Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Resposta a Cesar Augusto Arenhart

O engenheiro Cesar Augusto Arenhart escreveu e publicou no grupo de Facebook “Rio Marambaia Vivo” resposta a reportagem publicada pelo Página 3 adjetivando que as informações são “ irresponsáveis e maldosas”.

A reportagem não é uma coisa nem outra e sim a posição muito clara minha e do jornal Página 3 do qual sou editor contra a ideia de Arenhart e do grupo “Rio Marambaia Vivo” que a cidade invista vários milhões de reais para tratar um trecho daquele rio, sem atacar as causas da sua poluição.

Cesar Augusto Arenhart foi consultor da Emasa entre 2017 e 2018, período em que sua empresa recebeu da autarquia municipal de saneamento R$ 266.145,00.

É dessa época a ideia de instalar uma estação de tratamento de esgotos no trecho final do Canal do Marambaia, com custo entre R$ 25 e R$ 28 milhões.

Pode parecer maluquice imaginar que a Emasa investiria um terço de toda sua receita de 2017 numa estação para tratar um canal, mas durante um tempo a coisa andou sendo discutida como se séria fosse.

Quem conhece Balneário Camboriú sabe que o principal problema do Canal do Marambaia é a própria Emasa, seu sistema que traz esgoto desde a Barra Norte em direção ao tratamento no Nova Esperança não dá mais conta do recado.

Por isso foi planejado um novo emissário ao custo inicial de R$ 12 milhões, recalculado para R$ 7 milhões depois que um engenheiro da prefeitura teve a excelente ideia de trazer o tubo por dentro da galeria da Atlântica.

Em seu artigo no Facebook, Cesar Augusto Arenhart define a proposta como “gambiarra” o que é irônico partindo de um sujeito que em vez de atacar a causa da poluição do canal prefere tratar seu efeito a um custo milionário.

A ideia da estação de tratamento no Marambaia é uma estupidez porque ela só funcionaria quando não chovesse e na época que mais precisamos, no verão, às vezes chove todos os dias.

A balneabilidade da praia na área próxima ao pontal norte, mesmo com o Canal do Marambaia poluído, será resolvida de maneira forçada e não ideal com o molhe que está prestes a ser construído, exatamente como ocorreu na Barra Sul.

O mundo das consultorias e das obras feitas com dinheiro do povo tem coisas surpreendentes: agora apareceu uma nova proposta para a estação de tratamento do Canal ao custo de R$ 10,7 milhões, menos da metade do estimado um ano atrás.

Em seu artigo Cesar Augusto Arenhart diz que “lamentavelmente o jornalista é tolo ou se faz de tolo… e presta um desserviço à sociedade”,

Não passa de prepotência de quem acha que o dinheiro público deve ser gasto da forma que ele, Cesar Augusto Arenhart, quer e não da maneira como o corpo técnico de carreira da Emasa recomenda.

E os técnicos da Emasa dizem que primeiro deve ser feito o emissário novo; depois tapar as fugas de esgoto no emissário antigo, além das obras de reforço pontuais que sejam necessárias. Aí sim, se o problema persistir, pensar em outras alternativas.

Não sou tolo nem presto desserviço a Balneário Camboriú, defendo intransigentemente que os engenheiros de carreira do município sejam ouvidos, porque eles são um patrimônio intelectual da cidade.

Defendo também e igualmente de forma intransigente que o dinheiro público seja investido com cautela, seguindo um plano municipal de saneamento.

CONCLUINDO

O que custaria R$ 25 a  R$ 28 milhões de reais de investimento mais R$ 1 milhão de manutenção por ano...  

 

... caiu para R$ 10, 7 milhões de investimento enquanto a manutenção subiu para R$ 2 milhões no primeiro ano e R$ 3 milhões no segundo e possivelmente nos anos seguintes. É tolo quem não percebe ou presta desserviço à cidade quem propõe negócios desse tipo. 


