Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

O golpe da balsa

Os vereadores Bola, Gelson Rodrigues e Patrick Machado convocaram para a próxima segunda-feira audiência para tratar da reativação da balsa que liga a Barra à Barra Sul.

Corre a alegação que a balsa precisa ser reativada porque algumas pessoas mais simples se sentem desconfortáveis em dividir espaço nos elevadores da Passarela da Barra com a burguesia perfumada.

O argumento é falso, no ano passado já surgiu essa história porque o cara que comprou a balsa queria ganhar nosso dinheiro, usando para isso a suposta pressão popular.

Quando a Passarela não estava pronta e a balsa ainda funcionava ela custava aos cofres públicos quase 30 mil por mês.

Agora existe a Passarela, construída exatamente para substituir a balsa então beira a improbidade administrativa o prefeito autorizar a volta da embarcação já que ela é desnecessária.

Muitas vezes embarquei para pescar no mesmo local onde ocorriam o embarque e o desembarque da balsa de passageiros (ao lado da marina Tedesco) e as pessoas estavam sempre bem vestidas, porque a dignidade de um macacão de pedreiro é a mesma do terno de um doutor.

Trabalho duro, suor do corpo, graxa ou restos de cimento na pele são motivos de orgulho não de vergonha.

Estão apenas usando massa de manobra para faturar algum.

E os vereadores caem nessa.

Querem a volta da balsa? OK, façam, mas cobrem dos passageiros, não da prefeitura.

Vamos ver quantos irão usá-la.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/11/2017 às 07h40 | waldemar@camboriu.com.br

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E aí, vamos votar no Bolsonaro?

Nessa minha curta carreira de eleitor (apesar dos 63 de idade graças à ditadura militar só pude votar em presidente pela primeira vez aos 36) só acumulei decepções.

Collor foi defenestrado sob a acusação de corrupção; Fernando Henrique se deslumbrou com o poder e comprou votos para a emenda da reeleição distribuindo dinheiro público; Lula era o líder político de uma organização criminosa, o PT, e Dilma deu continuidade ao projeto que desastrou o país.

Sarney, tampax do finado Tancredo foi o pior presidente que conheci então dessa turma toda só sobrou o Itamar que conduziu o país com coragem após o afastamento de Collor e lançou as bases para o Plano Real que nos salvou de destino pior.

Itamar era mulherengo, qualidade que nós latinos respeitamos.

Agora, informa o Ibope, a preferência da população se divide entre Lula e Bolsonaro.

Lula é amoral, não posso votar nele.

Bolsonaro cursou a academia de Agulhas Negras e se formou em Educação Física.

Se fosse Física eu ficaria mais tranquilo, porque exige cérebro apurado para raciocínios complexos.

Ele já admitiu que não entende bulhufas de economia, mas pretende presidir um país atolado em problemas econômicos.

Enxergo em Bolsonaro o voluntarismo desastroso de um Collor de Melo misturado com o moralismo safado de um Jânio Quadros, aquele que proibiu corridas de cavalo durante a semana; a exibição na TV de maiôs e peças íntimas; desfiles de misses com maiôs cavados; menores de 18 anos em programas de rádio e TV e ... biquínis nas praias.

O sacripanta, cachaceiro notório, governou sete meses, renunciou e jogou o país numa ditadura militar que durou 24 anos.

Bolsonaro me dá medo pelo que pode fazer e desfazer.

Por isso torço que apareçam outros nomes, talvez o Henrique Meirelles que na semana passada andou se assanhando.

Se a história se repete, basta o país sair da crise que ele está eleito. Como aconteceu com Fernando Henrique, Ministro da Fazenda do Itamar.

Ele é um homem podre de rico, espero que se eleito não roube, de ladrões nos governando estou cheio.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 31/10/2017 às 16h46 | waldemar@camboriu.com.br

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Bistek e a guerra dos supermercados: nós lucramos.

A inauguração do Bistek aqui onde era o Xande causou um rebuliço no comércio da região porque a nova loja entrou trucidando preços.

Com um setor de hortifrúti a preços de banana, bateu de frente com o mercado estabelecido do outro lado da rua, o Angeloni, famoso por cobrar os olhos da cara até num pé de alface.

Também desestabilizou seu vizinho de calçada, o Sacolão já que pratica preços mais baixos em artigos mais bem expostos e de melhor qualidade.

As instalações do Bistek, por serem novas, estão impecáveis. A padaria, o açougue e os setores em geral impressionam os compradores.

O pessoal, apesar das dificuldades de quem ainda não adquiriu prática, é atencioso e está na boa, distribuindo gentilezas ao público.

Por ser uma nova novidade é falada nas rodas dos bares e só escutei elogios.

No geral os preços do Bistek parecem melhores do que os da concorrência próxima, minha dúvida é se essa política que beneficia os consumidores será mantida ao longo do tempo.

Tomara que continue dessa forma.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 25/10/2017 às 11h54 | waldemar@camboriu.com.br

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Esperando a tabela da nova Cosip

Estou desde quarta-feira esperando que Anderson dos Santos, assessor do prefeito Fabrício Oliveira, me envie como prometeu a tabela de novos preços propostos para a iluminação pública (Cosip).

A tabela existe, está em sua terceira versão, foi discutida com algumas pessoas, mas por motivos que não entendo continua escondida da população e da imprensa.

Mesmo na Câmara de Vereadores, onde tramita o projeto de modificação da Cosip, a primeira tabela não está visível ao cidadão, o portal da transparência ficou opaco.

A primeira tabela proposta assaltaria o bolso do contribuinte, as outras não tive acesso.

De formas que continuo esperando, embora confesse que meu sentimento é de cada vez esperar menos do atual governo da cidade.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/10/2017 às 08h02 | waldemar@camboriu.com.br

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Recorde de turistas em Balneário?

Dias atrás a prefeitura divulgou que setembro passado foi o melhor na quantidade de turistas dos últimos seis anos.

Que significado tem isso?

Nenhum porque a base de cálculo -lixo coletado- nunca foi e continua não sendo confiável.

A secretaria municipal de turismo assume como verdade que cada pessoa gera 750 gramas de lixo por dia e acredita que se houver mais lixo produzido vieram mais turistas.

Com isso, em setembro de 2014 teriam vindo a Balneário 230.557 turistas contra 268.660 neste ano.

Em sã consciência não dá para confiar porque bastaria que cada morador gerasse 0,008 quilos de lixo a mais por dia para a tese comemorada pela secretaria de turismo estar furada.

Se chovesse, o lixo pesaria mais... se a renda da população aumentasse, haveria mais lixo... as variáveis são tantas que por prudência a fórmula não deveria ser adotada.

Turismo precisa ser administrado com números e não com estimativas precárias.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/10/2017 às 11h47 | waldemar@camboriu.com.br

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O pior está por vir

No final deste ano a prefeitura de Balneário irá reajustar o IPTU, e se usar a correção pelo IGPM, como ocorreu na virada de 2016 para 2017, esta variação será inferior a 2%.

Tenho escrito repetidas vezes que o sistema de remuneração do funcionalismo municipal é insustentável porque só de triênio (10% de aumento a cada três anos) os salários aumentam em média 3,33% ao ano.

Em economia com inflação baixa isso abre um buraco na conta pública.

Se o município corrige sua arrecadação em menos de 2% e aumenta sua despesa salarial em no mínimo 3,33%, como essa conta pode fechar?

Triênio não deveria existir, mas existe, é um direito adquirido que prefeito algum teve coragem de eliminar para os novos que ingressarem no serviço público daqui em diante.

A prefeitura não conseguiu colocar em prática uma nova Planta de Valores que poderia aumentar a receita do IPTU então, sinceramente, acho que haverá problemas financeiros no ano que vem.

Se os números do portal da transparência do município estão corretos, faltando três meses para o final do ano a prefeitura arrecadou 74% da receita estimada, portanto mantida a média chegará a 95%, se chegar.

Parece pouco, mas é uma diferença de R$ 30 milhões faltando em caixa.

Em 2016 o cenário foi bem diferente, a cidade arrecadou 13% a mais do que o esperado e em 2015 foram 9,5%.

Não quero bancar o agourento, mas se eu fosse prefeito a essa hora já estaria pensando num jeito de cortar radicalmente as despesas, apesar de todo o impacto político negativo que isso causa.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/09/2017 às 11h28 | waldemar@camboriu.com.br

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.
















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