Jornal Página 3
Coluna
Mãe na Roda
Por Ana Paula Góis

"Quem pariu Mateus que embale"... Será?

A humanidade caminha junta e evolui junta. Porém para que a vida evolua, para que continuemos crescendo como seres humanos e como animais, é necessário que a espécie evolua. E, para que a espécie evolua, o conhecimento é transferido de geração para geração sem que nós possamos interferir nisso. Quer seja da nossa vontade ou não, cada bebê que nasce já nasce com o conhecimento de uma humanidade inteira e, a partir deste conhecimento adquirido vai desenvolver novos conhecimentos e sendo assim, se tudo correr bem, será mais 'esperto' que seus pais.

Precisamos parar de olhar para nossos filhos como bebês ou crianças ou adolescentes. Precisamos olhar para nossos filhos como a nossa evolução. Como sementes de versões mais evoluídas de nós mesmos. Não estou falando do meu olhar para o meu filho e sim do meu olhar para todos os filhos. Uma vez que somos humanidade, que formamos um grupo, não existe meu filho ou teu filho, existem nossos filhos. A humanidade caminha junto e é obrigação de cada um de nós, pais ou não, olhar para cada criança como uma semente transformadora dotada da melhor seleção genética que a natureza pode fazer.

Assim, confiando na capacidade da raça humana, e nos entendendo e aceitando como um grupo, cuidaremos de cada filho, de cada criança de maneira excepcional. Não é o filho dela que ela carrega nos braços. Não é pelo filho dela que ela trabalha tanto. Não é pelo filho dela que ela parou de trabalhar fora. Não é pro filho dela que ela oferece doces no lugar de histórias. Não é o filho dela que está sendo espancado ou que está espancando, é o nosso filho!

Pequenos gestos como oferecer uma carona para uma mãe que ainda vai longe, respeitar a individualidade de cada criança, contar boas histórias, conversar, dar bons exemplos, oferecer companhia, dar uma ajuda financeira, conhecer uma escola, são gestos que ajudarão a formar uma sociedade mais justa, mais humana e mais amorosa.

Você faz o que pode pelo seu filho? Você se esforça para que não lhe falte nada? Você o protege do frio, do calor e da fome? Faça também pelo filho do vizinho! E se você não tem filhos, faça pelo meu. Cada um de nós, pais, mães, amigos, conhecidos e desconhecidos é responsável por cada criança. Assim como reciclamos nosso lixo, plantamos uma árvore, usamos nossa bicicleta, tudo pelo nosso planeta, cuidemos também das nossas crianças.

Porque não é sobre os meus filhos, é sobre os nossos filhos, os filhos da humanidade!

Por uma humanidade mais fraterna!
Paz e Bem.

Escrito por Ana Paula Góis, 14/06/2016 às 09h27 | conviteecia@hotmail.com

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Humanizar não é pouca coisa e vai muito além da sala de parto!

Para mudar o mundo precisamos:

Empoderarmo-nos de amor ao próximo;
Respeitar os nascimentos;
Mais gestações conscientes e menos por acidente;
Libertarmo-nos do patriarcado;
Mais ocitocina natural;
Conectarmo-nos a nós mesmos;
Compreender que o que realmente necessita um bebê não se compra;
Percebermo-nos mamíferos;
Amar a nós mesmos;
Criar com apego;
Paternar;
Cuidar de nossos filhos;
Restaurar o paradigma original;
Ver em cada criança o mundo inteiro que necessita ser amado;
Re-evolucionar;
Nutrir os lares;
Ressuscitar a mãe que matou o patriarcado;
Libertar os filhos das próprias sombras;
Fortalecer a paz desde o útero;
Informar-se e educar-se para escolher com liberdade;
Por a vida no centro;
Gestar;
Parir!

tradução livre. autor desconhecido.

Escrito por Ana Paula Góis, 06/06/2016 às 10h30 | conviteecia@hotmail.com

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Mães imperfeitas

Todas essas homenagens. E fotos, e declarações. Bonito, efêmero, parcial.

A minha filha do meio me trouxe um cartão cheio de elogios, agradeci cada um do fundo do meu coração. Depois de algum silêncio, pedi a ela o bônus:

- Aqui tem muitas qualidades héin? E dos meus defeitos, qual você destaca?
- Hmmm, um só?
- Sim, qual o seu 'preferido', o top da lista?
- Hmmm, acho que essa mania de descontar nos outros quando alguma coisa te irrita?
- Sim, esse aparece bem, merece o destaque. Mais um, vai.
- Quando você acorda virada querendo fazer tudo ao mesmo tempo e quer que eu faça também.
- Pode ser, nem vou argumentar. Mais um?
- Acho que tá bom.

