Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

O candidato e a semente

 Mais um ano eleitoral se inicia e com ele todos os trâmites necessários para o pleito, que entendo ser o mais importante de todos. É na cidade que moro e é aqui que as coisas acontecem.

Conversas amiúdes tomam forma e proporção. Amizades são desfeitas e interesses aproximam desconhecidos. Como já participei do processo fico magnetizado por este momento. Até parece que o sangue circula mais rápido e os poros dilatam. Alta sensibilidade!

Mas foi só um “flash”, já passou.

De volta ao que interessa, parece que apesar da grande mobilização dos últimos anos em prol de uma nova política, nada de novo efetivamente tem acontecido. O vício de origem permanece e a forma continua a mesma. E não é por falta de vontade, vejo muitos bem intencionados.

A questão aqui é fazer a roda girar ao contrário, inverter a lógica da política como a conhecemos. Mas é necessário grande esforço de aprendizagem e desapego. Ou melhor, desapego e aprendizagem. Zerar e fazer de novo.

Entendo que a diferença entre o novo e o velho é a capacidade de continuar aprendendo. O novo que parou de aprender é velho, e o velho que continua aprendendo é novo. Então ser apenas jovem não basta, isto não é novo.

Exemplos do que é velho: pessoalizar as discussões; o nós e eles; criticar sem apontar solução; os puxa sacos; projeto de poder; ofertar e/ou aceitar benesses em troca de apoio; ser autoridade; defender interesses pessoais; ter plano de governo; falar sem ouvir; andar de automóvel chapa branca com motorista; sorrir por obrigação.

Exemplos do que é novo: propor ampla discussão de ideias; defender uma única cidade independente de posicionamento político-partidário; ser engajado por convicção; não ser dono da verdade; ter plano de cidade; entender que a autoridade é o eleitor; ser representante dos interesses coletivos; saber ouvir para falar; andar a pé, de bicicleta e transporte coletivo para sentir a cidade; ser natural.

Vamos discutir isso? 

Escrito por Fernando Baumann, 24/01/2020 às 16h46 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.














Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

O candidato e a semente

 Mais um ano eleitoral se inicia e com ele todos os trâmites necessários para o pleito, que entendo ser o mais importante de todos. É na cidade que moro e é aqui que as coisas acontecem.

Conversas amiúdes tomam forma e proporção. Amizades são desfeitas e interesses aproximam desconhecidos. Como já participei do processo fico magnetizado por este momento. Até parece que o sangue circula mais rápido e os poros dilatam. Alta sensibilidade!

Mas foi só um “flash”, já passou.

De volta ao que interessa, parece que apesar da grande mobilização dos últimos anos em prol de uma nova política, nada de novo efetivamente tem acontecido. O vício de origem permanece e a forma continua a mesma. E não é por falta de vontade, vejo muitos bem intencionados.

A questão aqui é fazer a roda girar ao contrário, inverter a lógica da política como a conhecemos. Mas é necessário grande esforço de aprendizagem e desapego. Ou melhor, desapego e aprendizagem. Zerar e fazer de novo.

Entendo que a diferença entre o novo e o velho é a capacidade de continuar aprendendo. O novo que parou de aprender é velho, e o velho que continua aprendendo é novo. Então ser apenas jovem não basta, isto não é novo.

Exemplos do que é velho: pessoalizar as discussões; o nós e eles; criticar sem apontar solução; os puxa sacos; projeto de poder; ofertar e/ou aceitar benesses em troca de apoio; ser autoridade; defender interesses pessoais; ter plano de governo; falar sem ouvir; andar de automóvel chapa branca com motorista; sorrir por obrigação.

Exemplos do que é novo: propor ampla discussão de ideias; defender uma única cidade independente de posicionamento político-partidário; ser engajado por convicção; não ser dono da verdade; ter plano de cidade; entender que a autoridade é o eleitor; ser representante dos interesses coletivos; saber ouvir para falar; andar a pé, de bicicleta e transporte coletivo para sentir a cidade; ser natural.

Vamos discutir isso? 

Escrito por Fernando Baumann, 24/01/2020 às 16h46 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.