Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

Por que nunca é feito com a devida qualidade e objetivo?


Todas as cidades necessitam de melhorias em suas estruturas, estas estão sempre num estado de evolução.

A população cresce muito rapidamente em todo o planeta, aumentando a necessidade de novas obras em vários sentidos, uma das principais, mobilidade urbana, obras que atingem a um grande número de cidadãos em todas as partes do planeta, por isto um assunto sempre atual.

Cabe as administrações públicas, sejam elas municipais, estaduais ou federais, projetarem as obras da mobilidade urbana conforme vão surgindo as necessidades e estas são muitas. Desta maneira precisam elaborar projetos que tenham como objetivo principal a melhoria da qualidade de vida de uma população. Mas infelizmente não é isto o que vemos nos dias de hoje, principalmente aqui em Balneário Camboriú. Os projetos são muitos, o problema está na execução e objetivos destes.

Exemplo: A passarela da Barra, que mais parece um poleiro de luxo, uma obra que se tivesse sido executada com o verdadeiro objetivo de melhorar a mobilidade humana para a qual foi construída, seria uma grande obra. Facilitaria e muito o deslocamento da população do bairro da barra para o centro da cidade. Se o projeto da passarela fosse mais simples, não custando o que custou e ainda por cima não estando pronta, teríamos um facilitador que culminaria na rapidez e na segurança com que os cidadãos poderiam usufruir ao se deslocar por este local. Opinião minha, está obra não foi projetada para o deslocamento dos cidadãos do bairro da Barra para o centro e vice e versa, haja visto que em vez de projetarem uma obra com facilidade de acesso rápido para todos, executaram a mesma com elevadores. Elemento que quando a demanda de pessoas for muito grande, criara filas enormes, fazendo com que todos queiram achar outros meios para se deslocarem ao centro. Pior ainda para os ciclistas, que fazem um grande uso da atual Balsa, como colocar esta demanda toda dentro de elevadores, por maiores que sejam.

Outra obra que já estava projetada, mas que não vai mais ser realizada, a do viaduto sobre a praça das Sereias. Deveriam aproveitar as verbas desta obra e aplicar no projeto do sistema cicloviário de Balneário Camboriu. Este sim um grande projeto, que se implementado da forma correta vai beneficiar a todos, já que o custo da gasolina hoje influência direta e indiretamente no orçamento das famílias. Se este sistema for bem implementado, poderemos pedalar com a devida segurança e isto vai atrair cada vez mais pessoas para o modal bicicleta.

A ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú faz a sua parte cobrando a execução do projeto junto a administração pública. Esta fala aos quatro ventos, que já estão executando este projeto e que até a bem pouco tempo atrás não tínhamos nada de ciclovias. Esta ideia não está errada, já conseguimos muito do sistema cicloviário de hoje em relação ao que tínhamos a 3 ou 5 anos atrás. O problema está na execução deste ótimo projeto. As ciclovias são projetadas para gerar segurança aos ciclistas, para que estes deixem o seu carro em casa e diminuam a demanda nas ruas, fazendo com que o transito destes flua melhor.

Sou ciclista de carteirinha, no dia a dia atravesso a cidade várias vezes, por isto falo coma devida propriedade, nunca me senti seguro ao transitar pelo sistema cicloviário de Balneário, inclusive com toda a minha experiência, já fui atropelado uma vez. Dei sorte, mas outro ciclista que foi atropelado perto do Angeloni na avenida dos Estados não, este veio a falecer.

A segurança de que tanto falo está nos detalhes do projeto, que teimam em ficar só no papel, fazendo com que todos os usuários do sistema cicloviário acabem por se tornar alvos fáceis para atropelamentos. A prefeitura já fez várias reuniões com a ACBC, que hoje é a entidade que mais tem bagagem e experiência neste assunto na região, mas executar mesmo o que foi proposto por esta associação, está longe de acontecer.

Este assunto da muito pano para manga, mas temos que acreditar que as cabeças pensantes do poder público um dia vão acordar, deixando a barganha política de lado e façam o que tenham que fazer corretamente para uma melhor qualidade de vida para todos. 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 22/04/2015 às 02h36 | h.s.wendhausen@gmail.com



Henrique da Silva Wendhausen

Assina a coluna Mobilidade Urbana BC

Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú














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Por que nunca é feito com a devida qualidade e objetivo?


