

Santo sem virtude é charlatão.

Escrito por Fernando Baumann, 24/08/2018 às 10h14 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.














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Cá Pra Nós
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 Fico vagando entre esperar e esperançar.

Tenho esperança em um país melhor e mais justo, com acesso a ensino de qualidade e famílias comprometidas com a educação de seus filhos. Tenho esperança na nossa mudança de compreensão com relação ao compromisso com o outro. Tenho esperança que a vaidade, o orgulho e o egoísmo sejam gradativamente dilapidados da nossa existência, quando possamos viver em comunhão. Tenho esperança que a gratidão seja a palavra primeira em nosso vocabulário.

Mas não há muito o que esperar, há muito o que fazer. Não espero que nossos governantes resolvam nossas dificuldades, não espero que o outro motorista seja gentil, não espero que meu vizinho não deposite seu lixo na frente da minha casa, e também não espero que meu colega de trabalho vá resolver o que cabe a mim. Esperar e esperançar são graficamente semelhantes, mas muito distintas em seus significados.

Sendo menos teórico e mais prático, eu tenho muita esperança que os próximos eleitos em outubro deste ano cumpram com sua missão de forma digna e adequada, melhor do que os que serão substituídos, mas não espero milagres.

O milagre para mim não vai existir porque os santos continuam os mesmos. Os santos e os fiéis.

Por mais que se fale em renovação e que os discursos ataquem as mazelas sociais, não há fórmula mágica se não houver mudança comportamental, que está longe de existir. Pego exemplo dos candidatos ao legislativo estadual e federal de nossa região, a quantidade de nomes em campanha é simplesmente incompreensível, sujeito a eleger ninguém. É a velha política travestida de novo, e o mesmo projeto de poder de sempre. E porquê? Novamente por conta da vaidade, do orgulho e do egoísmo. Não vi até agora proposta concreta a ser defendida em prol de nossa região, apenas falácias e balelas. Não há nada em discussão com a sociedade, e já está provado que super-heróis não existem.

Também o eleitor não mudou a forma de avaliar os candidatos, pois o “nome conhecido” é o mais seguro. Vale ser redundante e lembrar que o legislativo de Balneário Camboriú  em 2016 reelegeu 80% dos que concorreram à reeleição. E falamos de uma região com bom nível de esclarecimento!

Bom, quanto ao número de candidatos eu tenho mais um palpite: querem aproveitar 2018 e firmar seu nome para 2020, que é o que verdadeiramente interessa. Meu caro (e)leitor, vou deixar perguntas para você avaliar: nos enganamos ou somos enganados? Esperamos ou esperançamos?

Aí podemos voltar no segundo parágrafo e refletir sobre nossa educação e conhecimento, família e escola.

Santo sem virtude é charlatão.

Escrito por Fernando Baumann, 24/08/2018 às 10h14 | fernando@bba-reiki.com.br



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