Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por Barbara Sturm

'Fausto': adaptação da grande obra de Goethe estreia no Brasil.

Na sexta-feira 29 de Junho, estreou em São Paulo o filme ‘Fausto’, o mais recente do russo Aleksandr Sokúrov, inspirado no livro homônimo de Goethe. O filme foi vencedor do prêmio de Melhor Filme no último Festival de Veneza, um dos mais importantes do mundo. Em seu discurso o diretor agradeceu ao elenco, como manda a tradição, mas fez questão de destacar uma figura em especial: "Meu diretor de fotografia é um gênio. Um gênio.” [Bruno Delbonnel, indicado três vezes ao Oscar].

O trabalho visual do filme incrível é muito elogiado e sublinhado em matérias internacionais de revistas especializadas em cinema. Destaca-se, por exemplo, a abertura do filme: um plano seqüência em que a câmera desce das nuvens sobrevoando paisagens com neve, florestas e vulcões, chegando a pequena aldeia medieval em que habita o protagonista. O diretor contou que a equipe fez um trabalho exaustivo de pesquisa iconográfica: percorreu museus e galerias revisitando os pintores do romantismo alemão para se aproximar das referências visuais de Goethe: "A maneira alemã de se emocionar tem sua própria coloração, sua própria tonalidade. Eu fiquei obcecado em conseguir captar e reproduzir visualmente esse sentimento", explicou.

O livro original é uma peça de teatro de 1808 com diálogos rimados (mais para ser lido do que para ser encenado) considerado uma das grandes obras-primas da literatura alemã. A história complexa engloba múltiplos cenários: começa no Céu, onde Mefistófeles (conhecido também como Demônio) faz uma aposta com Deus: diz que poderá conquistar a alma de Fausto, um sábio que tenta aprender tudo, ou seja, conquistar toda a sabedoria existente. Depois migra para o estúdio de Fausto, onde o erudito reflete sobre as limitações do conhecimento científico, humanista e religioso, e sobre suas tentativas de usar a magia para chegar ao conhecimento ilimitado. Frente ao fracasso, Fausto considera o suicídio, mas muda de idéia e decide então sair pela vila para passear com seu assistente, Wagner, e ambos são seguidos por um cão vagabundo no caminho de volta para casa, que se transforma em Mefistófeles. Os dois chegam ao acordo de que Mefistófeles fará tudo o que Fausto quiser e, em troca, Fausto terá de servir o demônio no Inferno. Mas há uma cláusula importante: a alma de Fausto será levada somente quando Mefistófeles criar uma situação de felicidade tão plena que faça com que Fausto deseje que aquele momento dure para sempre.

Aleksandr Sokúrov recebendo o Leão de Ouro do último Festival de Veneza

O filme, porém, não segue á risca a ordem cronológica dos acontecimentos da obra de Goethe, e se passa totalmente na aldeia. Como pode ser visto já no trailer do filme, o trabalho de caracterização dos atores; os locais de filmagem; a fotografia saturada, dando a impressão de um filme antigo; o idioma alemão; e principalmente a janela escolhida (totalmente quadrada em tempos em que estamos mais que acostumados com imagens extremamente retangulares devido ás TVs 16x9) dão ao filme um universo único e diferenciado logo de cara, que consiste até o final do filme, que tem mais de duas horas e meia de duração.

Aleksandr Sokúrov nasceu na Rússia nos anos 50. Mais conhecido por seus filmes de ficção, dirigiu também muitos documentários excepcionais. Começou trabalhando na televisão russa, produzindo filmes para TV e programas ao vivo. Depois de se formar em História, entrou no curso do Departamento de Produção do famoso instituto VGIK, de Moscou, onde alguns anos depois foi forçado a se retirar por acusações de que seus projetos eram anti-soviéticos. Seu primeiro longa-metragem “A voz solitária de um homem” foi recusado como projeto final de graduação e foi nesse momento que ele recebeu o apoio do grande diretor (também russo) Andrei Tarkovski, que demonstrou muita admiração pelo filme. De sua longa lista de longas-metragens de ficção, destacam-se “Mãe e Filho”, de 1997, e “Pai e Filho”, de 2003, ambos sobre as intensas relações dos personagens títulos.

