Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Clube da mola

Há algum tempo ando tratando bronquite, doença que me acometeu até os 14 anos e voltou cinco décadas depois.

No tratamento aspiro diariamente um remédio que vinha me causando, imaginava eu, efeitos colaterais xaropes como fraqueza, cansaço a qualquer esforço etc.

Senti esse cansaço e um leve aperto no braço dois dias seguidos, na esteira da academia, e por essas premonições que a ciência não explica pedi à minha mulher para marcar consulta com o Dr. Lago, o cardiologista da família.

Fui lá, ele bateu um eletro, estava tudo normal, mas teimoso do jeito que é decidiu que eu iria para o cateterismo.

Minhas letradas nove leitoras sabem que o tal de cateterismo consiste em enfiar um caninho no cidadão (o meu entrou pelo pulso) e por ali bisbilhotar o sistema cardiovascular do vivente. Se tem algo errado, arruma por ali mesmo, quando possível.

Deve ter lembrado o Dr. Lago, ao me mandar para o cateterismo, que seu paciente sempre teve péssimos hábitos de fumo, comida e bebida que até renderam uma mola na carótida esquerda, à época quase totalmente obstruída.

O cateterismo deu batata, o que era um exame tira-dúvidas se transformou em diagnóstico sem dúvidas e ganhei mais duas molas, dessa vez nas coronárias.

Agora, ao contrário de três anos atrás quando fiz a carótida, o risco foi maior, poderia ter uma ziquizira e esticado durinho no meio da rua, sem aviso.

Uma enfermeira na UTI, imaginando que tive um enfarto, perguntou se senti muita dor.

Não senti dor alguma, não tive o infarto graças ao talento em diagnósticos do Dr. Lago e à perícia de cirurgiões da hemodinâmica da Unimed. Eles me salvaram a vida e sou grato.

Recebi algumas mensagens de amigos e a mais sacana foi a do Macita: “Entrasse no Clube da Mola”.

Entrei amigão, em verdade agora sou tricampeão e o médico mandou maneirar porque tetra nesse jogo pode ser tétrico.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 10/04/2019 às 15h20 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Clube da mola

Há algum tempo ando tratando bronquite, doença que me acometeu até os 14 anos e voltou cinco décadas depois.

No tratamento aspiro diariamente um remédio que vinha me causando, imaginava eu, efeitos colaterais xaropes como fraqueza, cansaço a qualquer esforço etc.

Senti esse cansaço e um leve aperto no braço dois dias seguidos, na esteira da academia, e por essas premonições que a ciência não explica pedi à minha mulher para marcar consulta com o Dr. Lago, o cardiologista da família.

Fui lá, ele bateu um eletro, estava tudo normal, mas teimoso do jeito que é decidiu que eu iria para o cateterismo.

Minhas letradas nove leitoras sabem que o tal de cateterismo consiste em enfiar um caninho no cidadão (o meu entrou pelo pulso) e por ali bisbilhotar o sistema cardiovascular do vivente. Se tem algo errado, arruma por ali mesmo, quando possível.

Deve ter lembrado o Dr. Lago, ao me mandar para o cateterismo, que seu paciente sempre teve péssimos hábitos de fumo, comida e bebida que até renderam uma mola na carótida esquerda, à época quase totalmente obstruída.

O cateterismo deu batata, o que era um exame tira-dúvidas se transformou em diagnóstico sem dúvidas e ganhei mais duas molas, dessa vez nas coronárias.

Agora, ao contrário de três anos atrás quando fiz a carótida, o risco foi maior, poderia ter uma ziquizira e esticado durinho no meio da rua, sem aviso.

Uma enfermeira na UTI, imaginando que tive um enfarto, perguntou se senti muita dor.

Não senti dor alguma, não tive o infarto graças ao talento em diagnósticos do Dr. Lago e à perícia de cirurgiões da hemodinâmica da Unimed. Eles me salvaram a vida e sou grato.

Recebi algumas mensagens de amigos e a mais sacana foi a do Macita: “Entrasse no Clube da Mola”.

Entrei amigão, em verdade agora sou tricampeão e o médico mandou maneirar porque tetra nesse jogo pode ser tétrico.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 10/04/2019 às 15h20 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

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