Jornal Página 3
Coluna
Falando Nisso
Por Marlise Schneider

Voto consciente

No dia 10 de agosto escrevi neste espaço um texto com o título (QUASE) 60 DIAS DE DÚVIDAS, sobre a campanha eleitoral que estava começando.

Na antevéspera da eleição continuo com dúvidas.

Não sobre em QUEM votar, mas sobre o cenário triste que estamos vivendo, quando este deveria ser um momento de alegria, de responsabilidade, de olhar pra frente, de imaginar que uma eleição pode arrumar o que está torto e devolver a esperança para quem ainda acredita que tem jeito.

Tenho dúvidas sobre a estabilidade do país, dos brasileiros, principalmente a estabilidade emocional que está seriamente afetada, porque parece que as pessoas estão 'duelando' seu voto - quem vota nesse não vota naquele ou quem vota naquele não vota nesse e ponto final. Não tem discussão. É um radicalismo à esquerda e à direita. Coisa desastrosa para um país em desequilibrio.

O radicalismo afetou os defensores do bolsonarismo e os seguidores do lulismo. E só isso. Não parecem preocupados em conhecer as figuras, ler e estudar sobre esses candidatos. E sobre seus vices também, afinal ultimamente os vices têm chegado lá...socorro!!!!

De um modo geral as pessoas lêem pouco, cada vez menos. Então esta eleição está girando na internet, no celular, nas redes e ali todo mundo fala o que quer, estão dizendo e escrevendo horrores, coisa nunca vista antes.

O que mais ouvi nestes dias de campanha é os filhotes de Bolsonaro dizendo que votam nele porque não querem o PT de Lula voltar para transformar o Brasil numa Venezuela. E os filhotes petistas dizendo que Lula precisa voltar para fazer o Brasil feliz de novo e impedir que aqui se instale uma ditadura militar ou que acabem com o décimo terceiro e por aí vai.

O ambiente está pesado.

E aí residem as minhas maiores dúvidas: o que vai rolar porque alguém vai perder, não vai?

De resto, fico torcendo para que nestas poucas horas que faltam até o dia da urna, as pessoas parem para pensar com sobriedade, com inteligência, que votem no candidato que realmente consideram o melhor, naquele que tem um plano de trabalho convincente, que não votem com raiva, com ódio, isso nunca deu certo e nunca vai dar.

Quem já viveu uma ditadura, vai saber do que estou falando. Ninguém que já viveu uma ditadura quer um negócio desses de volta. Quem é mais 'antigo' lembra do maior movimento que esse país já viveu 'Diretas Já'. A reconquista pelo voto, a liberdade de escolher quem vai governar, a liberdade de expressão e a volta da democracia, hoje seriamente ameaçada.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

A pergunta também vale para aqueles que defendem que só a volta do PT pode salvar o país. Nunca na historia desse país vivemos tantos escândalos, nunca fomos tão escandalosamente roubados e nunca na historia desse país vimos tantos 'colarinhos brancos' atrás das grades.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

Por isso, o mais importante nesse momento é votar com consciência. Votar com convicção, naquilo que você acredita e nunca para tirar do páreo um outro candidato. Isso em outras palavras significa cada um ser dono da sua vontade.

Ainda tem tempo.

Vote consciente. E fique de bem com você mesmo. 

Escrito por Marlise Schneider, 05/10/2018 às 14h16 | lisi@pagina3.com.br



Marlise Schneider

Assina a coluna Falando Nisso

... curiosa desde guria, ligada, discreta, caseira, sonhadora. Jornalista, chefe de jornalismo do Jornal Página 3.


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No dia 10 de agosto escrevi neste espaço um texto com o título (QUASE) 60 DIAS DE DÚVIDAS, sobre a campanha eleitoral que estava começando.

Na antevéspera da eleição continuo com dúvidas.

Não sobre em QUEM votar, mas sobre o cenário triste que estamos vivendo, quando este deveria ser um momento de alegria, de responsabilidade, de olhar pra frente, de imaginar que uma eleição pode arrumar o que está torto e devolver a esperança para quem ainda acredita que tem jeito.

Tenho dúvidas sobre a estabilidade do país, dos brasileiros, principalmente a estabilidade emocional que está seriamente afetada, porque parece que as pessoas estão 'duelando' seu voto - quem vota nesse não vota naquele ou quem vota naquele não vota nesse e ponto final. Não tem discussão. É um radicalismo à esquerda e à direita. Coisa desastrosa para um país em desequilibrio.

O radicalismo afetou os defensores do bolsonarismo e os seguidores do lulismo. E só isso. Não parecem preocupados em conhecer as figuras, ler e estudar sobre esses candidatos. E sobre seus vices também, afinal ultimamente os vices têm chegado lá...socorro!!!!

De um modo geral as pessoas lêem pouco, cada vez menos. Então esta eleição está girando na internet, no celular, nas redes e ali todo mundo fala o que quer, estão dizendo e escrevendo horrores, coisa nunca vista antes.

O que mais ouvi nestes dias de campanha é os filhotes de Bolsonaro dizendo que votam nele porque não querem o PT de Lula voltar para transformar o Brasil numa Venezuela. E os filhotes petistas dizendo que Lula precisa voltar para fazer o Brasil feliz de novo e impedir que aqui se instale uma ditadura militar ou que acabem com o décimo terceiro e por aí vai.

O ambiente está pesado.

E aí residem as minhas maiores dúvidas: o que vai rolar porque alguém vai perder, não vai?

De resto, fico torcendo para que nestas poucas horas que faltam até o dia da urna, as pessoas parem para pensar com sobriedade, com inteligência, que votem no candidato que realmente consideram o melhor, naquele que tem um plano de trabalho convincente, que não votem com raiva, com ódio, isso nunca deu certo e nunca vai dar.

Quem já viveu uma ditadura, vai saber do que estou falando. Ninguém que já viveu uma ditadura quer um negócio desses de volta. Quem é mais 'antigo' lembra do maior movimento que esse país já viveu 'Diretas Já'. A reconquista pelo voto, a liberdade de escolher quem vai governar, a liberdade de expressão e a volta da democracia, hoje seriamente ameaçada.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

A pergunta também vale para aqueles que defendem que só a volta do PT pode salvar o país. Nunca na historia desse país vivemos tantos escândalos, nunca fomos tão escandalosamente roubados e nunca na historia desse país vimos tantos 'colarinhos brancos' atrás das grades.

Vamos jogar tudo isso fora gente?

Por isso, o mais importante nesse momento é votar com consciência. Votar com convicção, naquilo que você acredita e nunca para tirar do páreo um outro candidato. Isso em outras palavras significa cada um ser dono da sua vontade.

Ainda tem tempo.

Vote consciente. E fique de bem com você mesmo. 

Escrito por Marlise Schneider, 05/10/2018 às 14h16 | lisi@pagina3.com.br



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