Jornal Página 3
Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

A espetaculosa e midiática Lava Jato

Por Elio Gaspari, texto sobre a morte do reitor da UFSC, Luiz Cancellier e a Lava Jato.

"Morte de reitor da UFSC é um desencanto para o Brasil da Lava Jato - A morte do professor jogou nas costas dos cidadãos que o acusaram, investigaram e mandaram para a cadeia a obrigação de mostrar que fazia sentido submetê-lo ao constrangimento. Se a chamada “Operação Ouvidos Moucos” acabar em pizza, vai-se estimular a impunidade das redes de malfeitorias encravadas em dezenas de programas de bolsas de estudo do país.

Chegou-se a dizer que a operação policial na qual o professor foi preso investigava o desvio de R$ 80 milhões de um programa de educação a distância. Mentira. R$ 80 milhões foi o valor total do programa. As maracutaias não aconteceram durante a gestão de Cancellier. Havia trapaças no pedaço, envolvendo servidores e empresários, mas o reitor nunca foi acusado de ter desviado um só tostão.

Cancellier foi denunciado pelo corregedor da UFSC, doutor Rodolfo Hickel do Prado por tentar obstruir seu trabalho. Num artigo publicado depois de sua prisão, o reitor revelou que nunca foi ouvido pela auditoria interna. A Polícia Federal investigou o caso e a delegada Erika Marena, madrinha da marca Lava Jato (Flávia Alessandra no filme 'A Lei é Para Todos'), pediu a prisão do reitor. Ela também não o ouviu. Depois de solto, Cancellier ficou proibido de pôr os pés na universidade.

Nos dias de hoje, proibir um reitor afastado de pisar na universidade serve apenas para humilhá-lo. Vale lembrar que a ditadura nunca proibiu os professores que cassou de entrar nas escolas. Um bilhete encontrado na jaqueta que Cancellier vestia quando se matou diz que 'minha morte foi decretada quando fui banido da universidade' (Quando três ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal obrigam Aécio Neves a dormir em casa, produzem apenas barulho, a menos que estejam defendendo a temperança nas noites de Brasília e do Rio).

As patrulhas da polícia e do Ministério Público devem pensar pelo menos uma vez antes de pedir a prisão de um cidadão. Isso porque abundam os sinais de que se pensa mais no espetáculo da publicidade do que nos direitos dos brasileiros. Era realmente necessário prender Cancellier? Soltando-o, era necessário proibi-lo de entrar na universidade?

Guimarães Rosa ensinou: 'As pessoas não morrem, ficam encantadas'. O reitor Cancellier tornou-se um desencanto para o Brasil da Lava Jato."

Escrito por Fabiane Diniz, 11/10/2017 às 10h03 | fabdiniz@gmail.com

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É apologia à homofobia

As desculpas até agora para a "proibição" da Parada Gay são muito frágeis.

Não tem que haver relação com fator financeiro, apesar de existir.

É direito de todo mundo, pode se manifestar sim! É só marcar o dia e combinar direitinho que tá liberado.

Quanto a dar dinheiro para o evento, é só não dar, simples. A tenteada é livre. Ao que sabemos nenhum outro governo deu apoio financeiro, pelo contrário, também tentaram proibir.

Não importa o que as pessoas pensam sobre a Parada Gay, ela existe e tem um motivo.

E pelo que se tem visto na repercussão do assunto, o governo, em nome do prefeito Fabricio Oliveira, deveria ser responsabilizado sim pela comunicação errônea que pratica e como resultado desse desastre, responder por apologia indireta ao preconceito e à homofobia.

Vamos praticar o bem, não importa a quem!

Escrito por Fabiane Diniz, 27/09/2017 às 17h39 | fabdiniz@gmail.com

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E a Secretaria de Segurança?

Ontem quando disse que a prefeitura estava se empenhando com bastante força para criar desafetos, citei em contrapartida a secretaria do Meio Ambiente, da Cultura, o setor de Compras e por causa das 271 novas vagas nas creches, a secretaria de Educação; também pedi que nos comentários deixassem outros pontos positivos desse governo, e o que recebi de resposta foi:

"A secretaria do Idoso". Parabéns aos envolvidos por serem lembrados.

Mas foi só mesmo, como contra argumento um dos leitores disse:

"Não roubando já está bom." E entendo, a gente tem expectativa baixa das coisas, é verdade.

Teve esse aqui que ficou vago demais, "Cria-se inimigos para manter a ordem", será que estava se referindo a ordem que a prefeitura deu aos novos quiosques-palácios de churros e milho? Talvez.

Outro me acusou de não citar os números exatos das creches, então vou deixar literal nessa coluna, 271 novas vagas de creche. Quanto ao discurso na Amfri para ratear custos do hospital, desculpa mas não comentei nada que não fosse concreto. Não existe rateio e duvido que possa um dia existir.

Ah! Claro. Como poderia esquecer da secretaria de Segurança, não é mesmo? Não esqueci, só não citei, queria poupar os guardas.

A secretaria de Segurança tem à frente um profissional de excelentissímos trabalhos prestados, adoro o Castanheira, sou suspeita pra falar, já fiz vários elogios às mudanças que ele efetivamente concretizou no comando da GM. É fato. Porém não citei por um só motivo, é muito drama envolvendo a segurança na cidade, é briga, é discussão, drama, drama, drama. E se tem uma coisa que a segurança não precisa é disso.Então, pra deixar claro torço para que essa fase passe, que a poeira abaixe e que possamos olhar para essa secretaria sem lembrar da quinta série.

Criticar esse governo é uma tarefa similar a criticar qualquer outro governo, os cabos eleitoriais continuam trabalhando a favor de uma aceitação, como se ainda estivessemos em campanha eleitoral. Na verdade nunca acaba, mesmo.

Não vou falar agora sobre a Comunicação, a tal da reformulação deve ficar pro outro mandato. Vamos ver!

Escrito por Fabiane Diniz, 21/09/2017 às 10h08 | fabdiniz@gmail.com

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Tá corrido pra tarrafear

Nas últimas semanas as coisas estão frenéticas, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Uma notícia boa é que agora, além da versão mobile, as páginas internas do jornal são responsivas, isso quer dizer, elas se ajustam conforme o dispostivo do leitor. Legal né? Aposto que já devem ter notado, principalmente o leitor que vem do facebook.

Segundo é que mesmo trabalhando em um projeto que pouco me deixa olhar a internet -como forma de apreciação-, tenho visto que a prefeitura está se empenhando fortemente para criar cada vez mais 'inimigos'. Apaga grafite, cria verdadeiros quiosques pra venda de churros e milho, e agora proíbe -não autoriza- a Parada Gay.

Que coisa! Queria parecer surpresa, mas sei como a política funciona e como as cabeças são ordenhadas com facilidade, assim a vontade de alguns passa como se fosse a da maioria. Tem acontecido cada vez mais, e na política a maioria ganha.

No governo quem se salva? Talvez a secretaria de Meio Ambiente que recém abriu o Parque Raimundo Malta e está cuidando de forma zelosa das praias nativas, também a secretaria de Cultura que abraça mais do que deveria e tem se mostrado única; que trabalho maravilhoso com o casamento das praças e feiras. Já era tempo! Compras, por abrir os trabalhos de forma transparente, e afastar aproveitadores das licitações públicas. Obras, finalmente começou a asfaltar a cidade, porque é isso mesmo, e só isso que a gente entende por obras; vamos admitir. A secretaria de Educação não se achou ainda, mas tem ali 200 vagas a mais nas creches, vou dar o mérito pra eles. E só! Se alguém lembrar de algum bom trabalho da prefeitura pode descrever ai nos comentários.

Dito isso, segue a charge do Kiko Novaes.

Escrito por Fabiane Diniz, 20/09/2017 às 17h19 | fabdiniz@gmail.com

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"Todas as publicações" em 3 passos

Hoje pela manhã dois leitores do jornal ficaram insatisfeitos quando viram as fotos da Festa do Bonsucesso, que ocorreu na praça do pescador nesse final de semana, ficaram insatisfeitos porque não foram avisados. Eu também ficaria, baita festa!

Então vou ensinar como receber ‘todas as notificações’ das publicações que fazemos no facebook do Página 3. Noticiamos exaustivamente durante a semana a programação dos eventos na Barra. Não dá pra ficar perdendo festa assim...

Então siga o tutorial abaixo:

1.) Entre no www.facebook.com/jornalpagina3

2.) Passe o mouse ou toque na palavra “seguindo” como na imagem

3.) E em seguida marque “todas as publicações”

Prontinho, você será notificado no seu facebook quando Balneário Camboriú for notícia.

Outra sugestão é ler diariamente o Página 3 Online www.pagina3.com.br

Espero ter ajudado. Até a próxima. 

Escrito por Fabiane Diniz, 31/07/2017 às 12h47 | fabdiniz@gmail.com

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A linha que separa gerações

“se *não correr o bicho pega, se ficar o bicho come”

As pessoas que nasceram antes de 1985, são as últimas que conheceram o mundo sem a internet e são também as últimas fluentes nos dois universos, online e offline.

O livro do escritor americano Nicholas Carr, crítico da internet, não é exato porque muitas pessoas, especialmente no Brasil, só tiveram acesso muito tempo depois. Então coloca aí uns 10 anos a mais pra gente nesse parâmetro inicial.

Aqui no interior, leia-se toda Santa Catarina da década de 90, não haviam provedores de internet pra atender toda a população. Não tinha mesmo, era exclusivo. Tecnologia caríssima e de baixa adesão na época.

Mesmo com esses pormenores, o estudo que levou Carr a escrever a tese não deixa de ser interessante. O mundo offline como conhecemos ficou pra trás. Seremos nós a guiar as novas gerações para um passeio ao mundo desconectado.

Alguém pode dizer que o mundo muda constantemente e a todo momento. E é verdade, muda sim. Agora mesmo estamos mudando.

Pensa que nossos avós quando crianças não tinham geladeira em casa, que alguém entregava um enorme bloco de gelo que eles colocavam dentro de um armário de madeira para refrigerar e assim armazenar por mais tempo os alimentos perecíveis. Já imaginou? Bem desconectados eles, né?

E nossos pais que conheceram a televisão ainda em preto e branco? Hoje elas são inteligentes, (com ressalvas).

Sou de uma família grande, que se reúne vez ou outra pra beber vinho, e nessas horas bate uma nostalgia forte em meus tios-avós, minhas orelhas ficam em pé só ouvindo.

Eles também viram surgir toda uma cacalhada de tecnologia, que hoje se tornou obsoleta. Talvez seja mesmo um caso de caminhar da humanidade.

Mas o mundo online veio para ficar, já mudou a forma de viver das pessoas, e continua organicamente se transformando. Daqui pra frente não irá mais acontecer vida sem internet. Somos os últimos a conhecer o mundo offline/online.

As crianças mais novinhas ainda não sabem escrever mas já entram no aplicativo e buscam por comando de voz o desenho da “pepa em português” no canal de videos que elas tem no tablet ou no celular.

Enquanto eu, acredito que todo mundo da minha geração ainda tem receio de conversar com um dispositivo inanimado, ou muito animado.

Mas se a nova geração já faz isso de forma natural, eles serão aqueles que irão conversar com a casa, mandar ela acender, apagar, tocar música, abrir programa, cozinhar. A gente vê nesses filmes de ficção, “parece tão Black Mirror”.

O Página 3 é uma das minhas referências preferidas entre o online e offline. Poderia abrir um parênteses enorme pra falar sobre o mundo a parte que vivemos entre as duas épocas. Mas hoje estamos no futuro de um outro passado, estamos conectados, trabalhamos duro para isso. Vamos comemorar e festejar, estamos online.

O jornal faz 26 anos neste mês. Parabéns! Pega na mão e vem. O futuro é a gente quem faz.

Escrito por Fabiane Diniz, 26/07/2017 às 16h02 | fabdiniz@gmail.com

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.. mestre ninja e tira nata do leite com garfo.
















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