Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Vivandeiras bulindo com o Cel. Evaldo


***
“São muitos deles os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar".
***

A frase é do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro ditador do golpe militar de 1964, um sujeito inteligentíssimo (primeiro lugar na sua turma na Escola de Comando e Estado Maior) que acreditava poder pacificar o país e devolver o poder aos civis.

Errou nas duas pretensões, o país não foi pacificado e a ditadura durou duas décadas.

Castelo, assim como a maioria dos militares sérios, considerava extravagância quartéis governarem o país e reconhecia em quem pedia intervenção das forças armadas os mesmos que desde a revolução de 1930 incentivavam golpes.

Muitos para se aproveitarem do regime de exceção onde o povão tinha poucos direitos e a alta burguesia grandes privilégios.

Como é hoje, onde vozes desse tipo ressurgiram com força, mas acredito que sem chance de prosperar porque quem defende arbítrio é minoria.

Rodei essa história toda porque aqui em Balneário as vivandeiras andam bulindo com um granadeiro, o Coronel Evaldo Hoffmann, comandante do 12 BPM.

Querem ele candidato a prefeito.

Eu sei -e qualquer um que tenha convivido um pouco com militares sabe- que a prioridade de um coronel da PM é ser o comandante geral da sua instituição.

E isso será definido pelo próximo governador dentro de alguns dias, os coronéis em topo de carreira estão todos com TPN (tensão pré-nomeação) porque secreta ou abertamente todos sonham com a honra de chefiar a tropa.

Evaldo, sem militância na politica convencional, é um bom nome para prefeito na onda Bolsonaro, mas dentro de dois anos, quando das eleições municipais, essa onda pode nem existir ou ter virado maré contrária.

O tempo responde tudo, vamos esperar.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/11/2018 às 11h04 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Vivandeiras bulindo com o Cel. Evaldo


***
“São muitos deles os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar".
***

A frase é do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro ditador do golpe militar de 1964, um sujeito inteligentíssimo (primeiro lugar na sua turma na Escola de Comando e Estado Maior) que acreditava poder pacificar o país e devolver o poder aos civis.

Errou nas duas pretensões, o país não foi pacificado e a ditadura durou duas décadas.

Castelo, assim como a maioria dos militares sérios, considerava extravagância quartéis governarem o país e reconhecia em quem pedia intervenção das forças armadas os mesmos que desde a revolução de 1930 incentivavam golpes.

Muitos para se aproveitarem do regime de exceção onde o povão tinha poucos direitos e a alta burguesia grandes privilégios.

Como é hoje, onde vozes desse tipo ressurgiram com força, mas acredito que sem chance de prosperar porque quem defende arbítrio é minoria.

Rodei essa história toda porque aqui em Balneário as vivandeiras andam bulindo com um granadeiro, o Coronel Evaldo Hoffmann, comandante do 12 BPM.

Querem ele candidato a prefeito.

Eu sei -e qualquer um que tenha convivido um pouco com militares sabe- que a prioridade de um coronel da PM é ser o comandante geral da sua instituição.

E isso será definido pelo próximo governador dentro de alguns dias, os coronéis em topo de carreira estão todos com TPN (tensão pré-nomeação) porque secreta ou abertamente todos sonham com a honra de chefiar a tropa.

Evaldo, sem militância na politica convencional, é um bom nome para prefeito na onda Bolsonaro, mas dentro de dois anos, quando das eleições municipais, essa onda pode nem existir ou ter virado maré contrária.

O tempo responde tudo, vamos esperar.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/11/2018 às 11h04 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade