Jornal Página 3
Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

Carnamboriú PMBC, quem é você?

A antiga administração chefiada por Edson Dias deixou a prefeitura no dia 31 de dezembro do ano passado. E esse também foi o último dia de muitos funcionários públicos, aconteceu uma série de demissões na maior empresa de Balneário Camboriú. É verdade, a prefeitura é o maior contratante da cidade. Mas assim como aconteceram as demissões, estão acontecendo as contratações, inúmeras. O prefeito está formando sua equipe.

Provalvemente em uma empresa privada isso seria impossível, antes de abrir falência. Mas não sou a favor de comparar público e privado porque o Estado é muito maior.

E não é porque é comum que temos que aceitar sem o mínimo de questionamento moral da situação. Porém o assunto aqui é outro.

Essas demissões sim aconteceram na cidade e também em todas as secretarias do município.

Mas chegou a mim ontem um fato que mexe com os valores desses funcionários e suas atividades enquanto agentes públicos. Devemos nos precaver quanto a suas atividades? Sim, com certeza.

Veja, onde estavam e ainda estarão muitos cargos de confiança, estão pessoas sem nenhum vínculo empregatício com a prefeitura, além do contratual, digo, não são pessoas que fizeram concurso para ocupar a vaga. Elas ficam a margem do serviço público, servindo um agente público e não a cidade como se espera. São poucas as exceções. A partir daqui podemos abrir um leque de questões de ordem moral.

Entre a onda de demissões que mandou grande parte dos queridinhos da antiga administração pra casa está a Secretária de Turismo. E assim como Obras, o Turismo tem um bom número de pessoal, trabalha em sintonia com a Secretaria de Comunicação, e é responsável por grandes equipamentos da cidade. Entre eles e o mais importante de sua pasta, a divulgação de Balneário.

Na tarde dessa terça-feira recebi um link onde uma página chamada “Carnamboriú PMBC”, faz críticas ao prefeito eleito Fabricio Oliveira, a questão era o fim do Sertanejo e grandes shows pagos pelo município no Carnaval.

Um dos textos tem até tom de oficioso, com a expressão “COMUNICADO” abrindo sua nota que em suma defende a permanência dos shows. Parece tudo bem, é só alguém com opinião, inclusive concordando que a prefeitura não pague pelos shows e que se busque outros meios; ótimo.

Em outra nota a página o Carnamboriú PMBC diz “... acabaram os shows nacionais gratuitos do Carnaval de Balneário Camboriú que a partir deste ano contará apenas com o carnaval de blocos e escolas no centro da cidade!”. Pareceu bastante melancólico, e posso dizer, quase tive empatia por esse cidadão.

Mas peraí, pra ter empatia preciso saber quem é, quem é? Essa página não deveria ser de propriedade da prefeitura? Quem está escrevendo, quem está por trás dela? Não sei! Quem souber me conta.

Mas a maior questão é, ela deveria ser de propriedade da prefeitura, da Secretária de Turismo ou de Comunição tenho minhas dúvidas, no final diria que sim, e vou lhes dizer porquê.

Essa página fez parte do programa de divulgação de Balneário Camboriú, criada por pessoas que estavam trabalhando para a Secretária, ela foi divulgada como oficial em algumas situações, então agora ela tem um dono? Como isso funciona?

Chamei dois profissionais da área de publicidade para discutirmos sobre isso:

Joel Minusculli é palestrante e gerente de mídias digitais da agência Oficina das Palavras (OficinadasPalavras).

Joel, qual o valor de mercado de uma página como o Carnamboriú PMBC?

Para medir o valor da página teria que ver qual o público dela, por exemplo, se é uma página com 7000 pessoas de Balneário Camboriú mesmo, tem bastante valor para alguém daqui, é como vender uma mailing. É possível tirar uma média geral das campanhas de ads por exemplo. Hoje nos grupos de social media, um curtidor bem qualificado precisa em média R$1,00 bem investido. Esse valor é uma projeção da média que custa curtidas patrocinadas.

Existem fatores que não sabemos para avaliar, e na média o Carnamboriú PMBC pode valer até R$ 7.000,00?

Se a página tiver 7000 pessoas bem qualificadas (público alvo bem filtrado); O que existe é um mercado negro de gente que vende páginas infladas para pessoas sem conhecimento, que acham que só comprando curtidor vai ajudar.

E sobre a propriedade da página?

Pelos termos do Facebook, o perfil que criou a página é o dono.

Então o que as prefeituras deveriam fazer seria, criar suas próprias páginas e não divulgar como suas as de terceiros?

O certo moralmente seria isso. Podem alegar que não existe lei que controle isso.

E não existe?

Até onde sei, não existe lei municipal que diga que todos os canais online de uma prefeitura devem ser criado única e exclusivamente para conteúdo oficial, mas não conheço todas as leis de BC.

