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Coluna
Falando Nisso
Por Marlise Schneider

Balneário Camboriú, 53 anos: Salão Verde, o primeiro cinema da praia


A foto acima é uma das milhares do arquivo particular do nativo da praia Antônio Jorge de Borba, uma dessas poucas memórias ambulantes que continuam contando histórias da praia e de como tudo começou…
Neste dia 20 de julho, quando Balneário Camboriú está em festa, comemorando 53 anos, Borba nos enviou esta foto histórica, do começo da década de 60, quando a praia se emancipou. Uma imagem quase inacreditável, porque a mudança, o desenvolvimento, o crescimento foi rápido demais. Em pouco mais de 50 anos quanta transformação!
E na edição especial que o Página3 preparou para comemorar os 53 anos, o tema é ‘Balneário 2030’, ou seja, sempre olhando para o futuro, daqui a 13 anos, o que vai mudar, quais as alternativas propostas e como a cidade vai se transformar mais uma vez.

Início dos anos 60

Voltando meio século e um pouco no tempo, Borba contou sobre o que mostra a foto que mandou. Ali aparece um terreno baldio, campinho de futebol, onde hoje é a praça Tamandaré; aparece o hotel Miramar, que está até hoje no Calçadão, a frente do restaurante San Remo, o Hotel Pio, do primeiro prefeito eleito da praia Higino João Pio, aparece ao fundo (onde hoje é o Ryan) e também aparece o Salão Verde (aquela casinha branquinha), que foi o primeiro cinema da praia. É sobre esse cinema que Borba escreveu o texto abaixo

Acompanhe:

“O nome do proprietário do Salão Verde era Estácio Rosa (já falecido, era irmão de Carlinhos Rosa, dono do morro do Cristo Luz). Segundo informou Bruno (filho de Estácio Rosa), que vive em nossa cidade, o primeiro cinema da Praia de Camboriú foi criado no ano de 1959/1960 e funcionava dentro do Salão Verde na avenida Central. O nome do cinema também era Salão Verde. Os assentos não eram cadeiras, eram bancos de madeira, fabricados na cidade de Navegantes. O transporte dos bancos de Navegantes para Praia de Camboriú, foi via marítima, através de um barco de pesca. O desembarque dos bancos foi na areia da praia, bem defronte a atual Avenida Central (Calçadão), inclusive ele ajudou a carregar os bancos até o Salão Verde. Bruno informou que em cada banco cabiam seis pessoas adultas.

Depois do cinema Salão Verde, inaugurou o Cine Vera. Lembro que minha familia, a mãe Maria de Borba e meus irmãos, fomos morar no restaurante, bar e sorveteria San Remo em 1962, quando este fechou e aí inaugurou o Cine Vera, em 1963. Bruno acrescentou também, que quando veio a tevê para o Salão Verde, algum tempo depois encerrou o cinema de seu pai, mas os bancos permaneceram porque lotava de clientes, crianças, para assistir tevê e tomar sorvetes, principalmente nas matinês de domingos, feriados e temporadas de verão. Inclusive eu assisti várias sessões de cinemas/matinês e depois tevê, com destaque para a Jovem Guarda para assistir Roberto Carlos, Wanderléa, Erasmo Carlos e tantos outros, que estavam despontando via rádio e tevê. No Salão Verde, também aconteciam grandes bailes, Carnavais que eram freqüentados pela alta sociedade da praia”.

 

Escrito por Marlise Schneider, 20/07/2017 às 09h42 | lisi@pagina3.com.br

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Marlise Schneider

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... curiosa desde guria, ligada, discreta, caseira, sonhadora. Jornalista, chefe de jornalismo do Jornal Página 3.
















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