Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Erros de estratégia no governo Piriquito nos levaram a perder espaço no turismo

No ano passado, segundo o Ministério do Turismo, Balneário Camboriú ficou na oitava colocação como destino brasileiro mais procurado pelos estrangeiros que viajaram a lazer, realidade muito diferente de 2004 quando a cidade foi a segunda colocada nacional, superando até o Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu.

A quantidade de turistas estrangeiros que vem ao Brasil aumenta ano a ano, a Argentina continua respondendo pela maior fatia, mas Balneário Camboriú foi substituída por outros destinos como Florianópolis e Bombinhas na preferência dos “gringos”.

O planejamento turístico da cidade foi gravemente equivocado. Quando o ex-prefeito Edson Piriquito assumiu, em 2008, Balneário Camboriú tinha uma fatia de 7,1% dos turistas estrangeiros que vinham ao Brasil, quando ele entregou o cargo oito anos depois essa parcela havia caído para 4,1%.

Os números são do Ministério do Turismo e só agora parece estar “caindo a ficha” que os argentinos gastavam bem, rendiam mais de três meses de temporada contra 40 dias dos brasileiros e, no final das contas, fazem falta.

No ano de 2016 vieram ao Brasil 37% mais argentinos do que em 2012, mas o governo de Balneário Camboriú passou quase uma década “viajando” na ilusão de atrair turistas europeus.

Em 2010, o secretário de turismo Ademar Schneider anunciou que “parceiros europeus irão fazer projetos e contatos com grandes promotores da Europa”.

Em 2013 esse mesmo secretário foi a Portugal divulgar a cidade e em 2015 repetiu a viagem àquele país.

Nesse período a vinda de turistas portugueses ao Brasil encolheu 12% e nunca se viu lusitanos nas ruas de Balneário Camboriú que justificassem as viagens e investimentos do secretário.

Até o prefeito Piriquito na época andou por Miami e Las Vegas trazendo na bagagem a ideia de construir um monotrilho elevado que, levando-se em conta o que ocorreu numa obra menor e muito mais barata, a Passarela da Barra, felizmente não foi levado adiante.

Enquanto as autoridades viajavam, continua vigorando desde 2004 em Balneário Camboriú uma lei que praticamente inviabiliza a expansão do turismo porque faz várias exigências, dentre elas terrenos com no mínimo 2.000 m2, para a construção de qualquer meio de hospedagem, até mesmo pequenas pousadas.

Essa lei nefasta coincidiu com o período em que mais se demoliu hotéis em Balneário Camboriú, através da venda dos terrenos para a construção civil erguer prédios.

É hora de fazer mudanças e tem que ser rápido. 
 

 

 

 

 

 
Escrito por Waldemar Cezar Neto, 19/11/2019 às 08h25 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.














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Erros de estratégia no governo Piriquito nos levaram a perder espaço no turismo

No ano passado, segundo o Ministério do Turismo, Balneário Camboriú ficou na oitava colocação como destino brasileiro mais procurado pelos estrangeiros que viajaram a lazer, realidade muito diferente de 2004 quando a cidade foi a segunda colocada nacional, superando até o Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu.

A quantidade de turistas estrangeiros que vem ao Brasil aumenta ano a ano, a Argentina continua respondendo pela maior fatia, mas Balneário Camboriú foi substituída por outros destinos como Florianópolis e Bombinhas na preferência dos “gringos”.

O planejamento turístico da cidade foi gravemente equivocado. Quando o ex-prefeito Edson Piriquito assumiu, em 2008, Balneário Camboriú tinha uma fatia de 7,1% dos turistas estrangeiros que vinham ao Brasil, quando ele entregou o cargo oito anos depois essa parcela havia caído para 4,1%.

Os números são do Ministério do Turismo e só agora parece estar “caindo a ficha” que os argentinos gastavam bem, rendiam mais de três meses de temporada contra 40 dias dos brasileiros e, no final das contas, fazem falta.

No ano de 2016 vieram ao Brasil 37% mais argentinos do que em 2012, mas o governo de Balneário Camboriú passou quase uma década “viajando” na ilusão de atrair turistas europeus.

Em 2010, o secretário de turismo Ademar Schneider anunciou que “parceiros europeus irão fazer projetos e contatos com grandes promotores da Europa”.

Em 2013 esse mesmo secretário foi a Portugal divulgar a cidade e em 2015 repetiu a viagem àquele país.

Nesse período a vinda de turistas portugueses ao Brasil encolheu 12% e nunca se viu lusitanos nas ruas de Balneário Camboriú que justificassem as viagens e investimentos do secretário.

Até o prefeito Piriquito na época andou por Miami e Las Vegas trazendo na bagagem a ideia de construir um monotrilho elevado que, levando-se em conta o que ocorreu numa obra menor e muito mais barata, a Passarela da Barra, felizmente não foi levado adiante.

Enquanto as autoridades viajavam, continua vigorando desde 2004 em Balneário Camboriú uma lei que praticamente inviabiliza a expansão do turismo porque faz várias exigências, dentre elas terrenos com no mínimo 2.000 m2, para a construção de qualquer meio de hospedagem, até mesmo pequenas pousadas.

Essa lei nefasta coincidiu com o período em que mais se demoliu hotéis em Balneário Camboriú, através da venda dos terrenos para a construção civil erguer prédios.

É hora de fazer mudanças e tem que ser rápido. 
 

 

 

 

 

 
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