 

 

Escrito por Barbara Sturm, 12/07/2012 às 16h45 | barbara@cineramabc.com

Exposição temporária Luz e Sombra: o cinema em Santa Catarina

O Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina no dia 12 de julho de 2012, às 19h30, faz a abertura da exposição temporária Luz e Sombra: o cinema em Santa Catarina, sob a curadoria do museólogo Renilton Roberto da Silva Matos de Assis. A exposição salienta aspectos históricos do cinema no estado e destaca algumas produções marcantes regionais.

Serviço:
O que: Abertura da exposição temporária Luz e Somba: o cinema em Santa Catarina
Onde:
Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) - Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis – SC.
Quando:  12 de julho de 2012, a partir das 19h30min 

Visitação da exposição: até 14/10/2012. De terça a sexta das 10h às 21h15mim. / sábados, domingos e feriados: das 11h às 17h
Mais informações: 3953-2329 ou 3953-2327.
Entrada gratuita

Escrito por André Gevaerd, 11/07/2012 às 16h10 | andre@cineramabc.com

Cinema e Direitos Humanos

Evento que celebra o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul dedica-se a apresentar filmes sul-americanos que discutem temas atuais de Direitos Humanos no nosso continente.

Realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira / Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras, desde 2011, a Mostra é apresentada em 26 capitais e no Distrito Federal: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

Com curadoria de Francisco Cesar Filho, a programação compreende uma seleção de filmes contemporâneos que desde 2008 são também selecionados por meio de chamada pública, além de uma retrospectiva histórica, homenagens e programas especiais. A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul promoveu homenagens ao projeto brasileiro Vídeo nas Aldeias e aos argentinos Cine Ojo (produtora) e Ricardo Darín (ator) e suas recentes retrospectivas históricas tiveram por tema "infância e juventude", "iguais na diferença" e "direito à memória e à verdade".


Convocatória

Prevista para os meses de outubro a dezembro de 2012, a 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul abre chamada para receber trabalhos audiovisuais para análise de sua curadoria. O evento é voltado a obras realizadas em países da América do Sul finalizadas a partir de 2010 cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos Direitos Humanos, tais como: direitos das pessoas com deficiência; população LGBT/enfrentamento da homofobia; memória e verdade; crianças e adolescentes; pessoas idosas; população negra; população em situação de rua; mulheres; Direitos Humanos e segurança pública; proteção aos defensores de Direitos Humanos; combate à tortura; democracia e Direitos Humanos; situação prisional.

Não há restrição quanto à duração, gênero ou suporte de captação/finalização. As exibições serão em suporte digital. A Mostra não é competitiva, no entanto as obras mais votadas pelo público serão contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias curta, média e longa-metragem.

A ficha de inscrição deve ser baixada no site da Mostra, preenchida, assinada e enviada por e-mail para: [email protected] O DVD deverá ser enviado até 27 de julho de 2012 para:

7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso nº 207
São Paulo - S.P. - Brasil
C.E.P. 04021-070

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone
+55 11 3512.6111, ramais 211 e 235

Escrito por André Gevaerd, 11/07/2012 às 15h17 | andre@cineramabc.com

Claudio Assis estreia seu terceiro longa, 'A Febre do Rato'.

 Depois de passar pelo 16º FAM em exibição inédita, o longa-metragem A FEBRE DO RATO estreou na semana passada em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, cidade do diretor Claudio Assis e onde se passa o filme.

Depois dos filmes 'Amarelo Manga' e 'Baixio das Bestas', Assis retorna às telas num filme de ficção em preto e branco e com direção de fotografia do grande Walter Carvalho.
 
O filme fala sobre um poeta anarquista, Zizo, que publica e distribui com recursos próprios um tablóide "subversivo" chamado "A Febre do Rato". Em seu mundo próprio, onde o sexo é algo tão corriqueiro quanto fumar maconha, ele conhece Eneida. Zizo logo sente uma forte atração por Eneida, porém não é correspondido, o que o faz passar a sentir falta de algo que jamais teve.
 
Irandhyr Santos e Nanda Costa em cena do filme
 
Ao assistir o filme e perceber que a cópia é 35mm, em tempos em que para baixar os custos de lançamento quase todo filme nacional independente é lançado somente no sistema digital no Brasil, percebe-se o primeiro afronte de Assis em seu terceiro longa-metragem. O filme tem classificação 18 anos, o que é bem plausível já que não poupa em cenas de sexo, de consumo de drogas e bebidas e de vocabulário chulo. Inclusive seu ambiente e protesto é todo ligado a tudo isso, que segundo o próprio diretor do filme, é o que descreve o Recife em geral.
 
O filme foi o grande vencedor do Festival de Paulínia 2011 (o último, uma vez que o mesmo foi cancelado a partir de 2012) nas categorias Melhor Filme de Ficção; Melhor Ator e Melhor Atriz para Irandhyr Santos e Nanda Costa; Melhor Fotografia; Melhor Montagem; Melhor Direção de Arte; Melhor Trilha Sonora e Melhor Filme segundo a Crítica.
 
Depois de tantos prêmios, ficou claro que o filme agradou aos profissionais da área cinematográfica. Resta agora saber qual foi o interesse e a recepção do público nos cinemas onde o filme estreou.
 

Veja aqui o Trailler do filme

Assista também o video clipe da pegajosa "Passione" música de Júnio Barreto e tema do filme

 

por Barbara Sturm

Escrito por André Gevaerd, 26/06/2012 às 14h38 | andre@cineramabc.com

11º Mostra de Cinema Infantil - NÃO PERCA!!!

Mostra homenageia animador uruguaio

Pré-estreias do filme uruguaio Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoe, de Walter Tournier, e dos brasileiros Tainá – A Origem, de Rosane Svartmann, e Corda Bamba - História de uma Menina Equilibrista, de Eduardo Goldenstein, com a presença dos três diretores, estão na programação da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que ocorre de 29 de junho a 15 de julho no Teatro Governador Pedro Ivo. Na programação, 88 curtas-metragens brasileiros foram selecionados pela curadoria do festival para participação na Mostra Competitiva.

Wiranu na pré-estreia de “Tainá – A Origem”

A indiazinha Wiranu Tembé, atriz de Tainá – A Origem, está percorrendo um longo caminho até chegar a Santa Catarina. No deslocamento do Pará até Florianópolis, Wiranu viaja de barco, de carro e avião. Ela vem para participar da sessão do longa-metragem, no sábado (30), às 16h, no Teatro Pedro Ivo, onde ocorre a 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

Inscrições para oficina de interpretação

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Interpretação para crianças, ministrada por Claudio Barros, na programação da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. A atividade é indicada para os pequenos entre 7 e 12 anos e ocorre no domingo, 1° de julho, de manhã (9h às 12h) e à tarde (14h às 17h), no Teatro Governador Pedro Ivo. As inscrições podem ser feitas através do e-mail [email protected] ou pelo telefone (48) 9135.0599. Há somente 15 vagas.


8º Encontro do Cinema Infantil discute distribuição

Falta de leis que priorizam o cinema nacional, exibidores que privilegiam o cinema norte-americano e ocupação do mercado pelas distribuidoras estrangeiras. Essas são algumas questões que impedem uma distribuição mais eficiente do cinema produzido no Brasil e vão estar na pauta do 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil, que ocorre no sábado, dia 30, das 8h30 às 12h30, no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis.

Escrito por André Gevaerd, 26/06/2012 às 11h07 | andre@cineramabc.com

Prêmio Finaliza Seleciona Finalistas

Cinema do Brasil seleciona projetos que concorrerão a prêmio de finalização

O Cinema do Brasil, em parceria com a Associação do Audiovisual e a Cinecolor Digital anunciaram os sete selecionados para o Prêmio Finaliza 2012, destinado a filmes de pós-produção. Entre 12 e 19 de julho, durante o 7º Festival Latino-Americano, em São Paulo, os filmes serão exibidos em sessões privadas, assistidas apenas pelos membros do júri e por pessoas ligadas às diferentes áreas da cadeia produtiva audiovisual. Ao término de cada sessão, o projeto deverá ser apresentado pelo diretor ou produtor para os presentes, que fará seus comentários sobre a obra com o objetivo de contribuir para o produto final. Dentre os filmes, será escolhido um vencedor que receberá serviços de laboratório no valor equivalente a R$ 99,4 mil para finalizar o seu filme.

O prêmio final de R$ 99,4 mil é oferecido pela Cinecolor Digital. O valor será dividido em correção de cor, edição de som, pré mix, mix final, DCP e Cópia HDcam SR. Os finalistas são:

  • “Amparo”, de Ricardo Domingos Pinto e Silva (FinoTrato Consumação das Imagens);
  • “Cores”, de Francisco Garcia (Kinoosfera Filmes);
  • “De Menor”, de Caru Alves de Souza e Tata Amaral (Tangerina Entretenimento);
  • “Life Art”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (Filmes da Lata);
  • “Mão na Luva”, de Roberto Bomtempo (Movimento Carioca);
  • “O Lobo Atrás da Porta”, de Fernando Coimbra (Gullane Entretenimento) e
  • “O Rio nos Pertence - Operação Sonia Silk”, de Ricardo Pretti (Daza Produção Cultural).
Escrito por André Gevaerd, 26/06/2012 às 08h38 | andre@cineramabc.com



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Barbara Sturm

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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














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Por Barbara Sturm

'Fausto': adaptação da grande obra de Goethe estreia no Brasil.

Na sexta-feira 29 de Junho, estreou em São Paulo o filme ‘Fausto’, o mais recente do russo Aleksandr Sokúrov, inspirado no livro homônimo de Goethe. O filme foi vencedor do prêmio de Melhor Filme no último Festival de Veneza, um dos mais importantes do mundo. Em seu discurso o diretor agradeceu ao elenco, como manda a tradição, mas fez questão de destacar uma figura em especial: "Meu diretor de fotografia é um gênio. Um gênio.” [Bruno Delbonnel, indicado três vezes ao Oscar].

O trabalho visual do filme incrível é muito elogiado e sublinhado em matérias internacionais de revistas especializadas em cinema. Destaca-se, por exemplo, a abertura do filme: um plano seqüência em que a câmera desce das nuvens sobrevoando paisagens com neve, florestas e vulcões, chegando a pequena aldeia medieval em que habita o protagonista. O diretor contou que a equipe fez um trabalho exaustivo de pesquisa iconográfica: percorreu museus e galerias revisitando os pintores do romantismo alemão para se aproximar das referências visuais de Goethe: "A maneira alemã de se emocionar tem sua própria coloração, sua própria tonalidade. Eu fiquei obcecado em conseguir captar e reproduzir visualmente esse sentimento", explicou.

O livro original é uma peça de teatro de 1808 com diálogos rimados (mais para ser lido do que para ser encenado) considerado uma das grandes obras-primas da literatura alemã. A história complexa engloba múltiplos cenários: começa no Céu, onde Mefistófeles (conhecido também como Demônio) faz uma aposta com Deus: diz que poderá conquistar a alma de Fausto, um sábio que tenta aprender tudo, ou seja, conquistar toda a sabedoria existente. Depois migra para o estúdio de Fausto, onde o erudito reflete sobre as limitações do conhecimento científico, humanista e religioso, e sobre suas tentativas de usar a magia para chegar ao conhecimento ilimitado. Frente ao fracasso, Fausto considera o suicídio, mas muda de idéia e decide então sair pela vila para passear com seu assistente, Wagner, e ambos são seguidos por um cão vagabundo no caminho de volta para casa, que se transforma em Mefistófeles. Os dois chegam ao acordo de que Mefistófeles fará tudo o que Fausto quiser e, em troca, Fausto terá de servir o demônio no Inferno. Mas há uma cláusula importante: a alma de Fausto será levada somente quando Mefistófeles criar uma situação de felicidade tão plena que faça com que Fausto deseje que aquele momento dure para sempre.

Aleksandr Sokúrov recebendo o Leão de Ouro do último Festival de Veneza

O filme, porém, não segue á risca a ordem cronológica dos acontecimentos da obra de Goethe, e se passa totalmente na aldeia. Como pode ser visto já no trailer do filme, o trabalho de caracterização dos atores; os locais de filmagem; a fotografia saturada, dando a impressão de um filme antigo; o idioma alemão; e principalmente a janela escolhida (totalmente quadrada em tempos em que estamos mais que acostumados com imagens extremamente retangulares devido ás TVs 16x9) dão ao filme um universo único e diferenciado logo de cara, que consiste até o final do filme, que tem mais de duas horas e meia de duração.

Aleksandr Sokúrov nasceu na Rússia nos anos 50. Mais conhecido por seus filmes de ficção, dirigiu também muitos documentários excepcionais. Começou trabalhando na televisão russa, produzindo filmes para TV e programas ao vivo. Depois de se formar em História, entrou no curso do Departamento de Produção do famoso instituto VGIK, de Moscou, onde alguns anos depois foi forçado a se retirar por acusações de que seus projetos eram anti-soviéticos. Seu primeiro longa-metragem “A voz solitária de um homem” foi recusado como projeto final de graduação e foi nesse momento que ele recebeu o apoio do grande diretor (também russo) Andrei Tarkovski, que demonstrou muita admiração pelo filme. De sua longa lista de longas-metragens de ficção, destacam-se “Mãe e Filho”, de 1997, e “Pai e Filho”, de 2003, ambos sobre as intensas relações dos personagens títulos.

 

 

Escrito por Barbara Sturm, 12/07/2012 às 16h45 | barbara@cineramabc.com

Exposição temporária Luz e Sombra: o cinema em Santa Catarina

O Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina no dia 12 de julho de 2012, às 19h30, faz a abertura da exposição temporária Luz e Sombra: o cinema em Santa Catarina, sob a curadoria do museólogo Renilton Roberto da Silva Matos de Assis. A exposição salienta aspectos históricos do cinema no estado e destaca algumas produções marcantes regionais.

Serviço:
O que: Abertura da exposição temporária Luz e Somba: o cinema em Santa Catarina
Onde:
Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) - Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis – SC.
Quando:  12 de julho de 2012, a partir das 19h30min 

Visitação da exposição: até 14/10/2012. De terça a sexta das 10h às 21h15mim. / sábados, domingos e feriados: das 11h às 17h
Mais informações: 3953-2329 ou 3953-2327.
Entrada gratuita

Escrito por André Gevaerd, 11/07/2012 às 16h10 | andre@cineramabc.com

Cinema e Direitos Humanos

Evento que celebra o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul dedica-se a apresentar filmes sul-americanos que discutem temas atuais de Direitos Humanos no nosso continente.

Realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira / Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras, desde 2011, a Mostra é apresentada em 26 capitais e no Distrito Federal: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

Com curadoria de Francisco Cesar Filho, a programação compreende uma seleção de filmes contemporâneos que desde 2008 são também selecionados por meio de chamada pública, além de uma retrospectiva histórica, homenagens e programas especiais. A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul promoveu homenagens ao projeto brasileiro Vídeo nas Aldeias e aos argentinos Cine Ojo (produtora) e Ricardo Darín (ator) e suas recentes retrospectivas históricas tiveram por tema "infância e juventude", "iguais na diferença" e "direito à memória e à verdade".