Agradeci. Rimos.


Ilustração Inês d'Espiney
 

Um grande avanço na vida de qualquer pessoa é conseguir rir das falhas e limitações. Isso nos torna tão mais humanos e reais, tão mais liberados pra vida! Sempre tive uma postura exigente comigo e ao meu redor, e não sei de verdade se isso mais ajudou ou atrapalhou, mas vejo que qualquer passado-presente-futuro fica muito mais leve quando deixamos de lado todo esse orgulho e perfeccionismo pra relaxar um pouco nos papéis.

E tem uma pegadinha danada implícita nessa troca: nós pensamos que relaxar é perder o controle, ficar desatento, dormir no ponto; e é bem ao contrário: o relaxamento nos põe mais confortáveis, mais observadores que condutores, mais no fluxo: atenção não é tensão, atenção é presença, unidade, e na unidade estão o que chamamos de qualidades e o que chamamos de defeitos, os momentos que consideramos lindos e os outros que tentamos evitar, o que achamos que acertamos e aquelas atitudes que nos fazem sentir péssimas, "lá vou ter que começar todo meu programa de zen budista do zero, não consegui mais uma vez".

Olhar pras situações e pras nossas tendências e características como elas se apresentam faz enxergar, muda padrões, ilumina, transforma, liberta. Faz ficar engraçado e a gente pode rir, mesmo que de início pareça tudo muito feio, triste e desolador. Eu recomendo a todas as mães aceitarem suas lindas homenagens mas que isso nunca se torne um peso a carregar, uma imagem a manter: sejam imperfeitas. Fiquem de saco cheio. Gritem, se precisarem, corram pra dentro do mar, do mato, do escuro. Saiam de si pra reecontrarem-se. Fiquem à vontade nos seus papéis, isso não vai fazer de vocês uma deusa romântica da maternidade, mas quem quer viver uma mentira? Meio humana, meio deusa, e há beleza no caos, há beleza nas sombras, há beleza verdadeira em se expor aos ventos, e ao que a vida nos apresenta.

Escrito por Caroline Cezar, 09/05/2016 às 08h46 | carol.jp3@gmail.com

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Licença! #maispresença

Ultimamente escutamos e discutimos politicamente a questão das licenças maternidade e paternidade, que no Brasil são irrisórias em termos de reais necessidades. Os países desenvolvidos há muito descobriram que pais presentes nos primeiros dois anos de vida de uma criança reduzem drasticamente índices de criminalidade e violência.

Em paralelo à luta de alguns representantes para aumentar esse tempo, podemos nos auto conscientizar que não existe folga nessa tarefa, o que existe é se deparar o tempo todo com nossas faltas e falhas, com nossas crenças, com nossos medos e o que tá lá, bem escondido debaixo do tapete. O cansaço faz parte, e reclamar do cansaço faz perder mais energia. Portanto, na real na real, não existe licença, e mesmo que você receba uns dias pra ficar em casa, o trabalho com a criança é infinitamente maior. Uma construção diária, cotidiana, que vai garantir bases sólidas ou pilares de areia na formação de um novo ser. Nem pai nem mãe, ninguém está de férias, estamos sendo exigidos ao máximo; é quando colocamos em prática o verdadeiro sentido da palavra doação.

Muito importante a fala do pediatra no vídeo, sobre a questão de quem trabalhar fora se sentir "isento" das funções domésticas. E se você vê isso acontecer em casa, não é pra ter briga, é pra ter consciência. Se seu companheiro/ companheira não percebeu, talvez não seja por mal, mas porque estamos inseridos numa sociedade que há anos trata isso como coisa normal. Vamos passo a passo, encontrando o caminho do meio.

 Por uma humanidade mais fraterna!

 

Escrito por Caroline Cezar, 28/04/2016 às 08h42 | carol.jp3@gmail.com

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Eu não dou conta!

Quando uma mãe me pergunta como foi meu dia, como é meu dia a dia, e como eu faço para me organizar a pergunta recorrente é:

- Como você dá conta?

A responta recorrente é: Eu não dou!

Neste mudo de redes sociais, vemos muita foto de crianças bem alimentadas, brincando ao ar livre... tem muita narração de como foi bom ir ao teatro e de como aquela criança é abençoada por estas mães e pais companheiros e perfeitos. Aquela alimentação natural, aquele brinquedo educativo, aquele dia feliz.

Ninguém posta foto daquela lasanha congelada, do banheiro por limpar, da roupa mofando na lavanderia. Daquele momento que a criança deu um chilique no mercado, quando bateu no amiguinho...ninguém posta a linda frase que seu filho disse naquela hora de raiva:

- Mamãe, você é feia!

A verdade é que a maternidade não tem glamour! Até quando ela tem - numa festa de formatura por exemplo - pode ter vindo de dias e dias discutindo sobre roupas e convidados.

A maternidade nos leva a entrar em contato com nossos instintos mais animais. Nos provoca vários partos e vários nascimentos ao longo da caminhada.

Para conseguirmos levar esta caminhada sem culpa é preciso esperar menos. Esperar menos de nós e de nossos filhos! Conseguir relaxar no caos é grande qualidade para uma mãe. Confiar e entregar. Não se julgue e nem se compare, seja apenas o melhor que você consegue ser. Seu filho é único e cada mãe é única também. Conseguir administrar as mudanças que uma criança gera em nossas vidas não é tarefa fácil e não tem prazo para ser cumprida, mesmo porque, primeiro é um bebê, depois uma criança, e logo um adolescente e as dúvidas e incertezas de saber se estamos fazendo a coisa certa nunca desaparece. O binômio mãe e filho/ pai e filho vai precisar enfrentar muitas dificuldades que sempre surgirão e a cada passo que dão, uma mudança interna acontece e temos novos desafios.

Aproveitar cada fase de nossas crias sem culpas ou cobranças. Olhar para a situação como mera expectadora, perceber como nos comportamos, do que mais gostamos. Nosso mundo está cheio de convenções e cabe a nós sermos ou não escravos delas. Seja mais leve com sua casa, seja mais leve com sua família, seja mais leve com você. Olhe para cada dia como o último dia, com mais relaxamento e mais entrega. Liberte-se da obrigação -casa arrumada, bebê dormindo/ adolescente estudando, mamãe sorrindo. Nosso tempo é comprido, temos todo o tempo do mundo para as coisas se ajeitarem. Logo nosso bebê vai estar comendo sozinho, nossa criança vai estar indo pra escola sozinha, nosso adolescente vai estar querendo dormir um pouco mais e fazer qualquer coisa que for mandado um pouco menos.

Menos cobrança para menos distanciamento. Liberdade para ser quem se é, ou como eu prefiro dizer, para ser quem se está. Não julgue, não espere e não rotule, nem você, nem sua cria. Estamos em constante mudança e você é o exemplo que seu filho tem. Se não for hoje, amanhã com certeza sua cria estará imitando suas atitudes e olhar para a sua vida com amor é um grande exemplo a ser seguido pelos seus filhos.

Por uma humanidade mais fraterna.
Paz e Bem.

Escrito por Ana Paula Góis, 09/04/2016 às 08h17 | conviteecia@hotmail.com

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Ciência e amor andam juntos

Palavras da cientista Eleanor Luzes, psicanalista e cientista que explica didaticamente a importância do sutil e das emoções em tudo que nos diz respeito, e principalmente na nossa formação como seres humanos. Eleanor não é mística, é uma pesquisadora conceituada, que compilou estudos mundiais sobre concepção, gestação, amamentação e primeiros anos de vida, como fundamentos de uma existência saudável e plena. Já esteve por aqui, estudamos com ela, e seu trabalho se chama Ciência do Início da Vida. Graças à internet sua tese vem se tornando mais acessível a todos que buscam informação de qualidade. Esses parágrafos são atualizações de facebook da página da Eleanor, que também faz congressos on line sobre seu trabalho. Abasteça-se! Conecte-se!

 

PARTO

"Amigos o parto é um ritual de passagem entre dois mundos. Que mundo queremos apresentar? Há amor? Então o bebê fica pele a pele com a mãe. É um mundo fraterno? Então irmãos participam em presença seja do parto (especialmente meninas com mais de 6 anos, o que lhes confere experiência de no futuro ter um parto maravilhoso - memória celular), seja da noite do pós-parto, onde não se exclui, pois a criança vive, este momento como "esse entre nós - família". Como é o escurecimento do quarto? que facilita a intimidade, que som, familiar? prazeroso? Quanto aos cheiros são familiares para mulher? Isto a faz segura. Ela é livre para comer, pois em geral quando chega com 5 cm de dilatação não tem vontade de comer, é fisiológico. Ela está livre para adotar a postura que sua anatomia considera mais adequada? Quanto que ela é tratada como o ser que está trazendo outro ser para o mundo e só ela pode, portanto ela é humana e deusa. Diante de duas divindades que comportamento precisamos ter? Este comportamento inscreve as mentiras pessoais, se forem desarmônicos que ficam gravadas para sempre, e se reproduzem vez após vez. Ou uma pessoa com fé e gratidão pela vida, com uma bela capacidade amorosa, que não aceita a vida de abusos. Que queremos mostrar para este mundo para este ser que acreditará que assim é para sempre, neste mundo?

