Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por Barbara Sturm

Goethe Institut-SP promove debate com o diretor alemão Andreas Dresen

Durante a semana passada foram exibidos três filmes do alemão Andreas Dresen no Goethe Institut de São Paulo. Ontem foi exibido outro filme do diretor, ‘Entre Casais’ (no original ‘Halbe Treppe’), e após a sessão houve debate do público presente com o cineasta.

Diferente de como acontece no Brasil, na Alemanha (e quase em toda a Europa) o cinema e a televisão andam juntos. Muitas vezes no mesmo filme como co-produção ou financiamento. No começo de sua carreira o diretor trabalhou com filmes e documentários para cinema e TV, e também em alguns projetos no teatro, o que o ensinou que além do melhor enquadramento para a câmera, do melhor ângulo para a luz, do suor no rosto do ator, o mais importante é trabalhar com os atores (e logo com seus personagens) de uma forma livre. Livre de formas e de pré-conceitos estabelecidos.

Dresen usa em alguns de seus filmes o método da improvisação (o que vem também de seu trabalho com documentário), que pode ser de diferentes formas, e foi o que ele explicou delicada e minuciosamente no debate, tendo como exemplo o filme ‘Entre Casais’.

 

cena de "Entre Casais"

 

 

Para este projeto ele pensou ‘quero fazer um experimento de improvisação, trabalhar com o documental. Para isso preciso ter o mínimo de pessoas na equipe, o mínimo de tamanho de produção, logo o mínimo de preocupações além do próprio filme, e o máximo de interação entre todos e principalmente liberdade para os atores’. Trabalhando sem roteiro, todos da equipe participaram do processo de elaboração da história. Para poder trabalhar a improvisação é necessário abordar um tema que todos tenham vivido ou no mínimo conhecimento, como todos tinham por volta de 30 anos, o tema escolhido foi crise de meia idade, traição, mudanças.

O filme é uma tragicomédia, com direito a gargalhadas, que aborda a relação de dois casais amigos. A mulher de um deles acaba se envolvendo com o marido da amiga, que os pega em flagrante, e assim começa a busca dos personagens por um novo sentido a suas vidas.

‘Entre Casais’ é uma experimentação de liberdade, com equipe muito reduzida, e todos os envolvidos participando do processo inteiro, desde concepção da história até visualização do material captado. O filme é tão interessante e atinge um público tão amplo, que acabou na seleção oficial do Festival de Berlim (em 2002) e levou o Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri.

 

Escrito por Barbara Sturm, 14/08/2012 às 11h40 | barbara@cineramabc.com

'Barbara', filme vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim, estreia em novembro no Brasil

O filme alemão 'Barbara', dirigido pelo também alemão Christian Petzold, levou o prêmio de Melhor Direção no último Festival de Berlim. Um dos maiores prêmios do mundo para diretores, que já foi dado a Roman Polanski em 2010 e Ulrich Kohler em 2011.

 

o diretor Christian Petzold com seu Urso de Prata de Melhor Direção  

 
A história se passa na Alemanha dos anos 80. Barbara, uma médica, é punida por tentar conseguir um visto para sair da Alemanha Oriental. Sua punição é a transferência para um hospital no interior do país, longe de tudo, onde há apenas um médico, André.

Ela chega a pequena cidade já com planos de escapar. Mas para isso deve esperar seu namorado, Jörg, que ficou em Berlim, organizar sua fuga. Por isso ela se mantem fechada às pessoas, inclusive a André, que tenta de todas as formas uma aproximação. De acordo com as próprias palavras do diretor, "essa é uma história sobre pessoas que se encontram em estado de alerta, cercadas de uma verdade que só existe por causa de uma mentira; sobre um amor que está desconfiado de si mesmo; e sobre a liberdade de sair e a liberdade para ficar".

 

Nina Hoss como a personagem título do filme
 
 
'Barbara" atinge os espectadores de uma forma sutil e envolvente, tanto pelo seu trabalho visual impecável, como pelo ótimo trabalho dos atores. Além disso tudo, a temática do filme, mesmo que de época e em situação pontual, se conecta conosco por falar de pessoas, amor e liberdade. A atriz principal do filme, Nina Hoss, é uma das atrizes de teatro e cinema mais célebres da Alemanha, vencedora de vários prêmios de atuação. Este é seu quinto papel principal em um filme de Petzold.
 
O filme tem estreia prevista no Brasil para o começo de novembro, em São Paulo e Rio de Janeiro, pela Pandora Filmes. 
Escrito por Barbara Sturm, 09/08/2012 às 12h44 | barbara@cineramabc.com

Pandora Filmes relança grande clássico em homenagem a Marilyn Monroe.

‘Quanto mais quente melhor’, é uma comédia americana de 1959 dirigida por Billy Wilder, com título original ‘Some like it hot’, e um dos clássicos que mais continuam na boca e na vida dos cinéfilos até os dias atuais.

A sátira de homens travestidos serve de analogia à depressão americana e ao caráter ludibriador do cinema, que só poderia vir do olhar exterior de alguém como Billy Wilder, um estrangeiro na América.

O roteiro de ‘Quanto mais quente melhor’ traz a história de Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon), dois músicos de orquestras de jazz que se apresentavam nos inferninhos ilegais da Lei Seca, mas que por cargas do destino, acabam sendo involuntariamente testemunha de um massacre ocorrido no dia de São Valentim. Perseguidos implacavelmente pelos gângsteres autores do crime, se disfarçam de mulheres e fogem para Miami, na Flórida, onde entram numa orquestra apenas de mulheres, que conta com a cantora Sugar Kane, vivida por Marylin Monroe no auge de sua carreira e popularidade.

Joe, agora “Josephine”, cai de amores pela sensualidade de Monroe, Jerry como “Daphne” balança o coração de Osgood Fielding III (Joe E. Brown), um solitário milionário. Essas e outras situações inusitadas e escatológicas que os personagens se encontram durante o filme provocam gargalhadas e lágrimas de tanto rir.

No próximo dia 5 de Agosto faz 50 anos que Marilyn foi encontrada morta em sua casa na Califórnia. Na época a notícia foi um choque. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos, no auge de seus 36 anos. Em homenagem a uma das mais famosas estrelas do cinema de todos os tempos, e um dos maiores símbolo de sensualidade do século XX, a Pandora Filmes, em parceria com o Espaço Itaú de Cinema Augusta, irá relançar o filme em cópia 35 mm na próxima sexta-feira, 3 de agosto.

 

Escrito por Barbara Sturm, 01/08/2012 às 17h11 | barbara@cineramabc.com

14º Catavídeo abre inscrições

Festival ocorre de 2 a 9 de novembro na FCBadesc
 
Estão abertas até 18 de agosto as inscrições para a 14ª edição do Catavídeo - Mostra de Vídeos Catarinenses, que ocorre de 2 a 9 de novembro na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. Interessados podem acessar o regulamento e fazer as inscrições em www.catavideo.org.
 
Após a inscrição on line, o produtor deve enviar por correio, para a caixa postal 100, de Florianópolis, a ficha de inscrição, uma cópia do DVD do vídeo, breve currículo do diretor ou produtor, fotos e outros materiais de divulgação do filme gravados em CD ou DVD. Não há limite de inscrição por realizador.
 
O Catavídeo é uma mostra não competitiva. Podem participar artistas catarinenses ou de outros Estados que produzam audiovisual em Santa Catarina. O foco principal é aumentar a circulação e incentivar a troca de experiências entre os realizadores.
 
Ao chegar à 14ª edição, o festival reúne um acervo superior a mil títulos. Nas últimas três edições, a média anual de inscrições foi de mais de 100 filmes por ano. Além da mostra de vídeos, o Catavídeo promove oficinas, que serão realizadas em parceria com o SESC.
 
A cada ano, a organização traz um debatedor convidado para abrir o festival. Nas edições anteriores vieram os diretores Eduardo Valente, Gustavo Spolidoro, Carlos Nader Emerson Schmidlin, Kiko Goifmann, Rodrigo Grota, Rodrigo Aragão e José Mojica Marins, o Zé do Caixão.
 

O Catavídeo é realizado pela Associação Cultural Alquimídia e Funcine, em parceria com a Fundação Cultural Badesc, Sesc e Cinemateca Catarinense, com o apoio do Museu da Imagem e do Som e produção da Exato Segundo Produções Artísticas.