É uma questão pertinente, porque você coloca funcionários públicos em horário de trabalho pra divulgar e criar conteúdo, com equipamentos da prefeitura para uma página que não é da prefeitura, e depois o dono leva embora. Era isso?

Aí é uma boa, tem que ver se na lei de patrimônio público tem algum adento que diz que tudo produzido pela prefeitura deve ficar na prefeitura, por exemplo, o banco de fotos de um fotógrafo da prefeitura, é do fotógrafo ou da prefeitura? Lembro que quando trabalhei em Itapema o fotógrafo apagou tudo, alegando que era dele a propriedade, a gente entrou sem nada.

Aqui aconteceu também, quando a Secretária de Comunicação da primeira gestão do Piriquito entrou eles apagaram todo o banco de dados, todas as informações. Foi como se dessem um reboot na cidade. E essas são questões que devemos fazer, pra que no futuro não hajam desse modo, que o investimento feito pela cidade em uma página da cidade, fique para a cidade.

Concordo plenamente. Infelizmente nessa questão virtual ainda é complicado. É como se algum secretário de obra tivesse usado maquinário público para terraplanar um terreno para um evento e depois ficado com o terreno.

Por ser virtual as pessoas costumam dar pouco valor, mas é trabalho, muito trabalho. Quer acrescentar alguma coisa?

Que seria importante uma lei com esses detalhes. Propriedade digital, senhas, conteúdos e demais coisas produzidas na prefeitura, são e ficam na prefeitura.

 

Também Kauê Krischnegg Pereira (Kaukgg.com.br), consultor de comunicação e MKT digital falou sobre o assunto:

Kauê, existe uma página de facebook que era da prefeitura, e que ao que tudo indica os antigos funcionários, demitidos pela nova administração tomaram posse. O nome é Carnamboriú PMBC, existe um modo de avaliar o valor de mercado dessa página?

Até existe como comparar com outras páginas, que o pessoal vende E algumas ferramentas que até podem estimar o valor Mas nada muito certo.

No mercado negro ela teria alguma valor?

Num mercado negro não valeria nada, a questão é mais o estrago que ela pode causar, como vi uma postagem ali falando do Piriquito. Ela pode fazer publicações para queimar o Fabrício agora, e também para gerar lucro no caso vendendo publicidade (como a BC mil grau faz).

E entendo que pelas normas do Facebook, o dono da página é quem cria, mesmo ela tendo sido amplamente divulgada pela secretaria de turismo como oficial não existe como dizer que ela deveria ser da cidade e não de uma pessoa física. É comum, sabe me dizer, essas coisas acontecerem?

Não, ela criou assumindo a responsabilidade de falar por aquele "orgão", então a página é do orgão é sequestro de página, é super comum, principalmente entre agências e clientes.

Nesse caso o valor empregado para se criar essa página, com profissionais, funcionários da prefeitura e agentes públicos criando conteúdo, além de divulgação, faz dela do município? E você conhece algum caso parecido?

Teve um caso recente de um cliente que ficou devendo e a agência colocou um comunicado, esses casos geralmente não ganham mídia mas como é prefeitura... e sim, o valor que pode ser considerado é o dos profissionais pagos para manter a página

 

Agora vou descobrir quem é dono da página, e porque ela não está com a prefeitura. A era digital traz problemas novos para serem resolvidos. Já demorou!

Escrito por Fabiane Diniz, 11/01/2017 às 16h45 | fabdiniz@gmail.com

publicidade

Balneário na década de 70 em vídeo

O Arquivo em Cartaz desenterrou essa beleza de vídeo de Balneário Camboriú na década de 70. Que maravilha, Cláudia! 

Nas imagens podemos identificar as construções antigas da cidade, a grande maioria não existe mais. Fica a lembrança.

Agência Nacional - Brasil Hoje n. 135
[BALNEÁRIO DE CAMBORIÚ, SC – Aspectos da praia, dos hotéis, e da vida noturna da cidade durante a temporada de verão]

 

Escrito por Fabiane Diniz, 11/01/2017 às 12h59 | fabdiniz@gmail.com

publicidade

Fabrício disse "a indicação política pode vir"

Por que a prefeitura faz tanto concurso se é pra distribuir carguinho pra políticos, filiados e apoiadores de campanha? Tá ai uma dúvida minha.

Matéria de hoje no Página 3 "Fabrício nomeia mais 34 e apenas 6 são de carreira"

Quero lembrar aos eleitores na próxima vez ficarem atentos as pequenas linhas dos discursos.

Fabrício Oliveira disse no seu discurso, e só não viu quem não quis, que "a indicação política pode vir, com conhecimento, com preparo". Não se enganem. A gente na verdade tem esperança, mas é coisa nossa.. Veja no vídeo quando o prefeito faz a afirmação acima

Escrito por Fabiane Diniz, 11/01/2017 às 10h26 | fabdiniz@gmail.com

publicidade

Castanheira está na área

Foi pro Facebook o que nas outras redes já era comentado, a atuação do novo secretário de segurança da cidade de Balneário Camboriú, Gabriel Castanheira, em um caso no Paraná. 

O vídeo é chocante mesmo, e é só perguntar que ele explica o que aconteceu, e o porquê. Em resumo o caso era pessoal, aconteceu dentro do condomínio em que mora, com a família dentro da casa, ao qual impediram o seu acesso.

Vou passar um pano sim, porque pessoalmente, em entrevista feita pelo Página 3 achei bastante razoável, com boa experiência, e principalmente bons planos e boa vontade em trabalhar na segurança da cidade.

Atuou no mesmo cargo em Araucária e os crimes lá caíram, é um ponto bem positivo se tratando de segurança.

E no caso do vídeo específico, ele foi absolvido. Então, tem uma carta de crédito, depois dos 100 dias de governo voltamos a falar.

 

Escrito por Fabiane Diniz, 21/12/2016 às 08h56 | fabdiniz@gmail.com

publicidade

The OA

Final de ano está ai com suas festas habituais agendadas, muitas confraternizações, felicitações a Jesus, e é também um momento delicado para alguns, que assim como eu, tem aquela vontade de estar com as pessoas que ama por perto mas que nem sempre é possível, a obrigação de felicidade faz brotar no coração aquela típica dose de sentimentalismo, de saudosismo, de infância.

E nesse clima, com as emoções a flor da pele, descobri “The OA”, série original Netflix que tem a americana Brit Marling como roteirista, diretora e protagonista. E foi nessa tripla jornada que a deusa Brit entregou um lindo conto de esperança, que fica entre a ficção e a fantasia. Bem na verdade ela divide as tarefas de direção e roteiro com Zal Batmanglij.

The OA, abre sua história inesperadamente após 58 minutos de introdução. A primeira temporada tem um total de 8 episódios, e cada um deles encerra com um convite para assistir o próximo. A trilha sonora é fantástica.

De todas as críticas que li teve bastante gente não gostou, até por ter episódios longos, as vezes lentos, então é por sua conta e risco. Não quero entrega spoilers dessa série, pode ser fatal. Por isso tente não ler muito sobre ela. E quem assistir volta com uma opinião. Boa série.

Escrito por Fabiane Diniz, 20/12/2016 às 15h17 | fabdiniz@gmail.com

publicidade

Menu em tablets, sim ou não?

Lembro que a última vez que fui a São Paulo, entrei em uma padaria, e o garçom me deu um tablet para escolher o meu café. Ele me entregou o dispositivo e saiu caminhando entre as mesas. "Ei, volta aqui, me ajuda", foi a vontade de gritar no meio do salão, mas como era uma dessas cafeterias chiquetosas -na Trigo's a gente tem umas liberdades- e estava lá por convite, não pegava muito bem.

 

Resolvi me aventurar. Abri o tablet e era um cardápio com uma infinidade de opções, nada muito diferente dos impressos. Nele eu podia escolher o lanche, o suco, o café, a torta -vai gordinha-, também podia modificar os lanches, com ou sem ovos, com ou sem azeitonas essas coisas, lembro que era bem completo. Fiz meus pedidos e logo depois veio outro garçom pra entregar os pratos.

Foi um sucesso, apesar da novidade. Não estamos acostumados com novidades, elas agitam as coisas. O comodismo é sim atraente, pena que com ele a gente perde muitas oportunidades e experiências bem bacanas.

Mas entrei no assunto porque estou em uma padaria aqui em Blumenau, dessas também chiquetosas e puxei na memória que nunca vi na nossa região alguém servir menu em tablet como foi aquela vez em São Paulo. E até que ando bastante por aí. E por que? No máximo por aqui os garçons usam os tablets pra passar os pedidos pro atendimento da cozinha, mas é só.

 Será que não pegou muito bem a moda?

Você, conhece algum restaurante da região que atenda com menu em tablet? Escreve pra mim (aqui meu email fabdiniz@gmail.com), porque se sabe de algum, eu quero conhecer. 

Atualização:

Recebi aqui indicação de que no Guacamole tem, e que é bem legal. Confesso que a última vez que fui ao Guacamole a pista de skate era mato. Aguardo mais sugestões.

Escrito por Fabiane Diniz, 14/12/2016 às 11h03 | fabdiniz@gmail.com

publicidade





publicidade



1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Fabiane Diniz

Assina a coluna Puxando Rede

.. mestre ninja e tira nata do leite com garfo.
















Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br