Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

Quando a crítica não ajuda

Caros

Lá atrás, antes mesmo de sua implementação, a ciclofaixa da avenida Atlântica foi muito criticada. Hoje já é destaque em diversos locais como mídia, para se ter uma boa qualidade de vida, como foi na foto estampada no carne do IPTU 2015 de BC. Obra está que de tão importante, foi e está sendo copiada por outras prefeituras em diversas outras orlas.

O exemplo que isto nos traz é o de que não devemos expressar uma opinião baseada no famoso achismo, sem antes pesquisarmos muito sobre o assunto. Como associação de ciclismo, a ACBC- associação de ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú, sabia de ante mão que está ciclofaixa na avenida Atlântica só traria benefícios para a sociedade. Não só para a saúde das pessoas que praticam o ciclismo, mas também, para aqueles que vem pela liberdade de se locomoverem livremente pela orla, não tendo uma barreira de automóveis na sua frente, como também dificultando a linda visão da praia que é uma das atrações de BC.

Com a retirada dos automóveis, pode se abrir um espaço a mais, numa orla em que este ficava bastante restrito no período da alta temporada. Desta forma aumentou e muito a demanda pela pratica de diversos esportes, como correr, andar de patins, de skate e até mesmo pela própria bicicleta, haja visto que se tornou um local muito aprazível de se estar ali.

Para encerrar, devemos parabenizar a administração pública da época, por ter bancando sem medo e com visão para o futuro, de que esta obra faz com que BC seja cada vez mais conhecida como uma CIDADE PARA AS PESSOAS.

ATT. Henrique Da Silva Wendhausen - Presidente - ACBC

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 11/01/2017 às 11h19 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade

As novas ideias não podem parar no tempo

Nestes dois seminários, 2013 e 2014, sobre mobilidade urbana que a ACBC realizou em parceria com o IFC, reuniu as pessoas interessadas em melhorar a mobilidade urbana das cidades de Camboriú e Balneário Camboriú.
 
Hoje colhemos os resultados mais que positivos das boas ideias daquela época. E afirmo isto porque temos uma estrutura cicloviária em desenvolvimento nestas duas cidades, mesmo porque devemos levar em consideração que são praticamente uma só. Sendo assim o que se faz para uma reflete automaticamente na outra, como uma extensão. 
 
Precisamos melhorar este sistema em muitos aspectos, mas já podemos falar que temos uma estrutura que nos ajuda a circular por ai sem precisar fazer o uso dos automóveis e por consequência, não ficarmos presos nos engarrafamentos do dia a dia. Isto por si só já pode ser considerada uma grande vitória, porque posso citar o nome de várias outras cidades, que mais ou menos na mesma época começaram com os mesmos objetivos que o nosso e não chegaram ainda a lugar algum. Exemplos, Blumenau, Joinville, Florianópolis e outras mais que não vem ao caso.
 
Mobilidade urbana já faz algum tempo é o assunto do momento, falar dela é o que dá ibope, tempo é dinheiro, mais do que nunca e ficar preso dentro de uma caixa sobre quatro rodas, mesmo que esta possua um ar condicionado e outras comodidades extravagantes, não nos levará a lugar algum, aliás leva, mas a um custo muito alto. E ficar preso no trânsito do dia a dia significa perder não só tempo, e desta forma temos que pensar em outras maneiras de nos locomovermos por aí. Não precisa ser um expert para saber que se uma cidade possui um meio de transporte público eficiente e uma malha cicloviária condizente com a sua realidade, como é o caso destas duas cidades, as pessoas automaticamente, vão migrar para estes dois modais sabendo dos benefícios que estes trarão para si. Desta forma, abrindo caminhos para todos.
 
Para encerrar, como no seminário lá atrás, temos que reunir as pessoas em prol de ideias que tragam benefícios para a sociedade como um todo, neste caso, para melhorarmos a maneira de como nos deslocamos por aí, tendo a certeza de que aqueles que não mudarem a sua maneira de se locomover pelas vias destas duas cidades, estarão fadados não só a perder tempo, mas dinheiro, saúde e qualidade de vida que é o que todos nós almejamos. 
 
 
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 10/12/2016 às 17h34 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade

Atlântica Ativa todos os domingos

A Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú, desenvolve o projeto chamado rua de Lazer Atlântica Ativa desde 23 e março de 2014. A rua de lazer consiste em fechar meia pista da avenida Atlântica todo último domingo do mês, das 7:00 ás 14:00 horas, para que seja utilizada como área de lazer, extensão da ciclofaixa, como costume nas grandes capitais e uma tendência mundial em compartilhamento e aproveitamento de espaços públicos. 

Porém, desde o início do projeto a ACBC (associação de ciclismo) tem dificuldades em fechar a via por não ter material para criar a barreira de segurança entre a pista de rolamento dos carros e a área de lazer, ou seja, cones! As 12 edições da rua de lazer foram feitas com cones emprestados de empresas de aluguel e através de doação de 100 unidades da federação de ciclismo de Santa Catarina. O projeto é um sucesso e se tornou decreto municipal, porém ainda sem força pois o que nos falta é investimento e material.

