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Coluna
Crônica Semanal
Por João José Leal

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Na última quarta-feita, três de maio, foi comerado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, data criada pela UNESCO, no ano de 1993, para celebrar a história de lutas por uma imprensa livre de censura e de qualquer controle. Especialmente, uma imprensa que não esteja a serviço do poder econômico e político.

Quando se fala de liberdade de imprensa, estamos nos referindo aos diversos veículos de comunicação social, que levam a palavra, a voz, a imagem, enfim, o entretenimento, a informação e o conhecimento ao interior dos nossos lares. No entanto, por mais de dois séculos, a imprensa foi considerada atividade restrita ao jornal impresso, já conhecido no mundo antigo. Claro que em sua forma ainda rústica, sendo o imperador Júlio César, com sua Acta Diurna, quem diria? considerado o criador do primeiro jornal.

No entanto, a prensa de papel, criada por Gutenberg, é que permitiu o revolucionário avanço da imprensa escrita. E, dizem os estudiosos, o despertar definitivo do jornalismo moderno, independente, investigativo, livre, integrado por profissionais da palavra escrita, falada e, também, da imagem, há muito tempo, já colorida e, agora, em alta resolução, tecnologia que nos permite enxergar o suor escorrendo dos poros do jornalista, no trabalho árduo para ganhar o seu pão de cada dia.

Para a ONU, o Estado democrático tem o dever de garantir liberdade aos jornalistas para investigar, apurar e criticar as políticas e as ações governamentais. E ninguém desconhece a luta para se conquistar a liberdade de imprensa.

Quantos profissionais foram perseguidos, ameaçados, despojados de seus patrimônios por exercerem com dignidade e honestidade a atividade jornalística? Quantos pagaram o preço da liberdade e da própria vida, por escrever e defender a liberdade de informar a verdade aos seus leitores?

Basta lembrar os filmes do faroeste norteamericano, dos mocinhos de pontaria infalível, dos jornais empastelados, seus donos espancados e até covardemente assassinados. E, também, do Brasil dos governos militares, tempo de jornais censurados, sem liberdade para informar sobre a nossa situação política e econômica brasileira.

A história jornalismo, mesmo hoje, em alguns países deste mundo tão cheio de contradições, tem sido um rosário sem conta de perseguição, de prisões e mortes de seus profissionais, vítimas da intolerância do poder econômico, político e do fanatismo religioso.

É o direito de todos esses profissionais de investigar, informar e comunicar com liberdade, mas também com seriedade e responsabilidade, que hoje se comemora em todo o mundo.

Aos jornalistas de Itajaí e região, o meu abraço, com admiração.

Escrito por João José Leal, 03/05/2017 às 13h41 | jjoseleal@gmail.com

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João José Leal

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Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.
















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