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Coluna
Céres Felski
Por Céres Fabiana Felski

A violência nossa de cada dia

Neste final de semana, ocorreu mais um caso de violência na nossa cidade. Um jovem saiu de uma balada em Balneário Camboriu e foi levar os amigos em casa. Após deixar os amigos, foi rendido por um outro e agredido a tijoladas. O alvo era o carro dele, um Fiat Strada, que estava sem seguro (assim como o de várias pessoas no nosso país, na crise atual). Não contente em derrubar o proprietário do veículo, o agressor continuou desferindo golpes na cabeça da vítima, até que moradores da região acorreram. Com afundamento de crânio, o jovem foi atendido no pronto socorro e, felizmente, não teve nenhuma complicação mais grave. 

Sabe o que mais me apavora nisso tudo? É que já lemos este tipo de notícia com naturalidade, já faz parte de nosso cotidiano e nem nos surpreendemos mais... A violência já está tão inserida na nossa realidade, que simplesmente encaramos como "mais um..." e nada fazemos. Novamente, como em vários casos, o jovem agredido não tem familiares no estado, é uma pessoa de bem, e ainda estava ajudando os amigos. Ele não esboçou reação (até porque não teve como, já que foi agredido pelas costas), e mesmo caído continuou a receber tijoladas na cabeça. Teria morrido, senão fosse a vizinhança acordar e chamar por socorro. 

Cerca de 30 horas depois o agressor é encontrado com a namorada passeando com o carro da vítima. Tenta fugir, mas é contido pelos policiais que  prendem o casal. A garota alega que o rapaz disse a ela que havia comprado o carro na cidade vizinha. Ele acaba confessando o crime. Os dois estão detidos. Para infelicidade deles, o jovem agredido não perdeu a consciência e pode reconhecer seu agressor. 

De tudo isso, duas coisas me consolam: ainda existem pessoas de bem que não se calam diante de um crime, salvando a vida do jovem. Nossa polícia militar, tão criticada, tão mal remunerada, conseguiu não apenas prender o agressor como recuperar o veículo em poucas horas. Sem dúvida, Deus existe e cuida de seus filhos. 

Agradeço aos vizinhos que salvaram nosso amigo, aos policiais que agiram com rapidez e eficiencia, e ao pronto socorro do Hospital Marieta (Enf Alex, Dr Evandro Grutzmacher, Dr Marcos Costa, e equipe) que deram um atendimento não apenas competente, mas humanizado. 

Sem dúvida, ainda vale a pena lutar. 

Escrito por Céres Fabiana Felski, 25/09/2017 às 13h26 | cereshmrc@gmail.com

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Céres Fabiana Felski

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Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há quase 20 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira (www.ceresfelski.com.br)
















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