Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por André Gevaerd

Fotografia em DSLR

Aqueles que procuram pelos saberes cinematográficos sabem que qualquer tipo de informação é preciosa e que não podem deixar espaço para a preguiça.

Nessas minhas "vasculhadas" por informação disponível sobre cursos na região "topei" com a Semana da Fotografia que acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de março de 2013, Centro de Convenções Cine Itália e reunirá um seleto grupo de profissionais brasileiros para falar sobre fotografia de casamento, newborn, gestante , book,  vídeos de casamento, moda, gestão de negócios fotográficos, ensaios de noivos, still, sensual, direito autoral, direção de modelos e iluminação.

E como fotografia também é cinema... No evento os segredos de Daniel Torraca, um especialista em vídeo de casamento com câmeras DSLR, estarão a disposição do púlbico.

Desde pequeno Daniel foi fascinado pela fotografia, mas aos 16 anos começou a trabalhar com vídeo, e desde então não parou mais. Nos últimos anos se especializou em vídeo de casamento, sempre primando pela inovação estética e a introdução de novas tecnologias. Atualmente é diretor da April Vídeo, produtora pioneira em gravar casamentos inteiros com a Canon 5D Mark II no Brasil. Seus vídeos encantam pela beleza, dinamismo e precisão na captação das imagens e na perfeição na edição de cada cena.

www.aprilvideo.com.br

Escrito por André Gevaerd, 26/02/2013 às 15h58 | andre@cineramabc.com

Audivisual e Economia Criativa - Um Certo Olhar

A economia criativa torna-se prioridade no plano de expansão de governos já desenvolvidos e vêm chegando com cada vez mais força nas terras tupiniquins. Isso acontece pois os países que investem minimamente em seu potencial verificam um crescimento que está acima da média de qualquer outro modelo de negócio.
Esse tipo de economia ainda é um tanto incompreendido. Trata-se de agregar valor a um produto a partir de uma idéia. Não é estranho escutar importantes lideres desta vertente afirmarem frases um tanto controversas como é o caso do "guru" John Howkins: "A Economia Criativa precisa de pessoas malucas"
Me interessei pelo assunto e, Maluco ou não, fui atrás de um modelo de negócio inovador que segue esta linha de pensamento. Acabei me encontrando com Felipe Gini, um dos criadores da (F) Filmes.
 
(esq. para dir. Raphael Beltran e Felipe Gini)
 
Abaixo coloco uma breve conversa por e-mail que apresenta um pouco melhor a empresa e o empresário:
 
AG - O que é a (F)?
 
FG - Somos um think-tank (http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_de_ideias) de produções audio-visuais que investe em capital criativo & inteligencia coletiva; nosso foco são as soluções estratégicas baseadas nos principios fundamentais do marketing. Nossa intenção é integrar toda a cadeia cultural e produtiva em nossos produtos/projetos, de forma a não depender de departamentos de publicidade, nem a sazonalidade das leis de incentivo ou editais. Falei bonito, né? Mas esse é nosso posicionamento, com uma pitada de floreio. ;)
 
AG - O formato da (F) permite trabalhos autorais ou apenas prestação de serviços como complementação de outros produtos? Como?

FG - O formato da (F) permite todo tipo de serviços, damos preferencia pelos formatos autorais e com grande potencial de licenciamento, mas isso não nos impede de adequa-lo a produtos pré-existentes. Partindo da ideia de metodologia e estratégia, tendo a economia criativa como motor propulsor, qualquer projeto pode ser transformado em 2.0.
Além da parte gerencial onde aplicamos esse formato de industria, temos também uma metodologia especifica para a ficção 2.0, que é uma teoria extensa, mas bastante obvia, ela está disponivel no site da (F).
 
(420 - série - Essa foi a primeira série de ficção 2.0 do mundo, onde o formato transmedia é levado ao extremo; são 12 personagens, mais de 30 perfis em redes sociais e uma narrativa tanto on-line (virtual) quanto off-line (realidade).)
 
AG - Qual é o verdadeiro potencial de produção que você enxerga hoje? E daqui a cinco anos?

FG - O potencial do nosso pais para esse tipo de produções é enorme, somos um dos gigantes de conectividade do mundo, e a penetração desse mercado (internet rápida) ainda é infima, não vou "cuspir" numeros, mas acredito tanto nas possibilidades que deixei meu trabalho de redator publicitario para abrir uma empresa com esse foco. Espero que com as politicas publicas de inclusão social, a internet, assim como,  a tv paga, passem a ter um peso maior no mercado de midias e comunicação, mas, como digo por ai - sem medo, nem rabo preso - os dinossauros da comunicação estão morrendo e só depois de vermos alguns CEO's e Presidentes de grandes companias a sete palmos, a transformação do mercado nacional será exponencial, brademos: "cinema independente, ou morte". Em cinco anos como o crescimento e explosão da demanda por conteudo nacional são visiveis a curto prazo, acredito que as produções nacionais deixem de ter sempre os mesmos sobrenomes.
 
AG - Você é parte de uma nova geração de produtores que traz idéias bem diferentes para o mundo profissional. Na sua opinião, o que muda na maneira como o audiovisual era produzido e como você quer produzir?
 
