Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por André Gevaerd

Audivisual e Economia Criativa - Um Certo Olhar

A economia criativa torna-se prioridade no plano de expansão de governos já desenvolvidos e vêm chegando com cada vez mais força nas terras tupiniquins. Isso acontece pois os países que investem minimamente em seu potencial verificam um crescimento que está acima da média de qualquer outro modelo de negócio.
Esse tipo de economia ainda é um tanto incompreendido. Trata-se de agregar valor a um produto a partir de uma idéia. Não é estranho escutar importantes lideres desta vertente afirmarem frases um tanto controversas como é o caso do "guru" John Howkins: "A Economia Criativa precisa de pessoas malucas"
Me interessei pelo assunto e, Maluco ou não, fui atrás de um modelo de negócio inovador que segue esta linha de pensamento. Acabei me encontrando com Felipe Gini, um dos criadores da (F) Filmes.
 
(esq. para dir. Raphael Beltran e Felipe Gini)
 
Abaixo coloco uma breve conversa por e-mail que apresenta um pouco melhor a empresa e o empresário:
 
AG - O que é a (F)?
 
FG - Somos um think-tank (http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_de_ideias) de produções audio-visuais que investe em capital criativo & inteligencia coletiva; nosso foco são as soluções estratégicas baseadas nos principios fundamentais do marketing. Nossa intenção é integrar toda a cadeia cultural e produtiva em nossos produtos/projetos, de forma a não depender de departamentos de publicidade, nem a sazonalidade das leis de incentivo ou editais. Falei bonito, né? Mas esse é nosso posicionamento, com uma pitada de floreio. ;)
 
AG - O formato da (F) permite trabalhos autorais ou apenas prestação de serviços como complementação de outros produtos? Como?

FG - O formato da (F) permite todo tipo de serviços, damos preferencia pelos formatos autorais e com grande potencial de licenciamento, mas isso não nos impede de adequa-lo a produtos pré-existentes. Partindo da ideia de metodologia e estratégia, tendo a economia criativa como motor propulsor, qualquer projeto pode ser transformado em 2.0.
Além da parte gerencial onde aplicamos esse formato de industria, temos também uma metodologia especifica para a ficção 2.0, que é uma teoria extensa, mas bastante obvia, ela está disponivel no site da (F).
 
(420 - série - Essa foi a primeira série de ficção 2.0 do mundo, onde o formato transmedia é levado ao extremo; são 12 personagens, mais de 30 perfis em redes sociais e uma narrativa tanto on-line (virtual) quanto off-line (realidade).)
 
AG - Qual é o verdadeiro potencial de produção que você enxerga hoje? E daqui a cinco anos?

FG - O potencial do nosso pais para esse tipo de produções é enorme, somos um dos gigantes de conectividade do mundo, e a penetração desse mercado (internet rápida) ainda é infima, não vou "cuspir" numeros, mas acredito tanto nas possibilidades que deixei meu trabalho de redator publicitario para abrir uma empresa com esse foco. Espero que com as politicas publicas de inclusão social, a internet, assim como,  a tv paga, passem a ter um peso maior no mercado de midias e comunicação, mas, como digo por ai - sem medo, nem rabo preso - os dinossauros da comunicação estão morrendo e só depois de vermos alguns CEO's e Presidentes de grandes companias a sete palmos, a transformação do mercado nacional será exponencial, brademos: "cinema independente, ou morte". Em cinco anos como o crescimento e explosão da demanda por conteudo nacional são visiveis a curto prazo, acredito que as produções nacionais deixem de ter sempre os mesmos sobrenomes.
 
AG - Você é parte de uma nova geração de produtores que traz idéias bem diferentes para o mundo profissional. Na sua opinião, o que muda na maneira como o audiovisual era produzido e como você quer produzir?
 