Escrito por André Gevaerd, 30/07/2012 às 15h39 | andre@cineramabc.com

Festival de Brasília Seleciona Curta Catarinense

O 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro divulgou nesta quarta-feira (18) a lista de filmes selecionados deste ano. Dentre longas de ficção escolhidos, está o catarinense "O Gigante", de Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida.

O filme é uma co-produção Portugal / Reino Unido / Brasil / Espanha e recebeu apoio do Funcine, Prefeitura de Florianópolis e da FCF Franklin Cascaes.

O produtor Igor Pitta, radicado em Florianópolis, é o responsável pelo projeto no Brasil.

Conheça mais sobre o filme no link http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/2143686594

O evento ocorre entre os dias 17 e 24 de setembro. Uma novidade deste ano foi a inclusão da mostra competitiva de documentários (curtas e longas). Ao todo, o festival distribuirá R$ 635 mil em prêmios. Veja a lista completa dos selecionados abaixo:

Longas-metragens de ficção:

1.      "A Memória Que Me Contam", de Lucia Murat, 95min, RJ;
2.      "Boa Sorte, Meu Amor", de Daniel Aragão, 95min, PE;
3.      "Eles Voltam", de Marcelo Lordello, 100min, PE;
4.      "Era Uma Vez Eu, Verônica", de Marcelo Gomes, 90min, PE;
5.      "Esse Amor Que Nos Consome", de Allan Ribeiro, 80min, RJ;
6.      "Noites de Reis", de Vinicius Reis, 93min, RJ.

Longas-metragens de documentário:

1.      "Doméstica", de Gabriel Mascaro, 85min, PE;
2.      "Elena", de Petra Costa, 82min, SP;
3.      "Kátia", de Karla Holanda, 74min, PI;
4.      "Olho Nu", de Joel Pizzini, 101min, RJ/MT;
5.      "Otto", de Cao Guimarães, 70min, MG;
6.      "Um Filme para Dirceu", de Ana Johann, 80min, PR.

Curtas-metragens de ficção:

1.      "A Mão que Afaga", de Gabriela Amaral Almeida, 19min, SP;
2.      "Canção Para Minha Irmã", de Pedro Severien, 18min, PE;
3.      "Eu Nunca Deveria Ter Voltado", de Eduardo Morotó, Marcelo Martins Santiago e Renan Brandão, 15min, RJ;
4.      "Menino Peixe", de Eva Randolph, 17min, RJ;
5.      "Vereda", de Diego Florentino, 20min, PR;
6.      "Vestido de Laerte", de Claudia Priscilla e Pedro Marques, 13min, SP.

Curtas-metragens de animação

1.      "Destimação", de Ricardo de Podestá, 13min, GO;
2.      "Linear", de Amir Admoni, 6min, SP;
3.      "Mais Valia", de Marco Túlio Ramos Vieira, 4min22, MG;
4.      "O Gigante", de Luís da Matta Almeida, 10min35, SC;
5.      "Phantasma", de Alessandro Corrêa, 10min20, SP;
6.      "Valquíria", de Luiz Henrique Marques, 8min32, MG.

Curtas-metragens de documentário:

1.      "A Cidade", de Liliana Sulzbach, 15min, RS;
2.      "A Ditadura da Especulação", de Zé furtado, 10min20, DF;
3.      "A Guerra dos Gibis", de Thiago Brandimarte Mendonça e Rafael Terpins, 19min30, SP;
4.      "A Onda Traz, O Vento Leva", de Gabriel Mascaro, 24min47, PE;
5.      "Câmara Escura", de Marcelo Pedroso, 25min, PE;
6.      "Empurrando o Dia", de Felipe Chimicatti, Pedro Carvalho e Rafael Bottaro, 25min, MG.

Outras informações estão no site do festival.

Escrito por André Gevaerd, 18/07/2012 às 16h25 | andre@cineramabc.com

CONVITE PARA O FÓRUM DE PLANEJAMENTO REGIONAL DE CULTURA

A Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, o Conselho Estadual de Cultura, a Fundação Catarinense de Cultura, e a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Itajaí, convidam Vossa Senhoria a participar do FÓRUM DE PLANEJAMENTO REGIONAL DE CULTURA.


Coordenação:  Diretoria de Políticas Integradas do Lazer

DATA: 23/07/2012 – Abertura Horário: 19:30h

DATA: 24/07/2012 – Das: 08:30h às 18:00h

LOCAL: UNIVALI – Rua Uruguai, 458 – ITAJAÍ – SC. Bloco de Direito



As inscrições serão feitas no local e por grupo de trabalho!

Convidamos todos os agentes culturais, as instâncias ligadas à cultura e a sociedade em geral para os fóruns regionais do processo de construção do Plano Estadual de Cultura. Tendo como orientação o planejamento participativo e a perspectiva ampliada do Plano Nacional de Cultura (PNC).

 

Carta da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte

O Estado de Santa Catarina está construindo o seu Plano Estadual de Cultura, com horizonte decenal, ou seja, um Plano para os próximos dez anos, compartilhado e construído, sequer imposto, com a participação de todos os 293 municípios catarinenses e para isso, estará realizando Fóruns em dez regiões do Estado, ouvindo as pessoas envolvidas nas mais diversas manifestações artísticas e culturais.
Nos dias 23 e 24 de julho será realizado o Fórum Regional de Cultura da região Costa Verde e Mar em ITAJAI, referido evento acontecerá na UNIVALI, Rua Uruguai, 458, Bloco de Direito, salas 201,202 e 203, ocasião em que teremos oportunidade de exercer a Cidadania e construir o que queremos, onde queremos e como queremos a Cultura, e de que forma o Estado tem que apoiar a Cultura.
A sua participação ativa neste planejamento é importante porque proporcionará à sociedade catarinense uma visão clara dos objetivos que ambicionamos para a Cultura, tanto como agentes quanto como consumidores de bens culturais. Nossa visão, aqui definida, será inserida no Sistema Estadual de Cultura.
Enfatizamos que sua colaboração e sua presença são fundamentais para lograrmos o objetivo de pavimentar o caminho ideal que atenda às nossas mais íntimas aspirações para o setor.
Até lá!

Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte

Escrito por André Gevaerd, 18/07/2012 às 15h35 | andre@cineramabc.com



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Barbara Sturm

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














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CINERAMA BC
Por Barbara Sturm

Goethe Institut-SP promove debate com o diretor alemão Andreas Dresen

Durante a semana passada foram exibidos três filmes do alemão Andreas Dresen no Goethe Institut de São Paulo. Ontem foi exibido outro filme do diretor, ‘Entre Casais’ (no original ‘Halbe Treppe’), e após a sessão houve debate do público presente com o cineasta.

Diferente de como acontece no Brasil, na Alemanha (e quase em toda a Europa) o cinema e a televisão andam juntos. Muitas vezes no mesmo filme como co-produção ou financiamento. No começo de sua carreira o diretor trabalhou com filmes e documentários para cinema e TV, e também em alguns projetos no teatro, o que o ensinou que além do melhor enquadramento para a câmera, do melhor ângulo para a luz, do suor no rosto do ator, o mais importante é trabalhar com os atores (e logo com seus personagens) de uma forma livre. Livre de formas e de pré-conceitos estabelecidos.

Dresen usa em alguns de seus filmes o método da improvisação (o que vem também de seu trabalho com documentário), que pode ser de diferentes formas, e foi o que ele explicou delicada e minuciosamente no debate, tendo como exemplo o filme ‘Entre Casais’.

 

cena de "Entre Casais"

 

 

Para este projeto ele pensou ‘quero fazer um experimento de improvisação, trabalhar com o documental. Para isso preciso ter o mínimo de pessoas na equipe, o mínimo de tamanho de produção, logo o mínimo de preocupações além do próprio filme, e o máximo de interação entre todos e principalmente liberdade para os atores’. Trabalhando sem roteiro, todos da equipe participaram do processo de elaboração da história. Para poder trabalhar a improvisação é necessário abordar um tema que todos tenham vivido ou no mínimo conhecimento, como todos tinham por volta de 30 anos, o tema escolhido foi crise de meia idade, traição, mudanças.

O filme é uma tragicomédia, com direito a gargalhadas, que aborda a relação de dois casais amigos. A mulher de um deles acaba se envolvendo com o marido da amiga, que os pega em flagrante, e assim começa a busca dos personagens por um novo sentido a suas vidas.

‘Entre Casais’ é uma experimentação de liberdade, com equipe muito reduzida, e todos os envolvidos participando do processo inteiro, desde concepção da história até visualização do material captado. O filme é tão interessante e atinge um público tão amplo, que acabou na seleção oficial do Festival de Berlim (em 2002) e levou o Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri.

 

Escrito por Barbara Sturm, 14/08/2012 às 11h40 | barbara@cineramabc.com

'Barbara', filme vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim, estreia em novembro no Brasil

O filme alemão 'Barbara', dirigido pelo também alemão Christian Petzold, levou o prêmio de Melhor Direção no último Festival de Berlim. Um dos maiores prêmios do mundo para diretores, que já foi dado a Roman Polanski em 2010 e Ulrich Kohler em 2011.

 

o diretor Christian Petzold com seu Urso de Prata de Melhor Direção  

 
A história se passa na Alemanha dos anos 80. Barbara, uma médica, é punida por tentar conseguir um visto para sair da Alemanha Oriental. Sua punição é a transferência para um hospital no interior do país, longe de tudo, onde há apenas um médico, André.

Ela chega a pequena cidade já com planos de escapar. Mas para isso deve esperar seu namorado, Jörg, que ficou em Berlim, organizar sua fuga. Por isso ela se mantem fechada às pessoas, inclusive a André, que tenta de todas as formas uma aproximação. De acordo com as próprias palavras do diretor, "essa é uma história sobre pessoas que se encontram em estado de alerta, cercadas de uma verdade que só existe por causa de uma mentira; sobre um amor que está desconfiado de si mesmo; e sobre a liberdade de sair e a liberdade para ficar".

 

Nina Hoss como a personagem título do filme
 
 
'Barbara" atinge os espectadores de uma forma sutil e envolvente, tanto pelo seu trabalho visual impecável, como pelo ótimo trabalho dos atores. Além disso tudo, a temática do filme, mesmo que de época e em situação pontual, se conecta conosco por falar de pessoas, amor e liberdade. A atriz principal do filme, Nina Hoss, é uma das atrizes de teatro e cinema mais célebres da Alemanha, vencedora de vários prêmios de atuação. Este é seu quinto papel principal em um filme de Petzold.
 
O filme tem estreia prevista no Brasil para o começo de novembro, em São Paulo e Rio de Janeiro, pela Pandora Filmes. 
Escrito por Barbara Sturm, 09/08/2012 às 12h44 | barbara@cineramabc.com

Pandora Filmes relança grande clássico em homenagem a Marilyn Monroe.

‘Quanto mais quente melhor’, é uma comédia americana de 1959 dirigida por Billy Wilder, com título original ‘Some like it hot’, e um dos clássicos que mais continuam na boca e na vida dos cinéfilos até os dias atuais.

A sátira de homens travestidos serve de analogia à depressão americana e ao caráter ludibriador do cinema, que só poderia vir do olhar exterior de alguém como Billy Wilder, um estrangeiro na América.

O roteiro de ‘Quanto mais quente melhor’ traz a história de Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon), dois músicos de orquestras de jazz que se apresentavam nos inferninhos ilegais da Lei Seca, mas que por cargas do destino, acabam sendo involuntariamente testemunha de um massacre ocorrido no dia de São Valentim. Perseguidos implacavelmente pelos gângsteres autores do crime, se disfarçam de mulheres e fogem para Miami, na Flórida, onde entram numa orquestra apenas de mulheres, que conta com a cantora Sugar Kane, vivida por Marylin Monroe no auge de sua carreira e popularidade.

Joe, agora “Josephine”, cai de amores pela sensualidade de Monroe, Jerry como “Daphne” balança o coração de Osgood Fielding III (Joe E. Brown), um solitário milionário. Essas e outras situações inusitadas e escatológicas que os personagens se encontram durante o filme provocam gargalhadas e lágrimas de tanto rir.

No próximo dia 5 de Agosto faz 50 anos que Marilyn foi encontrada morta em sua casa na Califórnia. Na época a notícia foi um choque. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos, no auge de seus 36 anos. Em homenagem a uma das mais famosas estrelas do cinema de todos os tempos, e um dos maiores símbolo de sensualidade do século XX, a Pandora Filmes, em parceria com o Espaço Itaú de Cinema Augusta, irá relançar o filme em cópia 35 mm na próxima sexta-feira, 3 de agosto.

 

Escrito por Barbara Sturm, 01/08/2012 às 17h11 | barbara@cineramabc.com

14º Catavídeo abre inscrições

Festival ocorre de 2 a 9 de novembro na FCBadesc
 
Estão abertas até 18 de agosto as inscrições para a 14ª edição do Catavídeo - Mostra de Vídeos Catarinenses, que ocorre de 2 a 9 de novembro na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. Interessados podem acessar o regulamento e fazer as inscrições em www.catavideo.org.
 
Após a inscrição on line, o produtor deve enviar por correio, para a caixa postal 100, de Florianópolis, a ficha de inscrição, uma cópia do DVD do vídeo, breve currículo do diretor ou produtor, fotos e outros materiais de divulgação do filme gravados em CD ou DVD. Não há limite de inscrição por realizador.
 
O Catavídeo é uma mostra não competitiva. Podem participar artistas catarinenses ou de outros Estados que produzam audiovisual em Santa Catarina. O foco principal é aumentar a circulação e incentivar a troca de experiências entre os realizadores.
 
Ao chegar à 14ª edição, o festival reúne um acervo superior a mil títulos. Nas últimas três edições, a média anual de inscrições foi de mais de 100 filmes por ano. Além da mostra de vídeos, o Catavídeo promove oficinas, que serão realizadas em parceria com o SESC.
 
A cada ano, a organização traz um debatedor convidado para abrir o festival. Nas edições anteriores vieram os diretores Eduardo Valente, Gustavo Spolidoro, Carlos Nader Emerson Schmidlin, Kiko Goifmann, Rodrigo Grota, Rodrigo Aragão e José Mojica Marins, o Zé do Caixão.
 

O Catavídeo é realizado pela Associação Cultural Alquimídia e Funcine, em parceria com a Fundação Cultural Badesc, Sesc e Cinemateca Catarinense, com o apoio do Museu da Imagem e do Som e produção da Exato Segundo Produções Artísticas.

Escrito por André Gevaerd, 30/07/2012 às 15h39 | andre@cineramabc.com

Festival de Brasília Seleciona Curta Catarinense

O 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro divulgou nesta quarta-feira (18) a lista de filmes selecionados deste ano. Dentre longas de ficção escolhidos, está o catarinense "O Gigante", de Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida.

O filme é uma co-produção Portugal / Reino Unido / Brasil / Espanha e recebeu apoio do Funcine, Prefeitura de Florianópolis e da FCF Franklin Cascaes.

O produtor Igor Pitta, radicado em Florianópolis, é o responsável pelo projeto no Brasil.

Conheça mais sobre o filme no link http://www.cinemaportugues.ubi.pt/bd/info/2143686594

O evento ocorre entre os dias 17 e 24 de setembro. Uma novidade deste ano foi a inclusão da mostra competitiva de documentários (curtas e longas). Ao todo, o festival distribuirá R$ 635 mil em prêmios. Veja a lista completa dos selecionados abaixo:

Longas-metragens de ficção:

1.      "A Memória Que Me Contam", de Lucia Murat, 95min, RJ;
2.      "Boa Sorte, Meu Amor", de Daniel Aragão, 95min, PE;
3.      "Eles Voltam", de Marcelo Lordello, 100min, PE;
4.      "Era Uma Vez Eu, Verônica", de Marcelo Gomes, 90min, PE;
5.      "Esse Amor Que Nos Consome", de Allan Ribeiro, 80min, RJ;
6.      "Noites de Reis", de Vinicius Reis, 93min, RJ.

Longas-metragens de documentário:

1.      "Doméstica", de Gabriel Mascaro, 85min, PE;
2.      "Elena", de Petra Costa, 82min, SP;
3.      "Kátia", de Karla Holanda, 74min, PI;
4.      "Olho Nu", de Joel Pizzini, 101min, RJ/MT;
5.      "Otto", de Cao Guimarães, 70min, MG;
6.      "Um Filme para Dirceu", de Ana Johann, 80min, PR.

Curtas-metragens de ficção:

1.      "A Mão que Afaga", de Gabriela Amaral Almeida, 19min, SP;
2.      "Canção Para Minha Irmã", de Pedro Severien, 18min, PE;
3.      "Eu Nunca Deveria Ter Voltado", de Eduardo Morotó, Marcelo Martins Santiago e Renan Brandão, 15min, RJ;
4.      "Menino Peixe", de Eva Randolph, 17min, RJ;
5.      "Vereda", de Diego Florentino, 20min, PR;
6.      "Vestido de Laerte", de Claudia Priscilla e Pedro Marques, 13min, SP.

Curtas-metragens de animação

1.      "Destimação", de Ricardo de Podestá, 13min, GO;
2.      "Linear", de Amir Admoni, 6min, SP;
3.      "Mais Valia", de Marco Túlio Ramos Vieira, 4min22, MG;
4.      "O Gigante", de Luís da Matta Almeida, 10min35, SC;
5.      "Phantasma", de Alessandro Corrêa, 10min20, SP;
6.      "Valquíria", de Luiz Henrique Marques, 8min32, MG.

Curtas-metragens de documentário:

1.      "A Cidade", de Liliana Sulzbach, 15min, RS;
2.      "A Ditadura da Especulação", de Zé furtado, 10min20, DF;
3.      "A Guerra dos Gibis", de Thiago Brandimarte Mendonça e Rafael Terpins, 19min30, SP;
4.      "A Onda Traz, O Vento Leva", de Gabriel Mascaro, 24min47, PE;
5.      "Câmara Escura", de Marcelo Pedroso, 25min, PE;
6.      "Empurrando o Dia", de Felipe Chimicatti, Pedro Carvalho e Rafael Bottaro, 25min, MG.

Outras informações estão no site do festival.

Escrito por André Gevaerd, 18/07/2012 às 16h25 | andre@cineramabc.com

CONVITE PARA O FÓRUM DE PLANEJAMENTO REGIONAL DE CULTURA

A Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, o Conselho Estadual de Cultura, a Fundação Catarinense de Cultura, e a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Itajaí, convidam Vossa Senhoria a participar do FÓRUM DE PLANEJAMENTO REGIONAL DE CULTURA.


Coordenação:  Diretoria de Políticas Integradas do Lazer

DATA: 23/07/2012 – Abertura Horário: 19:30h

DATA: 24/07/2012 – Das: 08:30h às 18:00h

LOCAL: UNIVALI – Rua Uruguai, 458 – ITAJAÍ – SC. Bloco de Direito



As inscrições serão feitas no local e por grupo de trabalho!

Convidamos todos os agentes culturais, as instâncias ligadas à cultura e a sociedade em geral para os fóruns regionais do processo de construção do Plano Estadual de Cultura. Tendo como orientação o planejamento participativo e a perspectiva ampliada do Plano Nacional de Cultura (PNC).

 

Carta da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte

O Estado de Santa Catarina está construindo o seu Plano Estadual de Cultura, com horizonte decenal, ou seja, um Plano para os próximos dez anos, compartilhado e construído, sequer imposto, com a participação de todos os 293 municípios catarinenses e para isso, estará realizando Fóruns em dez regiões do Estado, ouvindo as pessoas envolvidas nas mais diversas manifestações artísticas e culturais.
Nos dias 23 e 24 de julho será realizado o Fórum Regional de Cultura da região Costa Verde e Mar em ITAJAI, referido evento acontecerá na UNIVALI, Rua Uruguai, 458, Bloco de Direito, salas 201,202 e 203, ocasião em que teremos oportunidade de exercer a Cidadania e construir o que queremos, onde queremos e como queremos a Cultura, e de que forma o Estado tem que apoiar a Cultura.
A sua participação ativa neste planejamento é importante porque proporcionará à sociedade catarinense uma visão clara dos objetivos que ambicionamos para a Cultura, tanto como agentes quanto como consumidores de bens culturais. Nossa visão, aqui definida, será inserida no Sistema Estadual de Cultura.
Enfatizamos que sua colaboração e sua presença são fundamentais para lograrmos o objetivo de pavimentar o caminho ideal que atenda às nossas mais íntimas aspirações para o setor.
Até lá!

Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte

Escrito por André Gevaerd, 18/07/2012 às 15h35 | andre@cineramabc.com



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Barbara Sturm

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.