FG - O audiovisual no Brasil sempre foi considerado um mercado de "panelinha", que caminhava entre tres receitas, as filhas da Globo Produções, as filhas de Glauber Rocha e as filhas da Pu...bli (com trocadilho mesmo). Por muitos anos o mercado de produtoras, por conta da pouca penetração de exibidores, sejam elas salas de cinema, sejam canais de televisão, dependia de publicidade e leis de incentivo para gerar receita/lucro. Assim, a TV e o Cinema nacional sempre foram produzidos pelos mesmos profissionais que fazem os comerciais de margarina, e que muitas vezes eram obrigados a engolir seco para ter seu pé de meia e produzir um filme independente. Mas a "tal" nova lei de cotas nacionais veio para tentar mudar esse panorama, digo essa "tal", porque na ponta do lápis não muda muita coisa, os canais continuam dando preferencia pelas grandes produtoras e os grandes nomes, ainda assim, vejo que não há mão de obra especializada em conteudo para televisão e os filmes feitos aqui são tratados como se fossem obras primas, sem produtividade e sem integração. Esse cenario vai mudar quando as marcas patrocinadoras, perceberem que o audio-visual pode ser mais rentavel do que muitos mercados, pois a obra produzida tem proteção autoral, isso significa que pode gerar receita por quase 50 anos.
Meu grande diferencial em comparação com os produtores da velha escola é que eu não fiz cinema, por isso não piso em ovos quando tenho que aumentar a rentabilidade do que considero um produto, cortar custos e comercializar de forma "fria" produtos de uma obra audio-visual não me doem como em muitos profissionais da area. Enquanto o mercado quer fazer historia, eu quero fazer dinheiro. Pode soar capitalista demais essa afirmação, mas foi assim que construiram muitos mercados no mundo. Mas isso não significa que eu não gaste do meu bolso, e não da empresa, com mecenato, investindo em produtos que não vão gerar retorno financeiro, como clipes.
 
(Na Garrafa - videoclipe cheio de referencias estéticas e com uma direção de arte impecável, esse foi o primeiro grande clipe que produzimos e ele está nas primeiras colocações do TOP10 da MTV há 2 semanas.)
 
AG - Como você enxerga a existência das leis de incentivo e editais para este novo formato de produção?

FG - Infelizmente ainda não existem politicas de incentivo para esse novo formato, mas ainda assim, com um pouco de “samba” conseguimos enquadrar em algumas leis o formato como parte do plano de comunicação do projeto incentivado. Já no caso dos editais, como sempre, eles são pontuais e muito especificos, não vou entrar nesse tema pois é extenso e acabarei bradando farpas desnecessarias – ao menos por enquanto.
 
AG - Para esse formato de produção o FSA consegue suprir as "necessidades" deste novo formato de produção?
 
FG - O FSA, como é sabido por muitos, é um mecanismo muito promissor, mas infelizmente ainda esbarramos no mesmo problema das leis de incentivo e dos editais, onde, este formato, só se enquadra com um pouco de samba. Ainda falta muito chão aqui no Brasil para que as politicas publicas se deem conta do potencial da inclusão digital como meio de comunicação de massa e difusão de cultura com qualidade.
 
(Cristina - curta mostra docudrama sobre a historia real de Cristina, uma mulher que busca seu pai pela Europa durante 2 anos. Seleção oficial do Circuito Off de Veneza, do Festival de Tiradentes e do OstiaFilmFest, ganhou o prêmio de melhor curta no festival Isola de Cinema.)
 
AG - Gostaria de terminar com um pouco sobre sua trajetória antes de criar a (F)
 
FG - Noooossa, essa é uma pergunta que me remonta tantas paixões quanto angustias.
 
1 - Primordios
Francamente, sou um grande apaixonado por televisão, desde muito pequeno os castigos que recebia do meu pai eram relacionados aa TV. Uma semana sem televisão era o preço de uma nota baixa. Ela sempre foi uma de minhas paixões, e o principal meio de informação que tive durante muito tempo. Sempre tive facilidade para oratoria e hoje vejo no formato audio-visual o apice desse meu talento. Nunca gostei de ler, mas sempre adorei escrever, nunca gostei de estudar, mas sempre adorei aprender. Mas, me desviei destas paixões: a televisão, a escrita e a oratoria, pois na época da minha formação o “ “glamour” das grandes marcas globalizadas me pegou de jeito. - aqui seus leitores começam a desconfiar da minha “etica”
 
2 – Formação
Sou formado em Propaganda & Marketing pela Universidade Paulista, pós graduado em Adminstração pela Universidad Pompeu Fabra e sou Mestre em criatividade publicitária pela Miami Ad School. Comecei minha carreira profissional com 17 anos logo que entrei na faculdade, foram quase 10 anos trabalhando e estagiando como redator publicitário, tive muitos mestres na profissão e a grande parte deles sempre me apontou o mercado como decadente, além de me aconselharem a encarar a comunicação como algo socio-cultural; foi assim, que no meio do caminho de Santiago de Compostela - que não tinha uma pedra - decidi nunca mais pensar para criar desejo, mas sim, desenvolver um modelo de comunicação que supre as necessidades dos receptores, tornando sua mensagem um produto intrinssicamente necessario ou tornando a comunicação audio-visual em um movimento socio-cultural. - nossa que cara chato, pensaram os que me leem.
 
