Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Além daqui

 Me parece que o que é comum a todos nós é a certeza da finitude humana, esta luz que nos persegue desde quando nascemos (ou de quando fomos fecundados, o que acham?).

Na esteira das convicções humanas são poucas as pessoas que se declaram totalmente ateias, que não acreditam em nenhuma forma de Divindade, então dá para acreditar que a maioria confia na existência de um Ser superior, e a este expressa sua reverência em distintos graus de otimismo e fé. Inclusive a quantidade de vezes que Seu nome é mencionado no linguajar diário expõe o quanto Ele é acreditado. “Graças a Deus...se Deus quiser...vá com Deus...Deus te abençoe...foi Deus que deu...”

Mas crença é atitude, não teoria. Falar e não praticar é o mesmo que não acreditar. Crença é pra dentro, não pra fora.

Então vamos lá, nós vamos morrer, certo? De COVID-19, de câncer, de acidente...de idade ou de qualquer outra coisa vamos morrer. Não somos deste mundo e estamos aqui apenas de passagem, e a única coisa que nos diferencia é nossa autonomia, o quanto nosso tanque de combustível consegue rodar. Uns rodam pouco, outros rodam mais e outros rodam muito. No final o combustível acaba e o motor apaga, não tem jeito. “Caxão pro Bylli”. E é pra todos.

Mas se é assim, por que tanta paranoia e desespero? Conhecemos os fatos e o fim e temos as ferramentas necessárias para lidar. Do que mais precisamos para levar uma vida plena e equilibrada?

Ah sim, alguém já falou, está faltando mais espírito e menos matéria ou mais ser e menos ter. Também pode ser mais fraternidade e menos egoísmo ou mais amor e menos ódio. Por fim falta aprender mais, aprendizes imperfeitos que somos.

Escrito por Fernando Baumann, 27/04/2020 às 16h18 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

Assina a coluna Cá Pra Nós

Formado em Ciências Econômicas, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.














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 Me parece que o que é comum a todos nós é a certeza da finitude humana, esta luz que nos persegue desde quando nascemos (ou de quando fomos fecundados, o que acham?).

Na esteira das convicções humanas são poucas as pessoas que se declaram totalmente ateias, que não acreditam em nenhuma forma de Divindade, então dá para acreditar que a maioria confia na existência de um Ser superior, e a este expressa sua reverência em distintos graus de otimismo e fé. Inclusive a quantidade de vezes que Seu nome é mencionado no linguajar diário expõe o quanto Ele é acreditado. “Graças a Deus...se Deus quiser...vá com Deus...Deus te abençoe...foi Deus que deu...”

Mas crença é atitude, não teoria. Falar e não praticar é o mesmo que não acreditar. Crença é pra dentro, não pra fora.

Então vamos lá, nós vamos morrer, certo? De COVID-19, de câncer, de acidente...de idade ou de qualquer outra coisa vamos morrer. Não somos deste mundo e estamos aqui apenas de passagem, e a única coisa que nos diferencia é nossa autonomia, o quanto nosso tanque de combustível consegue rodar. Uns rodam pouco, outros rodam mais e outros rodam muito. No final o combustível acaba e o motor apaga, não tem jeito. “Caxão pro Bylli”. E é pra todos.

Mas se é assim, por que tanta paranoia e desespero? Conhecemos os fatos e o fim e temos as ferramentas necessárias para lidar. Do que mais precisamos para levar uma vida plena e equilibrada?

Ah sim, alguém já falou, está faltando mais espírito e menos matéria ou mais ser e menos ter. Também pode ser mais fraternidade e menos egoísmo ou mais amor e menos ódio. Por fim falta aprender mais, aprendizes imperfeitos que somos.

Escrito por Fernando Baumann, 27/04/2020 às 16h18 | fernando@bba-reiki.com.br



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