Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por André Gevaerd

O Gigante, Prêmio Funcine, pré-estreia na FCBadesc

O Gigante, Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida

Recém finalizado, o curta já foi selecionado para 12 festivais nacionais e estrangeiros
 

foto/divulgação: divulgação
O curta catarinense O Gigante, direção dos portugueses Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida, Melhor Animação pelo Júri Popular no Festival de Brasília, terá pré-estreia no dia 10, quarta-feira, às 19h, na Fundação Cultural Badesc. Premiado pelo edital do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis, o filme foi realizado por produtores do Brasil, Portugal, Espanha e Inglaterra.
 
Recentemente concluído e com produção executiva de Igor Pitta Simões, o curta narra a trajetória de um gigante que transporta uma menina no coração. O seu coração é uma janela imensa pela qual a garota descobre e decifra o mundo. A animação trata dos percursos da vida, do que é feito o “crescer”. Com duração de 10 minutos, o filme é baseado no conto do co-diretor Júlio Vanzeler, e tem roteiro de Nélia Cruz.
 
O Gigante foi realizado com recursos de R$ 40 mil do edital de Florianópolis e mais R$ 200 mil proveniente de leis culturais da Europa. Na parceria entre os quatro países, Portugal participou com produção, desenvolvimento e direção, Brasil com produção, animação e desenho de animação 2D, Inglaterra, produção e animação e Espanha, sonoplastia e trilha sonora.
 
Além do troféu no Festival de Brasília, o curta levou também o Prêmio de melhor curta-metragem de animação pelo júri oficial no Festival de Cans na Galiza, na Espanha. Em sua breve trajetória, a animação já foi selecionada para 12 festivais, seis nacionais e seis estrangeiros. Nesta semana foi confirmado no Festival de Curtas do Rio e no Amazonas Film Festival
 
Na sessão, também será exibido o curta O pescador de sonhos, dirigido por Igor Pitta. Lançada em 2006, a animação que conta a história de um homem que sai da escuridão à procura de luz, percorrendo um caminho árduo e perigoso. Recebeu 15 prêmios em 12 festivais.


Confira a lista completa dos festivais em que O Gigante foi selecionado.


FESTIVAIS
 
Nacionais
45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Brasília)
6º Festival Cinema com Farinha (Paraíba)
7º Festival Nacional de Cinema dos Sertões (Piauí)
12º Goiânia Mostra Curtas (Goiás)
22º Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
9º Amazonas Film Festival (Amazonas)
 
Internacionais
Festival de Cans na Galiza (Espanha)
Festival de Málaga (Espanha)
Festival Lucas (Alemanha)
BraffTV (Canadá)
29 del Festival de Cine de Bogotá (Colômbia)
3º FECICO - Festival de Cine del Conurbano (Argentina)


O quê: pré-estreia do curta O Gigante, Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida
Quando: dia 10 de outubro, quarta, às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216. Centro, Florianópolis
Quanto: gratuito

FIFO LIMA press
jornalismo cultural
(48) 4141-2116, 9146-0251

Escrito por André Gevaerd, 10/10/2012 às 16h42 | andre@cineramabc.com

Para cinéfilo que se preze a Programação da Cinemateca Catarinense

Algumas idéias que se tornam de bem coletivo têm início em ações motivadas por anseios individuais. É este movimento que levou filmes como "Le Crime de Monsieur Lange" – Jean Renoir/França/1936, "Kameradschaft" - Georg Wilhelm Pabst/Alemanha/1931, "La Passion de Jeanne d'Arc" - Carl Theodor Dreyer/França/1928, "Noites de Circo" Ingmar Bergman/Suécia/1953, Hotel du NordMarcel Carné/França/1938, entre muitos outros que são parte obrigatória da "filmografia" de todo cinéfilo que se preze.

(imagem de "Noites de Circo" de Ingmar Bergman)

Após o envio de um e-mail para conhecer um pouco mais sobre a concepção da "Programação da Cinemateca Catarinense", que acontece na Travessa Ratclif n° 56, Centro –  Florianópolis sempre as quartas-feiras entre 18:00 e 20:00, explica o responsável Fausto "A concepção da atividade se relaciona a preocupações minhas, diretamente ligadas à meu trabalho de pesquisa". E os cinéfilos só tem a agradecer.

Fausto possui Mestrado sobre a Cinemateca Brasileira, publicado pela Editora Unesp (A Cinemateca Brasileira: das luzes aos anos de chumbo. Ed. Unesp: São Paulo, 2010), e uma Tese de Doutorado sobre a Federação Internacional de Arquivos de Filmes (Fiaf), disponível no site da Unesp, campus de Assis: http://polo3.assis.unesp.br/posgraduacao/teses/historia/Tese%20-%20Fausto%20D.%20Correa%20jr.pdf.

Segue abaixo texto de autoria do curador da Programação da Cinemateca Catarinense para quem buscar um maior aprofundamento. Aproveitem!

"Um dos focos principais de meu trabalho sempre foi o de pensar as relações entre preservação e difusão (do patrimônio cinematográfico). Historicamente as cinematecas se viram em um dilema no final dos anos 70, onde supostamente sem recursos suficientes para preservar e difundir ao mesmo tempo foram obrigadas a escolher o essencial de suas missões institucionais, ou seja, preservar. Mas esse é e foi, em enorme medida um falso dilema, pois os filmes (não apenas não são preservados para não serem difundidos), como não deixaram de ser difundidos nesse período de prioridade na preservação por parte das cinematecas da Fiaf (difundidos para aqueles que tinham dinheiro para tanto). Não por acaso esse período coincide com a formação de um mercado para esse patrimônio cinematográfico (como um mercado de direitos patrimoniais). Alguém pode dizer, não poderia ser diferente, o cinema é uma indústria. Mas muitos acreditaram e continuam acreditando que outro cinema é possível, como acreditaram os jovens turcos da nouvelle vague, crias da Cinemateca Francesa de Henri Langlois.
Para Langlois era a comparação que possibilitava a apreensão da imagem, criando conhecimento e compreensão acerca do que ele considerava fundamental para pensarmos a história do cinema: o estilo. Termo complexo e polivalente, mas que ajudar a sintetizar um ponto central nas questões relativas à influência da imagem na história do imaginário contemporâneo, e que se resume mais ou menos na seguinte questão: como se dá a fatura da imagem – pergunta que ajuda a entender a fatura de nosso imaginário.
Não temos público-alvo, mas naturalmente pressupomos que os associados da Cinemateca Catarinense seriam os primeiros interessados, ou melhor dizendo, gostaríamos que eles fossem os primeiros interessados, pois eles também lidam fundamentalmente com a fatura de imagens, dai um diálogo potencialmente proveitoso para todos, os que programam e os que fazem cinema. O ideal é que tivéssemos recursos para estender tal programação, bem como termos um espaço (e equipamento) mais adequado para as exibições, mas o fundamental é ver os filmes, o resto vem depois."

Para quem ainda não entendeu a imagem abaixo faz uma sugestão:

Escrito por André Gevaerd, 10/10/2012 às 07h45 | andre@cineramabc.com

Inscrições abertas para o III Festival IESB de Cinema Universitário

Estudantes universitários de todo o país, que tenham obra audiovisual realizada entre 2010 e 2012, poderão inscrever-se gratuitamente até o dia 30 de outubro de 2012.
O Festival IESB de Cinema Universitário valoriza e difunde a produção audiovisual realizada por estudantes universitários do Brasil, além de promover um espaço de interação, troca e estímulo à produção audiovisual.

III Festival IESB de Cinema Universitário
Data: de 07 a 09 de novembro de 2012
Inscrição gratuita até o dia 30 de outubro de 2012
Regulamento e fichas de inscrição encontram-se na fanpage do evento no Facebook. https://www.facebook.com/festivaliesb

Escrito por André Gevaerd, 09/10/2012 às 13h51 | andre@cineramabc.com

Política cinematográfica analisada em livro

O livro “Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos” será lançado no encontro Socine, em São Paulo

Três professoras do curso de Cinema e Audiovisual da Unisul lançam o livro “Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos” (Editora Unisul), no dia 9 de outubro, às 19h,  no Saguão do Centro de Convenções - Senac Santo Amaro/SP, durante o encontro anual da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema (Socine).

As professoras, que também atuam na pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul apresentam trabalhos, resultado de pesquisas em cinema e em televisão. A professora Alessandra Brandão apresentará o trabalho intitulado “Daqui para qualquer lugar: passagens e afetos no cinema brasileiro recente”. O trabalho da professora Ramayana Lira de Sousa tem como título “Performance e realismo afetivo no cinema brasileiro contemporâneo”. “Que Rei Sou Eu? A exposição das fraturas no projeto de modernidade brasileiro, é a pesquisa a ser apresentada pela professora Dilma Juliano.

O livro “Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos” reúne em 15 capítulos, análises do panorama de produção cinematográfica, bem como promove uma crítica atualizada de filmes latino-americano recentes, tanto aqueles considerados de ficção, como os documentais. O livro compõe a Coleção Linguagem, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem.

Na atual diretoria da Socine, a professora Alessandra Brandão ocupa o cargo de secretária e a professora Ramayana Lira compõe o Conselho Deliberativo. Nessa condição, ainda em 2011, levaram a proposta, referendada pela Reitoria, de a Unisul sediar o XVII Encontro da Socine em 2013. A proposta foi aceita, reconhecendo o curso de Cinema e Audiovisual como referência brasileira na formação de cineastas e realizadores em audiovisual.

A Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema (Socine), considerada a maior associação da América Latina em estudos cinematográficos e audiovisuais, promove anualmente um encontro internacional que, através de seminários previamente propostos e aceitos, abriga um debate estético e político sobre produções nacionais e internacionais, sob as mais variadas perspectivas teóricas e críticas. http://www.socine.org.br/http://socine.org.br/encontro2012/

Escrito por André Gevaerd, 09/10/2012 às 08h47 | andre@cineramabc.com

Filme de abertura do 2º Cinerama.BC será exibido no Festival de San Sebastian.

 O filme 'Câmera Escura' (Camera Osbscura, Espanha, 2012) que teve sua primeira exibição mundial na sessão de abertura do 2º Cinerama.BC - Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú, será exibido em um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, o Festival Internacional de Cinema de San Sebastian, que começa nessa sexta-feira na Espanha.

Em colaboração com o Royal Board on Disability (Conselho Real das Pessoas com Deficiência) e com o Centro Español de Subtitulado y Audiodescripción (Centro Espanhol de Legendas e Audiodescrições) o Festival de San Sebastian exibe desde 2008 filmes com descrição de legendas e áudio para os deficientes auditivos.

E é nessa sessão que será exibido o filme 'Câmera Escura', que conta a história de Ane, uma garota cega às portas da puberdade, que descobre a fotografia e seu primeiro amor pelas mãos de seu tio Antônio, um misterioso fotógrafo que retorna após uma longa ausência à casa da família.

Escrito por Barbara Sturm, 19/09/2012 às 12h32 | barbara@cineramabc.com

Seleções Oficiais e seus troféus.

Em todos os grandes festivais de cinema do mundo o prêmio máximo é o de Melhor Filme da Seleção Oficial. Cada festival tem o seu troféu específico. Existe uma tendência de os troféus serem animais, e cada festival tem o seu.

O Festival internacional de Cinema de Berlim - conhecido como Berlinale - usa o Urso. O Festival de Veneza usa o Leão, o Festival de Rotterdam o Tigre, o Festival Mix Brasil - o maior festival de cinema Glbt do Brasil - o Coelho e o Cinerama.BC a coruja.  Existem também festivais que não usam animais como troféus, como por exemplo, o Festival de Cannes com sua Palma de Ouro ou o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro com o troféu Redentor.

   

                                        O filme 'Pietà' do diretor Kim Ki-duk conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano.                         

Na maioria dos festivais o prêmio de ouro é apenas para o melhor filme, por este ser o prêmio principal. No caso específico da Berlinale, os outros prêmios ficam com a estatueta de prata. Exemplo: Melhor filme do Festival de Berlim ganha o Urso de Ouro, Melhor Diretor do Festival de Berlim ganha o Urso de Prata de Melhor Diretor, e o Melhor Ator o Urso de Prata de Melhor Ator. A prata não quer dizer segundo lugar como normalmente entendemos a prata em outras competições. Em Festivais de Cinema há apenas o melhor entre as categorias, nunca segundo ou terceiro lugar.

O animal é escolhido normalmente por ser o símbolo da cidade ou diretamente relacionado com ela, como é o caso do Urso em Berlim e do Leão em Veneza. 

Escrito por Barbara Sturm, 14/09/2012 às 14h48 | barbara@cineramabc.com



17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

André Gevaerd

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: [email protected]

Página 3
CINERAMA BC
Por André Gevaerd

O Gigante, Prêmio Funcine, pré-estreia na FCBadesc

O Gigante, Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida

Recém finalizado, o curta já foi selecionado para 12 festivais nacionais e estrangeiros
 

foto/divulgação: divulgação
O curta catarinense O Gigante, direção dos portugueses Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida, Melhor Animação pelo Júri Popular no Festival de Brasília, terá pré-estreia no dia 10, quarta-feira, às 19h, na Fundação Cultural Badesc. Premiado pelo edital do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis, o filme foi realizado por produtores do Brasil, Portugal, Espanha e Inglaterra.
 
Recentemente concluído e com produção executiva de Igor Pitta Simões, o curta narra a trajetória de um gigante que transporta uma menina no coração. O seu coração é uma janela imensa pela qual a garota descobre e decifra o mundo. A animação trata dos percursos da vida, do que é feito o “crescer”. Com duração de 10 minutos, o filme é baseado no conto do co-diretor Júlio Vanzeler, e tem roteiro de Nélia Cruz.
 
O Gigante foi realizado com recursos de R$ 40 mil do edital de Florianópolis e mais R$ 200 mil proveniente de leis culturais da Europa. Na parceria entre os quatro países, Portugal participou com produção, desenvolvimento e direção, Brasil com produção, animação e desenho de animação 2D, Inglaterra, produção e animação e Espanha, sonoplastia e trilha sonora.
 
Além do troféu no Festival de Brasília, o curta levou também o Prêmio de melhor curta-metragem de animação pelo júri oficial no Festival de Cans na Galiza, na Espanha. Em sua breve trajetória, a animação já foi selecionada para 12 festivais, seis nacionais e seis estrangeiros. Nesta semana foi confirmado no Festival de Curtas do Rio e no Amazonas Film Festival
 
Na sessão, também será exibido o curta O pescador de sonhos, dirigido por Igor Pitta. Lançada em 2006, a animação que conta a história de um homem que sai da escuridão à procura de luz, percorrendo um caminho árduo e perigoso. Recebeu 15 prêmios em 12 festivais.


Confira a lista completa dos festivais em que O Gigante foi selecionado.


FESTIVAIS
 
Nacionais
45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Brasília)
6º Festival Cinema com Farinha (Paraíba)
7º Festival Nacional de Cinema dos Sertões (Piauí)
12º Goiânia Mostra Curtas (Goiás)
22º Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
9º Amazonas Film Festival (Amazonas)
 
Internacionais
Festival de Cans na Galiza (Espanha)
Festival de Málaga (Espanha)
Festival Lucas (Alemanha)
BraffTV (Canadá)
29 del Festival de Cine de Bogotá (Colômbia)
3º FECICO - Festival de Cine del Conurbano (Argentina)


O quê: pré-estreia do curta O Gigante, Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida
Quando: dia 10 de outubro, quarta, às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216. Centro, Florianópolis
Quanto: gratuito

FIFO LIMA press
jornalismo cultural
(48) 4141-2116, 9146-0251

Escrito por André Gevaerd, 10/10/2012 às 16h42 | andre@cineramabc.com

Para cinéfilo que se preze a Programação da Cinemateca Catarinense

Algumas idéias que se tornam de bem coletivo têm início em ações motivadas por anseios individuais. É este movimento que levou filmes como "Le Crime de Monsieur Lange" – Jean Renoir/França/1936, "Kameradschaft" - Georg Wilhelm Pabst/Alemanha/1931, "La Passion de Jeanne d'Arc" - Carl Theodor Dreyer/França/1928, "Noites de Circo" Ingmar Bergman/Suécia/1953, Hotel du NordMarcel Carné/França/1938, entre muitos outros que são parte obrigatória da "filmografia" de todo cinéfilo que se preze.

(imagem de "Noites de Circo" de Ingmar Bergman)

Após o envio de um e-mail para conhecer um pouco mais sobre a concepção da "Programação da Cinemateca Catarinense", que acontece na Travessa Ratclif n° 56, Centro –  Florianópolis sempre as quartas-feiras entre 18:00 e 20:00, explica o responsável Fausto "A concepção da atividade se relaciona a preocupações minhas, diretamente ligadas à meu trabalho de pesquisa". E os cinéfilos só tem a agradecer.