3 – Transformação
Como tenho a formação de marketing anterior ao meu conhecimento pratico de publicidade, pesquisar por vários mercados e seus fatores (macro e micro) em busca de oportunidades de negocio é algo habitual aa minha metodologia profissional. Em meio à essa pesquisa, em 2009 entrei em contato com o formato transmedia e vislumbrei nessa oportunidade um grande nicho de mercado. Assim resolvi produzir a primeira série do genero no brasil, chamada 420.
 
4 – Paixão
Ao me dar conta do potencial desse mercado pouco explorado aqui no Brasil, comecei a fazer um benchmarking das principais produtoras do pais e percebi que todas elas tinham um mesmo modelo de negocio, que depende de leis de incentivo e publicidade para gerar receita, assim, passei a pesquisar outras empresas fora do Brasil que tivessem um modelo mais rentavel e encontrei algumas muito interessantes, como a Starlighrunner e a conhecida Endemol, dentre outras. Assim, criei junto a 3 socios a (F) Filmes. Essa é minha principal estratégia de negocio: pesquisar, adequar, integrar e melhorar.
 
(O que eu quero, o que você quer - spin off / Dando continuidade a narrativa da série 420, esse curta ganhou o prêmio de melhor ator no CineMube e foi "dirigido" por uma das personagens da série 420. O que nos deu a certeza das possibilidades de trazer para a vida real, as personagens da ficção.)
Escrito por André Gevaerd, 15/02/2013 às 09h32 | andre@cineramabc.com

Mostra de Cinema Infantil abre inscrições

Estão abertas as inscrições para a 12ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que ocorre de 28 de junho a 14 de julho no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, na capital catarinense. Podem participar da seleção curtas-metragens nacionais de todos os gêneros e formatos, direcionados ao público infanto-juvenil e inéditos em Santa Catarina.

 
O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no sitewww.mostradecinemainfantil.com.br. Todo o processo é online, incluindo o envio de cópias dos filmes. O prazo de inscrições vai até o dia 21 de março e a relação das obras selecionadas será divulgada a partir de 23 de abril.
 

O Melhor Filme eleito pelo Júri Oficial e o Melhor Filme escolhido pelo público infantil receberão o prêmio aquisição da TV Brasil no valor de R$ 10 mil cada um.O Fim do Recreio, de Vinicius Mazzon e Nélio Spréa, do Paraná, Disque Quilombola, de David Reeks, de São Paulo, foram os premiados de 2012.
 
 
 
"Desde 2008, os curtas da Mostra Competitiva são também encaminhados para a Programadora Brasil, que seleciona títulos para este projeto do governo federal, e faz circular o cinema brasileiro em escolas, universidades, cineclubes e centros culturais”, diz Luiza Lins, diretora da Mostra.
 
Além dos curtas nacionais, o festival exibe curtas e longas-metragens internacionais, médias e longas brasileiros nas sessões especiais e de pré-estreias. Na última edição, mais de 120 mil crianças participaram do evento, que tem como objetivo a inclusão social, o fortalecimento e a circulação do cinema infantil brasileiro.
 
A Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis é uma realização da Lume Produções Culturais com apoio do Núcleo de Ação Integrada e patrocinadores.
Escrito por André Gevaerd, 25/01/2013 às 10h54 | andre@cineramabc.com

APOIO PARA ESTUDOS NA EICTV

PROCESSO SELETIVO PARA ESTUDANTES BRASILEIROS?CURSO REGULAR 2013 / 2016?ESCUELA INTERNACIONAL DE CINE E TV DE CUBA?

Inscrições abertas até 9 de março??

A EICTV é uma das principais escolas de cinema do mundo, tendo graduado mais?de 1000 profissionais, desde sua fundação, em 1986. O curso tem duração de?três anos, começando em setembro de 2013.??

No Brasil, as provas serão aplicadas nos dias 15 e 16 de março, em cinco?cidades: Belo Horizonte / MG, Recife / PE, Florianópolis / SC, Goiânia / GO?e Belém / PA.??Os candidatos devem ter entre 22 e 29 anos (nascidos entre 1983 e 1991) e?preencher e enviar por e-mail a ficha de inscrição para?eictvbrasil@gmail.com, indicando o local onde fará os exames.?? Cada candidato fará uma prova de conhecimentos gerais e uma específica da?especialização que pretende cursar. São oferecidas oito especializações -?Direção, Produção, Roteiro,Fotografia, Som, Documentário, Edição e TV e?Novas Mídias.??Não é necessário saber espanhol. As provas e entrevistas são em português, e? a Comissão de Seleção é formada por brasileiros.??

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual subsidia? parte do valor da matrícula dos alunos brasileiros sendo o restante pago?pelo aluno. Este subsídio costuma cobrir integralmente a matrícula do?segundo e terceiro anos e parte do primeiro ano do curso.??

