Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Recorde de turistas em Balneário?

Dias atrás a prefeitura divulgou que setembro passado foi o melhor na quantidade de turistas dos últimos seis anos.

Que significado tem isso?

Nenhum porque a base de cálculo -lixo coletado- nunca foi e continua não sendo confiável.

A secretaria municipal de turismo assume como verdade que cada pessoa gera 750 gramas de lixo por dia e acredita que se houver mais lixo produzido vieram mais turistas.

Com isso, em setembro de 2014 teriam vindo a Balneário 230.557 turistas contra 268.660 neste ano.

Em sã consciência não dá para confiar porque bastaria que cada morador gerasse 0,008 quilos de lixo a mais por dia para a tese comemorada pela secretaria de turismo estar furada.

Se chovesse, o lixo pesaria mais... se a renda da população aumentasse, haveria mais lixo... as variáveis são tantas que por prudência a fórmula não deveria ser adotada.

Turismo precisa ser administrado com números e não com estimativas precárias.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/10/2017 às 11h47 | waldemar@camboriu.com.br

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O pior está por vir

No final deste ano a prefeitura de Balneário irá reajustar o IPTU, e se usar a correção pelo IGPM, como ocorreu na virada de 2016 para 2017, esta variação será inferior a 2%.

Tenho escrito repetidas vezes que o sistema de remuneração do funcionalismo municipal é insustentável porque só de triênio (10% de aumento a cada três anos) os salários aumentam em média 3,33% ao ano.

Em economia com inflação baixa isso abre um buraco na conta pública.

Se o município corrige sua arrecadação em menos de 2% e aumenta sua despesa salarial em no mínimo 3,33%, como essa conta pode fechar?

Triênio não deveria existir, mas existe, é um direito adquirido que prefeito algum teve coragem de eliminar para os novos que ingressarem no serviço público daqui em diante.

A prefeitura não conseguiu colocar em prática uma nova Planta de Valores que poderia aumentar a receita do IPTU então, sinceramente, acho que haverá problemas financeiros no ano que vem.

Se os números do portal da transparência do município estão corretos, faltando três meses para o final do ano a prefeitura arrecadou 74% da receita estimada, portanto mantida a média chegará a 95%, se chegar.

Parece pouco, mas é uma diferença de R$ 30 milhões faltando em caixa.

Em 2016 o cenário foi bem diferente, a cidade arrecadou 13% a mais do que o esperado e em 2015 foram 9,5%.

Não quero bancar o agourento, mas se eu fosse prefeito a essa hora já estaria pensando num jeito de cortar radicalmente as despesas, apesar de todo o impacto político negativo que isso causa.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/09/2017 às 11h28 | waldemar@camboriu.com.br

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65.0, marca alcançada

Ontem subi na balança e constatei que estou pesando 65 quilos, o peso que tive a maior parte da vida.

Foram 16 semanas de reeducação alimentar para perder 18 quilos, sem deixar de comer, mas comendo alimentos que estavam liberados pela nutricionista, a Carol.

Deixei de comer doces, produtos feitos com farinha de trigo e beber fermentados, inclusive cerveja.

Por outro lado me fartei de carnes, saladas, alguns tipos de queijos e um pão que eu e a Lisi desenvolvemos aqui em casa com ingredientes permitidos.

Desde a semana passada voltei a comer de tudo, mas com outra cabeça e por isso não ganhei peso.

Alguns hábitos vou incorporar para o resto da vida:

- Substituir rotineiramente o arroz por quinoa, deixando o arroz para ocasiões especiais;

- Limitar o consumo de doces e banir o açúcar;

- Continuar comendo o pão caseiro cuja receita passo aos leitores mais abaixo.

- Comer de três em três horas.

Hoje de manhã passei lá na clínica Magrass para agradecer às meninas, elas são profissionais engajadas, ajudam na transição que às vezes pesa porque vem a vontade de comer goiabada com queijo.

Ai, goiabada com queijo... talvez uma vez por semana.

Receita do pão da Lisi

3 colheres de sopa de farelo de trigo; 1 colher de sopa de farelo de aveia; 1 colher de sopa de PIS proteína isolada de soja; 1 colher de linhaça dourada; sal; azeite; 1 ovo; 3 colheres de sopa de iogurte natural. Mexer tudo e por fim acrescentar 2 colherinhas de fermento Royal. Colocar em e assar durante 4 minutos no micro-ondas.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 19/09/2017 às 12h24 | waldemar@camboriu.com.br

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Insensatez na educação municipal

Ontem e hoje as escolas e creches municipais de Balneário Camboriú não estão funcionando, há atividades internas, mas não atendimento aos alunos.

Não sei quem tem essas ideias, mas se eu fosse o prefeito a demissão seria sumária e explico os motivos:

São cerca de 15.000 alunos que em grande parte dependem das escolas e creches para que os pais possam trabalhar ao menos um período.

Esses pais não trabalham por esporte ou lazer e sim porque necessitam.

Quando não há aula nos dias em que deveria haver a rotina das famílias vira de pernas para o ar, os pais ficam seriamente prejudicados e muitos alunos na dependência da ajuda dos vizinhos, irmãos ou idosos da família.

É a mesma situação criada quando prefeitos seguem o péssimo hábito no serviço público de conceder ponto facultativo a seus funcionários. Nós que pagamos os salários aos servidores precisamos trabalhar, não gozamos feriados enjambrados, mas eles sim.

Os professores precisam de reciclagem? Então contratem 10 professores substitutos porque ao final de 200 dias letivos eles poderão substituir 16.000 horas de professores que serão treinados em grupos de 10 de cada vez.

Se minhas contas não estão erradas, isso proporcionaria 16 horas de reciclagem para cada professor da rede, além daqueles períodos que antecedem a retomada das aulas após as férias.

Sempre que um planejador do serviço público pretende tomar alguma decisão, precisa levar em conta os efeitos sobre sua clientela, no caso os pais e os alunos.

Dessa vez não fizeram isso, faltou sensibilidade e sensatez.

Agora teremos o feriado de 7 de setembro onde por hábito alunos são obrigados a desfilar em homenagem à Pátria. Desconfio que no dia 8 não haverá aulas.

De novo. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/08/2017 às 13h00 | waldemar@camboriu.com.br

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83 - 67.4 = 15,6

 

Ontem comentei com o Geninho Góes, marqueteiro da rede de clínicas onde estou fazendo minha reeducação alimentar, que eles devem buscar desmistificar a ideia que precisa passar fome para emagrecer.

Desde que comecei a reeducação, em 17 de maio, quando pesava 83 quilos, fui perdendo peso a cada semana e sempre escutando “coitado do Marzinho, não pode comer nada”.

Realmente algumas perdas ocorreram, parei de comer a goiabada com queijo que comia todos os dias após me entupir com arroz e feijão.

Também deixei de comer lasanhas, pizzas, batatas, pães de trigo e outros açúcares e carboidratos que sempre fizeram parte da minha dieta em grande quantidade.

O pratão estilo estivador passou a ser dividido ao meio, traço metade e dentro de três horas como de novo, com outros ingredientes para que meu organismo não se acostume.

Meu cardápio é basicamente carnes (boi, porco, peixe e galinha); legumes; alguns fiambres, pão caseiro com farinhas especiais; alguns queijos; iogurte natural; morango; maçã verde; kiwi... o arroz eu substituí por quinoa que tem a mesma forma de preparo e textura e o feijão deu lugar à lentilha.

Nesses três meses e meio nunca passei fome, nunca senti indisposição, me senti fraco ou me arrependi, pelo contrário.

Agora está terminando, perdi 15,6 quilos e minha meta é perder mais 3 ou 4. Voltarei a comer de vez em quando feijão e pratos à base de trigo.

Açúcar não quero mais, existem doces sem açúcar; arroz deixarei quase totalmente de lado porque quinoa, apesar de mais cara, pesa menos no estômago e nutre melhor.

Essa reeducação que não me exigiu esforço tem um objetivo, melhorar meus níveis de colesterol, triglicerídeos e açúcar no sangue.

Dentro de poucos dias irei à Unimed para fazer os exames de rotina, estou confiante que esses indicadores sanguíneos melhoraram, depois conto a vocês.

Em tempo: Geninho, o marqueteiro, disse que pendurará nas paredes fotos de pratos de gastronomia qualificada que podem ser feitos usando os ingredientes que lá na clínica chamam de “verdes”, aqueles que melhoram a vida da gente.

A foto acima mostra um desses pratos e abaixo passo a receita para quem quiser experimentar. Reparem que é quase um prato da culinária oriental, sem a farinha que usam para dar liga.

Iscas de carne à italiana

Ingredientes
400 gr de coxão mole ou alcatra sem gordura, cortado em iscas
1 colher (café) de sal
2 dentes de alho amassadinhos
1 colher (chá) de azeite de oliva
1 cebola grande
2 colheres (sopa) de alcaparras
2 colheres (sopa) de azeitonas pretas fatiadas
10 vagens cortadas em tiras
2 tomates sem pele e sem semente
Pimenta do reino e manjericão a gosto


Modo de fazer
Tempere a carne com sal, alho e pimenta.
Aqueça o azeite em uma panela antiaderente e doure a carne.
Adicione a cebola e vá mexendo até amaciar. Depois faça o mesmo com a vagem. Junte a alcaparra e a azeitona e coloque um pouco de água quente.
Deixe cozinhar até que a carne esteja macia. Junte os tomates, cozinhe por mais 3 minutos, misture o manjericão enfeite com pimentas vermelhas e sirva.

Dicas
Experimente variações desse prato com cortes de carne suína (pernil) ou frango (peito).
Sirva com os pãezinhos torrados das receitas da Magrass.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 24/08/2017 às 13h27 | waldemar@camboriu.com.br

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69.9 é um número bacana

Em maio comentei com meu amigo Geninho Góes que eu precisava perder peso porque estava com a saúde comprometida.

Todos sabemos que obesidade mata e o sobrepeso -uma etapa que ainda não caracteriza obesidade- também mata, porém mais lentamente.

O Geninho então me contou que havia feito uma reeducação alimentar, mudou seus hábitos de alimentação e perdeu a meia dúzia de quilos que precisava perder.

E me encaminhou para a clínica onde fizera o tratamento.

Fui lá, acertei o projeto e antes mesmo de começar na clínica adotei por minha conta a dieta recomendada: sem queijo com goiabada, sem açúcar, sem carboidratos... proteínas à vontade, comer várias vezes ao dia, mais ou menos de três em três horas.

No paralelo, duas sessões por semana em aparelhos da clínica que destroem gordura e acabaram com minha incômoda e antiestética pança.

Isso começou no dia 17 de maio, quando minha balança caseira registrou que eu estava com 83 quilos. Os profissionais da clínica constaram que eu precisava perder 18.

Dia a dia fui obedecendo as instruções do médico e da Carol, a nutricionista e hoje, ao me pesar de manhã minha balancinha marcou 69,6. Foram 13 quilos que deixei pelo caminho ao longo de 10 semanas.

Ainda faltam cinco quilos para voltar ao peso certo, aquele que eu tinha desde a adolescência, mas só estou na metade do tratamento, ainda tenho mais nove semanas de clínica e como a alimentação no novo padrão se tornou rotineira e agradável, tenho certeza que chegarei ao peso correto sem problemas.

Me sinto melhor, sempre disposto e recomendo que se você, uma das minhas nove leitoras, tem dificuldades nesse departamento que procure orientação especializada.

 

Data

Peso

17/05/2017

83,0

18/05/2017

82,3

19/05/2017

81,2

20/05/2017

80,7

21/05/2017

80,2

22/05/2017

79.8

23/05/2017

-

24/05/2017

79.3

25/05/2017

-

26/05/2017

79,00

27/05/2017

78,2

03/06/2017

77,1

04/06/2017

76,7

05/06/2017

76,9

07/06/2017

77,0

11/06/2017

76,3

13/06/2017

 

14/06/2017

76,6

15/06/2017

76,9

04/07/2017

74,0

06/07/2017

73,4

12/07/2017

73,2

17/07/2017

72,5

18/07/2017

72,2

22/02/2017

71,2

31/07/2017

70,4

03/08/2017

69,9

 

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 03/08/2017 às 07h51 | waldemar@camboriu.com.br

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Waldemar Cezar Neto

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.
















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