Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Procon do novas ideias só aceita documentos em papel

Fui ao Procon de Balneário Camboriú para registrar uma queixa e a supervisora ou coisa semelhante me perguntou onde estavam o atestado de residência e outros documentos impressos.

Disse a ela que a compra foi online, que possuía todos os documentos necessários dentro do celular em minha mão e indaguei se o fato de eu dizer que moro em Balneário Camboriú, a minha palavra, não é suficiente para acreditarem que eu moro aqui.

Ela respondeu “ somos administrativos”, seja lá o que isso signifique e que eu tinha que levar tudo impresso.

Um rapaz que escutou o diálogo me disse que "eles são assim", era a terceira vez que ele estava ali naquele dia, desconfio que sairá dali falando mal e não mais votará no atual prefeito.

O que irrita em certas repartições públicas é a burrice porque para registrar a queixa bastaria eu remeter ali na hora, por e-mail, os documentos para a caixa eletrônica do Procon.

Tenho no meu celular carteira de identidade, carteira de motorista e título de eleitor, todos esses documentos distribuídos através de aplicativos oficiais e um deles, o título, mostra que sou eleitor da cidade.

Dentro desse mesmo celular estão os documentos da transação com a Casas Bahia (a compra foi feita pela internet), a prova da propaganda enganosa que me entregariam o produto em duas horas e o comprovante do momento em que lançaram a venda no meu cartão de crédito (no meu banco eletrônico).

Repartições como o Procon das novas ideias tornam inúteis todos os avanços tecnológicos da humanidade porque é uma repartição funcionalmente analfabeta.

Seria bom, em respeito aos cidadãos, que o prefeito olhasse os métodos do seu Procon.

Ou, se não quiser respeitar o cidadão, que respeite a lógica da política porque ali ele está perdendo votos às pencas.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/04/2019 às 17h08 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

Assina a coluna Dedo na Moleira

Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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Fui ao Procon de Balneário Camboriú para registrar uma queixa e a supervisora ou coisa semelhante me perguntou onde estavam o atestado de residência e outros documentos impressos.

Disse a ela que a compra foi online, que possuía todos os documentos necessários dentro do celular em minha mão e indaguei se o fato de eu dizer que moro em Balneário Camboriú, a minha palavra, não é suficiente para acreditarem que eu moro aqui.

Ela respondeu “ somos administrativos”, seja lá o que isso signifique e que eu tinha que levar tudo impresso.

Um rapaz que escutou o diálogo me disse que "eles são assim", era a terceira vez que ele estava ali naquele dia, desconfio que sairá dali falando mal e não mais votará no atual prefeito.

O que irrita em certas repartições públicas é a burrice porque para registrar a queixa bastaria eu remeter ali na hora, por e-mail, os documentos para a caixa eletrônica do Procon.

Tenho no meu celular carteira de identidade, carteira de motorista e título de eleitor, todos esses documentos distribuídos através de aplicativos oficiais e um deles, o título, mostra que sou eleitor da cidade.

Dentro desse mesmo celular estão os documentos da transação com a Casas Bahia (a compra foi feita pela internet), a prova da propaganda enganosa que me entregariam o produto em duas horas e o comprovante do momento em que lançaram a venda no meu cartão de crédito (no meu banco eletrônico).

Repartições como o Procon das novas ideias tornam inúteis todos os avanços tecnológicos da humanidade porque é uma repartição funcionalmente analfabeta.

Seria bom, em respeito aos cidadãos, que o prefeito olhasse os métodos do seu Procon.

Ou, se não quiser respeitar o cidadão, que respeite a lógica da política porque ali ele está perdendo votos às pencas.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/04/2019 às 17h08 | waldemar@camboriu.com.br



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