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Coluna
CINERAMA BC
Por Barbara Sturm

Goethe Institut-SP promove debate com o diretor alemão Andreas Dresen

Durante a semana passada foram exibidos três filmes do alemão Andreas Dresen no Goethe Institut de São Paulo. Ontem foi exibido outro filme do diretor, ‘Entre Casais’ (no original ‘Halbe Treppe’), e após a sessão houve debate do público presente com o cineasta.

Diferente de como acontece no Brasil, na Alemanha (e quase em toda a Europa) o cinema e a televisão andam juntos. Muitas vezes no mesmo filme como co-produção ou financiamento. No começo de sua carreira o diretor trabalhou com filmes e documentários para cinema e TV, e também em alguns projetos no teatro, o que o ensinou que além do melhor enquadramento para a câmera, do melhor ângulo para a luz, do suor no rosto do ator, o mais importante é trabalhar com os atores (e logo com seus personagens) de uma forma livre. Livre de formas e de pré-conceitos estabelecidos.

Dresen usa em alguns de seus filmes o método da improvisação (o que vem também de seu trabalho com documentário), que pode ser de diferentes formas, e foi o que ele explicou delicada e minuciosamente no debate, tendo como exemplo o filme ‘Entre Casais’.

 

cena de "Entre Casais"

 

 

Para este projeto ele pensou ‘quero fazer um experimento de improvisação, trabalhar com o documental. Para isso preciso ter o mínimo de pessoas na equipe, o mínimo de tamanho de produção, logo o mínimo de preocupações além do próprio filme, e o máximo de interação entre todos e principalmente liberdade para os atores’. Trabalhando sem roteiro, todos da equipe participaram do processo de elaboração da história. Para poder trabalhar a improvisação é necessário abordar um tema que todos tenham vivido ou no mínimo conhecimento, como todos tinham por volta de 30 anos, o tema escolhido foi crise de meia idade, traição, mudanças.

O filme é uma tragicomédia, com direito a gargalhadas, que aborda a relação de dois casais amigos. A mulher de um deles acaba se envolvendo com o marido da amiga, que os pega em flagrante, e assim começa a busca dos personagens por um novo sentido a suas vidas.

‘Entre Casais’ é uma experimentação de liberdade, com equipe muito reduzida, e todos os envolvidos participando do processo inteiro, desde concepção da história até visualização do material captado. O filme é tão interessante e atinge um público tão amplo, que acabou na seleção oficial do Festival de Berlim (em 2002) e levou o Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri.

 

Escrito por Barbara Sturm, 14/08/2012 às 11h40 | barbara@cineramabc.com



Barbara Sturm

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














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Goethe Institut-SP promove debate com o diretor alemão Andreas Dresen

Durante a semana passada foram exibidos três filmes do alemão Andreas Dresen no Goethe Institut de São Paulo. Ontem foi exibido outro filme do diretor, ‘Entre Casais’ (no original ‘Halbe Treppe’), e após a sessão houve debate do público presente com o cineasta.

Diferente de como acontece no Brasil, na Alemanha (e quase em toda a Europa) o cinema e a televisão andam juntos. Muitas vezes no mesmo filme como co-produção ou financiamento. No começo de sua carreira o diretor trabalhou com filmes e documentários para cinema e TV, e também em alguns projetos no teatro, o que o ensinou que além do melhor enquadramento para a câmera, do melhor ângulo para a luz, do suor no rosto do ator, o mais importante é trabalhar com os atores (e logo com seus personagens) de uma forma livre. Livre de formas e de pré-conceitos estabelecidos.

Dresen usa em alguns de seus filmes o método da improvisação (o que vem também de seu trabalho com documentário), que pode ser de diferentes formas, e foi o que ele explicou delicada e minuciosamente no debate, tendo como exemplo o filme ‘Entre Casais’.

 

cena de "Entre Casais"

 

 

Para este projeto ele pensou ‘quero fazer um experimento de improvisação, trabalhar com o documental. Para isso preciso ter o mínimo de pessoas na equipe, o mínimo de tamanho de produção, logo o mínimo de preocupações além do próprio filme, e o máximo de interação entre todos e principalmente liberdade para os atores’. Trabalhando sem roteiro, todos da equipe participaram do processo de elaboração da história. Para poder trabalhar a improvisação é necessário abordar um tema que todos tenham vivido ou no mínimo conhecimento, como todos tinham por volta de 30 anos, o tema escolhido foi crise de meia idade, traição, mudanças.

O filme é uma tragicomédia, com direito a gargalhadas, que aborda a relação de dois casais amigos. A mulher de um deles acaba se envolvendo com o marido da amiga, que os pega em flagrante, e assim começa a busca dos personagens por um novo sentido a suas vidas.

‘Entre Casais’ é uma experimentação de liberdade, com equipe muito reduzida, e todos os envolvidos participando do processo inteiro, desde concepção da história até visualização do material captado. O filme é tão interessante e atinge um público tão amplo, que acabou na seleção oficial do Festival de Berlim (em 2002) e levou o Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri.

 

Escrito por Barbara Sturm, 14/08/2012 às 11h40 | barbara@cineramabc.com



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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.