Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por André Gevaerd

Cine Esquema Novo reinventa-se e passa a ser bienal

* Resultado da rediscussão de sua proposta,
festival define novo formato de realização

*  A cada dois anos, a partir de 2014, o CEN passa a abrigar obras audiovisuais de naturezas diversas, viabilizar a produção de obras inéditas e promover uma plataforma educativa junto a escolas de ensino médio

* A ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem passa a ser a promotora do festival e de outros projetos pontuais

PORTO ALEGRE, NOVEMBRO DE 2012 – Em um processo de reorganização iniciado logo após sua última edição, o Cine Esquema Novo está definindo um novo formato de festival, bienal, e que será realizado a partir de 2014. Estas definições são o resultado das reflexões sobre os propósitos e conceitos do CEN ao longo de seus últimos anos, e que se traduz na carta aberta produzida por seus diretores e curadores Alisson Avila, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame, Morgana Rissinger e Ramiro Azevedo. As mudanças propostas pelo CEN para a sua oitava edição refletem o amadurecimento do festival no sentido de se tornar um lugar não apenas de exibição de obras audiovisuais, mas também de pensamento a respeito das práticas artísticas e das transformações do audiovisual no século 21.

Realizado desde 2003, o CEN muda porque, segundo a carta divulgada esta semana (veja abaixo), “o que os organizadores desejam do festival, em termos conceituais e práticos, não cabe no que temos hoje”. Ou seja, o CEN passará a abrigar obras audiovisuais de naturezas diversas, explorando múltiplas possibilidades da imagem, que tenham propostas estéticas alinhadas à reflexão que vem sendo proposta pelo festival em suas últimas edições.

Para os organizadores do CEN, esta mudança acontece sobretudo porque, ainda conforme a carta, “cinema significava sentar em uma sala diante de uma tela, com o projetor simulando a posição da câmera fotográfica, trazendo uma narrativa de interpretação teatralizada com começo, meio e fim. Para completar, a ação ocorria nos limites de um enquadramento fixo, como uma moldura limitadora. Tudo que não cumprisse estas premissas teve de ser classificado em categorias como ‘cinema experimental’, ‘videoarte’ e tantos outros. Qualquer tentativa de fazer da experiência do cinema algo fora daquilo que o tempo definiu como cinema recebeu outro nome, e com o passar dos anos criou-se a linha divisória que separou aquilo que é percebido como exercício de cinema e exercício de arte”. É para demonstrar a vitalidade da ideia do cinema com suas várias possibilidades e relações que o CEN se permite mudar.

O festival passa a ser um espaço de exposição e reflexão sobre a trajetória da imagem contemporânea, naturalmente incluindo o cinema na sua significação tradicional, mas estando aberto não só a filmes como também a outras formas de expressão audiovisual, já feitas ou que venham a ser criadas, independente do modo como serão exibidas. A exibição das obras selecionadas para o Cine Esquema Novo, e não mais a ‘mostra competitiva dos filmes do CEN’, acontecerá portanto em diferentes ambientes que possibilitem a projeção de imagens.

Abaixo, a arte da próxima edição do festival, criada por Vini Stein:

Mudanças foram sinalizadas já na edição de 2011

Em sua última edição, realizada em abril de 2011, o CEN ocupou galerias de arte para apresentar duas exposições como parte da sua programação: a videoinstalação “Expiração 02”, do artista mineiro Pablo Lobato, que ficou aberta à visitação durante todo o festival no Atelier Subterrânea, e “Ficções”, que reuniu na galeria Lunara, na Usina do Gasômetro, obras de artes visuais em vídeo e fotografia dos artistas Cinthia Marcelle (MG), Sofia Borges (SP), Jonathas de Andrade (PE) e Alessandra Sanguinetti (Nova York – EUA).

Como já é tradição do festival trazer a Porto Alegre os autores das obras que são selecionadas para as suas edições, os artistas que expuseram na Lunara e no Atelier Subterrânea também participaram do CEN 2011. O produtivo intercâmbio entre os universos do cinema e das artes visuais – duas expressões que têm cada vez mais se aproximado e sido pensadas numa relação de complementariedade – reuniu mais de 50 convidados em PoA, todos artistas e realizadores que estiveram na cidade especialmente a convite do festival. Em sua última edição, o CEN teve também umdebate dedicado às interfaces entre cinema e artes visuais.

Surge a ACENDI

Estas alterações estruturais no festival acontecem na sequência da criação da Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem (ACENDI). O CEN passa a ser sua principal realização, ao mesmo tempo que permite a criação de novos projetos.

A ACENDI conta com um conselho consultivo, composto por quatro nomes, que dará suporte à entidade em questões como programação, curadores, atividades especiais e análise de cada edição. São eles Bernardo José de Souza (RS), coordenador de cinema, vídeo e fotografia da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre e professor da ESPM-RS; Fábio Andrade (RJ), editor da revista Cinética, músico e roteirista; Marcus Mello (RS), programador da Sala P.F. Gastal,  diretor-executivo da Associação e Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) e editor da revista Teorema; e Pablo Lobato (MG), artista visual.

Mais informações:

 imprensa@cineesquemanovo.org
(51) 8210.0362 / (51) 8167.5213

Escrito por André Gevaerd, 24/11/2012 às 09h22 | andre@cineramabc.com

Leitura obrigatória para quem gosta de cinema.

Leon Cakoff criou a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas o que isso significa? Foi ele quem pesquisou, assistiu, conversou, pediu, assumiu, correu, vibrou, apresentou, e viajou pela Mostra em seus 35 anos de existência (Leon faleceu no ano passado, passando a direção da Mostra a partir deste ano, 2012, para sua esposa e parceira na vida e na Mostra há muitos anos, Renata Almeida). E é sobre suas viagens, e consequentemente aventuras em países longíquos, frios, estranhos e diferentes, que ele fala em seu livro 'Ainda temos tempo'.

Esse foi o primeiro livro escrito por Leon, e são 16 crônicas. Todas contando histórias de sua busca pelos filmes e diretores dos mais diversos e remotos locais do mundo. Nada era impedimento para Leon, e sua aventuras são incríveis, desde invernos rigorosos até momentos notórios como seu encontro com Luis Buñuel, ou sua visita ao set de filmagem de Ginger e Fred, de Federico Fellini. Mas o que fica do livro é o espírito aberto e conquistador de Leon, a importância dessas suas aventuras para o cinema que temos no Brasil hoje, e principalmente a sensação contagiante de ler sobre uma vida foi cheia de amor pelo cinema. 

Escrito por Barbara Sturm, 13/11/2012 às 17h25 | barbara@cineramabc.com

A revista Lado C chega a sua terceira edição!

O CINERAMA.BC teve o prazer de distribuir as duas primeiras edições desta revista na região e esperamos em breve poder entregar a 3º edição aos cinéfilos de plantão.

O lançamento será no dia 8 de novembro, quinta-feira, 19h na Fundação Cultural Badesc durante a programação do Catavídeo.

A publicação “Lado C” é uma iniciativa da Associação Cultural Cinemateca Catarinense em parceria com o Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis e tem como proposta a produção de uma publicação  no formato de jornal, sobre cinema e audiovisual. A intenção é atingir públicos distintos, interessados tanto em matérias informativas quanto em ensaios visuais e artigos acadêmicos, fomentando o conhecimento, a reflexão e o senso crítico sobre temas pertinentes como mercado, políticas públicas, linguagem, memória, estética e cineclubismo.
 


Para ler as edições anteriores em pdf acesse: http://cinematecacatarinense.org/ na guia "Lado C".

No facebook: http://www.facebook.com/events/114563665370262/?context=create

O QUE: Lançamento Lado C 3
QUANDO: terça-feira 08/11às 19h
ONDE: Fundação Cultural Badesc - Rua Visconde de Ouro Preto - Centro de Florianópolis
QUANTO: Entrada franca e livre
UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense/ABD-SC
PATROCÍNIO: Prefeitura Municipal de Florianópolis, Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis,
CONTATOS:
Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239
contato@cinematecacatarinense.org
www.cinematecacatarinense.org

Escrito por André Gevaerd, 08/11/2012 às 15h12 | andre@cineramabc.com

Filme israelense é o grande vencedor da 36ª Mostra.

"Preenchendo o Vazio" da diretora estreante Rama Burshtein, foi eleito vencedor da 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O filme concorria na principal categoria da Mostra, a seção Novos Diretores.

O longa foi exibido no último Festival de Veneza, e conquistou o prêmio de Melhor Atriz para Hadas Yaron, o que surpreendeu a imprensa mundial por ter sido entregue para uma atriz tão jovem.

Com sua excelente direção e movimentos de câmera que perseguem a personagem principal, Shira, o filme envolve o espectador á cada cena. A história se passa em Israel em meio á uma comunidade judia ortodoxa. O rabino Aharon perde a filha mais velha quando ela dá à luz á seu primeiro neto. Com receio de ficar distante do neto, a matriarca da família começa a pensar na possibilidade de casar a caçula, Shira, com o viúvo da filha mais velha. 

 

Escrito por Barbara Sturm, 07/11/2012 às 16h40 | barbara@cineramabc.com

Começou o Maior Festival do Audiovisual Catarinense

14ª Catavídeo discute webséries
Mesa de abertura será integrada pelos realizadores de 3% e Remakers
 


Fenômeno de público nos Estados Unidos, as webséries são o tema do 14ª Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses, que ocorre na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. A abertura é nesta sexta, dia 2 de novembro, às 19h, com a presença de de Jotagá Crema, de São Paulo, diretor da websérie 3%, que ficou no top 5 da MTV das melhores séries nacionais, e de Rodrigo Araújo e Gringo Starr, da websérie catarinense Remakers, que está entrando no ar esta semana.
 
As webséries funcionam com uma sequências de episódios lançados na internet ou por telefone celular e já tem as suas versões brasileiras de sucesso. A 3% narra uma trama que se passa em um mundo em que todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever em um processo seletivo. Apenas 3% dos inscritos são aprovados e serão aceitos em um mundo melhor, cheio de oportunidades e com a promessa de uma vida digna. O processo de seleção é cruel, composto por provas cheias de tensão e situações limites de estresse, medo e dilemas morais.



Em Florianópolis, está sendo lançada esta semana Remakers, uma saga sobre sete viajantes do tempo. Na websérie, dois investigadores se deparam com uma sequência de assassinatos nada comum. Sem pistas e indícios que revelem os suspeitos destas mortes, eles iniciam uma aventura, mergulhando num universo que transcende a realidade. Os dois personagens descobrem então, que os assassinatos estão associados a eventos históricos que podem estar alterando o rumo da humanidade.
 
A programação do 14º Catavídeo segue até o dia 9 de novembro, diariamente, com sessões às 17h e 19h. Nesta edição houve 70 filmes inscritos. O festival é a principal janela de circulação do audiovisual produzido no Estado, exibindo todos os filmes inscritos. O objetivo é resgatar também produções que foram parar nas prateleiras dos realizadores e tiveram poucas ou nenhuma exibição pública. Além disso, a Mostra promove uma permanente atualização dos curtas, médias e longas realizados no Estado.
 
O Catavídeo é uma promoção da Alquimídia.ORG e do Fundo Municipal de Cinema, em parceria com a Cinemateca Catarinense, Fundação Cultural Badesc e Sesc de Santa Catarina. A produção é da Exato Segundo Produções Artísticas e tem o apoio da Fundação Franklin Cascaes, Site Sarcático.com.br, Restaurante Mirantes, InterCity Hoteis, Nó Cultural, Ufsctock, Media Tools, Vantuta, e Mirahte Imagem e Som.
 
Confira a programação completa em www.catavideo.org.


O quê: 14º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses
Quando: Abertura 2 de novembro, às 19h. Sessões diárias a partir das 19h até o dia 9 de novembro.
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis
Quanto: entrada gratuita

--
FIFO LIMA press
jornalismo cultural
(48) 4141-2116, 9146-0251

Escrito por André Gevaerd, 06/11/2012 às 10h03 | andre@cineramabc.com

Cinema para todos, inclusive para os surdos.

O cinema tem o poder de comunicar e emocionar. E por ser formado de imagens somadas ao som, ou seja audiovisual, aqueles que são surdos não conseguem compreender totalmente as histórias e acabam deixando de lado a arte cinematográfica. 

Com a função de trabalhar o cinema e sua acessibilidade para crianças surdas, nasceu o portal filmesquevoam.com.br, nele encontram-se filmes que podem ser assistidos gratuitamente na internet, todos traduzidos em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
Por enquanto são sete filmes, mas a organização já está produzindo outros títulos, e quanto maior o acesso, maior a demanda. Divulgue a iniciativa.

Escrito por Barbara Sturm, 01/11/2012 às 12h46 | barbara@cineramabc.com



15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25

André Gevaerd

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














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CINERAMA BC
Por André Gevaerd

Cine Esquema Novo reinventa-se e passa a ser bienal

* Resultado da rediscussão de sua proposta,
festival define novo formato de realização

*  A cada dois anos, a partir de 2014, o CEN passa a abrigar obras audiovisuais de naturezas diversas, viabilizar a produção de obras inéditas e promover uma plataforma educativa junto a escolas de ensino médio

* A ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem passa a ser a promotora do festival e de outros projetos pontuais

PORTO ALEGRE, NOVEMBRO DE 2012 – Em um processo de reorganização iniciado logo após sua última edição, o Cine Esquema Novo está definindo um novo formato de festival, bienal, e que será realizado a partir de 2014. Estas definições são o resultado das reflexões sobre os propósitos e conceitos do CEN ao longo de seus últimos anos, e que se traduz na carta aberta produzida por seus diretores e curadores Alisson Avila, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame, Morgana Rissinger e Ramiro Azevedo. As mudanças propostas pelo CEN para a sua oitava edição refletem o amadurecimento do festival no sentido de se tornar um lugar não apenas de exibição de obras audiovisuais, mas também de pensamento a respeito das práticas artísticas e das transformações do audiovisual no século 21.

Realizado desde 2003, o CEN muda porque, segundo a carta divulgada esta semana (veja abaixo), “o que os organizadores desejam do festival, em termos conceituais e práticos, não cabe no que temos hoje”. Ou seja, o CEN passará a abrigar obras audiovisuais de naturezas diversas, explorando múltiplas possibilidades da imagem, que tenham propostas estéticas alinhadas à reflexão que vem sendo proposta pelo festival em suas últimas edições.

Para os organizadores do CEN, esta mudança acontece sobretudo porque, ainda conforme a carta, “cinema significava sentar em uma sala diante de uma tela, com o projetor simulando a posição da câmera fotográfica, trazendo uma narrativa de interpretação teatralizada com começo, meio e fim. Para completar, a ação ocorria nos limites de um enquadramento fixo, como uma moldura limitadora. Tudo que não cumprisse estas premissas teve de ser classificado em categorias como ‘cinema experimental’, ‘videoarte’ e tantos outros. Qualquer tentativa de fazer da experiência do cinema algo fora daquilo que o tempo definiu como cinema recebeu outro nome, e com o passar dos anos criou-se a linha divisória que separou aquilo que é percebido como exercício de cinema e exercício de arte”. É para demonstrar a vitalidade da ideia do cinema com suas várias possibilidades e relações que o CEN se permite mudar.

O festival passa a ser um espaço de exposição e reflexão sobre a trajetória da imagem contemporânea, naturalmente incluindo o cinema na sua significação tradicional, mas estando aberto não só a filmes como também a outras formas de expressão audiovisual, já feitas ou que venham a ser criadas, independente do modo como serão exibidas. A exibição das obras selecionadas para o Cine Esquema Novo, e não mais a ‘mostra competitiva dos filmes do CEN’, acontecerá portanto em diferentes ambientes que possibilitem a projeção de imagens.

Abaixo, a arte da próxima edição do festival, criada por Vini Stein:

Mudanças foram sinalizadas já na edição de 2011

Em sua última edição, realizada em abril de 2011, o CEN ocupou galerias de arte para apresentar duas exposições como parte da sua programação: a videoinstalação “Expiração 02”, do artista mineiro Pablo Lobato, que ficou aberta à visitação durante todo o festival no Atelier Subterrânea, e “Ficções”, que reuniu na galeria Lunara, na Usina do Gasômetro, obras de artes visuais em vídeo e fotografia dos artistas Cinthia Marcelle (MG), Sofia Borges (SP), Jonathas de Andrade (PE) e Alessandra Sanguinetti (Nova York – EUA).

Como já é tradição do festival trazer a Porto Alegre os autores das obras que são selecionadas para as suas edições, os artistas que expuseram na Lunara e no Atelier Subterrânea também participaram do CEN 2011. O produtivo intercâmbio entre os universos do cinema e das artes visuais – duas expressões que têm cada vez mais se aproximado e sido pensadas numa relação de complementariedade – reuniu mais de 50 convidados em PoA, todos artistas e realizadores que estiveram na cidade especialmente a convite do festival. Em sua última edição, o CEN teve também umdebate dedicado às interfaces entre cinema e artes visuais.

Surge a ACENDI

Estas alterações estruturais no festival acontecem na sequência da criação da Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem (ACENDI). O CEN passa a ser sua principal realização, ao mesmo tempo que permite a criação de novos projetos.

A ACENDI conta com um conselho consultivo, composto por quatro nomes, que dará suporte à entidade em questões como programação, curadores, atividades especiais e análise de cada edição. São eles Bernardo José de Souza (RS), coordenador de cinema, vídeo e fotografia da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre e professor da ESPM-RS; Fábio Andrade (RJ), editor da revista Cinética, músico e roteirista; Marcus Mello (RS), programador da Sala P.F. Gastal,  diretor-executivo da Associação e Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) e editor da revista Teorema; e Pablo Lobato (MG), artista visual.

Mais informações:

 imprensa@cineesquemanovo.org
(51) 8210.0362 / (51) 8167.5213

Escrito por André Gevaerd, 24/11/2012 às 09h22 | andre@cineramabc.com

Leitura obrigatória para quem gosta de cinema.

Leon Cakoff criou a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas o que isso significa? Foi ele quem pesquisou, assistiu, conversou, pediu, assumiu, correu, vibrou, apresentou, e viajou pela Mostra em seus 35 anos de existência (Leon faleceu no ano passado, passando a direção da Mostra a partir deste ano, 2012, para sua esposa e parceira na vida e na Mostra há muitos anos, Renata Almeida). E é sobre suas viagens, e consequentemente aventuras em países longíquos, frios, estranhos e diferentes, que ele fala em seu livro 'Ainda temos tempo'.

Esse foi o primeiro livro escrito por Leon, e são 16 crônicas. Todas contando histórias de sua busca pelos filmes e diretores dos mais diversos e remotos locais do mundo. Nada era impedimento para Leon, e sua aventuras são incríveis, desde invernos rigorosos até momentos notórios como seu encontro com Luis Buñuel, ou sua visita ao set de filmagem de Ginger e Fred, de Federico Fellini. Mas o que fica do livro é o espírito aberto e conquistador de Leon, a importância dessas suas aventuras para o cinema que temos no Brasil hoje, e principalmente a sensação contagiante de ler sobre uma vida foi cheia de amor pelo cinema. 

Escrito por Barbara Sturm, 13/11/2012 às 17h25 | barbara@cineramabc.com

A revista Lado C chega a sua terceira edição!

O CINERAMA.BC teve o prazer de distribuir as duas primeiras edições desta revista na região e esperamos em breve poder entregar a 3º edição aos cinéfilos de plantão.

O lançamento será no dia 8 de novembro, quinta-feira, 19h na Fundação Cultural Badesc durante a programação do Catavídeo.

A publicação “Lado C” é uma iniciativa da Associação Cultural Cinemateca Catarinense em parceria com o Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis e tem como proposta a produção de uma publicação  no formato de jornal, sobre cinema e audiovisual. A intenção é atingir públicos distintos, interessados tanto em matérias informativas quanto em ensaios visuais e artigos acadêmicos, fomentando o conhecimento, a reflexão e o senso crítico sobre temas pertinentes como mercado, políticas públicas, linguagem, memória, estética e cineclubismo.
 


Para ler as edições anteriores em pdf acesse: http://cinematecacatarinense.org/ na guia "Lado C".

No facebook: http://www.facebook.com/events/114563665370262/?context=create

O QUE: Lançamento Lado C 3
QUANDO: terça-feira 08/11às 19h
ONDE: Fundação Cultural Badesc - Rua Visconde de Ouro Preto - Centro de Florianópolis
QUANTO: Entrada franca e livre
UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense/ABD-SC
PATROCÍNIO: Prefeitura Municipal de Florianópolis, Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis,
CONTATOS:
Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239
contato@cinematecacatarinense.org
www.cinematecacatarinense.org

Escrito por André Gevaerd, 08/11/2012 às 15h12 | andre@cineramabc.com

Filme israelense é o grande vencedor da 36ª Mostra.

"Preenchendo o Vazio" da diretora estreante Rama Burshtein, foi eleito vencedor da 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O filme concorria na principal categoria da Mostra, a seção Novos Diretores.

O longa foi exibido no último Festival de Veneza, e conquistou o prêmio de Melhor Atriz para Hadas Yaron, o que surpreendeu a imprensa mundial por ter sido entregue para uma atriz tão jovem.

Com sua excelente direção e movimentos de câmera que perseguem a personagem principal, Shira, o filme envolve o espectador á cada cena. A história se passa em Israel em meio á uma comunidade judia ortodoxa. O rabino Aharon perde a filha mais velha quando ela dá à luz á seu primeiro neto. Com receio de ficar distante do neto, a matriarca da família começa a pensar na possibilidade de casar a caçula, Shira, com o viúvo da filha mais velha. 

 

Escrito por Barbara Sturm, 07/11/2012 às 16h40 | barbara@cineramabc.com

Começou o Maior Festival do Audiovisual Catarinense

14ª Catavídeo discute webséries
Mesa de abertura será integrada pelos realizadores de 3% e Remakers
 


Fenômeno de público nos Estados Unidos, as webséries são o tema do 14ª Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses, que ocorre na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. A abertura é nesta sexta, dia 2 de novembro, às 19h, com a presença de de Jotagá Crema, de São Paulo, diretor da websérie 3%, que ficou no top 5 da MTV das melhores séries nacionais, e de Rodrigo Araújo e Gringo Starr, da websérie catarinense Remakers, que está entrando no ar esta semana.
 
As webséries funcionam com uma sequências de episódios lançados na internet ou por telefone celular e já tem as suas versões brasileiras de sucesso. A 3% narra uma trama que se passa em um mundo em que todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever em um processo seletivo. Apenas 3% dos inscritos são aprovados e serão aceitos em um mundo melhor, cheio de oportunidades e com a promessa de uma vida digna. O processo de seleção é cruel, composto por provas cheias de tensão e situações limites de estresse, medo e dilemas morais.



Em Florianópolis, está sendo lançada esta semana Remakers, uma saga sobre sete viajantes do tempo. Na websérie, dois investigadores se deparam com uma sequência de assassinatos nada comum. Sem pistas e indícios que revelem os suspeitos destas mortes, eles iniciam uma aventura, mergulhando num universo que transcende a realidade. Os dois personagens descobrem então, que os assassinatos estão associados a eventos históricos que podem estar alterando o rumo da humanidade.
 
A programação do 14º Catavídeo segue até o dia 9 de novembro, diariamente, com sessões às 17h e 19h. Nesta edição houve 70 filmes inscritos. O festival é a principal janela de circulação do audiovisual produzido no Estado, exibindo todos os filmes inscritos. O objetivo é resgatar também produções que foram parar nas prateleiras dos realizadores e tiveram poucas ou nenhuma exibição pública. Além disso, a Mostra promove uma permanente atualização dos curtas, médias e longas realizados no Estado.
 
O Catavídeo é uma promoção da Alquimídia.ORG e do Fundo Municipal de Cinema, em parceria com a Cinemateca Catarinense, Fundação Cultural Badesc e Sesc de Santa Catarina. A produção é da Exato Segundo Produções Artísticas e tem o apoio da Fundação Franklin Cascaes, Site Sarcático.com.br, Restaurante Mirantes, InterCity Hoteis, Nó Cultural, Ufsctock, Media Tools, Vantuta, e Mirahte Imagem e Som.
 
Confira a programação completa em www.catavideo.org.


O quê: 14º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses
Quando: Abertura 2 de novembro, às 19h. Sessões diárias a partir das 19h até o dia 9 de novembro.
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis
Quanto: entrada gratuita

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(48) 4141-2116, 9146-0251

Escrito por André Gevaerd, 06/11/2012 às 10h03 | andre@cineramabc.com

Cinema para todos, inclusive para os surdos.

O cinema tem o poder de comunicar e emocionar. E por ser formado de imagens somadas ao som, ou seja audiovisual, aqueles que são surdos não conseguem compreender totalmente as histórias e acabam deixando de lado a arte cinematográfica. 

Com a função de trabalhar o cinema e sua acessibilidade para crianças surdas, nasceu o portal filmesquevoam.com.br, nele encontram-se filmes que podem ser assistidos gratuitamente na internet, todos traduzidos em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
Por enquanto são sete filmes, mas a organização já está produzindo outros títulos, e quanto maior o acesso, maior a demanda. Divulgue a iniciativa.

Escrito por Barbara Sturm, 01/11/2012 às 12h46 | barbara@cineramabc.com



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André Gevaerd

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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.