Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Presidência da Câmara tem vários pretendentes

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - Vários vereadores trabalham nos bastidores para ganhar a eleição de presidente da Câmara que acontecerá no próximo dia 20. Também serão eleitos o vice-presidente, primeiro e segundo secretários.

É uma situação curiosa onde até os que dizem não desejar a presidência também desejam.

O prêmio para o vencedor é um orçamento quase pornográfico de R$ 20 milhões no próximo ano; o poder de definir o que será ou não votado; a oportunidade de assumir a prefeitura quando o prefeito e o vice viajarem e a garantia de receber convites para todos os convescotes realizados na cidade e redondezas.

No lado do ônus é preciso passar dois anos atendendo pedidos de empregos para afilhados, as pressões dos servidores, dos demais vereadores e do prefeito.

O atual presidente Roberto Souza Jr. acredita que será reeleito com 11 votos. Um desafeto diz que “quase a unanimidade não gosta dele”.

Outro que também tem certeza de possuir 11 votos é Omar Tomalih. Segundo a rádio corredor, o canal extra oficial de fofocas do Legislativo, ele tem o apoio do prefeito e do pastor da igreja de ambos.

Correndo por fora, mas também acreditando possuir 11 votos, o vereador Gelson Rodrigues, considerado por alguns dos seus pares o mais ponderado e confiável.

Gelson, por profissão advogado, lembra um rábula mineiro à moda antiga, comendo quieto e pelas beiradas.

ANO PRÉ-ELEITORAL

A variável que entrou na discussão é que os oposicionistas têm maioria (o PMDB por exemplo possui cinco votos), mas “visando o melhor para a cidade” esses votos flutuam de um lado para outro, normalmente atrelados a nomeações na máquina pública.

Um empreguinho aqui e outro ali garantem ao governo a aprovação de seus interesses na Câmara durante um tempo, mas o prêmio maior é a prefeitura e isso pode levar oposicionistas a quererem já o poder no Legislativo.

Porque é essa mesa a ser eleita no dia 20 que estará dirigindo a casa quando vierem as eleições de 2020.

As contas passam também pela avaliação do prefeito, se ele tem condições de se reeleger será mais escutado na hora de negociar a mesa da Câmara, se é “mico” com certeza os votos serão dirigidos de outra forma.

Uma dificuldade para prever o que pode ocorrer é que quando conversam com jornalistas todos estão sendo sinceros, desinteressados e altaneiros, fica a impressão que deveriam ser canonizados.

Vamos esperar mais uns dias, daqui um pouco eles colocam as unhas à mostra. 
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/11/2018 às 12h29 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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É uma situação curiosa onde até os que dizem não desejar a presidência também desejam.

O prêmio para o vencedor é um orçamento quase pornográfico de R$ 20 milhões no próximo ano; o poder de definir o que será ou não votado; a oportunidade de assumir a prefeitura quando o prefeito e o vice viajarem e a garantia de receber convites para todos os convescotes realizados na cidade e redondezas.

No lado do ônus é preciso passar dois anos atendendo pedidos de empregos para afilhados, as pressões dos servidores, dos demais vereadores e do prefeito.

O atual presidente Roberto Souza Jr. acredita que será reeleito com 11 votos. Um desafeto diz que “quase a unanimidade não gosta dele”.

Outro que também tem certeza de possuir 11 votos é Omar Tomalih. Segundo a rádio corredor, o canal extra oficial de fofocas do Legislativo, ele tem o apoio do prefeito e do pastor da igreja de ambos.

Correndo por fora, mas também acreditando possuir 11 votos, o vereador Gelson Rodrigues, considerado por alguns dos seus pares o mais ponderado e confiável.

Gelson, por profissão advogado, lembra um rábula mineiro à moda antiga, comendo quieto e pelas beiradas.

ANO PRÉ-ELEITORAL

A variável que entrou na discussão é que os oposicionistas têm maioria (o PMDB por exemplo possui cinco votos), mas “visando o melhor para a cidade” esses votos flutuam de um lado para outro, normalmente atrelados a nomeações na máquina pública.

Um empreguinho aqui e outro ali garantem ao governo a aprovação de seus interesses na Câmara durante um tempo, mas o prêmio maior é a prefeitura e isso pode levar oposicionistas a quererem já o poder no Legislativo.

Porque é essa mesa a ser eleita no dia 20 que estará dirigindo a casa quando vierem as eleições de 2020.

As contas passam também pela avaliação do prefeito, se ele tem condições de se reeleger será mais escutado na hora de negociar a mesa da Câmara, se é “mico” com certeza os votos serão dirigidos de outra forma.

Uma dificuldade para prever o que pode ocorrer é que quando conversam com jornalistas todos estão sendo sinceros, desinteressados e altaneiros, fica a impressão que deveriam ser canonizados.

Vamos esperar mais uns dias, daqui um pouco eles colocam as unhas à mostra. 
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 29/11/2018 às 12h29 | waldemar@camboriu.com.br



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