Jornal Página 3
Coluna
Mente Mestra
Por Jamil Albuquerque

Feliz Aniversário Napoleon Hill

Vim até Wise, neste belíssimo estado da Virgínia, para as comemorações do aniversário de Napoleon Hill. E um aniversário é, sempre , uma grande realização.

E participar de uma realização como esta, de um mentor que tem tamanho mundial, é um motivo a mais de encantamento, de deslumbramento de gratidão.
Aqui e agora, ao me concentrar para escrever, senti uma imensidão de sublimes sentimentos, uma quase vertigem, alegrias tais que pensei em descrevê-las, porém vi que não encontraria o tom correto para tal.

Mas consigo descrever outras coisas, que são também coisas essenciais.

Tive o prazer e o privilégio de conhecer a filosofia de Napoleon Hill na minha adolescência, há 40 anos.

É fácil e prazeroso descrever o impacto poderoso que teve sobre mim esta filosofia, pois ela teve importância central na transformação da minha vida. Quando li Napoleon Hill pela primeira vez, na biblioteca publica da cidade onde eu morava, eu tinha apenas 14 anos. Aquela leitura foi muito impactante.

Com alguma disciplina, coloquei em prática as recomendações de Napoleon Hill , e assim venci as mais diversas dificuldades.

A persistência – em obter as habilidades e competências descritas por Hill – me possibilitou construir uma vida acima da média.

Hoje, quatro décadas depois de começar a ler a obra de Hill , conheço cerca de quarenta países em três continentes , e presido no Brasil uma companhia que cresce mais e mais a cada ano, e vem se tornando um negócio mundial.

Este resultado é porque eu pus em pratica esta filosofia poderosa, que me ensinou a fazer planejamento estratégico; filosofia esta que impactou substancialmente a minha forma de viver e trabalhar. A leitura da obra de Hill me fez perceber que a vida pode e deve ser regida por forças mais elevadas, e que com um pouco de disciplina pode-se chegar até o topo ... e permanecer lá.

A formidável pesquisa de Napoleon Hill rodou o mundo , e daqui de Wise , esta bela e agradável cidade , rodou por todo o planeta Terra e chegou ao Brasil , e da mesma maneira que ela mudou a minha vida , ela mudou e continua mudando para melhor a vida de milhares de pessoas.

Eu mesmo, de tão impactado que fiquei com esta filosofia, comecei a ensiná-la para as pessoas.

Para poder ensiná-la de um modo eficaz, usamos uma metodologia conhecida como “experiential learning”, ou , ‘aprender fazendo’, e temos desenvolvido ainda outras ferramentas eficazes que potencializam a absorção da filosofia de Hill; graças a isto, a cada dia mais e mais pessoas tem conseguido tornar suas vidas mais significativas, elevando suas vidas a uma existência acima da média.

Este doce e transformador perfume espalhou-se pelo mundo a partir daqui desta pequena e charmosa cidade americana. Esta filosofia já completou seu primeiro século, mas pode-se dizer que é uma filosofia recente, tendo em vista que as coisas relacionadas aos grandes conhecimentos da humanidade são sempre contadas em milênios; no entanto, ela tem impactado mais pessoas do que algumas outras filosofias milenares.

Para mim ,ter voltado aqui em Wise, para beber direto na fonte , é muito importante.

Da mesma forma que esta filosofia , rodando o mundo , encontrou-me lá no Brasil , eu venho para cá, trazendo ela de volta, com o meu rosto,com a minha imagem ,com a minha vida transformada; trago-a de volta enriquecida com novos saberes, turbinada com os depoimentos de transformação de dezenas de milhares de pessoas que já passaram por um treinamento do MasterMind , mostrando que sim, esta filosofia é verdadeira; podemos falar para as pessoas assim como falou Thomas Edison no prefacio da Lei do triunfo , que “seus leitores serão amplamente beneficiados por este seu trabalho” , e sendo verdadeira e eficaz , esta filosofia se tornará perene, auxiliando triunfadores pelos séculos futuros.

Por isto , ser um Instrutor MasterMind é um motivo de muita honra para mim e para todas as pessoas do nosso Mastermind no Brasil. Todos os instrutores Mastermind no Brasil, filiados à Napoleon Hill Foundation, tem imenso orgulho por terem uma fonte fidedigna de onde beber o conhecimento puro de Hill. Eles sabem que tem uma linhagem nobre, que pertencem a uma dinastia real quando se trata da filosofia MasterMind , cuja mina d’água, pujante e autêntica , encontra-se aqui na aprazível Wise. Isto faz com que nos sintamos muito mais seguros, fortes e resguardados.

Por isso , em uníssono – eu e os milhares de brasileiros que já experimentamos em nossas vidas este conhecimento – desejamos vida longa ao legado de Napoleon Hill.

Escrito por Jamil Albuquerque, 29/10/2018 às 10h58 | jamil@mastermind.com.br

PERDAS E GANHOS

Existem perdas necessárias. Perde se a minhoca para se ganhar o peixe, o pintinho perde a segurança da casca do ovo para ganhar a vida. Dizem que a vida é um inventário de perdas. Perdem-se amigos, a juventude, a saúde, a vida.Ganha-se a experiência, a serenidade, a vida eterna.

