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Coluna
Condomínio Garden City
Por Saint Clair Nickelle

Treze

Hoje é o dia 13 de novembro de 2017. Minha querida irmã Amábile está fazendo aniversário. Ela é uma pessoa muito especial para mim, pois foi quem me criou, depois que fiquei órfão.

Hoje, também, é o dia em que eu e minha atual esposa, Sueli, comemoramos 19 anos e cinco meses de casados. Como fazemos aniversário de casamento em 13 de junho, não precisamos cair nas armadilhas do dia anterior, ou seja, 12 de junho- Dia dos Namorados, cuja frequência à bares, restaurantes e floriculturas é concorrida demais.

Também, é o dia do aniversário do meu querido amigo Carlos Alberto, o qual com sua tradicional sensibilidade e gentileza, propiciou que um morador da Capital gaúcha tivesse como se hospedar em Balneário Camboriú, lá por volta de 1989, quando estava namorando a irmã de sua esposa Néia.

Com o tempo, acabei me aquerenciando nessa bela e hospitaleira cidade de Balneário Camboriú, onde hoje moro há mais de 12 anos.

Por superstição, o número 13 é considerado de azar em muitas culturas. Devido a essa tradição é costume, em alguns países, não haver o andar ou piso 13 nos edifícios. Até em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, essa crendice era levado a sério. A sexta-feira 13 é, em alguns países mais supersticiosos, associada como um dia ruim e de azar. Já, para o nosso ex-técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Mário Lobo Zagallo, o 13 era um número de sorte.

Até nas corridas de Fórmula 1, geralmente não existe o carro com o número 13.

A pessoa que tem medo do número 13 sofre de TRISCAIDECAFOBIA, que significa: “medo irracional e incomum do número 13” . Fato que não ocorre com os petistas no Brasil, já que seu número de Código Eleitoral é o 13.

Nós, vis mortais, atribuímos significado para as coisas que nos cercam, incluindo tradições nem sempre explicadas, mas que perpetuamos por medo e irracionalidade, tais como:

-“Fez uma careta e o vento passou? Seu rosto vai ficar assim para sempre;

- Se a sua orelha está quente e vermelha, alguém estaria falando de você;

- Não é bom deixar o chinelo de ponta-cabeça, porque isso traria mau agouro;

- Coceira na palma da mão é sinal de que há dinheiro chegando;

- Quebrar um espelho traz sete anos de azar para o autor;

- Achar um trevo de quatro folhas é sinal de que a sorte está por perto;

- A visita chata vai embora se uma vassoura for colocada atrás da porta;

- Passar embaixo de uma escada traz má sorte e é perigoso;

- Acredita-se que bater na madeira três vezes espanta o azar;

- Plantas poderosas como arruda e espada de São Jorge afastam mau olhado;

- Faça um pedido para uma estrela cadente e ele vai se realizar;

- Quando aparecem, joaninhas e borboletas, seriam sinais de boa sorte…”

Nossa vida, mesmo sendo considerada mais intelectualizada, ou seja, sabemos bem mais do que sabiam nossos pais e avós, mesmo assim não consegue absorver o ritmo das mudanças e se vê cada vez mais sem identidade, como boiada que não para pensar. Estaríamos nós sofrendo de ansiedade irracional, quer pelo excesso de informações, quer pela incapacidade de colocar pé no freio?

Às vezes, duvidamos da nossa capacidade de nos ajustar às novas situações e, mesmo com essa avalanche de mudanças, ainda temos que conviver com nossas crendices.  

Mas. enfim, descobrir a beleza da vida deve ser nossa meta, estejamos ou não no roldão das mudanças. Assim como as crendices não devem dominar nossas ações, também, devemos focar na beleza da vida, absorvendo as coisas simples que nos cercam e tirando delas o combustível para a felicidade.

Escrito por Saint Clair Nickelle, 14/11/2017 às 07h50 | sannickelle@gmail.com

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Saint Clair Nickelle

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Arquiteto aposentado e autor das crônicas denominadas CONDOMÍNIO GARDEN CITY, as quais serão apresentadas em capítulos, descrevendo as relações humanas num condomínio hipotético.
















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