Na manhã de 11 de julho 2016, os estacionamentos da avenida Brasil foram bloqueados em quase sua extensão, com cones, para a passagem da tocha olímpica, observando isso, eu, Chaves Junior, emiti uma solicitação, pedido, desabafo em meu facebook:

Excelentíssimo prefeito de Balneário Camboriú @edsonpiriquito , venho requisitar abertamente ao público, o pedido de que os cones que estejam sendo usados para bloquear o estacionamento da Av. Brasil por quase toda sua extensão, sejam os mesmos que possam ser usados para bloquear meia pista da avenida Atlântica por toda sua extensão, para que a avenida se transforme em Rua de Lazer Atlântica Ativa TODOS os domingos na baixa temporada. Este pedido já lhe foi feito em seu gabinete no final de 2014 e também está escrito em todos os TACs (termos de ajustamento de conduta) que a associação de ciclismo solicita e obtém para a realização da rua de lazer com todos os alvarás em dia. Sendo assim , solicito publicamente que a prefeitura, secretaria de obras , secretaria de trânsito e associação de ciclismo de Baln Camboriú, unam seus esforços para que tenhamos uma área de lazer gratuita e sem onerar cofres públicos para os moradores e visitantes. Com esta medida tomada , irá além de aumentar a segurança dos usuários, irá fomentar o comércio local, pois como vemos em domingos de sol, a ciclofaixa é tomada por uma grande quantidade de pedestres, ciclistas , skatistas e etc. Contamos com a colaboração da prefeitura e demais secretarias!!! Para o bem de nossa cidade! #atlanticaativa #balneariocamboriu

Clique aqui e apoie essa intenção

Com este pedido, esperamos que a prefeitura tome para si a responsabildiade de criar alternativas de lazer gratuito para a cidade, utilizando materiais que já tem sem seu poder e material humano que já são pagos para realizar serviços para o bem da comunidade!

Chaves Junior - Associação de Ciclismo de Balneário Camboriu ACBC

Escrito por Chaves Júnior, 12/07/2016 às 08h46 | chvsjr@gmail.com

publicidade

Ciclovias e mais segurança já!

Associados da ACBC e demais ciclistas da região de Balneário Camboriú e Itajaí, o filme, anexo a este texto, demonstra a atenção que devemos ter ao pedalarmos pela Osvaldo Reis em qualquer dos dois sentidos.

Precisamos divulgar ao máximo este filme para que se comece uma campanha em prol de um sistema cicloviário entre as duas cidades.

Os poderes públicos não podem ignorar a grande demanda de ciclistas que transitam por esta via todos os dias. Digo mais, que esta demanda está totalmente reprimida haja visto que tem muito trabalhador que quer fazer uso da bicicleta para se deslocar ao seu trabalho através desta via mas não o faz por puro medo.

A rodovia Osvaldo Reis e a sua continuação em Balneário Camboriú, Avenida dos Estados estão totalmente esgotadas para os ciclistas. Com a grande demanda de automóveis e outros modais de grande porte, pedalar por ali está se tornando um suplício para todos. Nesta época de crise, o modal bicicleta vem de encontro a economia que todo o trabalhador poderia fazer ao deixar o seu carro e ir pedalando para o seu trabalho. Soma se a isto a saúde e o aumento da qualidade de vida que este trabalhador poderá obter sendo usuário de um modal tão ecologicamente correto.

Um ciclista a mais nas ruas significa um carro a menos no trânsito caótico do dia a dia. Mas para que isto aconteça, precisamos de uma infraestrutura digna e que gere a devida segurança para todos, inclusive para os motorista em geral. Afirmo isto com a convicção de quem pedala todos os dias, muitas vezes por esta via altamente perigosa para nós ciclistas.

A prefeitura de Balneário Camboriú já sinalizou que dará continuidade na extensão da ciclovia da Avenida dos Estados, que hoje termina em frente ao Angeloni, fazendo com que esta chegue até a Praia dos Amores, interligando o sistema ao Morro da Rainha e consecutivamente ao sistema da ciclofaixa da Avenida Atlântica.

Vamos aguardar esta iniciativa e torcer para que a prefeitura de Itajaí tenha uma atitude de igual valor. 

Para encerrar, solicito o apoio de todos os ciclistas e simpatizantes para que divulguem ao máximo este filme e que se unam a esta associação, para que juntos possamos ter força perante os administradores públicos, para que estes se sensibilizem com a nossa causa, tomando as devidas providencias para tal.

Acesse o link para visualizar o vídeo: https://agenciaprefixo.com/2016/04/26/ciclofaixa-bc-itajai-um-sonho-que-precisa-virar-realidade/

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 05/07/2016 às 12h23 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade

1 BIKE 1 VIDA

Estou escrevendo sobre este tema porque vidas estão se perdendo e de uma maneira que poderiam ser evitadas.
 
O ciclista quando sai de sua casa, quer seja para trabalhar, ir ao mercado fazer compras, passear ou ainda praticar o esporte pelo esporte, passa a fazer parte do meio chamado trânsito, se juntando aos demais modais que circulam pelas vias. Desta maneira e por ser um meio de transporte, está incluso no Código de Trânsito Brasileiro, tendo que seguir as suas regras, da mesma forma ser respeitado pelos outros modais.
 
Conceito fácil de observar, mas o que está acontecendo nos dias de hoje? O ciclista está morrendo no trânsito da qual ele faz parte e também possui os seus direitos. Pelo que tenho visto através dos jornais, estamos sendo mortos não porque há uma guerra desencadeada para isto, muitas destas ações negativas estão acontecendo pelas mãos de motoristas bêbados e drogados, que por estarem nesta condição não deveriam estar atrás de um volante. Mas poderia se dizer que acontecem mortes de ciclistas também com motoristas sãos e é ai que eu quero chegar.
 
Quando um ciclista é atropelado por este ‘’são’’ temos que observar atentamente o que o levou a este ato lastimável, porque não podemos ser pessimistas a ponto de acharmos que o mesmo o fez por querer. Há diversas coisas que podemos imaginar, por exemplo: o mesmo se distraiu com o celular ou com o rádio, ou então ele não viu o ciclista ao olhar para o filho no banco de trás, ainda, foi acender o cigarro quando viu estava em cima e derrapou na pista por excesso de velocidade e atropelou o ciclista.
 
Os poucos fatos citados acima estão fora das normas (CTB) claro que existem os erros do próprio ciclista, mas a ótica que abordo é a do motorista e desta maneira chegamos a conclusão de que estamos morrendo porque estas normas não estão sendo cumpridas, desta forma não somos vistos como outros seres humanos pelos nossos semelhantes, que dividem o mesmo o espaço nas vias.
 
Se o ciclista fosse visto como uma vida, outro ser humano pelo seu semelhante, e não como um ser que atrapalha, esta mesma norma dificilmente estaria sendo quebrada.

Para encerrar, convido a todos, ciclistas, simpatizantes e não ciclistas a participarem da campanha 1 BIKE 1 VIDA iniciada pelo Luiz Carlos Chaves Junior e Romulo Cruz, para que o respeito as normas aconteçam e sejamos vistos como iguais, dignos de uma vida.

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 28/03/2016 às 15h59 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade

MULHERES QUE PEDALAM POR AI.

 

Vivemos em pleno século 21 e ainda discutimos o racismo, a homofobia, HOMENS QUE AINDA BATEM EM MULHERES e o porquê que as mulheres devem ganhar igual aos homens pelos mesmos serviços prestados. Na minha humilde opinião nunca deveria de ser assim, por que somos conceituados como seres racionais e inteligentes, portanto nunca deveríamos chegar a estas atitudes preconceituosas que difamam a imagem de nossos semelhantes.

Orgulho-me muito vendo as mulheres ocupando os espaços que antes eram só dos homens (ainda somos um país de machistas) e um deles é pelo uso da bicicleta. O que antigamente não era comum, hoje já faz parte da paisagem.
 
As mulheres estão descobrindo a liberdade que este simples equipamento proporciona, além de outros benefícios como a melhora na saúde, a rapidez com que o ciclista consegue se deslocar de um ponto ao outro sem precisar ficar preso nos engarrafamentos e muito mais coisas positivas que posso citar sem ter medo de errar.
 
A bicicleta por si só já é feminina em sua denominação, o que passa a ideia de um equipamento frágil, ledo engano. Igual as mulheres ela demonstra robustez nos levando aos nossos destinos sem falhas e muitas vezes carregando o triplo ou mais que seu próprio peso.
 
Aqui em Balneário Camboriú podemos ressaltar as ações executadas pelo grupo de mulheres “ELAS NO PEDAL”, que se reúnem toda última quarta feira de cada mês na Praça AlmiranteTamandaré, para dar apoio e incentivar as mulheres que não possuem experiência a dar as suas primeiras pedaladas. É de iniciativas como esta que estamos precisando, fazendo com que cada vez mais as mulheres se sintam seguras a possam pedalar por ai.
 
Hoje vemos vários grupos de mulheres pedalando pelo mundo a fora, quer seja nas grandes cidades ou no interior ou ainda em competições e dando a volta ao mundo, coisa antes inimaginável.
 
Para encerrar, posso afirmar que mais uma vez as mulheres deram uma bela demonstração, ao saírem por ai pedalando, de que não existem barreiras pela qual elas não consigam ultrapassar, existe sim é o preconceito dos ditos homens que não valorizam o ser mulher.
 
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 19/02/2016 às 10h36 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade





publicidade



1 2 3 4 5 6

Henrique da Silva Wendhausen

Assina a coluna Mobilidade Urbana BC
















Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br