Beijos Eleanor"

 

ALEITAMENTO

"Amigos o Aleitamento Materno é sublime, a composição do leite é justo a necessidade para cada minuto do corpo do bebê, há um campo mórfico entre os dois. Se além de amamentar a mãe olha nos olhos do bebê, ele recebe a melhor das estimulações das diversas partes do cérebro para se desenvolver, além do que o leite possui ácidos únicos que estimulam o cérebro que se formará até o primeiro ano de vida que corresponde a 70% do que temos na vida. A gravidez em verdade são 9 meses intra uterinos e 9 extrauterinos, e o sangue é subistituido pelo leite. E este leite é de fato uma forma também de proteção do corpo sutil, assim a mulher pode ungir com ele o chacra da coroa, do coração e o plexo solar do seu bebê e o protegerá de alguma situação difícil ou densa. De novo a humana deusa, aquela que já esteve dando a luz, estende sua proteção. O aleitamento programa; fé na vida, fraternidade, uma sexualidade sem bloqueios, generosidade, afetividade, impede o desenvolvimento da violência e portante criminalidade, confere uma saúde dentária e de vários sistemas, é uma dádiva maravilhosa, uma passo na vida para a segurança e autoestima.

Beijos Eleanor"

 

PRIMEIROS PASSOS

"Amigos e assim depois de muito amor e confiança o primeiro ano com aleitamento criou um bebê sensível, perceptivo, alegre, amoroso. Agora ele começa a andar, a explorar os espaços e objetos, ainda neurologicamente ele tem melhor percepção nos lábios, daí a boca é o “primeiro contato”. Há sensibilidade a dor como mostrou ANAND em 1987 é enorme. Na verdade a criança que se machuca olha para a mãe pois ela está sob estado de espanto diante de uma enorme dor, quando a mãe olha para o lugar, ela chora de alívio. Isto é um dos milhares de modos de demonstração daquilo que muitos pintores mostraram, os bebês descobrem sobre eles mesmos pelo olhar da mãe. Talvez por esta falta, devido a creche cedo demais é que a gíria “desbussulado” surgiu, pois o olhar materno é a bússola que norteia a criança para o que é bom ou ruim para ela é o norte, há ai uma confiança enorme. Aliás, ao olhar para uma criança até principalmente seus 3 anos, não é bom quando ouvimos “é muito independente”, o bom é “confia absolutamente na mãe”. Pois este momento vai plasmar no futuro como este ser confiará em quem ama. E segue o segundo ano, o tempo das palavras, serão em média 500 que ela vai aprender, dominantemente são substantivos, porque ela quer isto ou aquilo, há poucos adjetivos, pois ainda as coisas não tem significado de valor pela palavra, é mais gosta e não gosta, é bom ou mal, na expressão física. Quando a fala fica difícil é uma maneira sutil da criança mostrar que há alguma mentira acontecendo e uma vez descoberta ela pode falar muito bem. Quando vai começando a articular o pensamento, rudimentar, é uma brincadeira, que ela vive com muitas alegrias, vendo os olhos de contentamento dos pais.

Estas crianças nascidas de concepção consciente, muito desejadas, que tiveram um parto suave, aleitadas logo que nasceram, e ficaram com a mãe até os 6 meses com o máximo de contato possível e cama conjunta e se seu aleitamento continuou com a entrada cuidadosa de alimentos, são generosas e não têm medo. Lá pelos dois anos os olhos dela mudam no dia que trepam num banco e conseguem um alimento, neste dia parece que descobriram o mundo, depois o pais lhes colocam em um velocípede e simbolicamente começam a levar para longe do mundo da mãe e iniciam a mostrar o mundo a elas. Novamente confiar é um ponto fundamental. “Estou com meu pai, nada de mal pode me acontecer”. De descoberta em descoberta vão chegando aos 3 anos, aí têm uma memória continua, são fraternas, colaborativas, e com variantes de criança para criança podem ir para a escola, ainda a pedagogia que há 150 anos estuda cada idade, em 80 países, há mais de 50 anos no Brasil, lá vão desenvolver criativamente o pensar, sentir e agir, é uma pedagogia que entende a necessidade de arte, de línguas de criar para aprender, que na França é chamada de Pedagogia Curativa, no Brasil; Pedagogia Waldorf, pode dar continuidade a uma educação que começou no útero tendo em vista, valores, é uma educação que se dirige a um ser que tem corpo , sentimentos e dimensão espiritual, um ser em sua totalidade, com muitos talentos, sempre.

Beijos Eleanor".

   

Escrito por Caroline Cezar, 29/03/2016 às 14h46 | carol.jp3@gmail.com

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