Jornal Página 3
Coluna
Falando Nisso
Por Marlise Schneider

Coisas boas de ouvir

 Domingo passado assisti um espetáculo musical na igreja luterana Martin Luther, aquela que fica na subida do Cristo Luz. Durante o culto de Páscoa, um grupo de alunos de violino apresentou-se e encantou quem lá estava. De todas as idades, meninos, meninas, adolescentes e adultos. O violino é um dos instrumentos mais lindos e harmoniosos que conheço. O som é encantador. O grupo da professora violinista está crescendo.

Quem quiser aprender pode entrar em contato pelo 3367-8065. 

 

Escrito por Marlise Schneider, 05/04/2018 às 15h25 | lisi@pagina3.com.br

Coisas boas de ver

 Hoje o dia começou diferente. 

Louco por barcos e por mar, Marzinho queria ver apontar no horizonte 'longínquo' os primeiros veleiros da Volvo, que estavam saindo de Bombinhas. Em busca de um bom lugar fomos até o morro de Taquaras. Ali tem um mirante e uma vista sensacional. 

Fazia um tempo que não passava pela Interpraias. Sempre linda! Que passeio maravilhoso! Sempre indico e sugiro para quem não conhece não deixar de conhecer, porque vale muito a pena.

O vento parou e os veleiros também. Saímos dali em direção ao Pontal Norte, sempre mirando o horizonte. 

Decidimos então subir o Morro do Careca. Outro lugar fora de série, uma paisagem de tirar o fôlego. Olho para o lado esquerdo e vejo a Brava gigante...nossa, como cresceu aquela praia, agora cheia de prédios e condomínios luxuosos. Olho pra direita e vejo uma Balneário imponente, gigante e bela. É a cidade que tomou meu coração. É por ela que lutamos há quase 27 anos, quando nasceu o Página3. Denunciando as coisas erradas, as falcatruas, as coisas que arranham, machucam e ferem esta cidade, mas também sempre mostrando as nossas belezas, as nossas coisas boas que temos. O jornal local, na minha opinião, tem esse dever de zelar pela cidade, pelas coisas certas, pelo seu crescimento sustentável, para que todos tenham um futuro melhor.

Aqui chegamos com as duas filhas pequenas. Aqui a família cresceu. Estamos esperando o sexto neto (a). Todos eles nasceram aqui. Eles são as raízes que Balneário Camboriú não tinha. Hoje tem. A cidade concentrou a família aqui. Uns vieram de Porto Alegre, outros de São Paulo, outros do Rio, outros de Curitiba e por aqui se fixaram em um grande encontro familiar que já tem mais de três décadas. 

Morro de Taquaras e Morro do Careca, dois extremos, lindos, convidativos. São passeios obrigatórios. Lá no topo do Careca tinha uma mulher meditando, um casal se exercitando, um homem subindo com três cachorros, muita gente caminhando ou correndo, porque o local é agradável, o ar é fresco e a paisagem é linda demais. Ouvi um dos que ali estavam dizendo 'tem gente que mora a vida toda na cidade e nunca veio até aqui para conhecer essa beleza toda'. Concordei. Assim como muita gente, estou falando de moradores, nunca foi no Cristo Luz, nem subiu no teleférico ou foi conhecer o zoo do Parque Cyro Gevaerd. 

Acho importante dar valor para o que temos. 

Olhar à nossa volta. Valorizar esse cenário que a natureza nos deu de presente. Cuidar para manter isso tudo...que ainda não foi detonado pelo homem. 

São coisas boas de ver. Podem crer! Fazem bem para a mente e a alma!

Escrito por Marlise Schneider, 03/04/2018 às 14h14 | lisi@pagina3.com.br

UM EXERCÍCIO GENIAL

Ler é sempre um alento, uma contribuição, um conhecer.

Ler sobre qualquer coisa é isso. Traz isso. Faz isso: enriquecer a nossa mente, acionar as gavetinhas do cérebro, cultivar um bom hábito, manter viva a nossa capacidade de pensar, de produzir, de preencher lacunas, de aprender.

A leitura é um aprendizado para toda vida.

Tem gente que prefere ler livros. Outros preferem jornais. Outros curtem ler propagandas. Outros são adeptos de revistas. Outros preferem ler no computador ou no celular. Tem tudo isso no celular, mas tem aqueles que preferem manusear a coisa...

Entre tantas opções e sugestões quero sugerir um exercício que venho fazendo e que considero simplesmente genial, pela variedade de assuntos, pelos autores e pela contribuição que essa 'ginástica' está trazendo para minha vida. Não precisa ser diário. Pode ser um exercício semanal. Ou mensal. Ou quando der vontade. É um aprendizado e tanto.

O exercício?

Ler as COLUNAS do Página3 Online.

Mesmo aquelas que não são renovadas regularmente (aqui não existem regras, os colunistas escrevem quando querem, quando tem inspiração)

Vou lembrar para você guardar, mas é bem fácil de localizar no site:

AMERICA MISTERIOSA ........... Dalton Maziero

CINERAMA BC  ......................... André Gevaerd

PONTO DE PROSA .................. Ceres Felski

CÁ PRA NÓS ............................. Fernando Baumann

CERVEJUDAS ........................... Camila Utech e Debora Lehnen

COND.GARDEN CITY ................ Saint Clair Nickelle

CRÔNICA SEMANAL ................. João José Leal

DEDO NA MOLEIRA .................. Waldemar Cezar Neto

DRONE ....................................... Hélvion Ribeiro

ECONOMIA & NEGÓCIOS ................. Augusto César Diegoli

ENÉAS ATHANÁZIO ................... Enéas Athanázio

EX PRESSÃO ............................. Caroline Cezar

FABULAR É PRECISO ............... Fabi Langaro Loos

FRENTE&VERSO ....................... Daniele Sisnandes

J.JUNIOR .................................... Jonas Ramos Junior

MARISA FERNANDES .............. Marisa Zanoni Fernandes

PUXANDO REDE ....................... Fabiane Diniz

SÔNIA TETTO ............................ Sônia Tetto

MÃE NA RODA .......................... Ana Paula Góis

MOBILIDADE URBANA ............. Henrique Wendhausen

VIAGENS&TURISMO ................ Marcos Pagelkopf

VINHO COMIGO ........................ Carlos Mayer

Pronto...é leitura que não acaba mais...e coisa boa, porque o time é bom.

Faça o exercício. Não vai se arrepender.

Até mais!

Escrito por Marlise Schneider, 23/02/2018 às 15h30 | lisi@pagina3.com.br

Novos caminhos

Fui ao Cine Boteco da CineramaBC Arthouse essa semana e fiquei alegremente surpresa com a quantidade de jovens que estavam lá para assistir coisas que rolaram nos meus tempos de jovem...os curtas Meu nome é Gal e Os Mutantes e depois o documentário Tropicália, de Marcelo Machado, mostrando aquela explosão cultural, no meio daquela explosão torta da política no país, lá pelos anos pesados da ditadura, 1969, quando a gente tinha medo de tudo, até de cantar...e então na plateia três mais 'antigos' (o Ike, o Marzinho e eu) e nas arquibancadas de olho mais firme do que nunca naquele telão do boteco aquela rapaziada de menos de 20...inesquecível.

Então pensei: que coisa mais legal essa cena, esse ambiente, uma descoberta, mais um espaço muito maneiro para todas as idades. O André Gevaerd, cineasta e produtor, nascido aqui na praia, investiu com força naquele local que fica lá longe,no finalzinho da Rua São Paulo quase na esquina da marginal, e conseguiu chamar um público fiel.

O Tropicália foi um 'reviver' apaixonante, com músicas e letras lindas e algumas tristes, puro protesto. Nós vimos, vivemos e acompanhamos essa historia que a maioria dos nossos jovens, meus netos, nem imaginam como foi. Ler sobre isso é uma coisa. Viver isso é outra bem diferente.

No telão, o movimento e o empenho do Caetano, Gil, Gal, depois a Rita Lee, matei a saudade.

Se você ainda não foi conhecer aquele ambiente cultural, faça disso um programa. Tem muita coisa pra ver. Neste Cine Boteco tinha uma variedade de chopes e cervejas artesanais, tudo na Kombicas Growler Station, estacionada ali mesmo, dentro do boteco.

Parabéns André (Dé). Você mostrou que o empenho, a dedicação e sobretudo a paixão pela arte abrem novos caminhos. Você conseguiu!

Escrito por Marlise Schneider, 19/01/2018 às 10h16 | lisi@pagina3.com.br

Mais calma pessoal!

Quero olhar menos as redes esse ano. De vez em quando dou uma passada e vejo que as pessoas andam muito sensíveis, irritadas, xingando fácil, exigindo, cobrando, reclamando e pôxa...o ano acabou de começar...
Há alguns dias estava todo mundo se abraçando, desejando paz, alegrias, esperança e não sei mais o que nesse ano novo. Já esqueceram tudo?
Pela manhã andando na avenida Brasil recebi duas reclamações sobre o trânsito congestionado, parado naquela via. Não é nenhuma novidade. Estamos em alta temporada.
Uma das reclamantes disse que enquanto os ônibus de turismo estiverem parando na Brasil e andando pelas ruas apertadas do centro, nada vai mudar. Do Atlântico Shopping até a 1500 ela levou 50 minutos...e estava indignada.
O outro reclamou porque os turistas estão 'passeando', andando em marcha lenta e atrapalhando o trânsito quando outros precisam cumprir horário no trabalho.
Encontrei também quem reclamasse de outro problema sério que ganha enormes dimensões nesse período de muvuca: estacionar. A moradora levou mais de hora circulando e procurando um local para parar, porque carregava uma pessoa de idade que precisava ir a um consultório.
Nada disso é novo.
Tudo isso se repete todos os anos.
Estamos com a cidade cheia de visitantes.
Se temos que trabalhar, cumprir horários, temos que achar um jeito de chegar, porque isso não vai mudar, porque não tem como mudar de uma hora pra outra. Exige planejamento. Estudo.
Os ônibus de turismo parar no centro, descarregando turistas é um assunto que levantamos neste jornal desde que ele existe, quase três décadas. Não apareceu um jeito até hoje de resolver isso. Sabe por quê? Porque só pensamos no problema quando ele está diante de nós, hoje, agora. E aí não tem jeito mesmo.
Então pessoal, vejo explosões e reclamações por todos os lados.
Vamos acalmar. Se estamos aqui é porque gostamos de estar aqui. Se queremos continuar aqui, vamos juntos em busca de soluções. Só reclamar, chiar, detonar, não resolve nenhum tipo de problema.
Pense nisso. Com calma!

Escrito por Marlise Schneider, 12/01/2018 às 15h09 | lisi@pagina3.com.br

O navio, o churros e a ciclovia

 O pequeno Diego, 8 anos, do interior do Paraná, travou na calçada da beira mar, quando avistou o navio cruzeiro que estava se preparando para ir embora. Do lado de cá da calçada da avenida Atlântica ele estava tão extasiado com aquela cena, manifestava em alto e bom tom, tudo que aquele navio dizia para ele...é muito grande, é gigante...é muito bonito...eu quero ir lá perto...quantas pessoas tem lá dentro...ele perguntava tudo ao mesmo tempo para os pais que também estavam 'imobilizados' pela cena. Eles queriam saber quando vem outro navio, será que ainda estaremos por aqui?

Eu estava ali por perto e fiquei do ladinho acompanhando aquele momento. Depois olhei em volta e vi que tinha muitos Diegos por ali. O pessoal olhava 'por cima' da praia lotada. Todos queriam ver o navio, o último transatlântico que encostou na Barra Sul esse ano.

Nós moradores já incorporamos os transatlânticos, afinal este foi o quinto e nem foi o maior. Fiquei imaginando o Diego se visse um daqueles primeiros que encostaram por ali.

Então me dei conta que os transatlânticos são uma novidade para turistas. 

Depois escutei um grupo comentando que as bancas de churros estão de cara nova, 'melhoraram' o visú. "Além de bonitas, ficaram mais higiênicas", acha uma turista de São Francisco do Sul. Esta é outra novidade nesta temporada. Mas algumas ainda não estão prontas.

Por último a ciclofaixa que não é novidade neste verão, mas chamou atenção de muita gente pelo volume de usuários e alguns em velocidade exagerada. Um garoto se exibindo veloz sobre o patinete elétrico que ganhou no Natal. Quase bateu na mulher que corria. Ouviu desaforos do pessoal que viu a cena. Mas seguiu na mesma disposição. Bikes indo e vindo, crianças com patins pra cima e pra baixo, pedestres atravessando, o local ficou conturbado e exige muita atenção de todos que frequentam ou passam por ali.

Tudo isso em menos de uma hora. Quarta-feira, dia 27 de dezembro, por volta de 16h.

Pensei com meus botões: uma ida até a praia nessa época é só novidade!

Escrito por Marlise Schneider, 28/12/2017 às 09h15 | lisi@pagina3.com.br



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Marlise Schneider

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... curiosa desde guria, ligada, discreta, caseira, sonhadora. Jornalista, chefe de jornalismo do Jornal Página 3.


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