Jornal Página 3
Coluna
Frente & Verso
Por Daniele Sisnandes

Você pede ajuda?

Estava pensando em como nós seres humanos temos capacidades espetaculares para dar conta de tantas cobranças dessa nossa era.

A rotina é implacável, as responsabilidades se acumulam e vamos nos superando principalmente porque a concorrência é grande. Isso claro, no meio privado e no lado emocional, já na esfera pública as coisas têm um tempo só delas.

Eu comecei a pensar nisso porque vi uma postagem em alguma rede social, de uma dessas indiretas...uma pessoa ironizava a ausência de amigos em um momento de dificuldade.

Primeira coisa foi me botar no lugar da pessoa e já passei raiva só de pensar que sacanagem ficar sozinho numa hora dessas, mas segundos depois pensei, poxa, eu de alguma forma conheço essa pessoa e nem imaginava que ela precisava de ajuda.

O problema é que não pedimos ajuda. Resistimos até as dificuldades atingirem níveis críticos. Calados. Como se fosse algum sinal de derrota. Uma ideia tosca que absorvemos como verdade.

Sei do que estou falando porque também não sabia muito pedir ajuda, até bem pouco tempo. Coisa de jovem ou orgulho, paradigmas que vamos quebrando com o tempo e com a evolução que a experiência da vida nos traz.

Além de jornalista e DJ, eu sou sócia da minha mãe em um negócio de doces sob encomenda e em toda Páscoa temos o auge das nossas vendas. Apesar de sermos bem pequenos, nesta época do ano não damos conta sozinhos.

Passamos alguns apertos até percebermos que, pelo menos naquela época, tínhamos que contar com vários colaboradores, delegar... dividir pra conquistar.

A mesma coisa acontece com as emoções. Pedir ajuda não pode ser motivo de vergonha, jamais, porque é um ato de coragem!

Às vezes é uma conversa, um pouco de tempo que você dedica a alguém ou que pede de alguém, não importa. Compartilhar faz o fardo da vida ser mais leve.

Nem todos sabem das nossas lutas, do peso das nossas responsabilidades, falar é importante.

Dar a oportunidade para o outro estender a mão é o primeiro passo. A escolha é dele, mas quem abre a porta é a gente.


Falando em pedir ajuda, no próximo mês, além de darmos boas vindas à primavera, vamos lembrar mais uma vez  do Setembro Amarelo, movimento importante que chama a atenção para a prevenção ao suicídio. 

Balneário Camboriú se engajará nessa luta e lançará seu programa municipal de apoio a quem precisa ser escutado, uma iniciativa e tanto, logo será lançado oficialmente.

Além disso, temos por aqui também o CVV, que sempre tem alguém disponível para escutar. O telefone é 188 e a ligação é gratuita!

Escrito por Daniele Sisnandes, 27/08/2018 às 17h29 | danikahc@gmail.com



Daniele Sisnandes

Assina a coluna Frente & Verso

Ama a música, as letras e gargalhadas. Sonhadora com os pés no chão. Jornalista. Quer ir além da pirâmide invertida, mas que seja frente e verso.


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Estava pensando em como nós seres humanos temos capacidades espetaculares para dar conta de tantas cobranças dessa nossa era.

A rotina é implacável, as responsabilidades se acumulam e vamos nos superando principalmente porque a concorrência é grande. Isso claro, no meio privado e no lado emocional, já na esfera pública as coisas têm um tempo só delas.

Eu comecei a pensar nisso porque vi uma postagem em alguma rede social, de uma dessas indiretas...uma pessoa ironizava a ausência de amigos em um momento de dificuldade.

Primeira coisa foi me botar no lugar da pessoa e já passei raiva só de pensar que sacanagem ficar sozinho numa hora dessas, mas segundos depois pensei, poxa, eu de alguma forma conheço essa pessoa e nem imaginava que ela precisava de ajuda.

O problema é que não pedimos ajuda. Resistimos até as dificuldades atingirem níveis críticos. Calados. Como se fosse algum sinal de derrota. Uma ideia tosca que absorvemos como verdade.

Sei do que estou falando porque também não sabia muito pedir ajuda, até bem pouco tempo. Coisa de jovem ou orgulho, paradigmas que vamos quebrando com o tempo e com a evolução que a experiência da vida nos traz.

Além de jornalista e DJ, eu sou sócia da minha mãe em um negócio de doces sob encomenda e em toda Páscoa temos o auge das nossas vendas. Apesar de sermos bem pequenos, nesta época do ano não damos conta sozinhos.

Passamos alguns apertos até percebermos que, pelo menos naquela época, tínhamos que contar com vários colaboradores, delegar... dividir pra conquistar.

A mesma coisa acontece com as emoções. Pedir ajuda não pode ser motivo de vergonha, jamais, porque é um ato de coragem!

Às vezes é uma conversa, um pouco de tempo que você dedica a alguém ou que pede de alguém, não importa. Compartilhar faz o fardo da vida ser mais leve.

Nem todos sabem das nossas lutas, do peso das nossas responsabilidades, falar é importante.

Dar a oportunidade para o outro estender a mão é o primeiro passo. A escolha é dele, mas quem abre a porta é a gente.


Falando em pedir ajuda, no próximo mês, além de darmos boas vindas à primavera, vamos lembrar mais uma vez  do Setembro Amarelo, movimento importante que chama a atenção para a prevenção ao suicídio. 

Balneário Camboriú se engajará nessa luta e lançará seu programa municipal de apoio a quem precisa ser escutado, uma iniciativa e tanto, logo será lançado oficialmente.

Além disso, temos por aqui também o CVV, que sempre tem alguém disponível para escutar. O telefone é 188 e a ligação é gratuita!

Escrito por Daniele Sisnandes, 27/08/2018 às 17h29 | danikahc@gmail.com



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