Fausto possui Mestrado sobre a Cinemateca Brasileira, publicado pela Editora Unesp (A Cinemateca Brasileira: das luzes aos anos de chumbo. Ed. Unesp: São Paulo, 2010), e uma Tese de Doutorado sobre a Federação Internacional de Arquivos de Filmes (Fiaf), disponível no site da Unesp, campus de Assis: http://polo3.assis.unesp.br/posgraduacao/teses/historia/Tese%20-%20Fausto%20D.%20Correa%20jr.pdf.

Segue abaixo texto de autoria do curador da Programação da Cinemateca Catarinense para quem buscar um maior aprofundamento. Aproveitem!

"Um dos focos principais de meu trabalho sempre foi o de pensar as relações entre preservação e difusão (do patrimônio cinematográfico). Historicamente as cinematecas se viram em um dilema no final dos anos 70, onde supostamente sem recursos suficientes para preservar e difundir ao mesmo tempo foram obrigadas a escolher o essencial de suas missões institucionais, ou seja, preservar. Mas esse é e foi, em enorme medida um falso dilema, pois os filmes (não apenas não são preservados para não serem difundidos), como não deixaram de ser difundidos nesse período de prioridade na preservação por parte das cinematecas da Fiaf (difundidos para aqueles que tinham dinheiro para tanto). Não por acaso esse período coincide com a formação de um mercado para esse patrimônio cinematográfico (como um mercado de direitos patrimoniais). Alguém pode dizer, não poderia ser diferente, o cinema é uma indústria. Mas muitos acreditaram e continuam acreditando que outro cinema é possível, como acreditaram os jovens turcos da nouvelle vague, crias da Cinemateca Francesa de Henri Langlois.
Para Langlois era a comparação que possibilitava a apreensão da imagem, criando conhecimento e compreensão acerca do que ele considerava fundamental para pensarmos a história do cinema: o estilo. Termo complexo e polivalente, mas que ajudar a sintetizar um ponto central nas questões relativas à influência da imagem na história do imaginário contemporâneo, e que se resume mais ou menos na seguinte questão: como se dá a fatura da imagem – pergunta que ajuda a entender a fatura de nosso imaginário.
Não temos público-alvo, mas naturalmente pressupomos que os associados da Cinemateca Catarinense seriam os primeiros interessados, ou melhor dizendo, gostaríamos que eles fossem os primeiros interessados, pois eles também lidam fundamentalmente com a fatura de imagens, dai um diálogo potencialmente proveitoso para todos, os que programam e os que fazem cinema. O ideal é que tivéssemos recursos para estender tal programação, bem como termos um espaço (e equipamento) mais adequado para as exibições, mas o fundamental é ver os filmes, o resto vem depois."

Para quem ainda não entendeu a imagem abaixo faz uma sugestão:

Escrito por André Gevaerd, 10/10/2012 às 07h45 | andre@cineramabc.com

Inscrições abertas para o III Festival IESB de Cinema Universitário

Estudantes universitários de todo o país, que tenham obra audiovisual realizada entre 2010 e 2012, poderão inscrever-se gratuitamente até o dia 30 de outubro de 2012.
O Festival IESB de Cinema Universitário valoriza e difunde a produção audiovisual realizada por estudantes universitários do Brasil, além de promover um espaço de interação, troca e estímulo à produção audiovisual.

III Festival IESB de Cinema Universitário
Data: de 07 a 09 de novembro de 2012
Inscrição gratuita até o dia 30 de outubro de 2012
Regulamento e fichas de inscrição encontram-se na fanpage do evento no Facebook. https://www.facebook.com/festivaliesb

Escrito por André Gevaerd, 09/10/2012 às 13h51 | andre@cineramabc.com

Política cinematográfica analisada em livro

O livro “Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos” será lançado no encontro Socine, em São Paulo

Três professoras do curso de Cinema e Audiovisual da Unisul lançam o livro “Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos” (Editora Unisul), no dia 9 de outubro, às 19h,  no Saguão do Centro de Convenções - Senac Santo Amaro/SP, durante o encontro anual da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema (Socine).

As professoras, que também atuam na pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul apresentam trabalhos, resultado de pesquisas em cinema e em televisão. A professora Alessandra Brandão apresentará o trabalho intitulado “Daqui para qualquer lugar: passagens e afetos no cinema brasileiro recente”. O trabalho da professora Ramayana Lira de Sousa tem como título “Performance e realismo afetivo no cinema brasileiro contemporâneo”. “Que Rei Sou Eu? A exposição das fraturas no projeto de modernidade brasileiro, é a pesquisa a ser apresentada pela professora Dilma Juliano.

