Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Não vão xingar Olavo de Carvalho?

O jornalista Olavo Luiz Pimentel de Carvalho, guru do bolsonarismo, disse sábado num jantar em Washington que se não mudar, em seis meses o governo Bolsonaro se acaba.

O estimado guru disse coisas sobre Bolsonaro que se outro jornalista dissesse seria taxado de petralha, comunista etc..., essa enxurrada de desaforos desconexos que bolsonaristas ensandecidos costumam disparar contra quem ousa criticar o presidente.

Como outros jornalistas fizeram antes, Olavo de Carvalho -que também se diz filósofo autodidata-, falou a verdade e a verdade sobre Bolsonaro não é boa.

O jornalista disse que "mesmo se o Bolsonaro fosse dono de um bordel ele seria menos perigoso que o Fernando Haddad, por isso o povo votou nele, não por causa de suas ideias políticas, que até hoje não sei quais são. Ele fala de um assunto ou outro, mas nunca vi uma concepção geral, uma ideologia", disse.

Essa é a questão, quase ninguém sabia quem era Bolsonaro, um ilustre desconhecido, um nada político após quase 30 anos no Congresso Nacional.

A maioria dos meus amigos votou no Bolsonaro, eu não votei porque jamais votaria em alguém com ideias e um currículo muquirana como o dele.

O Brasil precisava do conhecimento e raciocínio de um físico, mas elegeu um professor de educação física com ideias toscas.

Dia desses um amigo me disse no cafezinho que com Bolsonaro a economia já reagiu. Na verdade regrediu, a atividade econômica encolheu 0,41% em janeiro e a expectativa dos agentes é 0,5% menor para o ano.

O jornalista Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, percebeu agora o que muitos percebemos logo no começo, esse governo é ruim e o governante fraco.

Tanto que a torcida dos liberticidas -escuto isso a toda hora- é que o Mourão e seus colegas generais deem um pé nos fundilhos de Bolsonaro e seus filhos, o que os petralhas maldosamente chamam de “familicia”.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 18/03/2019 às 14h35 | waldemar@camboriu.com.br

Não gostaram que eu escrevi, mas é verdade.

Integrantes de um grupo que pede a despoluição do Canal do Marambaia não gostaram de reportagem do Página 3 afirmando que ali, além de interesses ambientais legítimos, se misturam outros que são econômicos ou simples politicagem.

Se não gostaram comam menos -como dizíamos no tempo em que cantávamos o hino na escola-, mas é a pura verdade.

Vejamos:

É verdade que gente que joga esgoto no Canal (e tenho foto para provar) desfilou com cartaz contra a poluição;

É verdade que insistiram na solução proposta por um consultor para implantar uma estação de esgoto na Barra Norte;

É verdade que o primeiro orçamento dessa estação era de R$ 25 a R$ 28 milhões e depois caiu para menos da metade;

É verdade que o custo anual de manutenção dessa estação na primeira estimativa era R$ 1 milhão e na segunda aumentou para R$ 3 milhões.

É verdade que tenho o direito de afirmar que é suspeita uma solução ‘técnica” cujo custo de aquisição cai mais de 50% e o de manutenção triplica em poucos meses.

É verdade que existe interesse políticos envolvidos, inclusive por parte de gente que governou a cidade e nunca deu um jeito naquele canal que está poluído há mais de 40 anos;

É verdade que um dos novos líderes dos protestos é o mesmo que deseja construir um porto na Barra Sul, com enorme potencial de vizinhança negativo;

É verdade que tem gente que não gosta de ler verdades. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 27/02/2019 às 14h59 | waldemar@camboriu.com.br

Foi cantar o Hino que nos deixou tão salafrários?

Nada contra nem a favor de cantar o Hino Nacional onde queiram, embora tenha absoluta certeza que metade não sabe o que é lábaro e a outra o que significa impávido.

Ir ao colégio para cantar hino é estupidez de movimento político, seja ele de direita ou esquerda porque escola é local de estudo.

