Jornal Página 3
Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

Você já ouviu falar no Airbnb?

Quando me contaram que existia um site onde eu poderia oferecer o sofá da minha casa para alguém, e dessa forma ser convidada a dormir no sofá de outra pessoa em qualquer um dos quatro cantos do mundo, e totalmente de graça, fiquei um pouco ressabiada com a ideia.

Como assim deixar qualquer um entrar na minha casa? Mas por outro lado algo me dizia que era um negócio bacana, extremamente social e que poderia ajudar muitas pessoas a viajar, mochileiros em geral.

Quem não é acostumado a receber estranhos em casa fica um pouco cético mesmo quanto ao formato. Mas se pensar bem, recebemos parentes para visitas, constantemente e às vezes até parentes que nunca vimos na vida, um primo lá de não sei onde que resolve aparecer. Tem até maluco que adora um movimento diferente em casa.

CouchSurfing alcançou 1 milhão de cadastros e foi um sucesso. Agora com um vies comercial, o queridinho da turma é o “Airbnb”, o Uber das hospedagens.

Você cadastra a sua casa, diz quantos pode abrigar e os operadores te habilitam ou não como anfitrião, a diferença desse sistema com o do sofá é que nesse a hospedagem é cobrada.

E como no Uber, o pagamento do tempo reservado é feito pelo aplicativo, na moeda do seu país de origem, o que agiliza muito pra quem está viajando para fora, não precisa correr atrás de câmbio para pagar estadia. Para segurança dos anfitriões é taxado cancelamentos.

Fiz uma pequena pesquisa como estão as ofertas em Balneário Camboriú e tive a seguinte resposta: para duas pessoas no ínicio de novembro as opções de diárias vão de R$85 a R$550, e a localização em geral é nobre, na área central da cidade, como mostra o mapa acima.

Assim como acontece no Uber, no Airbnb os anfitriões são rankeados, recebem notas e indicações, mas os hóspedes também. Baderneiros não passarão!

“Reserve espaços de anfitriões em mais de 191 países e sinta-se como se vivesse lá.” É o que o site do Airbnb diz, mas quero saber o que os anfitriões e os hóspedes dizem.

Cada anfitrião recebe e responde mensagens sobre a hospedagem, que ficam disponíveis para novos hóspedes. É fácil saber qual opinião de quem já esteve no local e as diversas impressões.

Fiquei sabendo que Dona Teresa aluga um quarto do seu apartamento, nele tem uma cama queen para duas pessoas, e ela cobra R$85 de diária. Não admite que fumem dentro do apto, não gosta que façam festas e também não aceita nenhum animal de estimação.

Tem o mesmo estilo de hostels, os hóspedes gostam e querem voltar, como disse a Naiara, “D. Teresa é muito atenciosa e gentil. O quarto é muito confortável e bonito. Ela nos fez sentir em casa, nos deixou muito à vontade e nos deu muitas informações sobre os passeios que fizemos. Quando voltar ao Balneário Camboriú com certeza ficarei lá de novo. Adorei!”

Isso de ter um “guia particular“  ao alcance agrega valor.

A Dona Teresa é novata no Airbnb mas tem gostado da experiência, como ela mesmo disse em resposta à sua nova amiga: “Oi Naiara, fico feliz que vocês tenham gostado. Nossas primeiras experiências no Airbnb estão trazendo pessoas especiais, como vocês, que nos fazem aprender muito e querer atender melhor a cada dia. Obrigada pelo carinho. Voltem sempre que quiserem.”

O Rafael também parece ser ótimo em receber, ele tem um raio no perfil, o seu apartamento é na Av. Atlântica e ele cobra R$420 para até sete pessoas. Até o seu Jair, o porteiro do prédio foi elogiado.

Conversei com uma anfitriã, e ela me passou que a única parte chata é quando oferece um quarto e os interessados começam a fazer propostas para trazer mais pessoas do que admite em casa. Mas que sempre recebeu tudo certinho, sem nenhum inconveniente, além de poder aceitar ou não quem vai hospedar. Fica a seu critério.

No mundo da hospedaria não é novidade, no Rio fazem isso há tempos, a diferença aqui fica por conta da facilidade que é se tornar um anfitrião.

 

 

Escrito por Fabiane Diniz, 02/11/2016 às 17h21 | fabdiniz@gmail.com



Fabiane Diniz

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.. mestre ninja e tira nata do leite com garfo.














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Quando me contaram que existia um site onde eu poderia oferecer o sofá da minha casa para alguém, e dessa forma ser convidada a dormir no sofá de outra pessoa em qualquer um dos quatro cantos do mundo, e totalmente de graça, fiquei um pouco ressabiada com a ideia.

Como assim deixar qualquer um entrar na minha casa? Mas por outro lado algo me dizia que era um negócio bacana, extremamente social e que poderia ajudar muitas pessoas a viajar, mochileiros em geral.

Quem não é acostumado a receber estranhos em casa fica um pouco cético mesmo quanto ao formato. Mas se pensar bem, recebemos parentes para visitas, constantemente e às vezes até parentes que nunca vimos na vida, um primo lá de não sei onde que resolve aparecer. Tem até maluco que adora um movimento diferente em casa.

CouchSurfing alcançou 1 milhão de cadastros e foi um sucesso. Agora com um vies comercial, o queridinho da turma é o “Airbnb”, o Uber das hospedagens.

Você cadastra a sua casa, diz quantos pode abrigar e os operadores te habilitam ou não como anfitrião, a diferença desse sistema com o do sofá é que nesse a hospedagem é cobrada.

E como no Uber, o pagamento do tempo reservado é feito pelo aplicativo, na moeda do seu país de origem, o que agiliza muito pra quem está viajando para fora, não precisa correr atrás de câmbio para pagar estadia. Para segurança dos anfitriões é taxado cancelamentos.

Fiz uma pequena pesquisa como estão as ofertas em Balneário Camboriú e tive a seguinte resposta: para duas pessoas no ínicio de novembro as opções de diárias vão de R$85 a R$550, e a localização em geral é nobre, na área central da cidade, como mostra o mapa acima.

Assim como acontece no Uber, no Airbnb os anfitriões são rankeados, recebem notas e indicações, mas os hóspedes também. Baderneiros não passarão!

“Reserve espaços de anfitriões em mais de 191 países e sinta-se como se vivesse lá.” É o que o site do Airbnb diz, mas quero saber o que os anfitriões e os hóspedes dizem.

Cada anfitrião recebe e responde mensagens sobre a hospedagem, que ficam disponíveis para novos hóspedes. É fácil saber qual opinião de quem já esteve no local e as diversas impressões.

Fiquei sabendo que Dona Teresa aluga um quarto do seu apartamento, nele tem uma cama queen para duas pessoas, e ela cobra R$85 de diária. Não admite que fumem dentro do apto, não gosta que façam festas e também não aceita nenhum animal de estimação.

Tem o mesmo estilo de hostels, os hóspedes gostam e querem voltar, como disse a Naiara, “D. Teresa é muito atenciosa e gentil. O quarto é muito confortável e bonito. Ela nos fez sentir em casa, nos deixou muito à vontade e nos deu muitas informações sobre os passeios que fizemos. Quando voltar ao Balneário Camboriú com certeza ficarei lá de novo. Adorei!”

Isso de ter um “guia particular“  ao alcance agrega valor.

A Dona Teresa é novata no Airbnb mas tem gostado da experiência, como ela mesmo disse em resposta à sua nova amiga: “Oi Naiara, fico feliz que vocês tenham gostado. Nossas primeiras experiências no Airbnb estão trazendo pessoas especiais, como vocês, que nos fazem aprender muito e querer atender melhor a cada dia. Obrigada pelo carinho. Voltem sempre que quiserem.”

O Rafael também parece ser ótimo em receber, ele tem um raio no perfil, o seu apartamento é na Av. Atlântica e ele cobra R$420 para até sete pessoas. Até o seu Jair, o porteiro do prédio foi elogiado.

Conversei com uma anfitriã, e ela me passou que a única parte chata é quando oferece um quarto e os interessados começam a fazer propostas para trazer mais pessoas do que admite em casa. Mas que sempre recebeu tudo certinho, sem nenhum inconveniente, além de poder aceitar ou não quem vai hospedar. Fica a seu critério.

No mundo da hospedaria não é novidade, no Rio fazem isso há tempos, a diferença aqui fica por conta da facilidade que é se tornar um anfitrião.

 

 

Escrito por Fabiane Diniz, 02/11/2016 às 17h21 | fabdiniz@gmail.com



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