O livro “Políticas dos Cinemas Latino-Americanos Contemporâneos” reúne em 15 capítulos, análises do panorama de produção cinematográfica, bem como promove uma crítica atualizada de filmes latino-americano recentes, tanto aqueles considerados de ficção, como os documentais. O livro compõe a Coleção Linguagem, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem.

Na atual diretoria da Socine, a professora Alessandra Brandão ocupa o cargo de secretária e a professora Ramayana Lira compõe o Conselho Deliberativo. Nessa condição, ainda em 2011, levaram a proposta, referendada pela Reitoria, de a Unisul sediar o XVII Encontro da Socine em 2013. A proposta foi aceita, reconhecendo o curso de Cinema e Audiovisual como referência brasileira na formação de cineastas e realizadores em audiovisual.

A Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema (Socine), considerada a maior associação da América Latina em estudos cinematográficos e audiovisuais, promove anualmente um encontro internacional que, através de seminários previamente propostos e aceitos, abriga um debate estético e político sobre produções nacionais e internacionais, sob as mais variadas perspectivas teóricas e críticas. http://www.socine.org.br/http://socine.org.br/encontro2012/

Escrito por André Gevaerd, 09/10/2012 às 08h47 | andre@cineramabc.com

Filme de abertura do 2º Cinerama.BC será exibido no Festival de San Sebastian.

 O filme 'Câmera Escura' (Camera Osbscura, Espanha, 2012) que teve sua primeira exibição mundial na sessão de abertura do 2º Cinerama.BC - Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú, será exibido em um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, o Festival Internacional de Cinema de San Sebastian, que começa nessa sexta-feira na Espanha.

Em colaboração com o Royal Board on Disability (Conselho Real das Pessoas com Deficiência) e com o Centro Español de Subtitulado y Audiodescripción (Centro Espanhol de Legendas e Audiodescrições) o Festival de San Sebastian exibe desde 2008 filmes com descrição de legendas e áudio para os deficientes auditivos.

E é nessa sessão que será exibido o filme 'Câmera Escura', que conta a história de Ane, uma garota cega às portas da puberdade, que descobre a fotografia e seu primeiro amor pelas mãos de seu tio Antônio, um misterioso fotógrafo que retorna após uma longa ausência à casa da família.

Escrito por Barbara Sturm, 19/09/2012 às 12h32 | barbara@cineramabc.com

Seleções Oficiais e seus troféus.

Em todos os grandes festivais de cinema do mundo o prêmio máximo é o de Melhor Filme da Seleção Oficial. Cada festival tem o seu troféu específico. Existe uma tendência de os troféus serem animais, e cada festival tem o seu.

O Festival internacional de Cinema de Berlim - conhecido como Berlinale - usa o Urso. O Festival de Veneza usa o Leão, o Festival de Rotterdam o Tigre, o Festival Mix Brasil - o maior festival de cinema Glbt do Brasil - o Coelho e o Cinerama.BC a coruja.  Existem também festivais que não usam animais como troféus, como por exemplo, o Festival de Cannes com sua Palma de Ouro ou o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro com o troféu Redentor.

   

                                        O filme 'Pietà' do diretor Kim Ki-duk conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano.                         

Na maioria dos festivais o prêmio de ouro é apenas para o melhor filme, por este ser o prêmio principal. No caso específico da Berlinale, os outros prêmios ficam com a estatueta de prata. Exemplo: Melhor filme do Festival de Berlim ganha o Urso de Ouro, Melhor Diretor do Festival de Berlim ganha o Urso de Prata de Melhor Diretor, e o Melhor Ator o Urso de Prata de Melhor Ator. A prata não quer dizer segundo lugar como normalmente entendemos a prata em outras competições. Em Festivais de Cinema há apenas o melhor entre as categorias, nunca segundo ou terceiro lugar.

O animal é escolhido normalmente por ser o símbolo da cidade ou diretamente relacionado com ela, como é o caso do Urso em Berlim e do Leão em Veneza. 

Escrito por Barbara Sturm, 14/09/2012 às 14h48 | barbara@cineramabc.com



17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

André Gevaerd

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.