Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

A imprensa não morreu, neo-idiotas

Durante um curto período antes e após as eleições os cabeças de bagre que constituem expressiva parcela da população, decretaram que a imprensa brasileira tinha acabado.

É gente que na maioria nunca leu um livro ou jornal e entendeu o que estava lendo, mas ao longo de 2018 encontrou clima propício a raciocinar merda e se considerar doutor.

Sentenciaram os asininos (poupo sua ida ao Google, significa jumento, jegue ou asno) que haveria uma nova imprensa, uma forma inovadora e só deles de distribuir informação, através de redes sociais, nas quais quem ousasse divergir era comunista, petralha, corno, ladrão etc.

No seu relatório mundial para 2019, a Human Rights Watch ressaltou que os autocratas atuais (esses que eu chamo de neo-idiotas) “buscam enfraquecer a democracia demonizando minorias vulneráveis e as usando de bode expiatório, a fim de ganhar apoio popular... enfraquecem os mecanismos de freios e contrapesos contra os poderes do governo, incluindo o judiciário independente, a liberdade de imprensa, e a sociedade civil vigorosa…”.

Aí vem o choque de realidade: o PSL de verdade, o partido político do homem que iria mudar o Brasil, emerge pelo trabalho qualificado de jornalistas profissionais, e não de neo-idiotas do facebook, como um grupo que usa laranjas para chegar ao poder.

Nada diferente do que todos os outros fizeram, mas o problema é que o PSL do Bolsonaro prometeu não fazer e o povo acreditou.

Foi um mecanismo de contra-freio à neo-idiotice, a liberdade de imprensa, que mostrou em seis semanas que o filho do presidente que mudaria o Brasil é um sujeito boquirroto, enrolado com dinheiro que não consegue explicar, homenageando milicianos bandidos e coisas do tipo.

E aí enquanto a ilusão sobre o PSL e a família Bolsonaro se desmancha por força da realidade (o nome disso vocês ainda não sabem, mas é desilusão), morre o Boechat e o Brasil presta rasgadas homenagens a um legítimo representante daquela imprensa que iria acabar.

Nunca vi taxista fazendo carreata para defunto que não fosse da classe, pois para Boechat fizeram porque depois de velho ele foi se comunicar pelo rádio, a mídia que fala direto aos motoristas de táxi.

A imprensa feita pelo Boechat era dedo na cara de político ladrão e questionamento social permanente a todos, ladrões ou não.

Malafaia, um dos ídolos dos neo-idiotas, Boechat mandou “chupar uma rola”. Ao vivo, eu estava escutando a Band News como fazia todos os dias.

Para desgosto de quem acha que o Brasil não deveria ser uma democracia, a imprensa não acabou e não acabará, continuará perguntando o motivo do ministro receber 60 mil para fazer uma mudança de residência que custa 7 mil.

Comecem a ler neo-idiotas, se não gostam dos jornais leiam os clássicos, aprender um pouco sobre economia, filosofia e história pode ajudá-los a votar melhor.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/02/2019 às 15h55 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Dedo na Moleira
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A imprensa não morreu, neo-idiotas

Durante um curto período antes e após as eleições os cabeças de bagre que constituem expressiva parcela da população, decretaram que a imprensa brasileira tinha acabado.

É gente que na maioria nunca leu um livro ou jornal e entendeu o que estava lendo, mas ao longo de 2018 encontrou clima propício a raciocinar merda e se considerar doutor.

Sentenciaram os asininos (poupo sua ida ao Google, significa jumento, jegue ou asno) que haveria uma nova imprensa, uma forma inovadora e só deles de distribuir informação, através de redes sociais, nas quais quem ousasse divergir era comunista, petralha, corno, ladrão etc.

No seu relatório mundial para 2019, a Human Rights Watch ressaltou que os autocratas atuais (esses que eu chamo de neo-idiotas) “buscam enfraquecer a democracia demonizando minorias vulneráveis e as usando de bode expiatório, a fim de ganhar apoio popular... enfraquecem os mecanismos de freios e contrapesos contra os poderes do governo, incluindo o judiciário independente, a liberdade de imprensa, e a sociedade civil vigorosa…”.

Aí vem o choque de realidade: o PSL de verdade, o partido político do homem que iria mudar o Brasil, emerge pelo trabalho qualificado de jornalistas profissionais, e não de neo-idiotas do facebook, como um grupo que usa laranjas para chegar ao poder.

Nada diferente do que todos os outros fizeram, mas o problema é que o PSL do Bolsonaro prometeu não fazer e o povo acreditou.

Foi um mecanismo de contra-freio à neo-idiotice, a liberdade de imprensa, que mostrou em seis semanas que o filho do presidente que mudaria o Brasil é um sujeito boquirroto, enrolado com dinheiro que não consegue explicar, homenageando milicianos bandidos e coisas do tipo.

E aí enquanto a ilusão sobre o PSL e a família Bolsonaro se desmancha por força da realidade (o nome disso vocês ainda não sabem, mas é desilusão), morre o Boechat e o Brasil presta rasgadas homenagens a um legítimo representante daquela imprensa que iria acabar.

Nunca vi taxista fazendo carreata para defunto que não fosse da classe, pois para Boechat fizeram porque depois de velho ele foi se comunicar pelo rádio, a mídia que fala direto aos motoristas de táxi.

A imprensa feita pelo Boechat era dedo na cara de político ladrão e questionamento social permanente a todos, ladrões ou não.

Malafaia, um dos ídolos dos neo-idiotas, Boechat mandou “chupar uma rola”. Ao vivo, eu estava escutando a Band News como fazia todos os dias.

Para desgosto de quem acha que o Brasil não deveria ser uma democracia, a imprensa não acabou e não acabará, continuará perguntando o motivo do ministro receber 60 mil para fazer uma mudança de residência que custa 7 mil.

Comecem a ler neo-idiotas, se não gostam dos jornais leiam os clássicos, aprender um pouco sobre economia, filosofia e história pode ajudá-los a votar melhor.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/02/2019 às 15h55 | waldemar@camboriu.com.br



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