O binômio risco e oportunidade que a crise forma no ideograma japonês é um ótimo exemplo disso. A crise traz dificuldades que podem ser tratados como desafios e que nos levam a outros patamares. Afinal se não existisse o atrito não existiria a roda. Na crise ganha-se. Precisa ter olhos para ver.

Travessia
A grande travessia que a economia brasileira precisa fazer e; na verdade está fazendo gradativamente; é de passar de uma economia baseada na extração de recursos naturais para uma economia sustentada pela inovação.

A mãe
De todas as inovações é a necessidade. Dela emanam as invenções. A era do petróleo vai acabar não porque o petróleo vai acabar, da mesma maneira que a idade da pedra acabou não porque acabou a pedra, mas porque surgiu outra tecnologia. “Nós criamos as tecnologias e as tecnologias nos recriam”, dizia Marshall Mc Luhan. Nós mudamos em conseqüência das tecnologias que nós mesmos criamos . O combustível fóssil esta aquecendo o planeta de forma inexorável. Logo iremos para outra fonte de energia e isso impactará toda a nossa forma de administração e de vida . Isso formará um novo ser humano ?

Sociedade tecno científica
Será que o homem de hoje é, digamos assim, diferente de 200 ou 500 anos atrás ? Diz se que uma nova condição humana fatalmente surgirá da civilização tecno científica . E como será ela ? Melhor ou pior ?

Mudanças
Haverá mudanças no ser humano, nem sempre para melhor. Por outro lado, como diz o jargão popular, o ser humano muda muito pouco. A competição teria muito a ver com isso . Ela desperta o que há de menos decente em todos – ou quase todos – que lutam pela vida , ainda que materialmente , melhore para todos.

Avanço da ciência
O Brasil, como economia formatada no binômio tecnologia , mais uso de recursos naturais , tem alguma semelhança com os EUA. Mas pode superá- los caso a mão de obra se capacite e adquira novos conhecimentos , acelerando a transformação de uma economia baseada na extração e sustentada na inovação .

O Brasil será a maior potência do século 21 , segundo relatório da C.I.A. porque temos água, sol e terra para a agricultura. Temos a Democracia consolidada, uma planta industrial moderna e o comércio estabelecido .

Pontos fracos : Faltam Estadistas – ser político no Brasil é demérito – falta estratégia – o que queremos ser ? - e nosso capital intelectual precisa ser elevado. Precisamos rever nossos valores. Como dizia Machado de Assis : Mudei eu ou mudou o natal ?

E você
O que você está fazendo por você mesmo, para se adaptar a esse novo tempo? Lembre - se, a sobrevivência não é a dos mais fortes! Se fosse assim, os dinossauros ainda estariam dominando a terra, mas sim o dos mais adaptáveis.
Que venha a nós o novo tempo e seja uma festa a sua chegada.

Escrito por Jamil Albuquerque, 02/10/2018 às 15h56 | jamil@mastermind.com.br

SUBSTRATO DE PÓ DE PEIDO*

Eu estava na estrada indo em direção à Balneário Camboriu quando passei em frente àquele imenso deposito em Barra Velha onde funciona o Centro de Distribuição da Havan , com aquela exuberante Estátua da Liberdade simbolizando o Livre Comercio, e imediatamente me veio a mente a cena do cabo Daciolo, o “Cabo SemMiolo” , candidato a presidente da republica pelo partido ‘Patriota’.

A cena a que me refiro é daquelas cenas que poderíamos chamar de dantesca. Nela vemos um homem, candidato pelo Partido Patriota , falando esganiçadamente, possuído de um frenesi toscamente messiânico, chacoalhando uma Biblia na mão meramente como instrumento cênico , falando sobre a estatua como se ela fosse um apocalíptico símbolo de invasão que está ali ferindo nossa soberania. “Elas vão sair daqui do meu país, uma por uma ”, vocifera o tal candidato. O discurso destrambelhado dele é ao mesmo tempo risível e medonho de assistir, e é este mesmo discurso a explicação do titulo da coluna de hoje; titulo que embora pareça xucro demais – às raias do grosseiro – , mas que define bem o sentimento que temos ao ver discursos tolos como estes.

Ora bolas! Ao invés de aproveitar este momento de exposição que está tendo –em que o país está prestando atenção ao que os candidatos propõem – para falar sobre propostas minimamente patrióticas , sobre planos e projetos para ajudar o Brasil a ser maior e mais forte; enfim aproveitar a exposição para falar “coisa com coisa”, desperdiça o tempo com aquele tipo de bravatas que soam tolas mesmo na boca de adolescentes, quanto mais em um adulto.

Ele poderia sem problemas continuar com essa megalomania de se auto proclamar “o ungido de Deus” para o cargo; eu não acharia ruim desde que essa egolatria tivesse um mínimo de razoabilidade para um candidato a presidente de uma nação de 200 milhões de habitantes.

Mas candidatos assim não são novidade e nunca deixarão de existir. É um subproduto da democracia. E este é um dos defeitos nela que quero apontar neste artigo, embora eu não tenha duvida quanto a ser a democracia o melhor modelo de governo. A meu ver, a mais branda das ditaduras ainda será mais nefasta do que a pior das democracias. Ou seja: por mais imperfeita que seja, ela ainda é a melhor forma de governo.

Ocorre que as vezes a democracia tem algumas distorções que a tornam por vezes incoerente.

Por exemplo, estes tais como o Cabo Daciolo. A democracia é desejável, mas impõe o custo de aturarmos bocós como ele, falando as coisas mais delirantes, como por exemplo, que só desceria do monte quando estivesse pronto para ser eleito, que a maçonaria quer destruir o Brasil, que tem de por abaixo todas as estátuas que representem “o imperialismo americano”, que só daria entrevistas se os jornalistas fossem até ele lá no tal monte onde ele se escondia, e mais e mais coisas espaventadas como estas.

Bem; eu conheço o Adilson Barroso, fundador do Partido Patriota, pelo qual Cabo Daciolo concorre.

Quando Barroso estava conversando com o Jair Bolsonaro, liguei para ele e disse-lhe “Meu caro, você dará um imenso salto; com um pequeno partido, vais eleger o presidente da República.” Não sei se naquele momento eu estava certo, tampouco tenho absoluta certeza atualmente, mas o fato é que Adilson Barroso errou a mão quando permitiu-se a miudezas e bate-boca com o Jair Bolsonaro, querendo impor algumas coisas tolas, com isso perdendo o maior nome de seu partido. Agiu como se um presidente de time de várzea pudesse impor, por pura veneta, regras desnecessárias ao Cristiano Ronaldo caso este viesse jogar no time. É claro que o tal iria perder o astro. Mas o erro do presidente do partido não parou por aí! Colocou no lugar o tal Cabo Daciolo, o candidato que gasta seu tempo falando e fazendo chocarrices que servem apenas para chacota geral.

Adilson Barroso mora em Barrinha, no estado de São Paulo, uma cidade vizinha a minha. A pacata Barrinha é pouco mais que uma cidade dormitório de Ribeirão Preto, que tem no cultivo da cana a sua maior fonte de renda. Elegeu-se deputado estadual fazendo apenas pouco mais de dois mil votos, pelo PRONA, do falecido Eneas Carneiro. Não conseguiu reeleger-se, mas é admirável a sua tenacidade e obstinação, afinal para montar um partido é necessário uma dose cavalar de energia; não é, de maneira alguma, algo que se consiga fazer sendo um bobo molengão.

Porem, quando ele perdeu o talento de seu partido , colocou no lugar um maluco; mas longe de ser um maluco beleza; é um maluco aloprado.

O segundo grande defeito da democracia

O segundo grande defeito da democracia é que ela não consegue se defender de modo eficaz e imediato contra os discursos demagógicos. Por exemplo, como vemos nos discursos da Manoela D’Ávila , candidata a vice-presidente na chapa do Haddad,do PT, que baseia quase que a totalidade de sua campanha na questão LGBT. Foca quase toda sua força de campanha no desejo de criar uma casta de seres humanos com direitos maiores e mais especiais pelo simples fato de terem estas pessoas outras preferências sexuais. Ela comprometeu-se inteiramente com a cartilha do movimento LGBT,como está bem claramente informado em seu site; cartilhas estas que procuram ensinar para crianças de 6 anos o quanto é lindo e maravilhoso o mundo da homossexualidade e transexualidade, sem importar-se com o fato concreto de que crianças em idade pré-escolar não tem ainda a mínima maturidade para o assunto –– alem de prometer que irá criar os chamados ‘recortes no orçamento’ visando investimentos mais robustos na causa lgbt.

Seria bom se ela tivesse ouvido no passado alguns conselhos do nobre deputado Clodovil ,que era homossexual mas defendia a ideia de que o movimento lgbt era muitíssimo equivocado. Ouvi também numa entrevista tempos atrás um rapaz gay dizendo que “o movimento lgbt não trabalha em favor do homossexual, mas trabalha sim em favor de si mesmo, como um movimento político com intenções próprias ”.

A fala daquele rapaz me pareceu muito correta, pois é exatamente isso o que me parece.

E porque digo que o discurso dela é um discurso demagógico? Digo isto porque há números e pesquisas bastante confiáveis que atestam a falácia de que o Brasil seja um “país homofóbico”. Que aqui e acolá exista uma que outra pessoa com sentimentos muito negativos em relação aos gays, vá lá. Não há classe de pessoa humana que não receba sua carga de críticas. Umas mais, outras menos, mas todos recebem. Ao dizer, em tom de catástrofe e genocídio, que morrem cerca de 300 homossexuais de modo violento todos os anos, omitem o fato de que eles não morreram “por serem gays” : os dados mostram que tais mortes violentas acontecem pelos mais variados motivos, quase todos relacionados ao estilo de vida da vítima; enfim: não foram assassinadas porque eram gays.

Ora bolas: há 30 anos um transexual , a Roberta Close, estampava as capas de uma revista masculina enquanto outro transexual , a Rogéria, fazia programas de TV no meio da tarde para mulheres e crianças assistirem numa boa, sem grilos; centenas de milhares de pais e mães com seus filhos vão na Avenida Paulista assistir ao maior desfile mundial do chamado “Orgulho Gay” e tantas outras coisas que atestam que sim, o povo brasileiro é bem “cuca fresca” com essa questão. E eu poderia gastar uma centena de paginas dando mil exemplos como estes, que demonstram o quão equivocada é essa conversa de que somos um “país homofóbico”.

O terceiro grande defeito da democracia

O terceiro grande defeito da democracia é que ele é confundido como sendo um regime de governo. Muitos confundem a democracia com Aristocracia. A democracia não é o ‘governo dos melhores’. O ‘governo dos melhores’ é a aristocracia (aristo=melhor , cracia=governo). A democracia é o governo onde governa aqueles que se organizam para obter o poder; e as vezes, sim, consiste em termos de nos conformar em escolher o menos ruim. Daqueles grupos que se organizaram para obter o poder de governar, nós temos que optar entre um deles, e as vezes temos apenas a opção de escolher o mal menor. Isso é democracia. E o quadro geral da eleição atual parece estar apontando para isto no segundo turno, ou seja, a hora de escolher quem é, entre os menos ruins, quem é que está mais preparado para liderar o destino do país pelos próximos 4 anos.

E você, leitor, como é que você está fazendo a sua análise para escolher o seu candidato?


*uma pequena explicação ao leitor sobre o titulo deste artigo

Para não deixar o titulo solto lá em cima como mera frase de efeito:essa expressão nós usávamos naquelas conversas de beira da praia no final dos anos setenta e começo dos anos oitenta, quando era muito comum a rapazeada ficar tocando violão e trocando ideias na areia quando Balneario Camboriu era apenas pouco mais que um vilarejo de pescadores, época em que dava até para fazer pequenas fogueiras para reuniões festivas informais na praia central; nestas rodas de conversa tinha muito aquilo que na época chamávamos de ‘papo cabeça’, e nestes ‘papo cabeça’, vez por outra saia as conversas e questionamentos que no fim das contas era pura bobagem, quando então alguem no grupo arrematava a conversa mole dizendo “isso aí parece o substrato do pó de peido”, frase quase sempre acompanhada da gargalhada geral do grupo. Esta frase me parece resumir claramente a conversa do tal Cabo Daciolo,o personagem retratado no início desse artigo.

Escrito por Jamil Albuquerque, 27/09/2018 às 12h35 | jamil@mastermind.com.br

DIREITA ESQUERDA VOLVER!

Estamos nos aproximando das eleições, quando as urnas ungirão o novo rei e os novos príncipes de seus Estados. O risco é o de sempre. O de entregarmos o poder para aqueles que farão um governo populista. Governos populistas administram a pobreza. Governos consistentes superam a pobreza. No Parlamentarismo, a maioria faz o governo. No Presidencialismo, que é o nosso caso, o governo faz a maioria. Não existe partidos, existem cartórios que viabilizam as candidaturas que vão ajudar a governar depois. A que custo? Só Deus e os presidentes de partidos é que sabem. Uma das maneiras clássicas de esconder a verdade é divulgar só parte dela. Como diziam os Sufistas, uma mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.

Liderança Política

Nessa brecha surge o líder político. Quando de oposição, consegue transformar indignação em votos. E assim chegar ao poder. E o poder revela o homem. Machiavel dizia que no poder o homem não é confiável. John Dalberg dizia que o poder corrompe; e o poder total, corrompe totalmente. A ciência da liderança postula que, o poder não corrompe, o poder revela o homem. Falo isso baseado na minha experiência. Fiquei quatro anos como Secretário da Casa Civil de Ribeirão Preto – SP, uma cidade com mais de um milhão de habitantes, e entrei com a camisa limpa e sai com a camisa limpa. Ou seja, é possível sim governar sem exacerbar. A corrupção é o mais injusto dos impostos. O Brasil tem evoluído no campo social, mas tem retrocedido nos valores republicanos.

Minha ansiedade é que a corrupção se torne endêmica. Ou seja, que a governabilidade só se torne possível com a existência dela. Como ocorre nos chamados 'Narco Estados'. A corrupção para muitos não está mais sendo chamado de corrupção, mas de moeda de troca e de governabilidade. Essa semente pode ser um ovo de serpente. Embora estejamos distantes de nos transformarmos em um Narco Estado. Ou será que o Rio de Janeiro, que já não é considerado um caso simples de segurança, mas um caso típico de segurança nacional, não é a ponta de um iceberg? Isso seria caótico em todos os sentidos.

O Antídoto

O antídoto chama- se Democracia. Ou acreditamos nela ou não. Ou aceita-se o resultado dela ou se vai para a desobediência civil. Outro caos. Anarquia nunca produziu coisa boa. A ditadura é: Lex durus, sed Lex! A lei é dura, mas é lei! Para mim, a pior democracia é melhor que, a mais perfeita ditadura.

Diz-se que o povo costuma perdoar aquele que é parecido com ele. Pelo sim e pelo não, temos nas mãos, a possibilidade de alinhar as coisas dentro de poucos dias.

Covas dizia que o povo só vota errado se não é bem informado.

E você? Como vens se informando?

Escrito por Jamil Albuquerque, 14/09/2018 às 11h17 | jamil@mastermind.com.br



Jamil Albuquerque

Assina a coluna Mente Mestra

Escritor, Presidente do MASTERMIND para a América do Sul, membro do conselho mundial da Napoleon Hill Foundation, autor do clássico "A arte de lidar com PESSOAS".


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Mente Mestra
Por Jamil Albuquerque

Feliz Aniversário Napoleon Hill

Vim até Wise, neste belíssimo estado da Virgínia, para as comemorações do aniversário de Napoleon Hill. E um aniversário é, sempre , uma grande realização.

E participar de uma realização como esta, de um mentor que tem tamanho mundial, é um motivo a mais de encantamento, de deslumbramento de gratidão.
Aqui e agora, ao me concentrar para escrever, senti uma imensidão de sublimes sentimentos, uma quase vertigem, alegrias tais que pensei em descrevê-las, porém vi que não encontraria o tom correto para tal.

Mas consigo descrever outras coisas, que são também coisas essenciais.

Tive o prazer e o privilégio de conhecer a filosofia de Napoleon Hill na minha adolescência, há 40 anos.

É fácil e prazeroso descrever o impacto poderoso que teve sobre mim esta filosofia, pois ela teve importância central na transformação da minha vida. Quando li Napoleon Hill pela primeira vez, na biblioteca publica da cidade onde eu morava, eu tinha apenas 14 anos. Aquela leitura foi muito impactante.

Com alguma disciplina, coloquei em prática as recomendações de Napoleon Hill , e assim venci as mais diversas dificuldades.

A persistência – em obter as habilidades e competências descritas por Hill – me possibilitou construir uma vida acima da média.

Hoje, quatro décadas depois de começar a ler a obra de Hill , conheço cerca de quarenta países em três continentes , e presido no Brasil uma companhia que cresce mais e mais a cada ano, e vem se tornando um negócio mundial.

Este resultado é porque eu pus em pratica esta filosofia poderosa, que me ensinou a fazer planejamento estratégico; filosofia esta que impactou substancialmente a minha forma de viver e trabalhar. A leitura da obra de Hill me fez perceber que a vida pode e deve ser regida por forças mais elevadas, e que com um pouco de disciplina pode-se chegar até o topo ... e permanecer lá.

A formidável pesquisa de Napoleon Hill rodou o mundo , e daqui de Wise , esta bela e agradável cidade , rodou por todo o planeta Terra e chegou ao Brasil , e da mesma maneira que ela mudou a minha vida , ela mudou e continua mudando para melhor a vida de milhares de pessoas.

Eu mesmo, de tão impactado que fiquei com esta filosofia, comecei a ensiná-la para as pessoas.

Para poder ensiná-la de um modo eficaz, usamos uma metodologia conhecida como “experiential learning”, ou , ‘aprender fazendo’, e temos desenvolvido ainda outras ferramentas eficazes que potencializam a absorção da filosofia de Hill; graças a isto, a cada dia mais e mais pessoas tem conseguido tornar suas vidas mais significativas, elevando suas vidas a uma existência acima da média.

Este doce e transformador perfume espalhou-se pelo mundo a partir daqui desta pequena e charmosa cidade americana. Esta filosofia já completou seu primeiro século, mas pode-se dizer que é uma filosofia recente, tendo em vista que as coisas relacionadas aos grandes conhecimentos da humanidade são sempre contadas em milênios; no entanto, ela tem impactado mais pessoas do que algumas outras filosofias milenares.

Para mim ,ter voltado aqui em Wise, para beber direto na fonte , é muito importante.

Da mesma forma que esta filosofia , rodando o mundo , encontrou-me lá no Brasil , eu venho para cá, trazendo ela de volta, com o meu rosto,com a minha imagem ,com a minha vida transformada; trago-a de volta enriquecida com novos saberes, turbinada com os depoimentos de transformação de dezenas de milhares de pessoas que já passaram por um treinamento do MasterMind , mostrando que sim, esta filosofia é verdadeira; podemos falar para as pessoas assim como falou Thomas Edison no prefacio da Lei do triunfo , que “seus leitores serão amplamente beneficiados por este seu trabalho” , e sendo verdadeira e eficaz , esta filosofia se tornará perene, auxiliando triunfadores pelos séculos futuros.

Por isto , ser um Instrutor MasterMind é um motivo de muita honra para mim e para todas as pessoas do nosso Mastermind no Brasil. Todos os instrutores Mastermind no Brasil, filiados à Napoleon Hill Foundation, tem imenso orgulho por terem uma fonte fidedigna de onde beber o conhecimento puro de Hill. Eles sabem que tem uma linhagem nobre, que pertencem a uma dinastia real quando se trata da filosofia MasterMind , cuja mina d’água, pujante e autêntica , encontra-se aqui na aprazível Wise. Isto faz com que nos sintamos muito mais seguros, fortes e resguardados.

Por isso , em uníssono – eu e os milhares de brasileiros que já experimentamos em nossas vidas este conhecimento – desejamos vida longa ao legado de Napoleon Hill.

Escrito por Jamil Albuquerque, 29/10/2018 às 10h58 | jamil@mastermind.com.br

PERDAS E GANHOS

Existem perdas necessárias. Perde se a minhoca para se ganhar o peixe, o pintinho perde a segurança da casca do ovo para ganhar a vida. Dizem que a vida é um inventário de perdas. Perdem-se amigos, a juventude, a saúde, a vida.Ganha-se a experiência, a serenidade, a vida eterna.

O binômio risco e oportunidade que a crise forma no ideograma japonês é um ótimo exemplo disso. A crise traz dificuldades que podem ser tratados como desafios e que nos levam a outros patamares. Afinal se não existisse o atrito não existiria a roda. Na crise ganha-se. Precisa ter olhos para ver.

Travessia
A grande travessia que a economia brasileira precisa fazer e; na verdade está fazendo gradativamente; é de passar de uma economia baseada na extração de recursos naturais para uma economia sustentada pela inovação.

A mãe
De todas as inovações é a necessidade. Dela emanam as invenções. A era do petróleo vai acabar não porque o petróleo vai acabar, da mesma maneira que a idade da pedra acabou não porque acabou a pedra, mas porque surgiu outra tecnologia. “Nós criamos as tecnologias e as tecnologias nos recriam”, dizia Marshall Mc Luhan. Nós mudamos em conseqüência das tecnologias que nós mesmos criamos . O combustível fóssil esta aquecendo o planeta de forma inexorável. Logo iremos para outra fonte de energia e isso impactará toda a nossa forma de administração e de vida . Isso formará um novo ser humano ?

Sociedade tecno científica
Será que o homem de hoje é, digamos assim, diferente de 200 ou 500 anos atrás ? Diz se que uma nova condição humana fatalmente surgirá da civilização tecno científica . E como será ela ? Melhor ou pior ?

Mudanças
Haverá mudanças no ser humano, nem sempre para melhor. Por outro lado, como diz o jargão popular, o ser humano muda muito pouco. A competição teria muito a ver com isso . Ela desperta o que há de menos decente em todos – ou quase todos – que lutam pela vida , ainda que materialmente , melhore para todos.

Avanço da ciência
O Brasil, como economia formatada no binômio tecnologia , mais uso de recursos naturais , tem alguma semelhança com os EUA. Mas pode superá- los caso a mão de obra se capacite e adquira novos conhecimentos , acelerando a transformação de uma economia baseada na extração e sustentada na inovação .

O Brasil será a maior potência do século 21 , segundo relatório da C.I.A. porque temos água, sol e terra para a agricultura. Temos a Democracia consolidada, uma planta industrial moderna e o comércio estabelecido .

Pontos fracos : Faltam Estadistas – ser político no Brasil é demérito – falta estratégia – o que queremos ser ? - e nosso capital intelectual precisa ser elevado. Precisamos rever nossos valores. Como dizia Machado de Assis : Mudei eu ou mudou o natal ?

E você
O que você está fazendo por você mesmo, para se adaptar a esse novo tempo? Lembre - se, a sobrevivência não é a dos mais fortes! Se fosse assim, os dinossauros ainda estariam dominando a terra, mas sim o dos mais adaptáveis.
Que venha a nós o novo tempo e seja uma festa a sua chegada.

Escrito por Jamil Albuquerque, 02/10/2018 às 15h56 | jamil@mastermind.com.br

SUBSTRATO DE PÓ DE PEIDO*

Eu estava na estrada indo em direção à Balneário Camboriu quando passei em frente àquele imenso deposito em Barra Velha onde funciona o Centro de Distribuição da Havan , com aquela exuberante Estátua da Liberdade simbolizando o Livre Comercio, e imediatamente me veio a mente a cena do cabo Daciolo, o “Cabo SemMiolo” , candidato a presidente da republica pelo partido ‘Patriota’.

A cena a que me refiro é daquelas cenas que poderíamos chamar de dantesca. Nela vemos um homem, candidato pelo Partido Patriota , falando esganiçadamente, possuído de um frenesi toscamente messiânico, chacoalhando uma Biblia na mão meramente como instrumento cênico , falando sobre a estatua como se ela fosse um apocalíptico símbolo de invasão que está ali ferindo nossa soberania. “Elas vão sair daqui do meu país, uma por uma ”, vocifera o tal candidato. O discurso destrambelhado dele é ao mesmo tempo risível e medonho de assistir, e é este mesmo discurso a explicação do titulo da coluna de hoje; titulo que embora pareça xucro demais – às raias do grosseiro – , mas que define bem o sentimento que temos ao ver discursos tolos como estes.

Ora bolas! Ao invés de aproveitar este momento de exposição que está tendo –em que o país está prestando atenção ao que os candidatos propõem – para falar sobre propostas minimamente patrióticas , sobre planos e projetos para ajudar o Brasil a ser maior e mais forte; enfim aproveitar a exposição para falar “coisa com coisa”, desperdiça o tempo com aquele tipo de bravatas que soam tolas mesmo na boca de adolescentes, quanto mais em um adulto.

Ele poderia sem problemas continuar com essa megalomania de se auto proclamar “o ungido de Deus” para o cargo; eu não acharia ruim desde que essa egolatria tivesse um mínimo de razoabilidade para um candidato a presidente de uma nação de 200 milhões de habitantes.

Mas candidatos assim não são novidade e nunca deixarão de existir. É um subproduto da democracia. E este é um dos defeitos nela que quero apontar neste artigo, embora eu não tenha duvida quanto a ser a democracia o melhor modelo de governo. A meu ver, a mais branda das ditaduras ainda será mais nefasta do que a pior das democracias. Ou seja: por mais imperfeita que seja, ela ainda é a melhor forma de governo.

Ocorre que as vezes a democracia tem algumas distorções que a tornam por vezes incoerente.

Por exemplo, estes tais como o Cabo Daciolo. A democracia é desejável, mas impõe o custo de aturarmos bocós como ele, falando as coisas mais delirantes, como por exemplo, que só desceria do monte quando estivesse pronto para ser eleito, que a maçonaria quer destruir o Brasil, que tem de por abaixo todas as estátuas que representem “o imperialismo americano”, que só daria entrevistas se os jornalistas fossem até ele lá no tal monte onde ele se escondia, e mais e mais coisas espaventadas como estas.

Bem; eu conheço o Adilson Barroso, fundador do Partido Patriota, pelo qual Cabo Daciolo concorre.

Quando Barroso estava conversando com o Jair Bolsonaro, liguei para ele e disse-lhe “Meu caro, você dará um imenso salto; com um pequeno partido, vais eleger o presidente da República.” Não sei se naquele momento eu estava certo, tampouco tenho absoluta certeza atualmente, mas o fato é que Adilson Barroso errou a mão quando permitiu-se a miudezas e bate-boca com o Jair Bolsonaro, querendo impor algumas coisas tolas, com isso perdendo o maior nome de seu partido. Agiu como se um presidente de time de várzea pudesse impor, por pura veneta, regras desnecessárias ao Cristiano Ronaldo caso este viesse jogar no time. É claro que o tal iria perder o astro. Mas o erro do presidente do partido não parou por aí! Colocou no lugar o tal Cabo Daciolo, o candidato que gasta seu tempo falando e fazendo chocarrices que servem apenas para chacota geral.

Adilson Barroso mora em Barrinha, no estado de São Paulo, uma cidade vizinha a minha. A pacata Barrinha é pouco mais que uma cidade dormitório de Ribeirão Preto, que tem no cultivo da cana a sua maior fonte de renda. Elegeu-se deputado estadual fazendo apenas pouco mais de dois mil votos, pelo PRONA, do falecido Eneas Carneiro. Não conseguiu reeleger-se, mas é admirável a sua tenacidade e obstinação, afinal para montar um partido é necessário uma dose cavalar de energia; não é, de maneira alguma, algo que se consiga fazer sendo um bobo molengão.

Porem, quando ele perdeu o talento de seu partido , colocou no lugar um maluco; mas longe de ser um maluco beleza; é um maluco aloprado.

O segundo grande defeito da democracia

O segundo grande defeito da democracia é que ela não consegue se defender de modo eficaz e imediato contra os discursos demagógicos. Por exemplo, como vemos nos discursos da Manoela D’Ávila , candidata a vice-presidente na chapa do Haddad,do PT, que baseia quase que a totalidade de sua campanha na questão LGBT. Foca quase toda sua força de campanha no desejo de criar uma casta de seres humanos com direitos maiores e mais especiais pelo simples fato de terem estas pessoas outras preferências sexuais. Ela comprometeu-se inteiramente com a cartilha do movimento LGBT,como está bem claramente informado em seu site; cartilhas estas que procuram ensinar para crianças de 6 anos o quanto é lindo e maravilhoso o mundo da homossexualidade e transexualidade, sem importar-se com o fato concreto de que crianças em idade pré-escolar não tem ainda a mínima maturidade para o assunto –– alem de prometer que irá criar os chamados ‘recortes no orçamento’ visando investimentos mais robustos na causa lgbt.

Seria bom se ela tivesse ouvido no passado alguns conselhos do nobre deputado Clodovil ,que era homossexual mas defendia a ideia de que o movimento lgbt era muitíssimo equivocado. Ouvi também numa entrevista tempos atrás um rapaz gay dizendo que “o movimento lgbt não trabalha em favor do homossexual, mas trabalha sim em favor de si mesmo, como um movimento político com intenções próprias ”.

A fala daquele rapaz me pareceu muito correta, pois é exatamente isso o que me parece.

E porque digo que o discurso dela é um discurso demagógico? Digo isto porque há números e pesquisas bastante confiáveis que atestam a falácia de que o Brasil seja um “país homofóbico”. Que aqui e acolá exista uma que outra pessoa com sentimentos muito negativos em relação aos gays, vá lá. Não há classe de pessoa humana que não receba sua carga de críticas. Umas mais, outras menos, mas todos recebem. Ao dizer, em tom de catástrofe e genocídio, que morrem cerca de 300 homossexuais de modo violento todos os anos, omitem o fato de que eles não morreram “por serem gays” : os dados mostram que tais mortes violentas acontecem pelos mais variados motivos, quase todos relacionados ao estilo de vida da vítima; enfim: não foram assassinadas porque eram gays.

Ora bolas: há 30 anos um transexual , a Roberta Close, estampava as capas de uma revista masculina enquanto outro transexual , a Rogéria, fazia programas de TV no meio da tarde para mulheres e crianças assistirem numa boa, sem grilos; centenas de milhares de pais e mães com seus filhos vão na Avenida Paulista assistir ao maior desfile mundial do chamado “Orgulho Gay” e tantas outras coisas que atestam que sim, o povo brasileiro é bem “cuca fresca” com essa questão. E eu poderia gastar uma centena de paginas dando mil exemplos como estes, que demonstram o quão equivocada é essa conversa de que somos um “país homofóbico”.

O terceiro grande defeito da democracia

O terceiro grande defeito da democracia é que ele é confundido como sendo um regime de governo. Muitos confundem a democracia com Aristocracia. A democracia não é o ‘governo dos melhores’. O ‘governo dos melhores’ é a aristocracia (aristo=melhor , cracia=governo). A democracia é o governo onde governa aqueles que se organizam para obter o poder; e as vezes, sim, consiste em termos de nos conformar em escolher o menos ruim. Daqueles grupos que se organizaram para obter o poder de governar, nós temos que optar entre um deles, e as vezes temos apenas a opção de escolher o mal menor. Isso é democracia. E o quadro geral da eleição atual parece estar apontando para isto no segundo turno, ou seja, a hora de escolher quem é, entre os menos ruins, quem é que está mais preparado para liderar o destino do país pelos próximos 4 anos.

E você, leitor, como é que você está fazendo a sua análise para escolher o seu candidato?


*uma pequena explicação ao leitor sobre o titulo deste artigo

Para não deixar o titulo solto lá em cima como mera frase de efeito:essa expressão nós usávamos naquelas conversas de beira da praia no final dos anos setenta e começo dos anos oitenta, quando era muito comum a rapazeada ficar tocando violão e trocando ideias na areia quando Balneario Camboriu era apenas pouco mais que um vilarejo de pescadores, época em que dava até para fazer pequenas fogueiras para reuniões festivas informais na praia central; nestas rodas de conversa tinha muito aquilo que na época chamávamos de ‘papo cabeça’, e nestes ‘papo cabeça’, vez por outra saia as conversas e questionamentos que no fim das contas era pura bobagem, quando então alguem no grupo arrematava a conversa mole dizendo “isso aí parece o substrato do pó de peido”, frase quase sempre acompanhada da gargalhada geral do grupo. Esta frase me parece resumir claramente a conversa do tal Cabo Daciolo,o personagem retratado no início desse artigo.

Escrito por Jamil Albuquerque, 27/09/2018 às 12h35 | jamil@mastermind.com.br

DIREITA ESQUERDA VOLVER!

Estamos nos aproximando das eleições, quando as urnas ungirão o novo rei e os novos príncipes de seus Estados. O risco é o de sempre. O de entregarmos o poder para aqueles que farão um governo populista. Governos populistas administram a pobreza. Governos consistentes superam a pobreza. No Parlamentarismo, a maioria faz o governo. No Presidencialismo, que é o nosso caso, o governo faz a maioria. Não existe partidos, existem cartórios que viabilizam as candidaturas que vão ajudar a governar depois. A que custo? Só Deus e os presidentes de partidos é que sabem. Uma das maneiras clássicas de esconder a verdade é divulgar só parte dela. Como diziam os Sufistas, uma mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.

Liderança Política

Nessa brecha surge o líder político. Quando de oposição, consegue transformar indignação em votos. E assim chegar ao poder. E o poder revela o homem. Machiavel dizia que no poder o homem não é confiável. John Dalberg dizia que o poder corrompe; e o poder total, corrompe totalmente. A ciência da liderança postula que, o poder não corrompe, o poder revela o homem. Falo isso baseado na minha experiência. Fiquei quatro anos como Secretário da Casa Civil de Ribeirão Preto – SP, uma cidade com mais de um milhão de habitantes, e entrei com a camisa limpa e sai com a camisa limpa. Ou seja, é possível sim governar sem exacerbar. A corrupção é o mais injusto dos impostos. O Brasil tem evoluído no campo social, mas tem retrocedido nos valores republicanos.

Minha ansiedade é que a corrupção se torne endêmica. Ou seja, que a governabilidade só se torne possível com a existência dela. Como ocorre nos chamados 'Narco Estados'. A corrupção para muitos não está mais sendo chamado de corrupção, mas de moeda de troca e de governabilidade. Essa semente pode ser um ovo de serpente. Embora estejamos distantes de nos transformarmos em um Narco Estado. Ou será que o Rio de Janeiro, que já não é considerado um caso simples de segurança, mas um caso típico de segurança nacional, não é a ponta de um iceberg? Isso seria caótico em todos os sentidos.

O Antídoto

O antídoto chama- se Democracia. Ou acreditamos nela ou não. Ou aceita-se o resultado dela ou se vai para a desobediência civil. Outro caos. Anarquia nunca produziu coisa boa. A ditadura é: Lex durus, sed Lex! A lei é dura, mas é lei! Para mim, a pior democracia é melhor que, a mais perfeita ditadura.

Diz-se que o povo costuma perdoar aquele que é parecido com ele. Pelo sim e pelo não, temos nas mãos, a possibilidade de alinhar as coisas dentro de poucos dias.

Covas dizia que o povo só vota errado se não é bem informado.

E você? Como vens se informando?

Escrito por Jamil Albuquerque, 14/09/2018 às 11h17 | jamil@mastermind.com.br



Jamil Albuquerque

Assina a coluna Mente Mestra

Escritor, Presidente do MASTERMIND para a América do Sul, membro do conselho mundial da Napoleon Hill Foundation, autor do clássico "A arte de lidar com PESSOAS".


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