Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Bistek e a guerra dos supermercados: nós lucramos.

A inauguração do Bistek aqui onde era o Xande causou um rebuliço no comércio da região porque a nova loja entrou trucidando preços.

Com um setor de hortifrúti a preços de banana, bateu de frente com o mercado estabelecido do outro lado da rua, o Angeloni, famoso por cobrar os olhos da cara até num pé de alface.

Também desestabilizou seu vizinho de calçada, o Sacolão já que pratica preços mais baixos em artigos mais bem expostos e de melhor qualidade.

As instalações do Bistek, por serem novas, estão impecáveis. A padaria, o açougue e os setores em geral impressionam os compradores.

O pessoal, apesar das dificuldades de quem ainda não adquiriu prática, é atencioso e está na boa, distribuindo gentilezas ao público.

Por ser uma nova novidade é falada nas rodas dos bares e só escutei elogios.

No geral os preços do Bistek parecem melhores do que os da concorrência próxima, minha dúvida é se essa política que beneficia os consumidores será mantida ao longo do tempo.

Tomara que continue dessa forma.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 25/10/2017 às 11h54 | waldemar@camboriu.com.br

Esperando a tabela da nova Cosip

Estou desde quarta-feira esperando que Anderson dos Santos, assessor do prefeito Fabrício Oliveira, me envie como prometeu a tabela de novos preços propostos para a iluminação pública (Cosip).

A tabela existe, está em sua terceira versão, foi discutida com algumas pessoas, mas por motivos que não entendo continua escondida da população e da imprensa.

Mesmo na Câmara de Vereadores, onde tramita o projeto de modificação da Cosip, a primeira tabela não está visível ao cidadão, o portal da transparência ficou opaco.

A primeira tabela proposta assaltaria o bolso do contribuinte, as outras não tive acesso.

De formas que continuo esperando, embora confesse que meu sentimento é de cada vez esperar menos do atual governo da cidade.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/10/2017 às 08h02 | waldemar@camboriu.com.br

Recorde de turistas em Balneário?

Dias atrás a prefeitura divulgou que setembro passado foi o melhor na quantidade de turistas dos últimos seis anos.

Que significado tem isso?

Nenhum porque a base de cálculo -lixo coletado- nunca foi e continua não sendo confiável.

A secretaria municipal de turismo assume como verdade que cada pessoa gera 750 gramas de lixo por dia e acredita que se houver mais lixo produzido vieram mais turistas.

Com isso, em setembro de 2014 teriam vindo a Balneário 230.557 turistas contra 268.660 neste ano.

Em sã consciência não dá para confiar porque bastaria que cada morador gerasse 0,008 quilos de lixo a mais por dia para a tese comemorada pela secretaria de turismo estar furada.

Se chovesse, o lixo pesaria mais... se a renda da população aumentasse, haveria mais lixo... as variáveis são tantas que por prudência a fórmula não deveria ser adotada.

Turismo precisa ser administrado com números e não com estimativas precárias.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 11/10/2017 às 11h47 | waldemar@camboriu.com.br

O pior está por vir

No final deste ano a prefeitura de Balneário irá reajustar o IPTU, e se usar a correção pelo IGPM, como ocorreu na virada de 2016 para 2017, esta variação será inferior a 2%.

Tenho escrito repetidas vezes que o sistema de remuneração do funcionalismo municipal é insustentável porque só de triênio (10% de aumento a cada três anos) os salários aumentam em média 3,33% ao ano.

Em economia com inflação baixa isso abre um buraco na conta pública.

Se o município corrige sua arrecadação em menos de 2% e aumenta sua despesa salarial em no mínimo 3,33%, como essa conta pode fechar?

Triênio não deveria existir, mas existe, é um direito adquirido que prefeito algum teve coragem de eliminar para os novos que ingressarem no serviço público daqui em diante.

A prefeitura não conseguiu colocar em prática uma nova Planta de Valores que poderia aumentar a receita do IPTU então, sinceramente, acho que haverá problemas financeiros no ano que vem.

Se os números do portal da transparência do município estão corretos, faltando três meses para o final do ano a prefeitura arrecadou 74% da receita estimada, portanto mantida a média chegará a 95%, se chegar.

Parece pouco, mas é uma diferença de R$ 30 milhões faltando em caixa.

Em 2016 o cenário foi bem diferente, a cidade arrecadou 13% a mais do que o esperado e em 2015 foram 9,5%.

Não quero bancar o agourento, mas se eu fosse prefeito a essa hora já estaria pensando num jeito de cortar radicalmente as despesas, apesar de todo o impacto político negativo que isso causa.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/09/2017 às 11h28 | waldemar@camboriu.com.br

65.0, marca alcançada

Ontem subi na balança e constatei que estou pesando 65 quilos, o peso que tive a maior parte da vida.

Foram 16 semanas de reeducação alimentar para perder 18 quilos, sem deixar de comer, mas comendo alimentos que estavam liberados pela nutricionista, a Carol.

Deixei de comer doces, produtos feitos com farinha de trigo e beber fermentados, inclusive cerveja.

Por outro lado me fartei de carnes, saladas, alguns tipos de queijos e um pão que eu e a Lisi desenvolvemos aqui em casa com ingredientes permitidos.

Desde a semana passada voltei a comer de tudo, mas com outra cabeça e por isso não ganhei peso.

Alguns hábitos vou incorporar para o resto da vida:

- Substituir rotineiramente o arroz por quinoa, deixando o arroz para ocasiões especiais;

- Limitar o consumo de doces e banir o açúcar;

- Continuar comendo o pão caseiro cuja receita passo aos leitores mais abaixo.

- Comer de três em três horas.

Hoje de manhã passei lá na clínica Magrass para agradecer às meninas, elas são profissionais engajadas, ajudam na transição que às vezes pesa porque vem a vontade de comer goiabada com queijo.

Ai, goiabada com queijo... talvez uma vez por semana.

Receita do pão da Lisi

3 colheres de sopa de farelo de trigo; 1 colher de sopa de farelo de aveia; 1 colher de sopa de PIS proteína isolada de soja; 1 colher de linhaça dourada; sal; azeite; 1 ovo; 3 colheres de sopa de iogurte natural. Mexer tudo e por fim acrescentar 2 colherinhas de fermento Royal. Colocar em e assar durante 4 minutos no micro-ondas.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 19/09/2017 às 12h24 | waldemar@camboriu.com.br

Insensatez na educação municipal

Ontem e hoje as escolas e creches municipais de Balneário Camboriú não estão funcionando, há atividades internas, mas não atendimento aos alunos.

Não sei quem tem essas ideias, mas se eu fosse o prefeito a demissão seria sumária e explico os motivos:

São cerca de 15.000 alunos que em grande parte dependem das escolas e creches para que os pais possam trabalhar ao menos um período.

Esses pais não trabalham por esporte ou lazer e sim porque necessitam.

Quando não há aula nos dias em que deveria haver a rotina das famílias vira de pernas para o ar, os pais ficam seriamente prejudicados e muitos alunos na dependência da ajuda dos vizinhos, irmãos ou idosos da família.

É a mesma situação criada quando prefeitos seguem o péssimo hábito no serviço público de conceder ponto facultativo a seus funcionários. Nós que pagamos os salários aos servidores precisamos trabalhar, não gozamos feriados enjambrados, mas eles sim.

Os professores precisam de reciclagem? Então contratem 10 professores substitutos porque ao final de 200 dias letivos eles poderão substituir 16.000 horas de professores que serão treinados em grupos de 10 de cada vez.

Se minhas contas não estão erradas, isso proporcionaria 16 horas de reciclagem para cada professor da rede, além daqueles períodos que antecedem a retomada das aulas após as férias.

Sempre que um planejador do serviço público pretende tomar alguma decisão, precisa levar em conta os efeitos sobre sua clientela, no caso os pais e os alunos.

Dessa vez não fizeram isso, faltou sensibilidade e sensatez.

Agora teremos o feriado de 7 de setembro onde por hábito alunos são obrigados a desfilar em homenagem à Pátria. Desconfio que no dia 8 não haverá aulas.

De novo. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/08/2017 às 13h00 | waldemar@camboriu.com.br



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Waldemar Cezar Neto

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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