Convocatória

Prevista para os meses de outubro a dezembro de 2012, a 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul abre chamada para receber trabalhos audiovisuais para análise de sua curadoria. O evento é voltado a obras realizadas em países da América do Sul finalizadas a partir de 2010 cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos Direitos Humanos, tais como: direitos das pessoas com deficiência; população LGBT/enfrentamento da homofobia; memória e verdade; crianças e adolescentes; pessoas idosas; população negra; população em situação de rua; mulheres; Direitos Humanos e segurança pública; proteção aos defensores de Direitos Humanos; combate à tortura; democracia e Direitos Humanos; situação prisional.

Não há restrição quanto à duração, gênero ou suporte de captação/finalização. As exibições serão em suporte digital. A Mostra não é competitiva, no entanto as obras mais votadas pelo público serão contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias curta, média e longa-metragem.

A ficha de inscrição deve ser baixada no site da Mostra, preenchida, assinada e enviada por e-mail para: [email protected] O DVD deverá ser enviado até 27 de julho de 2012 para:

7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso nº 207
São Paulo - S.P. - Brasil
C.E.P. 04021-070

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone
+55 11 3512.6111, ramais 211 e 235

Escrito por André Gevaerd, 11/07/2012 às 15h17 | andre@cineramabc.com

Claudio Assis estreia seu terceiro longa, 'A Febre do Rato'.

 Depois de passar pelo 16º FAM em exibição inédita, o longa-metragem A FEBRE DO RATO estreou na semana passada em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, cidade do diretor Claudio Assis e onde se passa o filme.

Depois dos filmes 'Amarelo Manga' e 'Baixio das Bestas', Assis retorna às telas num filme de ficção em preto e branco e com direção de fotografia do grande Walter Carvalho.
 
O filme fala sobre um poeta anarquista, Zizo, que publica e distribui com recursos próprios um tablóide "subversivo" chamado "A Febre do Rato". Em seu mundo próprio, onde o sexo é algo tão corriqueiro quanto fumar maconha, ele conhece Eneida. Zizo logo sente uma forte atração por Eneida, porém não é correspondido, o que o faz passar a sentir falta de algo que jamais teve.
 
Irandhyr Santos e Nanda Costa em cena do filme
 
Ao assistir o filme e perceber que a cópia é 35mm, em tempos em que para baixar os custos de lançamento quase todo filme nacional independente é lançado somente no sistema digital no Brasil, percebe-se o primeiro afronte de Assis em seu terceiro longa-metragem. O filme tem classificação 18 anos, o que é bem plausível já que não poupa em cenas de sexo, de consumo de drogas e bebidas e de vocabulário chulo. Inclusive seu ambiente e protesto é todo ligado a tudo isso, que segundo o próprio diretor do filme, é o que descreve o Recife em geral.
 
O filme foi o grande vencedor do Festival de Paulínia 2011 (o último, uma vez que o mesmo foi cancelado a partir de 2012) nas categorias Melhor Filme de Ficção; Melhor Ator e Melhor Atriz para Irandhyr Santos e Nanda Costa; Melhor Fotografia; Melhor Montagem; Melhor Direção de Arte; Melhor Trilha Sonora e Melhor Filme segundo a Crítica.
 
Depois de tantos prêmios, ficou claro que o filme agradou aos profissionais da área cinematográfica. Resta agora saber qual foi o interesse e a recepção do público nos cinemas onde o filme estreou.
 

Veja aqui o Trailler do filme

Assista também o video clipe da pegajosa "Passione" música de Júnio Barreto e tema do filme

 

por Barbara Sturm

Escrito por André Gevaerd, 26/06/2012 às 14h38 | andre@cineramabc.com

11º Mostra de Cinema Infantil - NÃO PERCA!!!

Mostra homenageia animador uruguaio

Pré-estreias do filme uruguaio Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoe, de Walter Tournier, e dos brasileiros Tainá – A Origem, de Rosane Svartmann, e Corda Bamba - História de uma Menina Equilibrista, de Eduardo Goldenstein, com a presença dos três diretores, estão na programação da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que ocorre de 29 de junho a 15 de julho no Teatro Governador Pedro Ivo. Na programação, 88 curtas-metragens brasileiros foram selecionados pela curadoria do festival para participação na Mostra Competitiva.

Wiranu na pré-estreia de “Tainá – A Origem”

A indiazinha Wiranu Tembé, atriz de Tainá – A Origem, está percorrendo um longo caminho até chegar a Santa Catarina. No deslocamento do Pará até Florianópolis, Wiranu viaja de barco, de carro e avião. Ela vem para participar da sessão do longa-metragem, no sábado (30), às 16h, no Teatro Pedro Ivo, onde ocorre a 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

Inscrições para oficina de interpretação

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Interpretação para crianças, ministrada por Claudio Barros, na programação da 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. A atividade é indicada para os pequenos entre 7 e 12 anos e ocorre no domingo, 1° de julho, de manhã (9h às 12h) e à tarde (14h às 17h), no Teatro Governador Pedro Ivo. As inscrições podem ser feitas através do e-mail [email protected] ou pelo telefone (48) 9135.0599. Há somente 15 vagas.


8º Encontro do Cinema Infantil discute distribuição

Falta de leis que priorizam o cinema nacional, exibidores que privilegiam o cinema norte-americano e ocupação do mercado pelas distribuidoras estrangeiras. Essas são algumas questões que impedem uma distribuição mais eficiente do cinema produzido no Brasil e vão estar na pauta do 8º Encontro Nacional de Cinema Infantil, que ocorre no sábado, dia 30, das 8h30 às 12h30, no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis.

Escrito por André Gevaerd, 26/06/2012 às 11h07 | andre@cineramabc.com

Prêmio Finaliza Seleciona Finalistas

Cinema do Brasil seleciona projetos que concorrerão a prêmio de finalização

O Cinema do Brasil, em parceria com a Associação do Audiovisual e a Cinecolor Digital anunciaram os sete selecionados para o Prêmio Finaliza 2012, destinado a filmes de pós-produção. Entre 12 e 19 de julho, durante o 7º Festival Latino-Americano, em São Paulo, os filmes serão exibidos em sessões privadas, assistidas apenas pelos membros do júri e por pessoas ligadas às diferentes áreas da cadeia produtiva audiovisual. Ao término de cada sessão, o projeto deverá ser apresentado pelo diretor ou produtor para os presentes, que fará seus comentários sobre a obra com o objetivo de contribuir para o produto final. Dentre os filmes, será escolhido um vencedor que receberá serviços de laboratório no valor equivalente a R$ 99,4 mil para finalizar o seu filme.

O prêmio final de R$ 99,4 mil é oferecido pela Cinecolor Digital. O valor será dividido em correção de cor, edição de som, pré mix, mix final, DCP e Cópia HDcam SR. Os finalistas são:

  • “Amparo”, de Ricardo Domingos Pinto e Silva (FinoTrato Consumação das Imagens);
  • “Cores”, de Francisco Garcia (Kinoosfera Filmes);
  • “De Menor”, de Caru Alves de Souza e Tata Amaral (Tangerina Entretenimento);
  • “Life Art”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (Filmes da Lata);
  • “Mão na Luva”, de Roberto Bomtempo (Movimento Carioca);
  • “O Lobo Atrás da Porta”, de Fernando Coimbra (Gullane Entretenimento) e
  • “O Rio nos Pertence - Operação Sonia Silk”, de Ricardo Pretti (Daza Produção Cultural).
Escrito por André Gevaerd, 26/06/2012 às 08h38 | andre@cineramabc.com



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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.