FG - O audiovisual no Brasil sempre foi considerado um mercado de "panelinha", que caminhava entre tres receitas, as filhas da Globo Produções, as filhas de Glauber Rocha e as filhas da Pu...bli (com trocadilho mesmo). Por muitos anos o mercado de produtoras, por conta da pouca penetração de exibidores, sejam elas salas de cinema, sejam canais de televisão, dependia de publicidade e leis de incentivo para gerar receita/lucro. Assim, a TV e o Cinema nacional sempre foram produzidos pelos mesmos profissionais que fazem os comerciais de margarina, e que muitas vezes eram obrigados a engolir seco para ter seu pé de meia e produzir um filme independente. Mas a "tal" nova lei de cotas nacionais veio para tentar mudar esse panorama, digo essa "tal", porque na ponta do lápis não muda muita coisa, os canais continuam dando preferencia pelas grandes produtoras e os grandes nomes, ainda assim, vejo que não há mão de obra especializada em conteudo para televisão e os filmes feitos aqui são tratados como se fossem obras primas, sem produtividade e sem integração. Esse cenario vai mudar quando as marcas patrocinadoras, perceberem que o audio-visual pode ser mais rentavel do que muitos mercados, pois a obra produzida tem proteção autoral, isso significa que pode gerar receita por quase 50 anos.
Meu grande diferencial em comparação com os produtores da velha escola é que eu não fiz cinema, por isso não piso em ovos quando tenho que aumentar a rentabilidade do que considero um produto, cortar custos e comercializar de forma "fria" produtos de uma obra audio-visual não me doem como em muitos profissionais da area. Enquanto o mercado quer fazer historia, eu quero fazer dinheiro. Pode soar capitalista demais essa afirmação, mas foi assim que construiram muitos mercados no mundo. Mas isso não significa que eu não gaste do meu bolso, e não da empresa, com mecenato, investindo em produtos que não vão gerar retorno financeiro, como clipes.
 
(Na Garrafa - videoclipe cheio de referencias estéticas e com uma direção de arte impecável, esse foi o primeiro grande clipe que produzimos e ele está nas primeiras colocações do TOP10 da MTV há 2 semanas.)
 
AG - Como você enxerga a existência das leis de incentivo e editais para este novo formato de produção?

FG - Infelizmente ainda não existem politicas de incentivo para esse novo formato, mas ainda assim, com um pouco de “samba” conseguimos enquadrar em algumas leis o formato como parte do plano de comunicação do projeto incentivado. Já no caso dos editais, como sempre, eles são pontuais e muito especificos, não vou entrar nesse tema pois é extenso e acabarei bradando farpas desnecessarias – ao menos por enquanto.
 
AG - Para esse formato de produção o FSA consegue suprir as "necessidades" deste novo formato de produção?
 
FG - O FSA, como é sabido por muitos, é um mecanismo muito promissor, mas infelizmente ainda esbarramos no mesmo problema das leis de incentivo e dos editais, onde, este formato, só se enquadra com um pouco de samba. Ainda falta muito chão aqui no Brasil para que as politicas publicas se deem conta do potencial da inclusão digital como meio de comunicação de massa e difusão de cultura com qualidade.
 
(Cristina - curta mostra docudrama sobre a historia real de Cristina, uma mulher que busca seu pai pela Europa durante 2 anos. Seleção oficial do Circuito Off de Veneza, do Festival de Tiradentes e do OstiaFilmFest, ganhou o prêmio de melhor curta no festival Isola de Cinema.)
 
AG - Gostaria de terminar com um pouco sobre sua trajetória antes de criar a (F)
 
FG - Noooossa, essa é uma pergunta que me remonta tantas paixões quanto angustias.
 
1 - Primordios
Francamente, sou um grande apaixonado por televisão, desde muito pequeno os castigos que recebia do meu pai eram relacionados aa TV. Uma semana sem televisão era o preço de uma nota baixa. Ela sempre foi uma de minhas paixões, e o principal meio de informação que tive durante muito tempo. Sempre tive facilidade para oratoria e hoje vejo no formato audio-visual o apice desse meu talento. Nunca gostei de ler, mas sempre adorei escrever, nunca gostei de estudar, mas sempre adorei aprender. Mas, me desviei destas paixões: a televisão, a escrita e a oratoria, pois na época da minha formação o “ “glamour” das grandes marcas globalizadas me pegou de jeito. - aqui seus leitores começam a desconfiar da minha “etica”
 
2 – Formação
Sou formado em Propaganda & Marketing pela Universidade Paulista, pós graduado em Adminstração pela Universidad Pompeu Fabra e sou Mestre em criatividade publicitária pela Miami Ad School. Comecei minha carreira profissional com 17 anos logo que entrei na faculdade, foram quase 10 anos trabalhando e estagiando como redator publicitário, tive muitos mestres na profissão e a grande parte deles sempre me apontou o mercado como decadente, além de me aconselharem a encarar a comunicação como algo socio-cultural; foi assim, que no meio do caminho de Santiago de Compostela - que não tinha uma pedra - decidi nunca mais pensar para criar desejo, mas sim, desenvolver um modelo de comunicação que supre as necessidades dos receptores, tornando sua mensagem um produto intrinssicamente necessario ou tornando a comunicação audio-visual em um movimento socio-cultural. - nossa que cara chato, pensaram os que me leem.
 
3 – Transformação
Como tenho a formação de marketing anterior ao meu conhecimento pratico de publicidade, pesquisar por vários mercados e seus fatores (macro e micro) em busca de oportunidades de negocio é algo habitual aa minha metodologia profissional. Em meio à essa pesquisa, em 2009 entrei em contato com o formato transmedia e vislumbrei nessa oportunidade um grande nicho de mercado. Assim resolvi produzir a primeira série do genero no brasil, chamada 420.
 
4 – Paixão
Ao me dar conta do potencial desse mercado pouco explorado aqui no Brasil, comecei a fazer um benchmarking das principais produtoras do pais e percebi que todas elas tinham um mesmo modelo de negocio, que depende de leis de incentivo e publicidade para gerar receita, assim, passei a pesquisar outras empresas fora do Brasil que tivessem um modelo mais rentavel e encontrei algumas muito interessantes, como a Starlighrunner e a conhecida Endemol, dentre outras. Assim, criei junto a 3 socios a (F) Filmes. Essa é minha principal estratégia de negocio: pesquisar, adequar, integrar e melhorar.
 
(O que eu quero, o que você quer - spin off / Dando continuidade a narrativa da série 420, esse curta ganhou o prêmio de melhor ator no CineMube e foi "dirigido" por uma das personagens da série 420. O que nos deu a certeza das possibilidades de trazer para a vida real, as personagens da ficção.)
Escrito por André Gevaerd, 15/02/2013 às 09h32 | andre@cineramabc.com



André Gevaerd

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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














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Audivisual e Economia Criativa - Um Certo Olhar

A economia criativa torna-se prioridade no plano de expansão de governos já desenvolvidos e vêm chegando com cada vez mais força nas terras tupiniquins. Isso acontece pois os países que investem minimamente em seu potencial verificam um crescimento que está acima da média de qualquer outro modelo de negócio.
Esse tipo de economia ainda é um tanto incompreendido. Trata-se de agregar valor a um produto a partir de uma idéia. Não é estranho escutar importantes lideres desta vertente afirmarem frases um tanto controversas como é o caso do "guru" John Howkins: "A Economia Criativa precisa de pessoas malucas"
Me interessei pelo assunto e, Maluco ou não, fui atrás de um modelo de negócio inovador que segue esta linha de pensamento. Acabei me encontrando com Felipe Gini, um dos criadores da (F) Filmes.
 
(esq. para dir. Raphael Beltran e Felipe Gini)
 
Abaixo coloco uma breve conversa por e-mail que apresenta um pouco melhor a empresa e o empresário:
 
AG - O que é a (F)?
 
FG - Somos um think-tank (http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_de_ideias) de produções audio-visuais que investe em capital criativo & inteligencia coletiva; nosso foco são as soluções estratégicas baseadas nos principios fundamentais do marketing. Nossa intenção é integrar toda a cadeia cultural e produtiva em nossos produtos/projetos, de forma a não depender de departamentos de publicidade, nem a sazonalidade das leis de incentivo ou editais. Falei bonito, né? Mas esse é nosso posicionamento, com uma pitada de floreio. ;)
 
AG - O formato da (F) permite trabalhos autorais ou apenas prestação de serviços como complementação de outros produtos? Como?

FG - O formato da (F) permite todo tipo de serviços, damos preferencia pelos formatos autorais e com grande potencial de licenciamento, mas isso não nos impede de adequa-lo a produtos pré-existentes. Partindo da ideia de metodologia e estratégia, tendo a economia criativa como motor propulsor, qualquer projeto pode ser transformado em 2.0.
Além da parte gerencial onde aplicamos esse formato de industria, temos também uma metodologia especifica para a ficção 2.0, que é uma teoria extensa, mas bastante obvia, ela está disponivel no site da (F).
 