Todas as cidades necessitam de melhorias em suas estruturas, estas estão sempre num estado de evolução.

A população cresce muito rapidamente em todo o planeta, aumentando a necessidade de novas obras em vários sentidos, uma das principais, mobilidade urbana, obras que atingem a um grande número de cidadãos em todas as partes do planeta, por isto um assunto sempre atual.

Cabe as administrações públicas, sejam elas municipais, estaduais ou federais, projetarem as obras da mobilidade urbana conforme vão surgindo as necessidades e estas são muitas. Desta maneira precisam elaborar projetos que tenham como objetivo principal a melhoria da qualidade de vida de uma população. Mas infelizmente não é isto o que vemos nos dias de hoje, principalmente aqui em Balneário Camboriú. Os projetos são muitos, o problema está na execução e objetivos destes.

Exemplo: A passarela da Barra, que mais parece um poleiro de luxo, uma obra que se tivesse sido executada com o verdadeiro objetivo de melhorar a mobilidade humana para a qual foi construída, seria uma grande obra. Facilitaria e muito o deslocamento da população do bairro da barra para o centro da cidade. Se o projeto da passarela fosse mais simples, não custando o que custou e ainda por cima não estando pronta, teríamos um facilitador que culminaria na rapidez e na segurança com que os cidadãos poderiam usufruir ao se deslocar por este local. Opinião minha, está obra não foi projetada para o deslocamento dos cidadãos do bairro da Barra para o centro e vice e versa, haja visto que em vez de projetarem uma obra com facilidade de acesso rápido para todos, executaram a mesma com elevadores. Elemento que quando a demanda de pessoas for muito grande, criara filas enormes, fazendo com que todos queiram achar outros meios para se deslocarem ao centro. Pior ainda para os ciclistas, que fazem um grande uso da atual Balsa, como colocar esta demanda toda dentro de elevadores, por maiores que sejam.

Outra obra que já estava projetada, mas que não vai mais ser realizada, a do viaduto sobre a praça das Sereias. Deveriam aproveitar as verbas desta obra e aplicar no projeto do sistema cicloviário de Balneário Camboriu. Este sim um grande projeto, que se implementado da forma correta vai beneficiar a todos, já que o custo da gasolina hoje influência direta e indiretamente no orçamento das famílias. Se este sistema for bem implementado, poderemos pedalar com a devida segurança e isto vai atrair cada vez mais pessoas para o modal bicicleta.

A ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú faz a sua parte cobrando a execução do projeto junto a administração pública. Esta fala aos quatro ventos, que já estão executando este projeto e que até a bem pouco tempo atrás não tínhamos nada de ciclovias. Esta ideia não está errada, já conseguimos muito do sistema cicloviário de hoje em relação ao que tínhamos a 3 ou 5 anos atrás. O problema está na execução deste ótimo projeto. As ciclovias são projetadas para gerar segurança aos ciclistas, para que estes deixem o seu carro em casa e diminuam a demanda nas ruas, fazendo com que o transito destes flua melhor.

Sou ciclista de carteirinha, no dia a dia atravesso a cidade várias vezes, por isto falo coma devida propriedade, nunca me senti seguro ao transitar pelo sistema cicloviário de Balneário, inclusive com toda a minha experiência, já fui atropelado uma vez. Dei sorte, mas outro ciclista que foi atropelado perto do Angeloni na avenida dos Estados não, este veio a falecer.

A segurança de que tanto falo está nos detalhes do projeto, que teimam em ficar só no papel, fazendo com que todos os usuários do sistema cicloviário acabem por se tornar alvos fáceis para atropelamentos. A prefeitura já fez várias reuniões com a ACBC, que hoje é a entidade que mais tem bagagem e experiência neste assunto na região, mas executar mesmo o que foi proposto por esta associação, está longe de acontecer.

Este assunto da muito pano para manga, mas temos que acreditar que as cabeças pensantes do poder público um dia vão acordar, deixando a barganha política de lado e façam o que tenham que fazer corretamente para uma melhor qualidade de vida para todos. 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 22/04/2015 às 02h36 | h.s.wendhausen@gmail.com



Henrique da Silva Wendhausen

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Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú