Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Poluir a cidade pode ser bom

Nos 32 anos que moro em Balneário Camboriú escuto falarem que falta profissionalizar nosso turismo e a frase que me parece verdadeira continua atual.

O melhor secretário de turismo que tivemos não entendia nada do assunto, mas sabia tudo sobre dinheiro.

Em 1993, com a lógica do dinheiro em mente ele elaborou o raciocínio de quanto vale para um patrocinador ter seu nome estampado em faixas penduradas em todos os postes das avenidas Atlântica e Brasil.

Quanto vale? Não sei, mas com certeza muita grana, provavelmente o suficiente para promover Natal, Virada do Ano, Páscoa e Carnaval.

Esse ex-secretário, Luizinho Hasselmann (o belo rapaz da foto acima), construtor por profissão pegou no ar ideias que seu ex-sócio, o Grupo Tedesco, já havia colocado em prática, com enorme sucesso, no passado.

Durante vários anos, na época em que a Barra Sul bombava, as principais atrações da temporada eram promovidas pelo Grupo Tedesco e sem gastar nada. Fabricantes de cigarros e de bebidas pagavam a conta.

Luizinho ficou pouco tempo no cargo, mas suas ideias nunca me saíram da cabeça porque é muito fácil fazer as coisas queimando dinheiro público, difícil é elaborar planos auto-sustentáveis, objetivo que deveria ser o primeiro de qualquer governo.

No ano passado, ao revisar e atualizar um projeto de despoluição visual a pedido do atual prefeito, inclui artigos que permitiam fazer exatamente o contrário, poluir a cidade visualmente.

Não sei o que ele fez com o projeto e nessa altura do campeonato nem me interessa mais porque você faz um, faz dois, faz três e depois cansa.

Minha proposta é poluir fortemente, por períodos curtos, com publicidade nos postes, nos quiosques em tudo que for possível pendurar uma faixa e cobrar por isto. Carnaval Skol; Natal Angeloni; Páscoa Havan; Virada do Ano Hering…

Escandaloso não é verdade minhas nove leitoras? Pois olhem para os alambrados de qualquer espaço esportivo e vejam se o que enxergam não são faixas e mais faixas.

Que tal olhar com mais cuidado a foto abaixo, que retrata um dos natais mais famosos do planeta, em Times Square…

Nivea, nunca pensei na marca como potencial patrocinadora… Virada do Ano Nivea.

Projetos desse tipo necessitam de leis, um arcabouço jurídico de longo prazo construído com a sociedade objetivando propósitos que transcendam uma administração ou outra.

Necessitam, resumindo, profissionalismo.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/11/2018 às 13h38 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Poluir a cidade pode ser bom

Nos 32 anos que moro em Balneário Camboriú escuto falarem que falta profissionalizar nosso turismo e a frase que me parece verdadeira continua atual.

O melhor secretário de turismo que tivemos não entendia nada do assunto, mas sabia tudo sobre dinheiro.

Em 1993, com a lógica do dinheiro em mente ele elaborou o raciocínio de quanto vale para um patrocinador ter seu nome estampado em faixas penduradas em todos os postes das avenidas Atlântica e Brasil.

Quanto vale? Não sei, mas com certeza muita grana, provavelmente o suficiente para promover Natal, Virada do Ano, Páscoa e Carnaval.

Esse ex-secretário, Luizinho Hasselmann (o belo rapaz da foto acima), construtor por profissão pegou no ar ideias que seu ex-sócio, o Grupo Tedesco, já havia colocado em prática, com enorme sucesso, no passado.

Durante vários anos, na época em que a Barra Sul bombava, as principais atrações da temporada eram promovidas pelo Grupo Tedesco e sem gastar nada. Fabricantes de cigarros e de bebidas pagavam a conta.

Luizinho ficou pouco tempo no cargo, mas suas ideias nunca me saíram da cabeça porque é muito fácil fazer as coisas queimando dinheiro público, difícil é elaborar planos auto-sustentáveis, objetivo que deveria ser o primeiro de qualquer governo.

No ano passado, ao revisar e atualizar um projeto de despoluição visual a pedido do atual prefeito, inclui artigos que permitiam fazer exatamente o contrário, poluir a cidade visualmente.

Não sei o que ele fez com o projeto e nessa altura do campeonato nem me interessa mais porque você faz um, faz dois, faz três e depois cansa.

Minha proposta é poluir fortemente, por períodos curtos, com publicidade nos postes, nos quiosques em tudo que for possível pendurar uma faixa e cobrar por isto. Carnaval Skol; Natal Angeloni; Páscoa Havan; Virada do Ano Hering…

Escandaloso não é verdade minhas nove leitoras? Pois olhem para os alambrados de qualquer espaço esportivo e vejam se o que enxergam não são faixas e mais faixas.

Que tal olhar com mais cuidado a foto abaixo, que retrata um dos natais mais famosos do planeta, em Times Square…

Nivea, nunca pensei na marca como potencial patrocinadora… Virada do Ano Nivea.

Projetos desse tipo necessitam de leis, um arcabouço jurídico de longo prazo construído com a sociedade objetivando propósitos que transcendam uma administração ou outra.

Necessitam, resumindo, profissionalismo.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 23/11/2018 às 13h38 | waldemar@camboriu.com.br



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