Jornal Página 3
Coluna
J. Júnior
Por Jonas Ramos Júnior

MALA DIRETA

RECADO

O povo soberano foi as urnas e mandou um recado pra velha política que insiste em não apear do poder, que está de saco cheio de políticos muito mais interessados nos seus interesses pessoais, do que nas demandas da população. Não raro é ver políticos que entraram na vida pública com pouco ou quase nada e hoje moram e vivem como milionários. O maior exemplo vem de Lula da Silva, que de simples torneiro mecânico, amealhou uma fortuna de dar inveja em muita gente que ralou a vida inteira. Aqui na nossa região não é diferente, tem muito político que não resiste a uma auditoria pelo Ministério Público. O recado tá dado. Quem não quiser ouvir, vai se dar mal.


PREVISÃO

Havia comentado aqui na coluna que pesquisas de intenção de votos para deputados indicavam que os nossos candidatos não seriam bem votados nessa eleição. Primeiro, pela quantidade de candidaturas que acabam pulverizando os votos. Segundo, porque diferentemente do que pensam não tem densidade eleitoral, e acabam por confundir eleição de vereador com eleição de deputado estadual e federal. O buraco é mais embaixo. E por fim, porque não entenderam que o maior fenômeno dessa eleição atendia pelo nome de Jair Messias Bolsonaro. Quem colou nele se deu bem. Quem não colou, ficou pra trás.


 

  V  I  T  R  I  N  E   

  • A votação de Bolsonaro e de quem colou nele Brasil afora colocou de joelhos os institutos de pesquisa, IBOPE e Datafolha correm atrás de explicações para previsões furadas por todos os lados. A maior delas está aqui em Santa Catarina com a ida para o segundo turno de Merísio e Comandante Moisés. A quase eleição de Lucas Esmeraldino também foi arrasadora pros institutos. Tentam culpar o eleitor por uma forte guinada nos últimos dias. Bobagem, há muito tempo o eleitor já sabia em quem votaria. Eles é que não queriam enxergar. O nível de confiança foi a zero.
  • Carlos Humberto Silva chegou muito próximo de se eleger e acabou ficando como primeiro suplente da sua coligação. Maurício Eskudlark ficou com a última vaga e o superou em pouco mais de 2000 votos. Carlos Humberto mostrou que tem potencial para brigar na esfera política regional. É um nome pra se ficar atento.
  • Outro fenômeno é o jovem político Lucas Gottardo que fez uma excelente votação na cidade e na região, e que também demonstra ter apelo eleitoral pra ser melhor observado pela classe política. Costuma fazer suas campanhas com poucos recursos e baseada na colaboração de amigos e correligionários. Outro nome pra se ficar atento.
  • Ir a Blumenau na Oktoberfest e não sair de lá impressionado com a organização da maior festa da cerveja do Brasil é coisa rara. A variedade de cervejas e de pratos típicos não deixam ninguém ficar com sede ou fome. A limpeza dos salões e dos banheiros merece nota dez. A segurança também é destaque. Vale conferir.
  • Acachapante a vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno frente a todos os adversários que vinham batendo pesado nele. Longe do que as pesquisas mostravam a realidade das ruas foi mais forte, e o mito como é chamado pelo público, mostrou que só não sobe a rampa do palácio do planalto se outro louco o encontrar pelo caminho. Não existe um motivo plausível para que não vença o segundo turno com uma boa diferença. É uma questão matemática. Tá na hora de começar a apresentar melhor suas propostas e a pensar num bom ministério pra colocar o país nos trilhos. A esperança é grande.
  • O PT derreteu nessas eleições e saiu chamuscado por todo o país, seus líderes só encontraram respaldo nos estados do nordeste, onde a sigla se mantem às custas de líderes populistas nos governos estaduais. A crença de que Lula elege até um poste no Nordeste é falaciosa. O trunfo do PT no Nordeste são governadores como Rui Costa da Bahia que atingiu mais de 70% dos votos baianos. Lula já era. É carta fora do baralho. 
  • Dilma Rousseff ao ser indagada pelos repórteres na saída do colégio onde votou, negou-se a atendê-los, porque só o faria na coletiva que daria a noite. Tinha como certa sua vitória ao senado por Minas Gerais. O resultado todo mundo já sabe. Ficou em quarto lugar. Mais um grande furo das pesquisas eleitorais. Tchau querida.
  • A tarefa de Gelson Merísio de barrar no segundo turno o tsunami chamado Comandante Moisés é bem mais complicada. Há por parte da população um sentimento de renovação. E Merísio com certeza não se encaixa nesse perfil. Pra piorar, o candidato ainda tem um nome bíblico. Daí fica difícil.
  • Tem gente falando a boca pequena que a eleição à assembleia e à câmara foi um teste pra medir as forças políticas locais pra daqui a dois anos. Tá todo mundo de olho nos altos da Rua Dinamarca. Quem duvidar é louco, afinal, teve gente ali muito mal votada.

ESSE ANO FAÇA CERTO. DIGA NÃO AOS POLÍTICOS CORRUPTOS. FAÇA A SUA PARTE.


 

Escrito por Jonas Ramos Júnior, 11/10/2018 às 09h18 | jonasramos3011@hotmail.com



Jonas Ramos Júnior

Assina a coluna J. Júnior

Advogado pós graduado em direito ambiental, reside em BC desde dez/1981. Escreve no JP3 desde 1992, porque tem interesse na cidade e no seu desenvolvimento.


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J. Júnior
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O povo soberano foi as urnas e mandou um recado pra velha política que insiste em não apear do poder, que está de saco cheio de políticos muito mais interessados nos seus interesses pessoais, do que nas demandas da população. Não raro é ver políticos que entraram na vida pública com pouco ou quase nada e hoje moram e vivem como milionários. O maior exemplo vem de Lula da Silva, que de simples torneiro mecânico, amealhou uma fortuna de dar inveja em muita gente que ralou a vida inteira. Aqui na nossa região não é diferente, tem muito político que não resiste a uma auditoria pelo Ministério Público. O recado tá dado. Quem não quiser ouvir, vai se dar mal.


PREVISÃO

Havia comentado aqui na coluna que pesquisas de intenção de votos para deputados indicavam que os nossos candidatos não seriam bem votados nessa eleição. Primeiro, pela quantidade de candidaturas que acabam pulverizando os votos. Segundo, porque diferentemente do que pensam não tem densidade eleitoral, e acabam por confundir eleição de vereador com eleição de deputado estadual e federal. O buraco é mais embaixo. E por fim, porque não entenderam que o maior fenômeno dessa eleição atendia pelo nome de Jair Messias Bolsonaro. Quem colou nele se deu bem. Quem não colou, ficou pra trás.


 

  V  I  T  R  I  N  E   

  • A votação de Bolsonaro e de quem colou nele Brasil afora colocou de joelhos os institutos de pesquisa, IBOPE e Datafolha correm atrás de explicações para previsões furadas por todos os lados. A maior delas está aqui em Santa Catarina com a ida para o segundo turno de Merísio e Comandante Moisés. A quase eleição de Lucas Esmeraldino também foi arrasadora pros institutos. Tentam culpar o eleitor por uma forte guinada nos últimos dias. Bobagem, há muito tempo o eleitor já sabia em quem votaria. Eles é que não queriam enxergar. O nível de confiança foi a zero.
  • Carlos Humberto Silva chegou muito próximo de se eleger e acabou ficando como primeiro suplente da sua coligação. Maurício Eskudlark ficou com a última vaga e o superou em pouco mais de 2000 votos. Carlos Humberto mostrou que tem potencial para brigar na esfera política regional. É um nome pra se ficar atento.
  • Outro fenômeno é o jovem político Lucas Gottardo que fez uma excelente votação na cidade e na região, e que também demonstra ter apelo eleitoral pra ser melhor observado pela classe política. Costuma fazer suas campanhas com poucos recursos e baseada na colaboração de amigos e correligionários. Outro nome pra se ficar atento.
  • Ir a Blumenau na Oktoberfest e não sair de lá impressionado com a organização da maior festa da cerveja do Brasil é coisa rara. A variedade de cervejas e de pratos típicos não deixam ninguém ficar com sede ou fome. A limpeza dos salões e dos banheiros merece nota dez. A segurança também é destaque. Vale conferir.
  • Acachapante a vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno frente a todos os adversários que vinham batendo pesado nele. Longe do que as pesquisas mostravam a realidade das ruas foi mais forte, e o mito como é chamado pelo público, mostrou que só não sobe a rampa do palácio do planalto se outro louco o encontrar pelo caminho. Não existe um motivo plausível para que não vença o segundo turno com uma boa diferença. É uma questão matemática. Tá na hora de começar a apresentar melhor suas propostas e a pensar num bom ministério pra colocar o país nos trilhos. A esperança é grande.
  • O PT derreteu nessas eleições e saiu chamuscado por todo o país, seus líderes só encontraram respaldo nos estados do nordeste, onde a sigla se mantem às custas de líderes populistas nos governos estaduais. A crença de que Lula elege até um poste no Nordeste é falaciosa. O trunfo do PT no Nordeste são governadores como Rui Costa da Bahia que atingiu mais de 70% dos votos baianos. Lula já era. É carta fora do baralho. 
  • Dilma Rousseff ao ser indagada pelos repórteres na saída do colégio onde votou, negou-se a atendê-los, porque só o faria na coletiva que daria a noite. Tinha como certa sua vitória ao senado por Minas Gerais. O resultado todo mundo já sabe. Ficou em quarto lugar. Mais um grande furo das pesquisas eleitorais. Tchau querida.
  • A tarefa de Gelson Merísio de barrar no segundo turno o tsunami chamado Comandante Moisés é bem mais complicada. Há por parte da população um sentimento de renovação. E Merísio com certeza não se encaixa nesse perfil. Pra piorar, o candidato ainda tem um nome bíblico. Daí fica difícil.
  • Tem gente falando a boca pequena que a eleição à assembleia e à câmara foi um teste pra medir as forças políticas locais pra daqui a dois anos. Tá todo mundo de olho nos altos da Rua Dinamarca. Quem duvidar é louco, afinal, teve gente ali muito mal votada.

ESSE ANO FAÇA CERTO. DIGA NÃO AOS POLÍTICOS CORRUPTOS. FAÇA A SUA PARTE.


 

Escrito por Jonas Ramos Júnior, 11/10/2018 às 09h18 | jonasramos3011@hotmail.com



Jonas Ramos Júnior

Assina a coluna J. Júnior

Advogado pós graduado em direito ambiental, reside em BC desde dez/1981. Escreve no JP3 desde 1992, porque tem interesse na cidade e no seu desenvolvimento.


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