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Coluna
CINERAMA BC
Por Barbara Sturm

Alguma coisa acontece no meu coração.

Em março desse ano, assumi a vice-diretoria da Pandora Filmes, conhecida distribuidora de filmes de arte no Brasil, aberta há 24 anos pelo meu pai André Sturm.

Em 2007 comecei a trabalhar como assistente de programação no extinto Cine Belas Artes, um templo do cinema alternativo em São Paulo, e um dos cinemas do Brasil com maior variedade de filmes em cartaz. Eram seis salas e, no mínimo, dez filmes em exibição toda semana. Além disso, realizávamos dois eventos mensais para cinéfilos da cidade: o Cineclube, com clássicos do cinema em 35 mm, e o Noitão, maratona de filmes inéditos no circuito, que começava à meia-noite e ia até às seis do dia seguinte, com café da manhã para os sobreviventes.

Infelizmente por forças maiores, o cinema fechou em março de 2011. Depois de superada a tristeza, comecei a estudar e me envolver no outro lado do mercado de cinema: o da distribuição. Me dediquei então a descobrir novos cinemas no Brasil para exibirmos nossos filmes, a descobrir ainda no roteiro novas produções que poderiam nos interessar e, principalmente, participar de festivais, mercados e seminários para conhecer cada vez mais gente interessante do meio.

Lançamos muitos filmes bons, e alguns que conquistaram a crítica especializada e o público cinéfilo no Brasil, como o alemão BARBARA (incrível coincidência da vida) que estreou junto com vários filmes grandes (como Django e Amor) e, mesmo assim, ficou três meses em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro, acumulando um ótimo público de 37 mil pessoas.

No fim do mês passado, lançamos um dos filmes mais especiais e únicos do ano: A ESPUMA DOS DIAS, de Michel Gondry e com os incríveis Audrey Tautou e Romain Duris como protagonistas. Para o lançamento fizemos uma sessão de pré-estreia gratuita, divulgada um dia antes da sessão, justamente para sentir a expectativa do público, que lotou a sessão e ainda deixou gente pra fora por falta de espaço – e gerou um vídeo promocional com depoimentos de quem assistiu o filme.

É uma delícia ver fotos de super bom gosto feitas por espectadores com a hashtag #aespumadosdias, ler matérias destacando meu trabalho e o da Pandora nos últimos tempos e ter a cada semana mais cinemas interessados em passar o filme. As sementes estão plantadas, agora é regar para colher bons frutos.

Escrito por Barbara Sturm, 16/07/2013 às 16h36 | barbara@cineramabc.com



Barbara Sturm

Assina a coluna CINERAMA BC

Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.














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Alguma coisa acontece no meu coração.

Em março desse ano, assumi a vice-diretoria da Pandora Filmes, conhecida distribuidora de filmes de arte no Brasil, aberta há 24 anos pelo meu pai André Sturm.

Em 2007 comecei a trabalhar como assistente de programação no extinto Cine Belas Artes, um templo do cinema alternativo em São Paulo, e um dos cinemas do Brasil com maior variedade de filmes em cartaz. Eram seis salas e, no mínimo, dez filmes em exibição toda semana. Além disso, realizávamos dois eventos mensais para cinéfilos da cidade: o Cineclube, com clássicos do cinema em 35 mm, e o Noitão, maratona de filmes inéditos no circuito, que começava à meia-noite e ia até às seis do dia seguinte, com café da manhã para os sobreviventes.

Infelizmente por forças maiores, o cinema fechou em março de 2011. Depois de superada a tristeza, comecei a estudar e me envolver no outro lado do mercado de cinema: o da distribuição. Me dediquei então a descobrir novos cinemas no Brasil para exibirmos nossos filmes, a descobrir ainda no roteiro novas produções que poderiam nos interessar e, principalmente, participar de festivais, mercados e seminários para conhecer cada vez mais gente interessante do meio.

Lançamos muitos filmes bons, e alguns que conquistaram a crítica especializada e o público cinéfilo no Brasil, como o alemão BARBARA (incrível coincidência da vida) que estreou junto com vários filmes grandes (como Django e Amor) e, mesmo assim, ficou três meses em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro, acumulando um ótimo público de 37 mil pessoas.

No fim do mês passado, lançamos um dos filmes mais especiais e únicos do ano: A ESPUMA DOS DIAS, de Michel Gondry e com os incríveis Audrey Tautou e Romain Duris como protagonistas. Para o lançamento fizemos uma sessão de pré-estreia gratuita, divulgada um dia antes da sessão, justamente para sentir a expectativa do público, que lotou a sessão e ainda deixou gente pra fora por falta de espaço – e gerou um vídeo promocional com depoimentos de quem assistiu o filme.

É uma delícia ver fotos de super bom gosto feitas por espectadores com a hashtag #aespumadosdias, ler matérias destacando meu trabalho e o da Pandora nos últimos tempos e ter a cada semana mais cinemas interessados em passar o filme. As sementes estão plantadas, agora é regar para colher bons frutos.

Escrito por Barbara Sturm, 16/07/2013 às 16h36 | barbara@cineramabc.com



Barbara Sturm

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Nasceu em Balneário Camboriú, resolveu fazer cinema, mudou-se para São Paulo, fez muitos filmes, voltou para Balneário. Continua fazendo filmes. Diretor do Festival CinemaramaBC e idealizador da sala de cinema e eventos, ArtHouse.