Jornal Página 3
Coluna
Céres Felski
Por Céres Fabiana Felski

Sobre artistas locais

 

                Neste último domingo estive na abertura do Festival da Canção, no Teatro Bruno Nitz e preciso confessar que foi uma experiência inesquecível. É impressionante a quantidade e a qualidade dos talentos que convivem conosco diariamente e que não nos apercebemos.

            Infelizmente ainda temos o hábito de importar culturas, conhecemos artistas internacionais e até falamos deles com familiaridade e não vemos o artista que trabalha ao nosso lado, na  mesma repartição, ou que mora na mesma rua, na mesma cidade. Da mesma forma que nos comove a fome do outro lado do oceano mas ignoramos quem bate a nossa porta pedindo comida... Aplaudimos e economizamos para ir no show do cantor internacional, mas não vamos assistir nossos artistas locais mesmo sendo de graça!

 

            Voltando ao festival, a cada noite 15 talentos se apresentam e recebem os votos da platéia. Quatro são escolhidos por um júri técnico e um pelo voto dos expectadores. Hoje a grande final, com os 15 selecionados nos três dias de festival.

 

            Mas  uma música que mexeu especialmente com meu coração. Não foi selecionada, não está na final de hoje, mas quero voltar a ouvir a voz suave de um compositor do bairro da Barra, filho de pescador, com a música “Ainda somos um”.  

     

       Rodrigo Freitas, ainda está ecoando em minha cabeça o “fechar os olhos e enxergar”. Sim, meus amigos, é preciso fechar os olhos para enxergar com o coração.

 

 

“É de viver dividir

é de se ver, se orgulhar

a cada ser um pouco de si

a cada qual, um pouco dá

 

De florecer, invadir

Se permitir, deixar levar

recomeçar, reconstruir

fechar os olhos e enxergar

 

A vida que todo dia nasce dentro de si

e morre se não quer deixar sair

é feliz quem sabe ser o que se é

com todos os defeitos,

com todas as verdades

é feliz quem sabe ser feliz.

 

Somos inteiros pela metade

e tão completos em cada parte

e ainda somos um

 

buscando versos e melodias

buscando formas e poesia

e ainda somos vida.”

 

(Rodrigo Freitas em Ainda somos um)

Escrito por Céres Fabiana Felski, 05/12/2018 às 12h13 | cereshmrc@gmail.com



Céres Fabiana Felski

Assina a coluna Céres Felski

Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há 21 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira (www.ceresfelski.com.br)


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Céres Felski
Por Céres Fabiana Felski

Sobre artistas locais

 

                Neste último domingo estive na abertura do Festival da Canção, no Teatro Bruno Nitz e preciso confessar que foi uma experiência inesquecível. É impressionante a quantidade e a qualidade dos talentos que convivem conosco diariamente e que não nos apercebemos.

            Infelizmente ainda temos o hábito de importar culturas, conhecemos artistas internacionais e até falamos deles com familiaridade e não vemos o artista que trabalha ao nosso lado, na  mesma repartição, ou que mora na mesma rua, na mesma cidade. Da mesma forma que nos comove a fome do outro lado do oceano mas ignoramos quem bate a nossa porta pedindo comida... Aplaudimos e economizamos para ir no show do cantor internacional, mas não vamos assistir nossos artistas locais mesmo sendo de graça!

 

            Voltando ao festival, a cada noite 15 talentos se apresentam e recebem os votos da platéia. Quatro são escolhidos por um júri técnico e um pelo voto dos expectadores. Hoje a grande final, com os 15 selecionados nos três dias de festival.

 

            Mas  uma música que mexeu especialmente com meu coração. Não foi selecionada, não está na final de hoje, mas quero voltar a ouvir a voz suave de um compositor do bairro da Barra, filho de pescador, com a música “Ainda somos um”.  

     

       Rodrigo Freitas, ainda está ecoando em minha cabeça o “fechar os olhos e enxergar”. Sim, meus amigos, é preciso fechar os olhos para enxergar com o coração.

 

 

“É de viver dividir

é de se ver, se orgulhar

a cada ser um pouco de si

a cada qual, um pouco dá

 

De florecer, invadir

Se permitir, deixar levar

recomeçar, reconstruir

fechar os olhos e enxergar

 

A vida que todo dia nasce dentro de si

e morre se não quer deixar sair

é feliz quem sabe ser o que se é

com todos os defeitos,

com todas as verdades

é feliz quem sabe ser feliz.

 

Somos inteiros pela metade

e tão completos em cada parte

e ainda somos um

 

buscando versos e melodias

buscando formas e poesia

e ainda somos vida.”

 

(Rodrigo Freitas em Ainda somos um)

Escrito por Céres Fabiana Felski, 05/12/2018 às 12h13 | cereshmrc@gmail.com



Céres Fabiana Felski

Assina a coluna Céres Felski

Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há 21 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira (www.ceresfelski.com.br)


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