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Onde prender a minha bicicleta?

Nos dias de hoje, uma das maiores preocupações de todos os ciclistas que circulam pelas ruas e avenidas de Balneário Camboriú é onde irá deixar a sua bicicleta?
 
Não é a única, pois não conseguimos respostas também para saber o porquê em Balneário Camboriú temos várias obras que começam, mas não são finalizadas? Um exemplo claro disso é a ciclofaixa da Rua 2550, que recebeu os tachões, porém ainda não foi realizada a sinalização horizontal, e a devida pintura, e está há mais de dois meses em uso.
 
A quantidade de pessoas que começaram a utilizar a bicicleta como meio de transporte ou para o lazer aumentou consideravelmente em nossa cidade, mas infelizmente não tivemos este aumento em infraestrutura para os ciclistas, e como dito anteriormente a instalação de paraciclos ou bicicletários em nossa cidade não existe por parte do poder público.
 
Em abril de 2013, a promessa da prefeitura era a seguinte: “até o final do ano teremos aproximadamente 30 quilômetros de ciclovia e ciclofaixas, todas interligadas, sendo que também em um futuro próximo teremos vagas para paraciclos, em vários pontos da cidade.” (http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/imprensa/noticia.cfm?codigo=10761)
 
Ocorre que, mais de 2 anos depois, a situação pouco mudou, as ciclovias continuam sem interligação e somente 2 locais públicos tiveram paraciclos instalados, um ao lado da guarita da Guarda Municipal na Praça Almirante Tamandaré e outro na Câmara de Vereadores.
 
Quase nada, perto do que foi prometido, mas e qual a solução?
 
Talvez o que minimizasse um pouco esta situação seria seguir o bom exemplo da Prefeitura de São Paulo, que através de portaria publicou regras, para que qualquer proprietário de imóvel da cidade instale em suas calçadas paraciclos, estacionamentos para bicicletas, sem depender das autoridades. De acordo com a portaria, quem quiser instalar o paraciclo deverá tratar o bem como um equipamento público. Significa, por exemplo, que um comerciante que montar essas peças não poderá permitir que apenas seus clientes os usem. O uso terá de ser autorizado para qualquer um que decida prender a bicicleta ali. Mas essa regra só vale se o paraciclo não for instalado em área pública. Em uma área particular, como o recuo de um prédio, vão valer as regras do proprietário.
 
Além disso, o comerciante que disponibilizar um bom paraciclo, trará para seu cliente ciclista a tranqüilidade para fazer suas compras com calma em seu estabelecimento sem ter que se preocupar o tempo todo com a sua bicicleta. Essa facilidade é o primeiro passo para fidelizar um ciclo cliente.
 
Enquanto isso, continuaremos cobrando a instalação de paraciclos para que, nós ciclistas, possamos deixar as nossas bicicletas em segurança, principalmente em prédios ou equipamentos públicos.
 
Escrito por , 31/07/2015 às 17h45 |



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Administrador e cicloativista. Presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú














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Nos dias de hoje, uma das maiores preocupações de todos os ciclistas que circulam pelas ruas e avenidas de Balneário Camboriú é onde irá deixar a sua bicicleta?
 
Não é a única, pois não conseguimos respostas também para saber o porquê em Balneário Camboriú temos várias obras que começam, mas não são finalizadas? Um exemplo claro disso é a ciclofaixa da Rua 2550, que recebeu os tachões, porém ainda não foi realizada a sinalização horizontal, e a devida pintura, e está há mais de dois meses em uso.
 
A quantidade de pessoas que começaram a utilizar a bicicleta como meio de transporte ou para o lazer aumentou consideravelmente em nossa cidade, mas infelizmente não tivemos este aumento em infraestrutura para os ciclistas, e como dito anteriormente a instalação de paraciclos ou bicicletários em nossa cidade não existe por parte do poder público.
 
Em abril de 2013, a promessa da prefeitura era a seguinte: “até o final do ano teremos aproximadamente 30 quilômetros de ciclovia e ciclofaixas, todas interligadas, sendo que também em um futuro próximo teremos vagas para paraciclos, em vários pontos da cidade.” (http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/imprensa/noticia.cfm?codigo=10761)
 
Ocorre que, mais de 2 anos depois, a situação pouco mudou, as ciclovias continuam sem interligação e somente 2 locais públicos tiveram paraciclos instalados, um ao lado da guarita da Guarda Municipal na Praça Almirante Tamandaré e outro na Câmara de Vereadores.
 
Quase nada, perto do que foi prometido, mas e qual a solução?
 
Talvez o que minimizasse um pouco esta situação seria seguir o bom exemplo da Prefeitura de São Paulo, que através de portaria publicou regras, para que qualquer proprietário de imóvel da cidade instale em suas calçadas paraciclos, estacionamentos para bicicletas, sem depender das autoridades. De acordo com a portaria, quem quiser instalar o paraciclo deverá tratar o bem como um equipamento público. Significa, por exemplo, que um comerciante que montar essas peças não poderá permitir que apenas seus clientes os usem. O uso terá de ser autorizado para qualquer um que decida prender a bicicleta ali. Mas essa regra só vale se o paraciclo não for instalado em área pública. Em uma área particular, como o recuo de um prédio, vão valer as regras do proprietário.
 
Além disso, o comerciante que disponibilizar um bom paraciclo, trará para seu cliente ciclista a tranqüilidade para fazer suas compras com calma em seu estabelecimento sem ter que se preocupar o tempo todo com a sua bicicleta. Essa facilidade é o primeiro passo para fidelizar um ciclo cliente.
 
Enquanto isso, continuaremos cobrando a instalação de paraciclos para que, nós ciclistas, possamos deixar as nossas bicicletas em segurança, principalmente em prédios ou equipamentos públicos.
 
Escrito por , 31/07/2015 às 17h45 |



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