Jornal Página 3
Coluna
Crônica Semanal
Por João José Leal

Triste novela da poluição do Marambaia

Um dia, já foi chamada de Ribeirão Marambaia. Isso, porque suas águas, ainda límpidas, serpenteavam a céu aberto, espremidas entre a terra firme e uma estreita e sinuosa faixa de areia, acompanhando boa parte da extensão da praia. As casas de madeira dos primeiros tempos, marcaram um tempo de convivência mais ou menos respeitosa com suas águas.

Vieram os bate-estacas, semeadores de alicerces para espigões de concreto, ensurdecedores tambores tocados fortes por construtores sem piedade com a água, a terra e a atmosfera, construção civil sem compromissos com o ambiente e com as futuras gerações. E o ribeirão perdeu seu superlativo nome para ser chamado de Canal do Marambaia. Então, a força brutal atrofiou o seu leito para colocar uma pesada lápide de cimento e aço sobre suas águas, que nunca mais viram a luz do dia. E o Canal passou a correr silenciosamente nos subterrâneos e nas trevas do descompromisso ambiental.

Só um pequeno trecho de seu curso, da rua 2001 em diante, no bairro Pioneiros e já próximo ao Pontal Norte, corre a céu aberto. Mas, pela sujeira, poluição e mau cheiro exalado de suas tenebrosas águas, o antigo ribeirão é, agora, conhecido pelo depreciativo nome de Vala do Marambaia. Os que por lá transitam, no trecho próximo ao Pontal Norte, onde desembocam suas fétidas águas, conhecem o grave problema sanitário e ambiental, uma vergonha para uma cidade que recebe tantos turistas.

Sofrem mais os moradores do bairro Pioneiros, obrigados a conviver com o mau cheiro contínuo, que paira na ruas adjacentes, invade prédios e adentra nas narinas de indignados contribuintes do IPTU.

A propaganda oficial anuncia BCamboriú como um exemplo de qualidade de vida. Mas, não é assim, no bairro Pioneiros. Há informações de que boa parte da poluição provêm da própria rede da Emasa, que não consegue captar todo o volume do esgoto sanitário e lança o excesso no Marambaia.

Porisso, o Município tem o dever de solucionar esse grave problema de poluição a olhos abertos, narinas a dentro do cidadão que paga impostos. O Marambaia precisa ser despoluído para garantir à comunidade o seu direito à saúde e ao bm-estar. Afinal, os moradores do bairro Pioneiros merecem mais respeito e consideração.

Escrito por João José Leal, 07/01/2019 às 10h09 | jjoseleal@gmail.com



João José Leal

Assina a coluna Crônica Semanal

Membro da Academia Catarinense de Letras. Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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Triste novela da poluição do Marambaia

Um dia, já foi chamada de Ribeirão Marambaia. Isso, porque suas águas, ainda límpidas, serpenteavam a céu aberto, espremidas entre a terra firme e uma estreita e sinuosa faixa de areia, acompanhando boa parte da extensão da praia. As casas de madeira dos primeiros tempos, marcaram um tempo de convivência mais ou menos respeitosa com suas águas.

Vieram os bate-estacas, semeadores de alicerces para espigões de concreto, ensurdecedores tambores tocados fortes por construtores sem piedade com a água, a terra e a atmosfera, construção civil sem compromissos com o ambiente e com as futuras gerações. E o ribeirão perdeu seu superlativo nome para ser chamado de Canal do Marambaia. Então, a força brutal atrofiou o seu leito para colocar uma pesada lápide de cimento e aço sobre suas águas, que nunca mais viram a luz do dia. E o Canal passou a correr silenciosamente nos subterrâneos e nas trevas do descompromisso ambiental.

Só um pequeno trecho de seu curso, da rua 2001 em diante, no bairro Pioneiros e já próximo ao Pontal Norte, corre a céu aberto. Mas, pela sujeira, poluição e mau cheiro exalado de suas tenebrosas águas, o antigo ribeirão é, agora, conhecido pelo depreciativo nome de Vala do Marambaia. Os que por lá transitam, no trecho próximo ao Pontal Norte, onde desembocam suas fétidas águas, conhecem o grave problema sanitário e ambiental, uma vergonha para uma cidade que recebe tantos turistas.

Sofrem mais os moradores do bairro Pioneiros, obrigados a conviver com o mau cheiro contínuo, que paira na ruas adjacentes, invade prédios e adentra nas narinas de indignados contribuintes do IPTU.

A propaganda oficial anuncia BCamboriú como um exemplo de qualidade de vida. Mas, não é assim, no bairro Pioneiros. Há informações de que boa parte da poluição provêm da própria rede da Emasa, que não consegue captar todo o volume do esgoto sanitário e lança o excesso no Marambaia.

Porisso, o Município tem o dever de solucionar esse grave problema de poluição a olhos abertos, narinas a dentro do cidadão que paga impostos. O Marambaia precisa ser despoluído para garantir à comunidade o seu direito à saúde e ao bm-estar. Afinal, os moradores do bairro Pioneiros merecem mais respeito e consideração.

Escrito por João José Leal, 07/01/2019 às 10h09 | jjoseleal@gmail.com



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Membro da Academia Catarinense de Letras. Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC, Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas, Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho - Rio de Janeiro. Promotor de Justiça aposentado e Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina. Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia e Diretor de Ciências Judiciais da FURB - Blumenau. Ex-Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da UNIVALI.


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