(420 - série - Essa foi a primeira série de ficção 2.0 do mundo, onde o formato transmedia é levado ao extremo; são 12 personagens, mais de 30 perfis em redes sociais e uma narrativa tanto on-line (virtual) quanto off-line (realidade).)
 
AG - Qual é o verdadeiro potencial de produção que você enxerga hoje? E daqui a cinco anos?

FG - O potencial do nosso pais para esse tipo de produções é enorme, somos um dos gigantes de conectividade do mundo, e a penetração desse mercado (internet rápida) ainda é infima, não vou "cuspir" numeros, mas acredito tanto nas possibilidades que deixei meu trabalho de redator publicitario para abrir uma empresa com esse foco. Espero que com as politicas publicas de inclusão social, a internet, assim como,  a tv paga, passem a ter um peso maior no mercado de midias e comunicação, mas, como digo por ai - sem medo, nem rabo preso - os dinossauros da comunicação estão morrendo e só depois de vermos alguns CEO's e Presidentes de grandes companias a sete palmos, a transformação do mercado nacional será exponencial, brademos: "cinema independente, ou morte". Em cinco anos como o crescimento e explosão da demanda por conteudo nacional são visiveis a curto prazo, acredito que as produções nacionais deixem de ter sempre os mesmos sobrenomes.
 
AG - Você é parte de uma nova geração de produtores que traz idéias bem diferentes para o mundo profissional. Na sua opinião, o que muda na maneira como o audiovisual era produzido e como você quer produzir?
 
FG - O audiovisual no Brasil sempre foi considerado um mercado de "panelinha", que caminhava entre tres receitas, as filhas da Globo Produções, as filhas de Glauber Rocha e as filhas da Pu...bli (com trocadilho mesmo). Por muitos anos o mercado de produtoras, por conta da pouca penetração de exibidores, sejam elas salas de cinema, sejam canais de televisão, dependia de publicidade e leis de incentivo para gerar receita/lucro. Assim, a TV e o Cinema nacional sempre foram produzidos pelos mesmos profissionais que fazem os comerciais de margarina, e que muitas vezes eram obrigados a engolir seco para ter seu pé de meia e produzir um filme independente. Mas a "tal" nova lei de cotas nacionais veio para tentar mudar esse panorama, digo essa "tal", porque na ponta do lápis não muda muita coisa, os canais continuam dando preferencia pelas grandes produtoras e os grandes nomes, ainda assim, vejo que não há mão de obra especializada em conteudo para televisão e os filmes feitos aqui são tratados como se fossem obras primas, sem produtividade e sem integração. Esse cenario vai mudar quando as marcas patrocinadoras, perceberem que o audio-visual pode ser mais rentavel do que muitos mercados, pois a obra produzida tem proteção autoral, isso significa que pode gerar receita por quase 50 anos.
Meu grande diferencial em comparação com os produtores da velha escola é que eu não fiz cinema, por isso não piso em ovos quando tenho que aumentar a rentabilidade do que considero um produto, cortar custos e comercializar de forma "fria" produtos de uma obra audio-visual não me doem como em muitos profissionais da area. Enquanto o mercado quer fazer historia, eu quero fazer dinheiro. Pode soar capitalista demais essa afirmação, mas foi assim que construiram muitos mercados no mundo. Mas isso não significa que eu não gaste do meu bolso, e não da empresa, com mecenato, investindo em produtos que não vão gerar retorno financeiro, como clipes.
 
(Na Garrafa - videoclipe cheio de referencias estéticas e com uma direção de arte impecável, esse foi o primeiro grande clipe que produzimos e ele está nas primeiras colocações do TOP10 da MTV há 2 semanas.)
 
AG - Como você enxerga a existência das leis de incentivo e editais para este novo formato de produção?

FG - Infelizmente ainda não existem politicas de incentivo para esse novo formato, mas ainda assim, com um pouco de “samba” conseguimos enquadrar em algumas leis o formato como parte do plano de comunicação do projeto incentivado. Já no caso dos editais, como sempre, eles são pontuais e muito especificos, não vou entrar nesse tema pois é extenso e acabarei bradando farpas desnecessarias – ao menos por enquanto.
 
