Jornal Página 3

Não faltou tempo, faltou vontade e capacidade

 

Na semana retrasada o Jornal Página 3 trouxe na sua edição impressa uma matéria especial sobre Mobilidade Urbana em Balneário Camboriú e o fim do prazo para criação do Plano Municipal de Mobilidade Urbana.

Ao ler a matéria me deparei mais uma vez com promessas da Secretaria de Planejamento, em relação ao plano de mobilidade. Faz anos que as pessoas e algumas entidades tentam discutir o assunto e esperam ações efetivas da prefeitura em vão, pois quase nada foi feito para mudar a situação.
 
Vou transcrever parte da matéria publicada no site da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, no dia 07/03/2013:
 
“O plano de mobilidade urbana de Balneário Camboriú foi amplamente discutido na sessão ordinária desta quarta-feira (6), com a presença do secretário de Planejamento Urbano, engenheiro Auri Pavoni, que atendeu a solicitação do vereador Nilson Probst (PMDB) para explanar sobre o tema no plenário do legislativo municipal. (http://www.cambc.sc.gov.br/materias/show/2846/plenario-debate-mobilidade-urbana-em-balneario-camboriu)"
 
Vejam que no início de março de 2013, portanto há mais de 02 (dois) anos, secretários da prefeitura e vereadores discutiam o assunto, segundo a matéria, isso foi feito amplamente, e o que mudou?
 
Em setembro de 2013 participei juntamente com o ex-presidente da ACBC, Henrique da Silva Wendhausen, e mais umas 30 (trinta) pessoas, de uma Audiência Pública para tratar do assunto (Foto: Leandro Lins), mas de nada adiantou. (http://www.pagina3.com.br/politica/2013/set/25/1/audiencia-publica-discutira-mobilidade-urbana-em-balneario-camboriu)
 
 
 
O que fica claro em tudo isto é a falta de vontade e talvez de capacidade dos responsáveis em elaborar o Plano de Mobilidade. Sei que já está ficando chata a cobrança, mas mais chato é ver promessas sendo feitas todos os anos e nada ser feito, efetivamente, para melhorar a mobilidade em Balneário Camboriú.
 
Enganam-se aqueles quem acha que melhor forma de melhorar a mobilidade é alargar ruas e avenidas, isso é paliativo. Dois exemplos claros disto são a Avenida do Estado e a Quarta Avenida que tem quatro pistas, porém no seu final acabam em duas pistas de rolamento.
 
O que precisamos é da participação efetiva das pessoas e das entidades que vivem no dia a dia os problemas de Mobilidade de nossa cidade, para iniciar, seria bom cumprir o que determina a lei, criando o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana. Caso contrário, será apenas promessas e mais promessas não cumpridas enquanto o tempo passa. Só com esta participação conseguiremos chegar ao resultado que seja o reflexo das necessidades da cidade.
 
Tempo teve, o que faltou foi vontade e capacidade de solucionar este problema que já afeta nossas vidas diariamente. 

 

Escrito por , 04/05/2015 às 10h09 |



Assina a coluna Mobilidade Urbana BC

Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú














Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3

Não faltou tempo, faltou vontade e capacidade

 

Na semana retrasada o Jornal Página 3 trouxe na sua edição impressa uma matéria especial sobre Mobilidade Urbana em Balneário Camboriú e o fim do prazo para criação do Plano Municipal de Mobilidade Urbana.

Ao ler a matéria me deparei mais uma vez com promessas da Secretaria de Planejamento, em relação ao plano de mobilidade. Faz anos que as pessoas e algumas entidades tentam discutir o assunto e esperam ações efetivas da prefeitura em vão, pois quase nada foi feito para mudar a situação.
 
Vou transcrever parte da matéria publicada no site da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, no dia 07/03/2013:
 
“O plano de mobilidade urbana de Balneário Camboriú foi amplamente discutido na sessão ordinária desta quarta-feira (6), com a presença do secretário de Planejamento Urbano, engenheiro Auri Pavoni, que atendeu a solicitação do vereador Nilson Probst (PMDB) para explanar sobre o tema no plenário do legislativo municipal. (http://www.cambc.sc.gov.br/materias/show/2846/plenario-debate-mobilidade-urbana-em-balneario-camboriu)"
 
Vejam que no início de março de 2013, portanto há mais de 02 (dois) anos, secretários da prefeitura e vereadores discutiam o assunto, segundo a matéria, isso foi feito amplamente, e o que mudou?
 
Em setembro de 2013 participei juntamente com o ex-presidente da ACBC, Henrique da Silva Wendhausen, e mais umas 30 (trinta) pessoas, de uma Audiência Pública para tratar do assunto (Foto: Leandro Lins), mas de nada adiantou. (http://www.pagina3.com.br/politica/2013/set/25/1/audiencia-publica-discutira-mobilidade-urbana-em-balneario-camboriu)
 
 
 
O que fica claro em tudo isto é a falta de vontade e talvez de capacidade dos responsáveis em elaborar o Plano de Mobilidade. Sei que já está ficando chata a cobrança, mas mais chato é ver promessas sendo feitas todos os anos e nada ser feito, efetivamente, para melhorar a mobilidade em Balneário Camboriú.
 
Enganam-se aqueles quem acha que melhor forma de melhorar a mobilidade é alargar ruas e avenidas, isso é paliativo. Dois exemplos claros disto são a Avenida do Estado e a Quarta Avenida que tem quatro pistas, porém no seu final acabam em duas pistas de rolamento.
 
O que precisamos é da participação efetiva das pessoas e das entidades que vivem no dia a dia os problemas de Mobilidade de nossa cidade, para iniciar, seria bom cumprir o que determina a lei, criando o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana. Caso contrário, será apenas promessas e mais promessas não cumpridas enquanto o tempo passa. Só com esta participação conseguiremos chegar ao resultado que seja o reflexo das necessidades da cidade.
 
Tempo teve, o que faltou foi vontade e capacidade de solucionar este problema que já afeta nossas vidas diariamente. 

 

Escrito por , 04/05/2015 às 10h09 |



Assina a coluna Mobilidade Urbana BC

Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú