Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Pense em Gramado Edson Kratz

A cidade de Gramado lançou a cópia de uma atração que faz sucesso em outras cidades no exterior, em especial em Las Vegas: casamentos falsos ou verdadeiros, com direito a carruagens, motorista caracterizado de Elvis Presley etc.

Um dos parceiros no empreendimento é o Dreams Entertainment Group que eu acho tem algo a ver com a roda gigante de Balneário Camboriú.

Esse pessoal só faz investimentos em atrações relativamente simples que no conjunto funcionam, inspirados no que os gringos testaram em suas regiões turísticas.

Museus de cera; exposição de carros e motos; “Vale dos Dinossauros”; “Maravilhas do Mundo” etc.

Casar em Gramado custará de 50 a 300 dólares. Um casamento barato em Las Vegas custa 100 dólares, mas tem que ir até lá e isso pode custar caro.

Parece tolice oferecer casamentos num destino turístico, mas não é. O condado de Clark, onde se situa Las Vegas, estima que esses eventos causem impacto de US$ 2,5 bilhões ao ano na economia local.

Eles lamentam que o movimento diminuiu, no ano passado foram apenas 81.000 cerimônias; mais de 200 por dia.

Pense nisso nosso novo secretário de investimentos Edson Kratz, pequenas soluções e velhas ideias podem dar bom retorno à cidade.


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 16/04/2018 às 13h40 | waldemar@camboriu.com.br

Uma proposta amalucada do Bob Jr.

O vereador Roberto Souza Jr. apresentou projeto prevendo que as creches do município atenderão no turno da noite, assegurando um atendimento mínimo de oito horas.

É daquelas coisas que oscilam entre o populismo e a irresponsabilidade.

Porque a prefeitura já não consegue dar conta da demanda de creches durante o dia e criar um terceiro turno, à noite, seria praticamente impossível dentro da realidade orçamentária atual.

Penso que alguma creche poderia ter horário noturno, para atender necessidades muito específicas, por exemplo, quando os responsáveis pela criança trabalham à noite.

Imaginar que creches sirvam como depósitos de crianças enquanto os pais ou responsáveis caem na gandaia não é hipótese de se afastar, basta acompanhar o noticiário policial cotidiano.

De qualquer forma uma proposta com esse impacto deveria ser objeto de pesquisa de necessidade não de um projeto de lei que obrigue todas as creches a abrirem um turno extra.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/04/2018 às 17h00 | waldemar@camboriu.com.br

Pesquisa do Fecomércio não significa nada

O Fecomércio divulgou ontem pesquisa sobre o perfil dos turistas na temporada de verão nas cidades de Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, Porto Belo e São Francisco do Sul.

Hoje cedo baixei o relatório e achei interessante até que resolvi olhar o tamanho da amostra: 407 entrevistados.

Seria interessante pararem de brincar com números porque 407 entrevistas em 8 municípios dá 50 em cada um e com essa quantidade não é possível estabelecer perfil algum.

Em 50 dias escutaram um turista por dia em cada cidade?

Nunca levo a sério estatísticas de turismo porque elas quase sempre são feitas assim, em cima da perna.

A realidade do turista que vem a Florianópolis é a mesma do sujeito que vai a Laguna? Do que vem a Balneário é semelhante ao turista de Imbituba? As estruturas de receptivo e a infraestrutura (por exemplo, transporte, água e segurança) dessas cidades são semelhantes?

Claro que não, então como colocar tudo no mesmo balaio, tirar o percentual e apresentar isso como uma pesquisa representativa da realidade?

E aí o governo do Estado pega essa pesquisa e divulga que a quantidade de turistas estrangeiros aumentou 30% nesta temporada.

Aff.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 04/04/2018 às 08h18 | waldemar@camboriu.com.br

Decisão do STF não se discute

Também acho ruim que o STF volte atrás em sua decisão de poder enviar para o xilindró criminosos condenados em segunda instância, mas se isso ocorrer paciência, o Supremo é soberano e cumprir o que ele decide obrigação de todos.

Afinal, a Constituição diz que para alguém cumprir pena deve haver trânsito em julgado e isso só ocorre após esgotados todos os recursos.

O erro não está na Constituição e sim no tempo do processo que gera a odiada impunidade.

Tivemos um exemplo recente: Paulo Maluf que para a maioria dos brasileiros é sinônimo de ladrão, só experimentou cadeia duas décadas depois dos seus crimes.

Num regime democrático isso é insuportável, mas é assim que o sistema funciona e acharíamos ótimo se estivéssemos na pele do Maluf.

Mudar esse estado de coisas só modificando a Constituição, mas para isso seria necessário elegermos representantes comprometidos com essa ideia, o que não ocorre na prática.

O exemplo notório é Lula, mesmo condenado por corrupção e lavagem de dinheiro lidera a preferência dos eleitores para Presidente da República.

E, mesmo inelegível segundo a lei, desafia a justiça e a lógica dizendo que irá concorrer.

O que dá respaldo a esse desrespeito de Lula em relação às leis é o povo, esse mesmo povo que considera que ladrão deve ir para a cadeia e a chave ser jogada fora.

Como pode um ladrão ser melhor do que outro; para o seu a lei não vale e para o meu vale?

A verdade é que o mesmo povo que idolatra um presidente corrupto acha que lugar de ladrão é na cadeia.

E isso não é só em nível nacional, acontece nos municípios como bem sabemos.

Por isso continuo achando que o marco legal é a decisão dos juízes, por menos que ela me agrade pessoalmente.

Vou esperar a decisão do Supremo amanhã e, seja qual for, continuarei achando que a Constituição precisa ser alterada porque foi produzida num clima de pós-ditadura, onde não prender parecia mais importante do que permitir prisões arbitrárias ou políticas.

Sim, para quem não lembra, o Presidente do país em 1988, José Sarney, não foi eleito pelo povo.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 03/04/2018 às 17h05 | waldemar@camboriu.com.br

Livro de Percy Padaratz é delicioso de ler

Percy e seus filhos.

Que tipo de pessoa exige de um adolescente que assine um termo de compromisso para voltar a fazer o que o pai quer (estudar) se o filho não tiver sucesso após três anos fazendo o que deseja (esporte)?

A resposta é um pai que acredita na educação como caminho para o sucesso e desacreditava no futuro que a profissão de surfista poderia trazer ao garoto.

É a história que se repete na geração seguinte, mas com sinal trocado porque o pai desse homem não queria que ele estudasse e sim que trabalhasse na serralheria da família. Na duas vezes a teimosia filial venceu.

Na verdade a "culpa" pela opção de esportista do filho foi do próprio pai que trabalhando no Vale do Itajaí veio morar em Balneário Camboriú e deu aos meninos pranchas de isopor para pegarem as primeiras ondas.

Os “meninos” dessa história são Teco e Neco Padaratz e o pai zeloso é Percy Padaratz que nessa sexta-feira (dia 6) às 19h30, autografará na Livraria Catarinense, seu livro “O que as Escolas não Ensinam”.

O livro, com 120 páginas, é delicioso porque conta histórias familiares e serve como manual para quem deseja empreender ou já empreendeu, mas principalmente sugere como não dar com os burros n´água depois que a empresa surfar a onda do sucesso.

Percy, o pai protetor, tem vasta experiência em negócios. Começou como faz-tudo em duas pequenas empresas e depois trabalhou na prefeitura de Blumenau; Malharia Sulfabril e por altos postos executivo na Ceval, Seara e Frigorífico Chapecó.

Hoje ele é consultor de empresas em dificuldades e/ou necessidade de reestruturação. Seus meninos... vão bem obrigado, são ídolos dos catarinenses e com seu esforço provaram que é possível viver do surfe profissional.

O Percy é meu companheiro do dominó semanal e neste ano meu parceiro na cozinha do grupo “Siri na Lata” que se reúne às terças-feiras.

Ele me deu um exemplar autografado de “O que as Escolas não Ensinam” que comecei a ler e não parei porque o ambiente, os seus personagens são conhecidos e o texto serve como luva à realidade de empresários e empresas nesses tempos bicudos do pós-lulismo.

Anotei algumas passagens para minhas nove leitoras:

“Um negócio que se mantém do mesmo tamanho está morrendo aos poucos. É preciso adotar modelos de gestão que viabilizem o crescimento”.

“Teco começou com a história de ser tornar surfista e eu não o apoiei, queria profissões de “verdade” para os meus filhos”.

“Uma empresa nunca quebra hoje, quebra cinco anos antes, não é falência financeira, é falência motivacional”.

“As pessoas tendem a não gostar da perspectiva de mudanças em processos que consideram estar funcionando bem...”.

SERVIÇO
“O que as Escolas não Ensinam”.
120 paginas, 1ª edição em final de 2017.
Noite de autógrafos dia 6, às 19h30 na Livraria Catarinense do Balneário Shopping
Preço sugerido: em torno de R$ 25,00.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 31/03/2018 às 10h08 | waldemar@camboriu.com.br

O problema do Pássaro é o Sapatinho

Andei matutando qual o motivo do ex-prefeito Edson Piriquito, atacar com tanta virulência o governo atual do município e percebi que ele sempre cita um personagem, o “Sapatinho”.

Claro, entendi, “Sapatinho” é Carlos Humberto, o vice prefeito, que desde sempre usa sapatos caros e de desenho moderno.

Sempre tiro uma com a cara dele por ter esse gosto por pisantes, mas a verdade é que cada um deve vestir como se sente melhor desde que pague do próprio bolso e não com dinheiro roubado da população.

O “Sapatinho”, pré-candidato a deputado, anda assombrando os sonhos do Piriquito porque disputa o mesmo eleitorado local e na última eleição, estreante em urnas, derrotou o grupo do próprio “Pássaro”.

Para desqualifica-lo o “Pássaro” diz que “Sapatinho” não sabe administrar a cidade.

Isso vindo de um “Pássaro” que comandou o governo com maior quantidade de escândalos de corrupção na história de Balneário Camboriú tem som de despeito porque a verdade é que administração que o “Sapatinho” integra nunca recebeu uma visita da polícia como ocorreu várias vezes na anterior.

O engano do “Pássaro” é achar que o “Sapatinho” não sabe administrar; ele sabe sim.

Comandou durante quatro anos o principal sindicato patronal da cidade, o dos construtores e praticamente nasceu dentro da bem sucedida empresa que dirige com o pai e o irmão.

Carlos Humberto é uma assombração para o “Pássaro” e os pesadelos se tornarão piores quando os eleitores começarem a comparar o que um fez e o outro nunca fez.

A única ocasião em que o “Sapatinho” viu polícia foi na condição de vítima, quando se atracou com um assaltante, levou tiros e um que lhe feriu o couro cabeludo por meio centímetro não acabou com sua vida.

Edson Piriquito que chegou onde chegou sempre pisando sobre as pessoas, poderia ter percebido desde a última eleição que poucos aprovam esse discurso vazio e cretino de que só ele é o bom e os outros não valem nada.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/03/2018 às 13h49 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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