AG - Para esse formato de produção o FSA consegue suprir as "necessidades" deste novo formato de produção?
 
FG - O FSA, como é sabido por muitos, é um mecanismo muito promissor, mas infelizmente ainda esbarramos no mesmo problema das leis de incentivo e dos editais, onde, este formato, só se enquadra com um pouco de samba. Ainda falta muito chão aqui no Brasil para que as politicas publicas se deem conta do potencial da inclusão digital como meio de comunicação de massa e difusão de cultura com qualidade.
 
(Cristina - curta mostra docudrama sobre a historia real de Cristina, uma mulher que busca seu pai pela Europa durante 2 anos. Seleção oficial do Circuito Off de Veneza, do Festival de Tiradentes e do OstiaFilmFest, ganhou o prêmio de melhor curta no festival Isola de Cinema.)
 
AG - Gostaria de terminar com um pouco sobre sua trajetória antes de criar a (F)
 
FG - Noooossa, essa é uma pergunta que me remonta tantas paixões quanto angustias.
 
1 - Primordios
Francamente, sou um grande apaixonado por televisão, desde muito pequeno os castigos que recebia do meu pai eram relacionados aa TV. Uma semana sem televisão era o preço de uma nota baixa. Ela sempre foi uma de minhas paixões, e o principal meio de informação que tive durante muito tempo. Sempre tive facilidade para oratoria e hoje vejo no formato audio-visual o apice desse meu talento. Nunca gostei de ler, mas sempre adorei escrever, nunca gostei de estudar, mas sempre adorei aprender. Mas, me desviei destas paixões: a televisão, a escrita e a oratoria, pois na época da minha formação o “ “glamour” das grandes marcas globalizadas me pegou de jeito. - aqui seus leitores começam a desconfiar da minha “etica”
 
2 – Formação
Sou formado em Propaganda & Marketing pela Universidade Paulista, pós graduado em Adminstração pela Universidad Pompeu Fabra e sou Mestre em criatividade publicitária pela Miami Ad School. Comecei minha carreira profissional com 17 anos logo que entrei na faculdade, foram quase 10 anos trabalhando e estagiando como redator publicitário, tive muitos mestres na profissão e a grande parte deles sempre me apontou o mercado como decadente, além de me aconselharem a encarar a comunicação como algo socio-cultural; foi assim, que no meio do caminho de Santiago de Compostela - que não tinha uma pedra - decidi nunca mais pensar para criar desejo, mas sim, desenvolver um modelo de comunicação que supre as necessidades dos receptores, tornando sua mensagem um produto intrinssicamente necessario ou tornando a comunicação audio-visual em um movimento socio-cultural. - nossa que cara chato, pensaram os que me leem.
 
3 – Transformação
Como tenho a formação de marketing anterior ao meu conhecimento pratico de publicidade, pesquisar por vários mercados e seus fatores (macro e micro) em busca de oportunidades de negocio é algo habitual aa minha metodologia profissional. Em meio à essa pesquisa, em 2009 entrei em contato com o formato transmedia e vislumbrei nessa oportunidade um grande nicho de mercado. Assim resolvi produzir a primeira série do genero no brasil, chamada 420.
 
4 – Paixão
Ao me dar conta do potencial desse mercado pouco explorado aqui no Brasil, comecei a fazer um benchmarking das principais produtoras do pais e percebi que todas elas tinham um mesmo modelo de negocio, que depende de leis de incentivo e publicidade para gerar receita, assim, passei a pesquisar outras empresas fora do Brasil que tivessem um modelo mais rentavel e encontrei algumas muito interessantes, como a Starlighrunner e a conhecida Endemol, dentre outras. Assim, criei junto a 3 socios a (F) Filmes. Essa é minha principal estratégia de negocio: pesquisar, adequar, integrar e melhorar.
 
(O que eu quero, o que você quer - spin off / Dando continuidade a narrativa da série 420, esse curta ganhou o prêmio de melhor ator no CineMube e foi "dirigido" por uma das personagens da série 420. O que nos deu a certeza das possibilidades de trazer para a vida real, as personagens da ficção.)
Escrito por André Gevaerd, 15/02/2013 às 09h32 | andre@cineramabc.com



André Gevaerd

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.