Jornal Página 3
Coluna
Ex pressão
Por Caroline Cezar

Educativo

"Ninguém devia acreditar em nada da internet, todo mundo sabe que ela é comandada por especialistas da mente que só querem controlá-las".

 

Do filminho da Barbie que as crianças assistiam.

Escrito por Caroline Cezar, 30/07/2013 às 08h57 | carol.jp3@gmail.com

Bizarro!

Vi que a Burger King lançou um "comedor" pro nosso mundo "multitarefa". A ação de marketing, em decorrência dos 50 anos da marca, é coerente com o produto que vendem (e chamam de comida), mas o videozinho de divulgação ficou esquisito, mostra gente usando o "acessório" e pedalando, lutando boxe, fazendo massagem e pintando unha, mas ninguém na frente do computador ou da tevê. Ah, pra não associar com obesidade talvez... passar uma idéia de "vida saudável". É a ridicularização do mundo.

 

Escrito por Caroline Cezar, 22/07/2013 às 14h11 | carol.jp3@gmail.com

Estacionaram na ciclofaixa (e na calçada, e na faixa, e na porta da escola...)

Foi criada semana passada a comunidade "Estacionaram na ciclofaixa", página no facebook com o o objetivo de "denunciar os veículos motorizados estacionados em calçadas e vias ciclísticas, que desrespeitam as pessoas e as leis de trânsito em Balneário Camboriú. Não podemos multar, mas podemos denunciar. Ligue 190 e poste suas fotos na página. Ajude-nos a tornar o trânsito de BC melhor".

 

 

Eu, que sou uma "inconformada de porta de escola" há anos, só pra citar um exemplo cotidiano, vou colaborar sempre que puder com fotos. Sugiro ao moderador da página que sempre oriente os colaboradores a evitar xingamentos e baixarias, senão perde a credibilidade. Já que o objetivo é conscientizar, isso deve passar primordialmente pela educação e civilidade. Parabéns gente!


 

Escrito por Caroline Cezar, 22/07/2013 às 10h00 | carol.jp3@gmail.com

Vazio na alma

"Em resumo: crianças que foram muito mal-tratadas acabam virando adultos “viciados”. E aí o que nossa sociedade faz? Trata mal essas pessoas. “Nós punimos as mesmas crianças que falhamos em proteger”, diz Gabor".

 

 

 

Dica de leitura e reflexão para o dia, sobre desatenção na infância, ausência de amor, e política equivocada no tratamento de drogas e outras dependências: "O problema não está no crack, está na alma", de Denis Burgierman. E só pra complementar: "trauma" de infância não é só o que é considerado grandes tragédias na nossa sociedade, mas pequenas e frequentes omissões, violências psicológicas cotidianas, ausência, trocar o tempo e a criação dos filhos por telas e aí por diante.

Escrito por Caroline Cezar, 17/07/2013 às 11h18 | carol.jp3@gmail.com

Que tal uma macarronada?

Já é o quarto ano consecutivo, e em todos eles houveram críticas, mas dessa vez, com o avanço das redes sociais como ferramenta de indignação coletiva, ficou mais pesado, e foi a âmbito nacional. Me refiro à feijoada da Viva Bicho, ONG de proteção a cães e gatos que faz um trabalho importante aqui na cidade, e que está sendo alvejada pelo cardápio. 

 

Particularmente acho uma pena que as pessoas de bem -porque quem promove a feijoada e quem defende que não deviam usar porcos na feijoada são tudo gente do bem-, briguem entre si, enquanto deviam estar unindo forças. Por outro lado é meio chato que uma ONG que utiliza o slogan "por respeito à vida" sirva porcos para arrecadar fundos na defesa de animais domésticos. Porque reforça o "adormecimento" da sociedade sobre o desrespeito à vida no que se refere a maus tratos e proveniência de alimentos de origem animal. Qualquer mínima pesquisa choca qualquer pessoa sensível. Não importa se os integrantes da Viva Bicho são vegetarianos ou não, se comem presunto em casa ou não, se usam cintos de couro ou não. No momento que se colocam como uma ONG, uma organização que defende um trabalho público, precisa haver o mínimo de coerência e responsabilidade social nesse sentido também. "Não vai fazer ninguém parar de comer, é da nossa cultura blá blá blá", ok. Mas não é porque o chão tá sujo que a gente joga mais lixo.

 

Dois: se um grupo decide se expor numa página de internet, precisa saber administrar críticas contrárias, não simplesmente "apagar" fingindo que não elas existem, bloqueando o autor. Há as infundadas, as agressivas, mas simplesmente se fechar para o diálogo -muitas vezes respeitoso- é inadequado e arrogante. Há uns três anos eu mesma passei por isso, quando opinei que achei errado a ação da ONG, e recebi cartas e respostas pra lá de mal educadas, além de ficarem me olhando torto por um tempo -uns até hoje.


Três: apontar o dedo na cara de quem não é vegetariano, julgar e diminuir pessoas é tão péssimo quanto comer um bife, então muito cuidado com a forma de sugerir, comunicar, opinar, afinal o princípio primeiro do vegetarianismo é a não-violência. 

Repito que lamento que isso esteja acontecendo e sugiro novamente um diálogo. Não tem por que a ONG não aceitar sugestões de quem está querendo realmente ajudar; e por causa dessa teimosia ficar mal vista ou criando inimizades numa comunidade tão pequena quanto a nossa. O trabalho desenvolvido é exemplar, façam os eventos sociais acompanharem a mesma linha. Abertura! Diálogo!

  

Que tal uma macarronada? 

 

Escrito por Caroline Cezar, 10/07/2013 às 09h45 | carol.jp3@gmail.com

"Inconvenientes" #crianças #marketing

Confesso que não entendi qual foi a edificante idéia de colocar a Turma da Mônica numa campanha da Vedacit, que pra quem não sabe, é um impermeabilizante usado na construção civil, cuja recomendação de segurança é "manter longe do alcance de crianças". Não vejo como muito grave, mas daí a insistir na c... e contra notificar quem trabalha em defesa de crianças (e dos abusos publicitários a que estão submetidas) é um pouco descabido e arrogante. 

 

A Maurício de Souza Produções exigiu que o Instituto Alana, que notificou a empresa infantil, a Vedacit e o site ClimaKids pela publicidade inadequada, se “abstenha de interferir nas atividades” da empresa com ene justificativas. Disse ainda que “tal comportamento ilegal não será mais tolerado pela MSP, sendo certo de que esta não medirá esforços para impedir que V. Sas. venham a produzir novos inconvenientes desse tipo”. Leia a matéria completa.

 

A propaganda vem em forma de gibis, onde "os personagens Cebolinha, Mônica e Magali saem para viajar com os pais para curtir as férias, enquanto Cascão fica em casa. Para não sofrer de novo com os dilúvios, Cascão e sua família decidem aproveitar o período para reformar a casa e corrigir as patologias. Problema muito comum de acontecer, a temporada de chuvas de verão revela o que a ausência da impermeabilização durante a construção pode provocar futuramente nos imóveis: goteiras, vazamentos, umidade etc.  A partir daí a história se desenrola com muita informação e dicas valiosas sobre como evitar problemas com infiltrações e para que servem e como utilizar os produtos da Vedacit/Otto Baumgart, como Vedacit, Neutrol, Vedapren Parede, Manta Asfáltica e Bianco. Para conhecer a aventura completa só mesmo lendo mais essa criação patrocinada pela Vedacit/Otto Baumgart. A distribuição é gratuita e extensiva às revendas de todo o país", como descreve o texto de marketing no site da Vedacit.

 

Manta asfáltica galera? Me parece que a Vedacit, que entende pacas de concreto e nada de crianças, embarcou numa viagem -de custo bem elevado- de um marqueteiro. O imperador dos gibis achou o máximo vender para esse segmento que nunca pensou em alcançar. Só que alguém "percebeu" que a coisa tá meo desfocada e a brincadeirinha cara e sem noção pode virar um tiro de canhão no pé, ainda mais com esse tipinho de resposta que deram. Péssimo!

 

Escrito por Caroline Cezar, 02/07/2013 às 09h54 | carol.jp3@gmail.com



8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

Caroline Cezar

Assina a coluna Ex pressão

É curiosa e encantada com manifestações da natureza, incluindo a humana. Tem resistência a currículos e títulos. Tenta exercitar a entrega cotidiana. Discorda da própria opinião. É apaixonada. Não sabe, nem quer, separar nada de coisa alguma.














Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: [email protected]

Página 3
Ex pressão
Por Caroline Cezar

Educativo

"Ninguém devia acreditar em nada da internet, todo mundo sabe que ela é comandada por especialistas da mente que só querem controlá-las".

 

Do filminho da Barbie que as crianças assistiam.

Escrito por Caroline Cezar, 30/07/2013 às 08h57 | carol.jp3@gmail.com

Bizarro!

Vi que a Burger King lançou um "comedor" pro nosso mundo "multitarefa". A ação de marketing, em decorrência dos 50 anos da marca, é coerente com o produto que vendem (e chamam de comida), mas o videozinho de divulgação ficou esquisito, mostra gente usando o "acessório" e pedalando, lutando boxe, fazendo massagem e pintando unha, mas ninguém na frente do computador ou da tevê. Ah, pra não associar com obesidade talvez... passar uma idéia de "vida saudável". É a ridicularização do mundo.

 

Escrito por Caroline Cezar, 22/07/2013 às 14h11 | carol.jp3@gmail.com

Estacionaram na ciclofaixa (e na calçada, e na faixa, e na porta da escola...)

Foi criada semana passada a comunidade "Estacionaram na ciclofaixa", página no facebook com o o objetivo de "denunciar os veículos motorizados estacionados em calçadas e vias ciclísticas, que desrespeitam as pessoas e as leis de trânsito em Balneário Camboriú. Não podemos multar, mas podemos denunciar. Ligue 190 e poste suas fotos na página. Ajude-nos a tornar o trânsito de BC melhor".

 

 

Eu, que sou uma "inconformada de porta de escola" há anos, só pra citar um exemplo cotidiano, vou colaborar sempre que puder com fotos. Sugiro ao moderador da página que sempre oriente os colaboradores a evitar xingamentos e baixarias, senão perde a credibilidade. Já que o objetivo é conscientizar, isso deve passar primordialmente pela educação e civilidade. Parabéns gente!


 

Escrito por Caroline Cezar, 22/07/2013 às 10h00 | carol.jp3@gmail.com

Vazio na alma

"Em resumo: crianças que foram muito mal-tratadas acabam virando adultos “viciados”. E aí o que nossa sociedade faz? Trata mal essas pessoas. “Nós punimos as mesmas crianças que falhamos em proteger”, diz Gabor".

 

 

 

Dica de leitura e reflexão para o dia, sobre desatenção na infância, ausência de amor, e política equivocada no tratamento de drogas e outras dependências: "O problema não está no crack, está na alma", de Denis Burgierman. E só pra complementar: "trauma" de infância não é só o que é considerado grandes tragédias na nossa sociedade, mas pequenas e frequentes omissões, violências psicológicas cotidianas, ausência, trocar o tempo e a criação dos filhos por telas e aí por diante.

Escrito por Caroline Cezar, 17/07/2013 às 11h18 | carol.jp3@gmail.com

Que tal uma macarronada?

Já é o quarto ano consecutivo, e em todos eles houveram críticas, mas dessa vez, com o avanço das redes sociais como ferramenta de indignação coletiva, ficou mais pesado, e foi a âmbito nacional. Me refiro à feijoada da Viva Bicho, ONG de proteção a cães e gatos que faz um trabalho importante aqui na cidade, e que está sendo alvejada pelo cardápio. 

 

Particularmente acho uma pena que as pessoas de bem -porque quem promove a feijoada e quem defende que não deviam usar porcos na feijoada são tudo gente do bem-, briguem entre si, enquanto deviam estar unindo forças. Por outro lado é meio chato que uma ONG que utiliza o slogan "por respeito à vida" sirva porcos para arrecadar fundos na defesa de animais domésticos. Porque reforça o "adormecimento" da sociedade sobre o desrespeito à vida no que se refere a maus tratos e proveniência de alimentos de origem animal. Qualquer mínima pesquisa choca qualquer pessoa sensível. Não importa se os integrantes da Viva Bicho são vegetarianos ou não, se comem presunto em casa ou não, se usam cintos de couro ou não. No momento que se colocam como uma ONG, uma organização que defende um trabalho público, precisa haver o mínimo de coerência e responsabilidade social nesse sentido também. "Não vai fazer ninguém parar de comer, é da nossa cultura blá blá blá", ok. Mas não é porque o chão tá sujo que a gente joga mais lixo.

 

Dois: se um grupo decide se expor numa página de internet, precisa saber administrar críticas contrárias, não simplesmente "apagar" fingindo que não elas existem, bloqueando o autor. Há as infundadas, as agressivas, mas simplesmente se fechar para o diálogo -muitas vezes respeitoso- é inadequado e arrogante. Há uns três anos eu mesma passei por isso, quando opinei que achei errado a ação da ONG, e recebi cartas e respostas pra lá de mal educadas, além de ficarem me olhando torto por um tempo -uns até hoje.


Três: apontar o dedo na cara de quem não é vegetariano, julgar e diminuir pessoas é tão péssimo quanto comer um bife, então muito cuidado com a forma de sugerir, comunicar, opinar, afinal o princípio primeiro do vegetarianismo é a não-violência. 

Repito que lamento que isso esteja acontecendo e sugiro novamente um diálogo. Não tem por que a ONG não aceitar sugestões de quem está querendo realmente ajudar; e por causa dessa teimosia ficar mal vista ou criando inimizades numa comunidade tão pequena quanto a nossa. O trabalho desenvolvido é exemplar, façam os eventos sociais acompanharem a mesma linha. Abertura! Diálogo!

  

Que tal uma macarronada? 

 

Escrito por Caroline Cezar, 10/07/2013 às 09h45 | carol.jp3@gmail.com

"Inconvenientes" #crianças #marketing

Confesso que não entendi qual foi a edificante idéia de colocar a Turma da Mônica numa campanha da Vedacit, que pra quem não sabe, é um impermeabilizante usado na construção civil, cuja recomendação de segurança é "manter longe do alcance de crianças". Não vejo como muito grave, mas daí a insistir na c... e contra notificar quem trabalha em defesa de crianças (e dos abusos publicitários a que estão submetidas) é um pouco descabido e arrogante. 

 

A Maurício de Souza Produções exigiu que o Instituto Alana, que notificou a empresa infantil, a Vedacit e o site ClimaKids pela publicidade inadequada, se “abstenha de interferir nas atividades” da empresa com ene justificativas. Disse ainda que “tal comportamento ilegal não será mais tolerado pela MSP, sendo certo de que esta não medirá esforços para impedir que V. Sas. venham a produzir novos inconvenientes desse tipo”. Leia a matéria completa.

 

A propaganda vem em forma de gibis, onde "os personagens Cebolinha, Mônica e Magali saem para viajar com os pais para curtir as férias, enquanto Cascão fica em casa. Para não sofrer de novo com os dilúvios, Cascão e sua família decidem aproveitar o período para reformar a casa e corrigir as patologias. Problema muito comum de acontecer, a temporada de chuvas de verão revela o que a ausência da impermeabilização durante a construção pode provocar futuramente nos imóveis: goteiras, vazamentos, umidade etc.  A partir daí a história se desenrola com muita informação e dicas valiosas sobre como evitar problemas com infiltrações e para que servem e como utilizar os produtos da Vedacit/Otto Baumgart, como Vedacit, Neutrol, Vedapren Parede, Manta Asfáltica e Bianco. Para conhecer a aventura completa só mesmo lendo mais essa criação patrocinada pela Vedacit/Otto Baumgart. A distribuição é gratuita e extensiva às revendas de todo o país", como descreve o texto de marketing no site da Vedacit.

 

Manta asfáltica galera? Me parece que a Vedacit, que entende pacas de concreto e nada de crianças, embarcou numa viagem -de custo bem elevado- de um marqueteiro. O imperador dos gibis achou o máximo vender para esse segmento que nunca pensou em alcançar. Só que alguém "percebeu" que a coisa tá meo desfocada e a brincadeirinha cara e sem noção pode virar um tiro de canhão no pé, ainda mais com esse tipinho de resposta que deram. Péssimo!

 

Escrito por Caroline Cezar, 02/07/2013 às 09h54 | carol.jp3@gmail.com



8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

Caroline Cezar

Assina a coluna Ex pressão

É curiosa e encantada com manifestações da natureza, incluindo a humana. Tem resistência a currículos e títulos. Tenta exercitar a entrega cotidiana. Discorda da própria opinião. É apaixonada. Não sabe, nem quer, separar nada de coisa alguma.