Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

1 BIKE 1 VIDA

Estou escrevendo sobre este tema porque vidas estão se perdendo e de uma maneira que poderiam ser evitadas.
 
O ciclista quando sai de sua casa, quer seja para trabalhar, ir ao mercado fazer compras, passear ou ainda praticar o esporte pelo esporte, passa a fazer parte do meio chamado trânsito, se juntando aos demais modais que circulam pelas vias. Desta maneira e por ser um meio de transporte, está incluso no Código de Trânsito Brasileiro, tendo que seguir as suas regras, da mesma forma ser respeitado pelos outros modais.
 
Conceito fácil de observar, mas o que está acontecendo nos dias de hoje? O ciclista está morrendo no trânsito da qual ele faz parte e também possui os seus direitos. Pelo que tenho visto através dos jornais, estamos sendo mortos não porque há uma guerra desencadeada para isto, muitas destas ações negativas estão acontecendo pelas mãos de motoristas bêbados e drogados, que por estarem nesta condição não deveriam estar atrás de um volante. Mas poderia se dizer que acontecem mortes de ciclistas também com motoristas sãos e é ai que eu quero chegar.
 
Quando um ciclista é atropelado por este ‘’são’’ temos que observar atentamente o que o levou a este ato lastimável, porque não podemos ser pessimistas a ponto de acharmos que o mesmo o fez por querer. Há diversas coisas que podemos imaginar, por exemplo: o mesmo se distraiu com o celular ou com o rádio, ou então ele não viu o ciclista ao olhar para o filho no banco de trás, ainda, foi acender o cigarro quando viu estava em cima e derrapou na pista por excesso de velocidade e atropelou o ciclista.
 
Os poucos fatos citados acima estão fora das normas (CTB) claro que existem os erros do próprio ciclista, mas a ótica que abordo é a do motorista e desta maneira chegamos a conclusão de que estamos morrendo porque estas normas não estão sendo cumpridas, desta forma não somos vistos como outros seres humanos pelos nossos semelhantes, que dividem o mesmo o espaço nas vias.
 
Se o ciclista fosse visto como uma vida, outro ser humano pelo seu semelhante, e não como um ser que atrapalha, esta mesma norma dificilmente estaria sendo quebrada.

Para encerrar, convido a todos, ciclistas, simpatizantes e não ciclistas a participarem da campanha 1 BIKE 1 VIDA iniciada pelo Luiz Carlos Chaves Junior e Romulo Cruz, para que o respeito as normas aconteçam e sejamos vistos como iguais, dignos de uma vida.

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 28/03/2016 às 15h59 | h.s.wendhausen@gmail.com

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