Aliás, os mesmos que querem proibir professores de discutir política em classe defendem que os alunos batam continência a um movimento político chinfrim, o bolsonarismo.

Aos 11 anos de idade eu estava num colégio na periferia onde perfilávamos, cantávamos hino e hasteávamos a bandeira nacional.

No intervalo das aulas bebíamos leite fornecido pela USAID (US Agency for International Development) que tinha um acordo -daquele tipo que minhas nove leitoras imaginam- com a ditadura militar.

Sete anos depois, das dezenas de alunos que estudaram, cantaram hino e hastearam bandeira comigo apenas um foi aprovado num vestibular de universidade federal.

Agora, mais de 50 anos depois -e vários sob ditadura-, vejo que essas práticas que nacionalistas consideram forjadoras de bom caráter resultaram em nada.

Geramos, além de uma população que mal sabe ler e escrever, uma notável quantidade de vagabundos, ladrões de dinheiro público etc.

Se cantar hino e jurar bandeira gerasse bons cidadãos e boas sociedades, Hitler não teria se criado.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 26/02/2019 às 09h14 | waldemar@camboriu.com.br

Sugiro um nerd ou geek para secretário do turismo

Quase todos os dias, há meses, circulam na cidade boatos que o secretário de turismo de Balneário Camboriú, Miro Teixeira, será defenestrado e que em seu lugar entrará fulano ou beltrano.

Miro continua impávido (colosso?) no cargo, mas se o prefeito quiser mesmo trocá-lo tenho uma sugestão, nomeie um nerd ou um geek.

Porque o mundo mudou e não avisaram ali na prefeitura que continua gastando dinheiro em viagens de divulgação numa época em que as pessoas escolhem seus destinos de férias pelo celular.

A Secretaria de Turismo continua no mesmo nhem nhem nhem de enviar gente e folhetos pelo Brasil, quando poderia trabalhar os mercados que nos interessam através de anúncios no Google, no Facebook e nos melhores portais de notícias de cada cidade.

Peguemos, por exemplo, Ribeirão Preto (SP) que custa ida e volta de avião, mais diária, hotel etc. uns R$ 5 mil. Se eu aplicar esse cincão no Facebook, direcionado para aquela região, com a frase “Visite Balneário Camboriú” e um link para o portal da nossa cidade, atingirei até 320 mil pessoas.

Portanto é fácil de verificar que um nerd ou um geek, sozinho numa salinha da prefeitura, pode divulgar melhor a cidade do que uma equipe viajando de um lado a outro do país.

O dia a dia do turismo, o grosso do dinheiro, os pacotes e grupos são tratados diretamente pelos hoteleiros com as plataformas de venda online, agências ou na feira de Buenos Aires, em verdade a única que nos interessa.

Deveria ser crime de lesa-caixa um secretário do turismo viajar para fora do continente às nossas custas. Algum europeu virá aqui porque fomos lá divulgar? Claro que não. 

Do jeito que atua a Secretaria de Turismo é supérflua, não acrescenta nada.

Poderia ter importância se planejasse as atrações e políticas para o setor, mas tudo que consegue é vender o espaço da praia central e da Praça Tamandaré por 23 mil em plena temporada (nesse caso escandaloso, se eu fosse o prefeito os boatos de demissão se tornariam reais).

É preciso, como está na moda dizer, pensar fora da caixa.

Nomeie um garotão conectado prefeito, com a velharada não deu certo.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 19/02/2019 às 14h06 | waldemar@camboriu.com.br

A imprensa não morreu, neo-idiotas

Durante um curto período antes e após as eleições os cabeças de bagre que constituem expressiva parcela da população, decretaram que a imprensa brasileira tinha acabado.

É gente que na maioria nunca leu um livro ou jornal e entendeu o que estava lendo, mas ao longo de 2018 encontrou clima propício a raciocinar merda e se considerar doutor.

Sentenciaram os asininos (poupo sua ida ao Google, significa jumento, jegue ou asno) que haveria uma nova imprensa, uma forma inovadora e só deles de distribuir informação, através de redes sociais, nas quais quem ousasse divergir era comunista, petralha, corno, ladrão etc.

No seu relatório mundial para 2019, a Human Rights Watch ressaltou que os autocratas atuais (esses que eu chamo de neo-idiotas) “buscam enfraquecer a democracia demonizando minorias vulneráveis e as usando de bode expiatório, a fim de ganhar apoio popular... enfraquecem os mecanismos de freios e contrapesos contra os poderes do governo, incluindo o judiciário independente, a liberdade de imprensa, e a sociedade civil vigorosa…”.

Aí vem o choque de realidade: o PSL de verdade, o partido político do homem que iria mudar o Brasil, emerge pelo trabalho qualificado de jornalistas profissionais, e não de neo-idiotas do facebook, como um grupo que usa laranjas para chegar ao poder.

Nada diferente do que todos os outros fizeram, mas o problema é que o PSL do Bolsonaro prometeu não fazer e o povo acreditou.

Foi um mecanismo de contra-freio à neo-idiotice, a liberdade de imprensa, que mostrou em seis semanas que o filho do presidente que mudaria o Brasil é um sujeito boquirroto, enrolado com dinheiro que não consegue explicar, homenageando milicianos bandidos e coisas do tipo.

E aí enquanto a ilusão sobre o PSL e a família Bolsonaro se desmancha por força da realidade (o nome disso vocês ainda não sabem, mas é desilusão), morre o Boechat e o Brasil presta rasgadas homenagens a um legítimo representante daquela imprensa que iria acabar.

Nunca vi taxista fazendo carreata para defunto que não fosse da classe, pois para Boechat fizeram porque depois de velho ele foi se comunicar pelo rádio, a mídia que fala direto aos motoristas de táxi.

A imprensa feita pelo Boechat era dedo na cara de político ladrão e questionamento social permanente a todos, ladrões ou não.

Malafaia, um dos ídolos dos neo-idiotas, Boechat mandou “chupar uma rola”. Ao vivo, eu estava escutando a Band News como fazia todos os dias.

Para desgosto de quem acha que o Brasil não deveria ser uma democracia, a imprensa não acabou e não acabará, continuará perguntando o motivo do ministro receber 60 mil para fazer uma mudança de residência que custa 7 mil.

Comecem a ler neo-idiotas, se não gostam dos jornais leiam os clássicos, aprender um pouco sobre economia, filosofia e história pode ajudá-los a votar melhor.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/02/2019 às 15h55 | waldemar@camboriu.com.br

Corto a árvore ou alargo a calçada?

Fui intimado hoje a colocar piso podotátil na minha calçada, pela qual nunca vi passar um deficiente visual.

E se um tentasse passar, certamente seria vítima das dezenas de armadilhas para quem não enxerga que estão espalhadas pela cidade.

É lei, considero lei burra, mas vou cumprir. O fiscal pode passar aqui que antes de vencer o prazo de 30 dias colarei sobre o petit-pavet o piso podotátil.

Ah, minhas nove leitoras acharam que era necessário trocar toda a calçada? Não, basta atender as normas e a de petit-pavet atende, exceto pela ausência do podotátil, lei que veio depois, idealizada pelo à época vereador Edson Piriquito.

Piriquito quando vereador fez a lei e quando prefeito nunca a fiscalizou, de forma que a cidade tem o sistema podotátil mais estúpido do planeta.

Porém meu problema não é o Piriquito e sim que para colocar o podotáti preciso cortar uma árvore que está aqui há 16 anos.

Foi plantada por uma amiga já falecida, a minha sogra

Esse trecho da minha rua só tem essa árvore na calçada, mais na esquina um vizinho tem alguns coqueiros.

Tempos atrás a prefeitura alargou calçadas em alguns pontos, para evitar o corte de árvores e ao mesmo tempo possibilitar a passagem de pedestres.

Parece ser a solução e se me autorizarem eu alargo um pouco a calçada, a quem devo pedir a licença?

Ou, se não for permitido, a quem peço autorização para cortar a árvore?

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/02/2019 às 16h44 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Não vão xingar Olavo de Carvalho?

O jornalista Olavo Luiz Pimentel de Carvalho, guru do bolsonarismo, disse sábado num jantar em Washington que se não mudar, em seis meses o governo Bolsonaro se acaba.

O estimado guru disse coisas sobre Bolsonaro que se outro jornalista dissesse seria taxado de petralha, comunista etc..., essa enxurrada de desaforos desconexos que bolsonaristas ensandecidos costumam disparar contra quem ousa criticar o presidente.

Como outros jornalistas fizeram antes, Olavo de Carvalho -que também se diz filósofo autodidata-, falou a verdade e a verdade sobre Bolsonaro não é boa.

O jornalista disse que "mesmo se o Bolsonaro fosse dono de um bordel ele seria menos perigoso que o Fernando Haddad, por isso o povo votou nele, não por causa de suas ideias políticas, que até hoje não sei quais são. Ele fala de um assunto ou outro, mas nunca vi uma concepção geral, uma ideologia", disse.

Essa é a questão, quase ninguém sabia quem era Bolsonaro, um ilustre desconhecido, um nada político após quase 30 anos no Congresso Nacional.

A maioria dos meus amigos votou no Bolsonaro, eu não votei porque jamais votaria em alguém com ideias e um currículo muquirana como o dele.

O Brasil precisava do conhecimento e raciocínio de um físico, mas elegeu um professor de educação física com ideias toscas.

Dia desses um amigo me disse no cafezinho que com Bolsonaro a economia já reagiu. Na verdade regrediu, a atividade econômica encolheu 0,41% em janeiro e a expectativa dos agentes é 0,5% menor para o ano.

O jornalista Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, percebeu agora o que muitos percebemos logo no começo, esse governo é ruim e o governante fraco.

Tanto que a torcida dos liberticidas -escuto isso a toda hora- é que o Mourão e seus colegas generais deem um pé nos fundilhos de Bolsonaro e seus filhos, o que os petralhas maldosamente chamam de “familicia”.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 18/03/2019 às 14h35 | waldemar@camboriu.com.br

Não gostaram que eu escrevi, mas é verdade.

Integrantes de um grupo que pede a despoluição do Canal do Marambaia não gostaram de reportagem do Página 3 afirmando que ali, além de interesses ambientais legítimos, se misturam outros que são econômicos ou simples politicagem.

Se não gostaram comam menos -como dizíamos no tempo em que cantávamos o hino na escola-, mas é a pura verdade.

Vejamos:

É verdade que gente que joga esgoto no Canal (e tenho foto para provar) desfilou com cartaz contra a poluição;

É verdade que insistiram na solução proposta por um consultor para implantar uma estação de esgoto na Barra Norte;

É verdade que o primeiro orçamento dessa estação era de R$ 25 a R$ 28 milhões e depois caiu para menos da metade;

É verdade que o custo anual de manutenção dessa estação na primeira estimativa era R$ 1 milhão e na segunda aumentou para R$ 3 milhões.

É verdade que tenho o direito de afirmar que é suspeita uma solução ‘técnica” cujo custo de aquisição cai mais de 50% e o de manutenção triplica em poucos meses.

É verdade que existe interesse políticos envolvidos, inclusive por parte de gente que governou a cidade e nunca deu um jeito naquele canal que está poluído há mais de 40 anos;

É verdade que um dos novos líderes dos protestos é o mesmo que deseja construir um porto na Barra Sul, com enorme potencial de vizinhança negativo;

É verdade que tem gente que não gosta de ler verdades. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 27/02/2019 às 14h59 | waldemar@camboriu.com.br

Foi cantar o Hino que nos deixou tão salafrários?

Nada contra nem a favor de cantar o Hino Nacional onde queiram, embora tenha absoluta certeza que metade não sabe o que é lábaro e a outra o que significa impávido.

Ir ao colégio para cantar hino é estupidez de movimento político, seja ele de direita ou esquerda porque escola é local de estudo.

Aliás, os mesmos que querem proibir professores de discutir política em classe defendem que os alunos batam continência a um movimento político chinfrim, o bolsonarismo.

Aos 11 anos de idade eu estava num colégio na periferia onde perfilávamos, cantávamos hino e hasteávamos a bandeira nacional.

No intervalo das aulas bebíamos leite fornecido pela USAID (US Agency for International Development) que tinha um acordo -daquele tipo que minhas nove leitoras imaginam- com a ditadura militar.

Sete anos depois, das dezenas de alunos que estudaram, cantaram hino e hastearam bandeira comigo apenas um foi aprovado num vestibular de universidade federal.

Agora, mais de 50 anos depois -e vários sob ditadura-, vejo que essas práticas que nacionalistas consideram forjadoras de bom caráter resultaram em nada.

Geramos, além de uma população que mal sabe ler e escrever, uma notável quantidade de vagabundos, ladrões de dinheiro público etc.

Se cantar hino e jurar bandeira gerasse bons cidadãos e boas sociedades, Hitler não teria se criado.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 26/02/2019 às 09h14 | waldemar@camboriu.com.br

Sugiro um nerd ou geek para secretário do turismo

Quase todos os dias, há meses, circulam na cidade boatos que o secretário de turismo de Balneário Camboriú, Miro Teixeira, será defenestrado e que em seu lugar entrará fulano ou beltrano.

Miro continua impávido (colosso?) no cargo, mas se o prefeito quiser mesmo trocá-lo tenho uma sugestão, nomeie um nerd ou um geek.

Porque o mundo mudou e não avisaram ali na prefeitura que continua gastando dinheiro em viagens de divulgação numa época em que as pessoas escolhem seus destinos de férias pelo celular.

A Secretaria de Turismo continua no mesmo nhem nhem nhem de enviar gente e folhetos pelo Brasil, quando poderia trabalhar os mercados que nos interessam através de anúncios no Google, no Facebook e nos melhores portais de notícias de cada cidade.

Peguemos, por exemplo, Ribeirão Preto (SP) que custa ida e volta de avião, mais diária, hotel etc. uns R$ 5 mil. Se eu aplicar esse cincão no Facebook, direcionado para aquela região, com a frase “Visite Balneário Camboriú” e um link para o portal da nossa cidade, atingirei até 320 mil pessoas.

Portanto é fácil de verificar que um nerd ou um geek, sozinho numa salinha da prefeitura, pode divulgar melhor a cidade do que uma equipe viajando de um lado a outro do país.

O dia a dia do turismo, o grosso do dinheiro, os pacotes e grupos são tratados diretamente pelos hoteleiros com as plataformas de venda online, agências ou na feira de Buenos Aires, em verdade a única que nos interessa.

Deveria ser crime de lesa-caixa um secretário do turismo viajar para fora do continente às nossas custas. Algum europeu virá aqui porque fomos lá divulgar? Claro que não. 

Do jeito que atua a Secretaria de Turismo é supérflua, não acrescenta nada.

Poderia ter importância se planejasse as atrações e políticas para o setor, mas tudo que consegue é vender o espaço da praia central e da Praça Tamandaré por 23 mil em plena temporada (nesse caso escandaloso, se eu fosse o prefeito os boatos de demissão se tornariam reais).

É preciso, como está na moda dizer, pensar fora da caixa.

Nomeie um garotão conectado prefeito, com a velharada não deu certo.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 19/02/2019 às 14h06 | waldemar@camboriu.com.br

A imprensa não morreu, neo-idiotas

Durante um curto período antes e após as eleições os cabeças de bagre que constituem expressiva parcela da população, decretaram que a imprensa brasileira tinha acabado.

É gente que na maioria nunca leu um livro ou jornal e entendeu o que estava lendo, mas ao longo de 2018 encontrou clima propício a raciocinar merda e se considerar doutor.

Sentenciaram os asininos (poupo sua ida ao Google, significa jumento, jegue ou asno) que haveria uma nova imprensa, uma forma inovadora e só deles de distribuir informação, através de redes sociais, nas quais quem ousasse divergir era comunista, petralha, corno, ladrão etc.

No seu relatório mundial para 2019, a Human Rights Watch ressaltou que os autocratas atuais (esses que eu chamo de neo-idiotas) “buscam enfraquecer a democracia demonizando minorias vulneráveis e as usando de bode expiatório, a fim de ganhar apoio popular... enfraquecem os mecanismos de freios e contrapesos contra os poderes do governo, incluindo o judiciário independente, a liberdade de imprensa, e a sociedade civil vigorosa…”.

Aí vem o choque de realidade: o PSL de verdade, o partido político do homem que iria mudar o Brasil, emerge pelo trabalho qualificado de jornalistas profissionais, e não de neo-idiotas do facebook, como um grupo que usa laranjas para chegar ao poder.

Nada diferente do que todos os outros fizeram, mas o problema é que o PSL do Bolsonaro prometeu não fazer e o povo acreditou.

Foi um mecanismo de contra-freio à neo-idiotice, a liberdade de imprensa, que mostrou em seis semanas que o filho do presidente que mudaria o Brasil é um sujeito boquirroto, enrolado com dinheiro que não consegue explicar, homenageando milicianos bandidos e coisas do tipo.

E aí enquanto a ilusão sobre o PSL e a família Bolsonaro se desmancha por força da realidade (o nome disso vocês ainda não sabem, mas é desilusão), morre o Boechat e o Brasil presta rasgadas homenagens a um legítimo representante daquela imprensa que iria acabar.

Nunca vi taxista fazendo carreata para defunto que não fosse da classe, pois para Boechat fizeram porque depois de velho ele foi se comunicar pelo rádio, a mídia que fala direto aos motoristas de táxi.

A imprensa feita pelo Boechat era dedo na cara de político ladrão e questionamento social permanente a todos, ladrões ou não.

Malafaia, um dos ídolos dos neo-idiotas, Boechat mandou “chupar uma rola”. Ao vivo, eu estava escutando a Band News como fazia todos os dias.

Para desgosto de quem acha que o Brasil não deveria ser uma democracia, a imprensa não acabou e não acabará, continuará perguntando o motivo do ministro receber 60 mil para fazer uma mudança de residência que custa 7 mil.

Comecem a ler neo-idiotas, se não gostam dos jornais leiam os clássicos, aprender um pouco sobre economia, filosofia e história pode ajudá-los a votar melhor.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/02/2019 às 15h55 | waldemar@camboriu.com.br

Corto a árvore ou alargo a calçada?

Fui intimado hoje a colocar piso podotátil na minha calçada, pela qual nunca vi passar um deficiente visual.

E se um tentasse passar, certamente seria vítima das dezenas de armadilhas para quem não enxerga que estão espalhadas pela cidade.

É lei, considero lei burra, mas vou cumprir. O fiscal pode passar aqui que antes de vencer o prazo de 30 dias colarei sobre o petit-pavet o piso podotátil.

Ah, minhas nove leitoras acharam que era necessário trocar toda a calçada? Não, basta atender as normas e a de petit-pavet atende, exceto pela ausência do podotátil, lei que veio depois, idealizada pelo à época vereador Edson Piriquito.

Piriquito quando vereador fez a lei e quando prefeito nunca a fiscalizou, de forma que a cidade tem o sistema podotátil mais estúpido do planeta.

Porém meu problema não é o Piriquito e sim que para colocar o podotáti preciso cortar uma árvore que está aqui há 16 anos.

Foi plantada por uma amiga já falecida, a minha sogra

Esse trecho da minha rua só tem essa árvore na calçada, mais na esquina um vizinho tem alguns coqueiros.

Tempos atrás a prefeitura alargou calçadas em alguns pontos, para evitar o corte de árvores e ao mesmo tempo possibilitar a passagem de pedestres.

Parece ser a solução e se me autorizarem eu alargo um pouco a calçada, a quem devo pedir a licença?

Ou, se não for permitido, a quem peço autorização para cortar a árvore?

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/02/2019 às 16h44 | waldemar@camboriu.com.br



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