As informações completas e a fichas de inscrição serão disponibilizadas pela?internet através dos blogs www.eictvbrasil.blogspot.com e?www.eictvpara.blogspot.com nos sites da Associação Curta Minas / ABD-MG?(www.curtaminas.com.br), da Fundação Joaquim Nabuco / PE?(www.fundaj.gov.br), da SECULT / GO (www.secult.go.gov.br), do SINTRACINE /?SC (www.sintracine.org), da Cinemateca Catarinense?(www.cinematecacatarinense.org), do Instituto de Artes do Pará?(www.iap.pa.gov.br).??Coordenação Geral:??Guigo Pádua??(31) 9635-1026?eictvbrasil@gmail.com?www.eictvbrasil.blogspot.com

Escrito por André Gevaerd, 19/01/2013 às 12h21 | andre@cineramabc.com

Vale Cultura é para todos

"A gente não quer só comida"

O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro para o consumo cultural

A Folha publicou editorial ("Vale-populismo", 10/1) crítico do Vale-Cultura (VC). Chama de "populismo" e promoção pessoal e eleitoreira projeto de lei que buscava aprovação desde 2009. Com a regulamentação do VC, empresas poderão passar R$ 50 a seus funcionários que recebam prioritariamente até cinco salários mínimos (R$ 3.390) para gastarem em cultura.
O Brasil nos últimos anos, com Lula e agora Dilma, tem dado passos gigantescos para acabar com a miséria. Não preciso citar os números dos que hoje comem nem dos que hoje entraram na classe média. O Bolsa Família, trucidado pela oposição, hoje é comprovadamente um instrumento de erradicação da pobreza.
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro que poderá gastar no consumo cultural: sejam livros, cinema, DVDs, teatro, museus, shows, revistas...
Lembro que, quando fizemos os CEUs (Centro Educacional Unificado), na pesquisa (2004) realizada no primeiro deles, na zona leste, 100% dos entrevistados nunca tinham entrado num teatro e 86%, num cinema. Quando Denise Stoklos fez seu espetáculo de mímica, a plateia se remexia inquieta até entender a linguagem e não se ouvir uma mosca no teatro, fascinado.
Fomento ao teatro, aquisição de conhecimento e bagagem cultural! Não foi à toa que Fernanda Montenegro ficou pasma com a plateia dos CEUs. Essas pessoas, se tiverem criado gosto, finalmente poderão usufruir e escolher mais do que hoje podem. E os que não têm CEU têm televisão e conhecem o que é oferecido para determinado público. Sabem também o que aparece no bairro. E sabem que não podem ir.
Existe toda uma multidão de brasileiros (17 milhões) que hoje ganha até cinco salários mínimos (R$ 3.390) que potencialmente poderão, além de comer, alimentar o espírito. Este é um projeto de lei que toca duas pontas: o cidadão que vai consumir e o produtor cultural que terá mais público para sua oferta.
Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano.
Em 2008, o Ibope realizou pesquisa sobre indicadores de cultura no Brasil e mostrou que a grande maioria da população está alijada do consumo dos produtos culturais: 87% não frequentavam cinemas, 92% nunca foram a um museu; 90% dos municípios do país não tinham sala de cinema e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança.
Segundo a Folha, estaremos incentivando blockbusters e livros de autoajuda. Visão elitista. Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada. Não esqueço quando, visitando um telecentro, fiquei indignada que a maioria dos jovens estava nos chats de um reality show. Fui advertida pela gestora: "Esse é um instrumento que eles estão aprendendo a usar. Depois, poderão voar para outros interesses. Ou não".
Não custa lembrar que a fome pelo acesso à cultura é enorme, o que ficou evidente nas filas quilométricas na mostra sobre impressionistas quando apresentada gratuitamente pelo Banco do Brasil.
O que a Folha também menosprezou é a enorme alavanca que o VC pode representar e desencadear na economia. A cadeia produtiva da cultura é o investimento de maior rentabilidade a curto prazo. Para uma peça de teatro, você vai desde os artistas, ao carpinteiro, cenógrafo, vestuário, iluminador...
Quanto ao recurso ir para formação e atividades de menor sustentação comercial, citadas como prioritários pela Folha, os editais do ministério, os Pontos de Cultura, têm exatamente essa preocupação, assim como os CEUs das Artes e Esporte que são, no momento, 124 em construção no país.
"A gente quer comida, diversão e arte." (Titãs)-
MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012).
Artigo da ministra da Cultura, Marta Suplicy publicado nesta quarta-feira, 16 de janeiro de 2013, no Jornal O Estado de São Paulo.

Escrito por André Gevaerd, 17/01/2013 às 09h32 | andre@cineramabc.com

Novo filme de Wong Kar Wai abrirá o Festival de Berlim.

Depois de seis anos sem um filme novo (gastos para produzir e filmar seu novo longa, uma superprodução), o diretor chinês Wong Kar Wai volta ás telas com 'The Grandmaster' (O Grande Mestre), um épico drama de artes marciais que se passa na China dos anos 30 e conta a história do lendário Homem IP, o mentor de Bruce Lee.

O diretor será presidente do Juri do 63º Festival de Berlim e 'The Grandmaster' será o filme de abertura do festival.
Kar Wai tem filmes expecionais como 'Amor á Flor da Pele' e '2046', que tratam sobre relacionamentos de forma sensorial e contam com uma estética sublime. 'Amor á flor da pele' ganhou mais de 30 prêmios internacionais, e participou da seleção oficial do Festival de Cannes em 2000. O ator Tony Leung, que participa como protagonista de todos os filmes do diretor, ganhou em Cannes o prêmio de Melhor Ator pelo seu impecável trabalho no filme.
O último filme de Wong Kar Wai, 'Um Beijo Roubado', foi o único rodado fora da China, e a protagonista foi interpretada pela cantora americana Norah Jones. 
Escrito por Barbara Sturm, 08/01/2013 às 16h39 | barbara@cineramabc.com



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André Gevaerd

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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














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Por André Gevaerd

Fotografia em DSLR

Aqueles que procuram pelos saberes cinematográficos sabem que qualquer tipo de informação é preciosa e que não podem deixar espaço para a preguiça.

Nessas minhas "vasculhadas" por informação disponível sobre cursos na região "topei" com a Semana da Fotografia que acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de março de 2013, Centro de Convenções Cine Itália e reunirá um seleto grupo de profissionais brasileiros para falar sobre fotografia de casamento, newborn, gestante , book,  vídeos de casamento, moda, gestão de negócios fotográficos, ensaios de noivos, still, sensual, direito autoral, direção de modelos e iluminação.

E como fotografia também é cinema... No evento os segredos de Daniel Torraca, um especialista em vídeo de casamento com câmeras DSLR, estarão a disposição do púlbico.

Desde pequeno Daniel foi fascinado pela fotografia, mas aos 16 anos começou a trabalhar com vídeo, e desde então não parou mais. Nos últimos anos se especializou em vídeo de casamento, sempre primando pela inovação estética e a introdução de novas tecnologias. Atualmente é diretor da April Vídeo, produtora pioneira em gravar casamentos inteiros com a Canon 5D Mark II no Brasil. Seus vídeos encantam pela beleza, dinamismo e precisão na captação das imagens e na perfeição na edição de cada cena.

www.aprilvideo.com.br

Escrito por André Gevaerd, 26/02/2013 às 15h58 | andre@cineramabc.com

Audivisual e Economia Criativa - Um Certo Olhar

A economia criativa torna-se prioridade no plano de expansão de governos já desenvolvidos e vêm chegando com cada vez mais força nas terras tupiniquins. Isso acontece pois os países que investem minimamente em seu potencial verificam um crescimento que está acima da média de qualquer outro modelo de negócio.
Esse tipo de economia ainda é um tanto incompreendido. Trata-se de agregar valor a um produto a partir de uma idéia. Não é estranho escutar importantes lideres desta vertente afirmarem frases um tanto controversas como é o caso do "guru" John Howkins: "A Economia Criativa precisa de pessoas malucas"
Me interessei pelo assunto e, Maluco ou não, fui atrás de um modelo de negócio inovador que segue esta linha de pensamento. Acabei me encontrando com Felipe Gini, um dos criadores da (F) Filmes.
 
(esq. para dir. Raphael Beltran e Felipe Gini)
 
Abaixo coloco uma breve conversa por e-mail que apresenta um pouco melhor a empresa e o empresário:
 
AG - O que é a (F)?
 
FG - Somos um think-tank (http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_de_ideias) de produções audio-visuais que investe em capital criativo & inteligencia coletiva; nosso foco são as soluções estratégicas baseadas nos principios fundamentais do marketing. Nossa intenção é integrar toda a cadeia cultural e produtiva em nossos produtos/projetos, de forma a não depender de departamentos de publicidade, nem a sazonalidade das leis de incentivo ou editais. Falei bonito, né? Mas esse é nosso posicionamento, com uma pitada de floreio. ;)
 
AG - O formato da (F) permite trabalhos autorais ou apenas prestação de serviços como complementação de outros produtos? Como?

FG - O formato da (F) permite todo tipo de serviços, damos preferencia pelos formatos autorais e com grande potencial de licenciamento, mas isso não nos impede de adequa-lo a produtos pré-existentes. Partindo da ideia de metodologia e estratégia, tendo a economia criativa como motor propulsor, qualquer projeto pode ser transformado em 2.0.
Além da parte gerencial onde aplicamos esse formato de industria, temos também uma metodologia especifica para a ficção 2.0, que é uma teoria extensa, mas bastante obvia, ela está disponivel no site da (F).
 
(420 - série - Essa foi a primeira série de ficção 2.0 do mundo, onde o formato transmedia é levado ao extremo; são 12 personagens, mais de 30 perfis em redes sociais e uma narrativa tanto on-line (virtual) quanto off-line (realidade).)
 
AG - Qual é o verdadeiro potencial de produção que você enxerga hoje? E daqui a cinco anos?

FG - O potencial do nosso pais para esse tipo de produções é enorme, somos um dos gigantes de conectividade do mundo, e a penetração desse mercado (internet rápida) ainda é infima, não vou "cuspir" numeros, mas acredito tanto nas possibilidades que deixei meu trabalho de redator publicitario para abrir uma empresa com esse foco. Espero que com as politicas publicas de inclusão social, a internet, assim como,  a tv paga, passem a ter um peso maior no mercado de midias e comunicação, mas, como digo por ai - sem medo, nem rabo preso - os dinossauros da comunicação estão morrendo e só depois de vermos alguns CEO's e Presidentes de grandes companias a sete palmos, a transformação do mercado nacional será exponencial, brademos: "cinema independente, ou morte". Em cinco anos como o crescimento e explosão da demanda por conteudo nacional são visiveis a curto prazo, acredito que as produções nacionais deixem de ter sempre os mesmos sobrenomes.
 
AG - Você é parte de uma nova geração de produtores que traz idéias bem diferentes para o mundo profissional. Na sua opinião, o que muda na maneira como o audiovisual era produzido e como você quer produzir?
 
FG - O audiovisual no Brasil sempre foi considerado um mercado de "panelinha", que caminhava entre tres receitas, as filhas da Globo Produções, as filhas de Glauber Rocha e as filhas da Pu...bli (com trocadilho mesmo). Por muitos anos o mercado de produtoras, por conta da pouca penetração de exibidores, sejam elas salas de cinema, sejam canais de televisão, dependia de publicidade e leis de incentivo para gerar receita/lucro. Assim, a TV e o Cinema nacional sempre foram produzidos pelos mesmos profissionais que fazem os comerciais de margarina, e que muitas vezes eram obrigados a engolir seco para ter seu pé de meia e produzir um filme independente. Mas a "tal" nova lei de cotas nacionais veio para tentar mudar esse panorama, digo essa "tal", porque na ponta do lápis não muda muita coisa, os canais continuam dando preferencia pelas grandes produtoras e os grandes nomes, ainda assim, vejo que não há mão de obra especializada em conteudo para televisão e os filmes feitos aqui são tratados como se fossem obras primas, sem produtividade e sem integração. Esse cenario vai mudar quando as marcas patrocinadoras, perceberem que o audio-visual pode ser mais rentavel do que muitos mercados, pois a obra produzida tem proteção autoral, isso significa que pode gerar receita por quase 50 anos.
Meu grande diferencial em comparação com os produtores da velha escola é que eu não fiz cinema, por isso não piso em ovos quando tenho que aumentar a rentabilidade do que considero um produto, cortar custos e comercializar de forma "fria" produtos de uma obra audio-visual não me doem como em muitos profissionais da area. Enquanto o mercado quer fazer historia, eu quero fazer dinheiro. Pode soar capitalista demais essa afirmação, mas foi assim que construiram muitos mercados no mundo. Mas isso não significa que eu não gaste do meu bolso, e não da empresa, com mecenato, investindo em produtos que não vão gerar retorno financeiro, como clipes.
 
(Na Garrafa - videoclipe cheio de referencias estéticas e com uma direção de arte impecável, esse foi o primeiro grande clipe que produzimos e ele está nas primeiras colocações do TOP10 da MTV há 2 semanas.)
 
AG - Como você enxerga a existência das leis de incentivo e editais para este novo formato de produção?

FG - Infelizmente ainda não existem politicas de incentivo para esse novo formato, mas ainda assim, com um pouco de “samba” conseguimos enquadrar em algumas leis o formato como parte do plano de comunicação do projeto incentivado. Já no caso dos editais, como sempre, eles são pontuais e muito especificos, não vou entrar nesse tema pois é extenso e acabarei bradando farpas desnecessarias – ao menos por enquanto.
 
AG - Para esse formato de produção o FSA consegue suprir as "necessidades" deste novo formato de produção?
 
FG - O FSA, como é sabido por muitos, é um mecanismo muito promissor, mas infelizmente ainda esbarramos no mesmo problema das leis de incentivo e dos editais, onde, este formato, só se enquadra com um pouco de samba. Ainda falta muito chão aqui no Brasil para que as politicas publicas se deem conta do potencial da inclusão digital como meio de comunicação de massa e difusão de cultura com qualidade.
 
(Cristina - curta mostra docudrama sobre a historia real de Cristina, uma mulher que busca seu pai pela Europa durante 2 anos. Seleção oficial do Circuito Off de Veneza, do Festival de Tiradentes e do OstiaFilmFest, ganhou o prêmio de melhor curta no festival Isola de Cinema.)
 
AG - Gostaria de terminar com um pouco sobre sua trajetória antes de criar a (F)
 
FG - Noooossa, essa é uma pergunta que me remonta tantas paixões quanto angustias.
 
1 - Primordios
Francamente, sou um grande apaixonado por televisão, desde muito pequeno os castigos que recebia do meu pai eram relacionados aa TV. Uma semana sem televisão era o preço de uma nota baixa. Ela sempre foi uma de minhas paixões, e o principal meio de informação que tive durante muito tempo. Sempre tive facilidade para oratoria e hoje vejo no formato audio-visual o apice desse meu talento. Nunca gostei de ler, mas sempre adorei escrever, nunca gostei de estudar, mas sempre adorei aprender. Mas, me desviei destas paixões: a televisão, a escrita e a oratoria, pois na época da minha formação o “ “glamour” das grandes marcas globalizadas me pegou de jeito. - aqui seus leitores começam a desconfiar da minha “etica”
 
2 – Formação
Sou formado em Propaganda & Marketing pela Universidade Paulista, pós graduado em Adminstração pela Universidad Pompeu Fabra e sou Mestre em criatividade publicitária pela Miami Ad School. Comecei minha carreira profissional com 17 anos logo que entrei na faculdade, foram quase 10 anos trabalhando e estagiando como redator publicitário, tive muitos mestres na profissão e a grande parte deles sempre me apontou o mercado como decadente, além de me aconselharem a encarar a comunicação como algo socio-cultural; foi assim, que no meio do caminho de Santiago de Compostela - que não tinha uma pedra - decidi nunca mais pensar para criar desejo, mas sim, desenvolver um modelo de comunicação que supre as necessidades dos receptores, tornando sua mensagem um produto intrinssicamente necessario ou tornando a comunicação audio-visual em um movimento socio-cultural. - nossa que cara chato, pensaram os que me leem.
 
3 – Transformação
Como tenho a formação de marketing anterior ao meu conhecimento pratico de publicidade, pesquisar por vários mercados e seus fatores (macro e micro) em busca de oportunidades de negocio é algo habitual aa minha metodologia profissional. Em meio à essa pesquisa, em 2009 entrei em contato com o formato transmedia e vislumbrei nessa oportunidade um grande nicho de mercado. Assim resolvi produzir a primeira série do genero no brasil, chamada 420.
 
4 – Paixão
Ao me dar conta do potencial desse mercado pouco explorado aqui no Brasil, comecei a fazer um benchmarking das principais produtoras do pais e percebi que todas elas tinham um mesmo modelo de negocio, que depende de leis de incentivo e publicidade para gerar receita, assim, passei a pesquisar outras empresas fora do Brasil que tivessem um modelo mais rentavel e encontrei algumas muito interessantes, como a Starlighrunner e a conhecida Endemol, dentre outras. Assim, criei junto a 3 socios a (F) Filmes. Essa é minha principal estratégia de negocio: pesquisar, adequar, integrar e melhorar.
 
(O que eu quero, o que você quer - spin off / Dando continuidade a narrativa da série 420, esse curta ganhou o prêmio de melhor ator no CineMube e foi "dirigido" por uma das personagens da série 420. O que nos deu a certeza das possibilidades de trazer para a vida real, as personagens da ficção.)
Escrito por André Gevaerd, 15/02/2013 às 09h32 | andre@cineramabc.com

Mostra de Cinema Infantil abre inscrições

Estão abertas as inscrições para a 12ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que ocorre de 28 de junho a 14 de julho no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, na capital catarinense. Podem participar da seleção curtas-metragens nacionais de todos os gêneros e formatos, direcionados ao público infanto-juvenil e inéditos em Santa Catarina.

 
O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no sitewww.mostradecinemainfantil.com.br. Todo o processo é online, incluindo o envio de cópias dos filmes. O prazo de inscrições vai até o dia 21 de março e a relação das obras selecionadas será divulgada a partir de 23 de abril.
 

O Melhor Filme eleito pelo Júri Oficial e o Melhor Filme escolhido pelo público infantil receberão o prêmio aquisição da TV Brasil no valor de R$ 10 mil cada um.O Fim do Recreio, de Vinicius Mazzon e Nélio Spréa, do Paraná, Disque Quilombola, de David Reeks, de São Paulo, foram os premiados de 2012.
 
 
 
"Desde 2008, os curtas da Mostra Competitiva são também encaminhados para a Programadora Brasil, que seleciona títulos para este projeto do governo federal, e faz circular o cinema brasileiro em escolas, universidades, cineclubes e centros culturais”, diz Luiza Lins, diretora da Mostra.
 
Além dos curtas nacionais, o festival exibe curtas e longas-metragens internacionais, médias e longas brasileiros nas sessões especiais e de pré-estreias. Na última edição, mais de 120 mil crianças participaram do evento, que tem como objetivo a inclusão social, o fortalecimento e a circulação do cinema infantil brasileiro.
 
A Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis é uma realização da Lume Produções Culturais com apoio do Núcleo de Ação Integrada e patrocinadores.
Escrito por André Gevaerd, 25/01/2013 às 10h54 | andre@cineramabc.com

APOIO PARA ESTUDOS NA EICTV

PROCESSO SELETIVO PARA ESTUDANTES BRASILEIROS?CURSO REGULAR 2013 / 2016?ESCUELA INTERNACIONAL DE CINE E TV DE CUBA?

Inscrições abertas até 9 de março??

A EICTV é uma das principais escolas de cinema do mundo, tendo graduado mais?de 1000 profissionais, desde sua fundação, em 1986. O curso tem duração de?três anos, começando em setembro de 2013.??

No Brasil, as provas serão aplicadas nos dias 15 e 16 de março, em cinco?cidades: Belo Horizonte / MG, Recife / PE, Florianópolis / SC, Goiânia / GO?e Belém / PA.??Os candidatos devem ter entre 22 e 29 anos (nascidos entre 1983 e 1991) e?preencher e enviar por e-mail a ficha de inscrição para?eictvbrasil@gmail.com, indicando o local onde fará os exames.?? Cada candidato fará uma prova de conhecimentos gerais e uma específica da?especialização que pretende cursar. São oferecidas oito especializações -?Direção, Produção, Roteiro,Fotografia, Som, Documentário, Edição e TV e?Novas Mídias.??Não é necessário saber espanhol. As provas e entrevistas são em português, e? a Comissão de Seleção é formada por brasileiros.??

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual subsidia? parte do valor da matrícula dos alunos brasileiros sendo o restante pago?pelo aluno. Este subsídio costuma cobrir integralmente a matrícula do?segundo e terceiro anos e parte do primeiro ano do curso.??

As informações completas e a fichas de inscrição serão disponibilizadas pela?internet através dos blogs www.eictvbrasil.blogspot.com e?www.eictvpara.blogspot.com nos sites da Associação Curta Minas / ABD-MG?(www.curtaminas.com.br), da Fundação Joaquim Nabuco / PE?(www.fundaj.gov.br), da SECULT / GO (www.secult.go.gov.br), do SINTRACINE /?SC (www.sintracine.org), da Cinemateca Catarinense?(www.cinematecacatarinense.org), do Instituto de Artes do Pará?(www.iap.pa.gov.br).??Coordenação Geral:??Guigo Pádua??(31) 9635-1026?eictvbrasil@gmail.com?www.eictvbrasil.blogspot.com

Escrito por André Gevaerd, 19/01/2013 às 12h21 | andre@cineramabc.com

Vale Cultura é para todos

"A gente não quer só comida"

O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro para o consumo cultural

A Folha publicou editorial ("Vale-populismo", 10/1) crítico do Vale-Cultura (VC). Chama de "populismo" e promoção pessoal e eleitoreira projeto de lei que buscava aprovação desde 2009. Com a regulamentação do VC, empresas poderão passar R$ 50 a seus funcionários que recebam prioritariamente até cinco salários mínimos (R$ 3.390) para gastarem em cultura.
O Brasil nos últimos anos, com Lula e agora Dilma, tem dado passos gigantescos para acabar com a miséria. Não preciso citar os números dos que hoje comem nem dos que hoje entraram na classe média. O Bolsa Família, trucidado pela oposição, hoje é comprovadamente um instrumento de erradicação da pobreza.
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro que poderá gastar no consumo cultural: sejam livros, cinema, DVDs, teatro, museus, shows, revistas...
Lembro que, quando fizemos os CEUs (Centro Educacional Unificado), na pesquisa (2004) realizada no primeiro deles, na zona leste, 100% dos entrevistados nunca tinham entrado num teatro e 86%, num cinema. Quando Denise Stoklos fez seu espetáculo de mímica, a plateia se remexia inquieta até entender a linguagem e não se ouvir uma mosca no teatro, fascinado.
Fomento ao teatro, aquisição de conhecimento e bagagem cultural! Não foi à toa que Fernanda Montenegro ficou pasma com a plateia dos CEUs. Essas pessoas, se tiverem criado gosto, finalmente poderão usufruir e escolher mais do que hoje podem. E os que não têm CEU têm televisão e conhecem o que é oferecido para determinado público. Sabem também o que aparece no bairro. E sabem que não podem ir.
Existe toda uma multidão de brasileiros (17 milhões) que hoje ganha até cinco salários mínimos (R$ 3.390) que potencialmente poderão, além de comer, alimentar o espírito. Este é um projeto de lei que toca duas pontas: o cidadão que vai consumir e o produtor cultural que terá mais público para sua oferta.
Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano.
Em 2008, o Ibope realizou pesquisa sobre indicadores de cultura no Brasil e mostrou que a grande maioria da população está alijada do consumo dos produtos culturais: 87% não frequentavam cinemas, 92% nunca foram a um museu; 90% dos municípios do país não tinham sala de cinema e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança.
Segundo a Folha, estaremos incentivando blockbusters e livros de autoajuda. Visão elitista. Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada. Não esqueço quando, visitando um telecentro, fiquei indignada que a maioria dos jovens estava nos chats de um reality show. Fui advertida pela gestora: "Esse é um instrumento que eles estão aprendendo a usar. Depois, poderão voar para outros interesses. Ou não".
Não custa lembrar que a fome pelo acesso à cultura é enorme, o que ficou evidente nas filas quilométricas na mostra sobre impressionistas quando apresentada gratuitamente pelo Banco do Brasil.
O que a Folha também menosprezou é a enorme alavanca que o VC pode representar e desencadear na economia. A cadeia produtiva da cultura é o investimento de maior rentabilidade a curto prazo. Para uma peça de teatro, você vai desde os artistas, ao carpinteiro, cenógrafo, vestuário, iluminador...
Quanto ao recurso ir para formação e atividades de menor sustentação comercial, citadas como prioritários pela Folha, os editais do ministério, os Pontos de Cultura, têm exatamente essa preocupação, assim como os CEUs das Artes e Esporte que são, no momento, 124 em construção no país.
"A gente quer comida, diversão e arte." (Titãs)-
MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012).
Artigo da ministra da Cultura, Marta Suplicy publicado nesta quarta-feira, 16 de janeiro de 2013, no Jornal O Estado de São Paulo.

Escrito por André Gevaerd, 17/01/2013 às 09h32 | andre@cineramabc.com

Novo filme de Wong Kar Wai abrirá o Festival de Berlim.

Depois de seis anos sem um filme novo (gastos para produzir e filmar seu novo longa, uma superprodução), o diretor chinês Wong Kar Wai volta ás telas com 'The Grandmaster' (O Grande Mestre), um épico drama de artes marciais que se passa na China dos anos 30 e conta a história do lendário Homem IP, o mentor de Bruce Lee.

O diretor será presidente do Juri do 63º Festival de Berlim e 'The Grandmaster' será o filme de abertura do festival.
Kar Wai tem filmes expecionais como 'Amor á Flor da Pele' e '2046', que tratam sobre relacionamentos de forma sensorial e contam com uma estética sublime. 'Amor á flor da pele' ganhou mais de 30 prêmios internacionais, e participou da seleção oficial do Festival de Cannes em 2000. O ator Tony Leung, que participa como protagonista de todos os filmes do diretor, ganhou em Cannes o prêmio de Melhor Ator pelo seu impecável trabalho no filme.
O último filme de Wong Kar Wai, 'Um Beijo Roubado', foi o único rodado fora da China, e a protagonista foi interpretada pela cantora americana Norah Jones. 
Escrito por Barbara Sturm, 08/01/2013 às 16h39 | barbara@cineramabc.com



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André Gevaerd

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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.