Jornal Página 3
Coluna
Crônica Semanal
Por João José Leal

O Interrogatório de Lula

Todos viram a patética encenação do acusado Lula da Silva, diante da juíza que o interrogou, sob a luz dos holofotes da mídia. Logo no início do interrogatório, procurou falar com a esperteza, a malandragem e a insolência do antigo líder sindical, aquele que passou anos incitando a classe metalúrgica a jogar pedra na porta das montadoras de São Bernardo do Campo.

Numa frase ensaiada no interior da sala policial em que se encontra detido e que, um dia, vai virar uma verdadeira cela de prisão brasileira, afinal, todos os condenados são iguais perante a lei, o acusado Lula perguntou à juíza "se ele era ou não o dono do sítio de Atibaia". Imaginou que, partindo para o ataque, poderia virar o jogo a seu favor, ignorando que esta tática só vale para futebol. Na justiça, outro é o árbitro da partida.

A partir daí, foi um desfiar de respostas evasivas, vazias, na patética tentativa de vender a fantasia, a falácia e a mentira, como se fossem a mais pura verdade. Enfim, foi uma repetição de respostas desarrazoadas, proferidas com a arrogância de quem se considera o "cidadão mais honesto deste país", na vã pretensão de vender sua falsa versão do fato criminoso, que só convence a devota militância, que precisa de messianismo político,

Na verdade, há uma evidência clara de que o acusado é o verdadeiro dono do sítio de Atibaia. A prova testemunhal, converge para indicar que, embora registrada em nome de outra pessoa, militante petista e sócio do seu filho do acusado, a propriedade pertence, de fato, ao ex-presidente Lula da Silva.

Provas periciais e documentais (notas fiscais de compra e pagamento de serviços, fotos de utensílios de uso pessoal etc.), também reforçam a certeza de que a luxuosa reforma do sítio de Atibaia foi feita com dinheiro desviado dos cofres públicos, a pedido do acusado e de sua falecida esposa. Com o compromisso judicial de dizer a verdade, diretores e funcionários qualificados das empreiteiras afirmaram que, realmente, pagaram as despesas da onerosa reforma, com dinheiro de fraudes em licitações , como forma de propina e compensação em favor de Lula da Silva. E, isso, basta para configurar o crime de corrupção.

Luiz Inácio da Silva chegou à presidência da republica, com mil promessas de reformas e nenhuma delas aconteceu, realmente. O presidente petista foi uma grande mentira, em termos de mudança. Enganou o povo e desgraçou a nação. A mentira continua. Porém, a justiça criminal saberá distinguir a mentira da verdade, a conduta decente da ação criminosa, o inocente do culpado.

Não será amanhã, porque os passos da justiça são lentos. Mas, certamente, chegará o dia do segundo julgamento criminal de um ex-presidente desta infeliz república.

Escrito por João José Leal, 19/11/2018 às 11h55 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

Assina a coluna Crônica Semanal

Membro da Academia Catarinense de Letras. Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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O Interrogatório de Lula

Todos viram a patética encenação do acusado Lula da Silva, diante da juíza que o interrogou, sob a luz dos holofotes da mídia. Logo no início do interrogatório, procurou falar com a esperteza, a malandragem e a insolência do antigo líder sindical, aquele que passou anos incitando a classe metalúrgica a jogar pedra na porta das montadoras de São Bernardo do Campo.

Numa frase ensaiada no interior da sala policial em que se encontra detido e que, um dia, vai virar uma verdadeira cela de prisão brasileira, afinal, todos os condenados são iguais perante a lei, o acusado Lula perguntou à juíza "se ele era ou não o dono do sítio de Atibaia". Imaginou que, partindo para o ataque, poderia virar o jogo a seu favor, ignorando que esta tática só vale para futebol. Na justiça, outro é o árbitro da partida.

A partir daí, foi um desfiar de respostas evasivas, vazias, na patética tentativa de vender a fantasia, a falácia e a mentira, como se fossem a mais pura verdade. Enfim, foi uma repetição de respostas desarrazoadas, proferidas com a arrogância de quem se considera o "cidadão mais honesto deste país", na vã pretensão de vender sua falsa versão do fato criminoso, que só convence a devota militância, que precisa de messianismo político,

Na verdade, há uma evidência clara de que o acusado é o verdadeiro dono do sítio de Atibaia. A prova testemunhal, converge para indicar que, embora registrada em nome de outra pessoa, militante petista e sócio do seu filho do acusado, a propriedade pertence, de fato, ao ex-presidente Lula da Silva.

Provas periciais e documentais (notas fiscais de compra e pagamento de serviços, fotos de utensílios de uso pessoal etc.), também reforçam a certeza de que a luxuosa reforma do sítio de Atibaia foi feita com dinheiro desviado dos cofres públicos, a pedido do acusado e de sua falecida esposa. Com o compromisso judicial de dizer a verdade, diretores e funcionários qualificados das empreiteiras afirmaram que, realmente, pagaram as despesas da onerosa reforma, com dinheiro de fraudes em licitações , como forma de propina e compensação em favor de Lula da Silva. E, isso, basta para configurar o crime de corrupção.

Luiz Inácio da Silva chegou à presidência da republica, com mil promessas de reformas e nenhuma delas aconteceu, realmente. O presidente petista foi uma grande mentira, em termos de mudança. Enganou o povo e desgraçou a nação. A mentira continua. Porém, a justiça criminal saberá distinguir a mentira da verdade, a conduta decente da ação criminosa, o inocente do culpado.

Não será amanhã, porque os passos da justiça são lentos. Mas, certamente, chegará o dia do segundo julgamento criminal de um ex-presidente desta infeliz república.

Escrito por João José Leal, 19/11/2018 às 11h55 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

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Membro da Academia Catarinense de Letras. Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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