Jornal Página 3
Coluna
Falando Nisso
Por Marlise Schneider

A TOCHA EM BALNEÁRIO

Apesar dos manifestos contrários que vi nas redes, penso que a passagem da tocha olímpica por Balneário Camboriú foi importante. 

Ouvi muitos questionamentos sobre esse assunto nos últimos dias, quase sempre focando em grana. Ou perguntando quanto a prefeitura pagou para trazer a tocha para cá? Outros afirmando que a prefeitura pagou milhões para isso...outros questionando se o Marzinho, o editor do Página3, que foi um dos condutores, pagou e quanto pagou para carregar a tocha...outros querendo saber se é verdade que para ficar com a tocha, o condutor teria que desembolsar R$ 1 mil ou R$ 2 mil...bom foram muitos questionamentos e aqui quero dizer publicamente que ninguém pagou nada, até porque seria uma 'honra comprada' e o jornal jamais pagaria...aliás o jornal sempre criticou aqueles 'prêmios' que as pessoas ou empresas ganham...se pagarem por eles, é claro!

*O Marzinho foi convidado pela Coca-Cola para representar a imprensa da cidade.

*Prencheu um questionário, confirmou presença. Não cobraram nada.

*Meses depois chegou uma caixa enorme, contendo um par de tênis e mais um monte de badulaques, inclusive uma tocha para montar e guardar de recordação. Sem custo de nada.

*Na última semana, a organização entrava em contato seguidamente, lembrando que estava chegando o momento. De graça.

*Às 7h da manhã desta terça-feira, 12 de julho, a organização alertou: "Está na hora. Chegou a hora". Sem custo algum.

*Às 8h fomos até o Teatro Bruno Nitz. Lá estavam 17 dos 34 condutores. Todos recebendo um pacote com o 'uniforme' branco/verde/amarelo para vestir. Ninguém cobrou nada.

*Fizeram um sorteio entre os condutores. Um deles poderia levar a tocha para casa. Sem custo algum. O Marzinho foi sorteado.

*Ele foi o número 26. O ônibus deixou ele na Avenida Atlântica esquina com Rua 3700. Quando desceu foi um tumulto. Até ele ficou assustado com a gritaria, todo mundo empurrando para tirar foto com ele...meu Deus, minutos de celebridade...Tudo de graça!

*Depois correu 200m (o que faz uma academia, hein Edmilson?!!!)...e nesse curto trechinho todo mundo gritando o nome dele. Muita emoção. Tudo sem custo algum.

*Enfim, foi uma experiência diferente. Não custou nada. E ficará para sempre em nossas memórias. Com certeza.

Então por aqui vai um OBRIGADO COCA COLA pelo convite! Que também não custou nada.

E por aqui vai um recado e um conselho para esses 'raivosinhos' do Facebook que só criticaram, falaram mal e principalmente informaram errado: usem esta maravilha tecnológica para o BEM...para divulgar o que é real...não para jogar m... que isso não contribuiu com nada, viu?

Escrito por Marlise Schneider, 12/07/2016 às 15h05 | lisi@pagina3.com.br

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Eu não falei com ele

Alguém aí falou com o Sérgio Machado?

Fico imaginando o que tem de político com caganeira hoje por essa Brasília afora...

Enquanto eles ficam desmentindo jornalistas, são sempre inocentes, fazem sempre tudo dentro da lei, nós que a cada dia acordamos com mais um solavanco, continuamos assistindo esse terror político que se instalou no alto comando do país, que deveria ser o nosso exemplo. Essa vergonha nacional que paralisou nossa economia, nosso crescimento, nossa esperança.

Estamos pisando em ovos, sem saber qual será o próximo passo. Há quanto tempo estamos nessa? Há quantos anos estão nos roubando descaradamente?

O que mais está por vir?

Para um recém empossado ministro que começa falando em 'retomada' querer paralisar a Lava Jato deve ter muita, mas muita merda ainda pra vir à tona. Ele se 'licenciou' ora vejam só...parece até que tá fazendo um favor para o país....Vai prá casa Jucá e não volte nunca mais. Assim como todos os que virão à tona nos próximos dias...querer mexer com a Lava Jato não vai dar certo. O povo está alerta. Não vai permitir.

A minha fé, pelo menos, não conseguiram destruir ainda.

Eu acredito.

Eu continuo trabalhando e querendo deixar um país melhor para meus filhos, meus netos...e isso não se faz roubando. Em nenhum lugar do planeta.


 

Escrito por Marlise Schneider, 24/05/2016 às 09h21 | lisi@pagina3.com.br

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Em frente

Não acredito em fada madrinha, nem em Papai Noel, coelhinho da Páscoa ou milagres...mas acredito em mudança, desde que a faxina geral continue, doa a quem doer. Precisamos dar um basta na roubalheira descarada que afundou esse país, atacar de frente e sem parar a corrupção. Só assim construiremos um país mais justo e seguro. Eu acredito nisso.

Já vi muita coisa acontecer, mas nunca vi tanto larápio engravatado atrás das grades e isso não pode parar.

Se formos por esse caminho, tenho fé e volto a apostar em um país melhor para todos.

Vamos em frente.

Escrito por Marlise Schneider, 12/05/2016 às 08h54 | lisi@pagina3.com.br

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Será que vale a pena?

Jornalistas e colunistas são achincalhados porque tornam públicas suas opiniões. Pessoas que pensam diferente se acham no direito de 'massacrar', escrevendo coisas estúpidas e às vezes inacreditáveis, e sempre junto aquela coisa de interior...acham que o profissional está recebendo algum benefício, uma grana, um jabá, se vendeu...como se ele não fosse cidadão, não pensasse, não tivesse ideias próprias.

Sei que em ano eleitoral o bicho pega, sempre foi assim, há 25 anos cobrimos eleições aqui e hoje já estou dialogando com meus botões e dizendo 'tomara que outubro passe logo'. Mas nesses últimos dias, com a política nacional pegando fogo parece que as coisas se adiantaram. Leio opiniões raivosas e descabidas. Alguns são até conhecidos. Que eu tinha em alto conceito, não porque pensam diferente, mas pela forma como reagem, com grosserias e estupidez. Decepção total, a falta de respeito com o ato livre de pensar, de dizer e de escrever. Tempos de internet aceleraram essa falta (ou seria excesso?) de liberdade.

Todos têm o direito de pensar.

Todos têm o direito de divergir.

Todos têm o direito de pensar diferente.

Todos têm o direito de opinar.

Todos têm o direito de expor o que acreditam.

E todos têm o dever de respeitar a opinião do outro.

Isso - no meu entendimento - é democracia. 

Escrito por Marlise Schneider, 29/03/2016 às 13h38 | lisi@pagina3.com.br

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Eu vou...


Sempre participei de movimentos, passeatas, reivindicações seja em grêmios estudantis ou em diretórios acadêmicos ou nas ruas mesmo, vestindo camisetas, carregando faixas ou pintando a cara. Sempre achei (e continuo achando) que são movimentos legítimos quando protestam em busca de melhorias, quando pedem a volta do desenvolvimento, seja ele econômico, social, cultural e acho que são necessários quando pedem o fim da roubalheira, essa pouca vergonha que estamos vivendo e que está paralisando o país.

É para isso e por isso que sempre fui e vou de novo. E vou com muita esperança. Com fé de que podemos sim voltar a nos orgulhar muito dessa terra.

São tempos livres, a democracia permite esses atos de protesto, saudáveis, das pessoas de bem, que só querem direitos garantidos e recuperar a cidadania, que está seriamente abalada. Quem viveu nos tempos da ditadura, sabe bem a diferença. E esta diferença é muito grande. Não vamos pedir a volta da ditadura, quem faz isso, está seriamente equivocado.

Vamos para a rua manifestar que queremos um país livre e não subordinado a essas quadrilhas de empresários e políticos corruptos que só pensam neles e na fortuna...dinheiro...dinheiro....dinheiro...vamos nos manifestar e apoiar o juiz Sérgio Moro. Essa semana ele colocou claramente aos brasileiros, que há duas chances, dois caminhos a seguir: ou varrer toda essa lama pra debaixo do tapete como sempre e deixar tudo como está...ou encarar de frente e tornar esse Brasil um país sério.

Vamos nos manifestar pela dignidade. Por um país sério, livre dessa roubalheira que todos estamos cansados de engolir.

OBS - E com tudo isso que ficamos sabendo, continuo achando que não sabemos da missa a metade!!!!

Escrito por Marlise Schneider, 11/03/2016 às 16h26 | lisi@pagina3.com.br

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Tá tudo certo...

 Eu sempre acho que grandes concentrações de público são uma oportunidade para manifestações pacíficas. 

Pensei que o Carnaval seria uma dessas oportunidades.

No meio da folia, da alegria, da festa, mostrar que nem tudo vai bem, que nossa economia está um caos, que estamos preocupados com o futuro, que o governo está sem direção, que não sabemos direito o que vai acontecer, que a inflação está escancarada por todos os lados...

Pensei que uma dessas grandes escolas de samba levaria para a passarela essa preocupação, essa indignação com a corrupção aviltante que tomou conta, encenaria a nossa triste realidade. Teria o reconhecimento do público.

Pensei que talvez no meio daquela multidão que assistiu desfiles em São Paulo e no Rio, alguém levantasse uma faixa em nome da população indignada com tanta roubalheira...Teria o reconhecimento do público.

Pensei que talvez nos famosos carnavais de rua de Salvador, Recife...alguém...teria o reconhecimento?

Foram só pensamentos. Na hora da folia não tem que lembrar de abacaxis, pepinos, problemas...fica pra depois.

O depois é agora.

O que será que nos espera depois da folia? 

Escrito por Marlise Schneider, 10/02/2016 às 17h26 | lisi@pagina3.com.br

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Marlise Schneider

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... curiosa desde guria, ligada, discreta, caseira, sonhadora. Jornalista, chefe de jornalismo do Jornal Página 3.
















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