Jornal Página 3
Coluna
Literatura
Por Enéas Athanázio

DESDE A BABITONGA

Quarenta anos são quase meio século, período em que muita coisa importante pode acontecer, mudando inclusive o destino de povos e nações. É um lapso de tempo em que muitas vidas surgem e prosperam, enquanto outras fenecem sem chegar à maturidade. Muita gente nasceu, cresceu e se diplomou nesse período, integrando hoje as mais diversas categorias profissionais. Escritores, poetas, artistas e músicos deixaram o universo dos anônimos, produziram e lançaram suas obras, e agora formam entre os reconhecidos e consagrados.

Mas foi há quarenta anos, num recanto à beira da Babitonga, que nasceu o “Grupo Literário A ILHA”, reunindo um punhado de rapazes e moças que amavam a Literatura, com o objetivo de batalhar pelas letras e pela cultura, incentivando escritores, poetas e artistas para que produzissem cada vez mais e melhor, publicando e divulgando suas obras de todas as formas possíveis. Sem qualquer ajuda, oficial ou não, afrontando o desinteresse e até a hostilidade de alguns, puseram-se em campo e jamais deixaram de agir. Promoveram encontros de escritores e poetas, lançamentos de livros, palestras, debates, exposições, iniciativas criativas e variadas. Publicaram nesse período inúmeros livros, individuais e coletivos, além do suplemento A ILHA, que nunca deixou de circular, vencendo todos os obstáculos e dificuldades. As circunstâncias impuseram a mudança de sua sede, primeiro para Joinville e depois para Florianópolis, de sorte que o Grupo acabou se transferindo de uma ilha para outra. Isso, no entanto, não afetou a unidade e a disposição de seus integrantes, cada vez mais irmanados no seu ideal.

Num Estado em que todas as associações de escritores fracassaram, desaparecendo sem deixar vestígios e sem influir no meio cultural, o “Grupo Literário A ILHA” é um exemplo admirável de persistência e continuidade, merecendo o reconhecimento público de quem tem acompanhado sua luta de longos anos. Alegro-me por tê-lo prestigiado e aplaudido desde o início e faço votos de que continue assim, ativo e dinâmico, pelo tempo afora, sempre liderado pelo incansável Luiz Carlos Amorim, a quem felicito pelo grande evento: 40 anos de A ILHA.

Original - Balneário Camboriú, maio de 2020.
Escrito por Enéas Athanázio, 29/06/2020 às 12h35 | e.atha@terra.com.br



Enéas Athanázio

Assina a coluna Literatura

Promotor de Justiça (aposentado), advogado e escritor. Tem 51 livros publicados em variados gêneros literários. É detentor de vários prêmios e pertence a diversas entidades culturais. Assina colunas no Jornal Página 3, na revista Blumenau em Cadernos e no site Coojornal - Revista Rio Total.














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DESDE A BABITONGA

Quarenta anos são quase meio século, período em que muita coisa importante pode acontecer, mudando inclusive o destino de povos e nações. É um lapso de tempo em que muitas vidas surgem e prosperam, enquanto outras fenecem sem chegar à maturidade. Muita gente nasceu, cresceu e se diplomou nesse período, integrando hoje as mais diversas categorias profissionais. Escritores, poetas, artistas e músicos deixaram o universo dos anônimos, produziram e lançaram suas obras, e agora formam entre os reconhecidos e consagrados.

Mas foi há quarenta anos, num recanto à beira da Babitonga, que nasceu o “Grupo Literário A ILHA”, reunindo um punhado de rapazes e moças que amavam a Literatura, com o objetivo de batalhar pelas letras e pela cultura, incentivando escritores, poetas e artistas para que produzissem cada vez mais e melhor, publicando e divulgando suas obras de todas as formas possíveis. Sem qualquer ajuda, oficial ou não, afrontando o desinteresse e até a hostilidade de alguns, puseram-se em campo e jamais deixaram de agir. Promoveram encontros de escritores e poetas, lançamentos de livros, palestras, debates, exposições, iniciativas criativas e variadas. Publicaram nesse período inúmeros livros, individuais e coletivos, além do suplemento A ILHA, que nunca deixou de circular, vencendo todos os obstáculos e dificuldades. As circunstâncias impuseram a mudança de sua sede, primeiro para Joinville e depois para Florianópolis, de sorte que o Grupo acabou se transferindo de uma ilha para outra. Isso, no entanto, não afetou a unidade e a disposição de seus integrantes, cada vez mais irmanados no seu ideal.

Num Estado em que todas as associações de escritores fracassaram, desaparecendo sem deixar vestígios e sem influir no meio cultural, o “Grupo Literário A ILHA” é um exemplo admirável de persistência e continuidade, merecendo o reconhecimento público de quem tem acompanhado sua luta de longos anos. Alegro-me por tê-lo prestigiado e aplaudido desde o início e faço votos de que continue assim, ativo e dinâmico, pelo tempo afora, sempre liderado pelo incansável Luiz Carlos Amorim, a quem felicito pelo grande evento: 40 anos de A ILHA.

Original - Balneário Camboriú, maio de 2020.
Escrito por Enéas Athanázio, 29/06/2020 às 12h35 | e.atha@terra.com.br



Enéas Athanázio

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Promotor de Justiça (aposentado), advogado e escritor. Tem 51 livros publicados em variados gêneros literários. É detentor de vários prêmios e pertence a diversas entidades culturais. Assina colunas no Jornal Página 3, na revista Blumenau em Cadernos e no site Coojornal - Revista Rio Total.