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/10/2018 às 18h56 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Resposta a Cesar Augusto Arenhart

O engenheiro Cesar Augusto Arenhart escreveu e publicou no grupo de Facebook “Rio Marambaia Vivo” resposta a reportagem publicada pelo Página 3 adjetivando que as informações são “ irresponsáveis e maldosas”.

A reportagem não é uma coisa nem outra e sim a posição muito clara minha e do jornal Página 3 do qual sou editor contra a ideia de Arenhart e do grupo “Rio Marambaia Vivo” que a cidade invista vários milhões de reais para tratar um trecho daquele rio, sem atacar as causas da sua poluição.

Cesar Augusto Arenhart foi consultor da Emasa entre 2017 e 2018, período em que sua empresa recebeu da autarquia municipal de saneamento R$ 266.145,00.

É dessa época a ideia de instalar uma estação de tratamento de esgotos no trecho final do Canal do Marambaia, com custo entre R$ 25 e R$ 28 milhões.

Pode parecer maluquice imaginar que a Emasa investiria um terço de toda sua receita de 2017 numa estação para tratar um canal, mas durante um tempo a coisa andou sendo discutida como se séria fosse.

Quem conhece Balneário Camboriú sabe que o principal problema do Canal do Marambaia é a própria Emasa, seu sistema que traz esgoto desde a Barra Norte em direção ao tratamento no Nova Esperança não dá mais conta do recado.

Por isso foi planejado um novo emissário ao custo inicial de R$ 12 milhões, recalculado para R$ 7 milhões depois que um engenheiro da prefeitura teve a excelente ideia de trazer o tubo por dentro da galeria da Atlântica.

Em seu artigo no Facebook, Cesar Augusto Arenhart define a proposta como “gambiarra” o que é irônico partindo de um sujeito que em vez de atacar a causa da poluição do canal prefere tratar seu efeito a um custo milionário.

A ideia da estação de tratamento no Marambaia é uma estupidez porque ela só funcionaria quando não chovesse e na época que mais precisamos, no verão, às vezes chove todos os dias.

A balneabilidade da praia na área próxima ao pontal norte, mesmo com o Canal do Marambaia poluído, será resolvida de maneira forçada e não ideal com o molhe que está prestes a ser construído, exatamente como ocorreu na Barra Sul.

O mundo das consultorias e das obras feitas com dinheiro do povo tem coisas surpreendentes: agora apareceu uma nova proposta para a estação de tratamento do Canal ao custo de R$ 10,7 milhões, menos da metade do estimado um ano atrás.

Em seu artigo Cesar Augusto Arenhart diz que “lamentavelmente o jornalista é tolo ou se faz de tolo… e presta um desserviço à sociedade”,

Não passa de prepotência de quem acha que o dinheiro público deve ser gasto da forma que ele, Cesar Augusto Arenhart, quer e não da maneira como o corpo técnico de carreira da Emasa recomenda.

E os técnicos da Emasa dizem que primeiro deve ser feito o emissário novo; depois tapar as fugas de esgoto no emissário antigo, além das obras de reforço pontuais que sejam necessárias. Aí sim, se o problema persistir, pensar em outras alternativas.

Não sou tolo nem presto desserviço a Balneário Camboriú, defendo intransigentemente que os engenheiros de carreira do município sejam ouvidos, porque eles são um patrimônio intelectual da cidade.

Defendo também e igualmente de forma intransigente que o dinheiro público seja investido com cautela, seguindo um plano municipal de saneamento.

CONCLUINDO

O que custaria R$ 25 a  R$ 28 milhões de reais de investimento mais R$ 1 milhão de manutenção por ano...  

 

... caiu para R$ 10, 7 milhões de investimento enquanto a manutenção subiu para R$ 2 milhões no primeiro ano e R$ 3 milhões no segundo e possivelmente nos anos seguintes. É tolo quem não percebe ou presta desserviço à cidade quem propõe negócios desse tipo. 


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/10/2018 às 18h56 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade